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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A Divina Flor da Papaia Celestial


GRANDES MOMENTOS DO FÓRUM F.A.R.R.A.
A insanidade não existe, é só uma coisa da sua cabeça

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Quer viver uma grande aventura? Então abra um fórum e administre-o. O F.A.R.R.A., nos moldes para o qual foi criado (compartilhamento de arquivos), durou exatos 3 anos. Depois, por alguns problemas externos, tive que encerrar as atividades. Hoje ele ainda existe, como A.R.R.A.F., e é um local onde o pessoal que se apegou ao fórum se reúne para bate-papo e troca de informações. E eu deixei a administração com um casal de apaixonados pelo fórum.

Mas, em 3 anos, é óbvio que, além de compartilhar arquivos, o fórum acumulou muitas histórias bizarras das quais fui testemunha ocular, querendo ou não, já que eu era o administrador.

Muitas pessoas em um fórum, onde ela não paga NADA, para estar ou baixar o que quer, acha que tem direitos iguais aos de um consumidor que foi a uma loja, locadora, banca de jornais ou algo assim, e teima em exigir esses "direitos". Outras pessoas simplesmente acham que estão em sua própria casa e podem fazer do jeito que quiser. Ainda outros não admitem ser contrariados. E existem aqueles que simplesmente não tem noção de coisa alguma. Um lugar com todos esses tipos de pessoas gera as histórias mais absurdas.

Quase perto do fim, o fórum acumulou um pouco mais de 100.000 usuários. Obviamente nem todos interagiam e, se o fizessem, meu trabalho se tornaria insano. Mas, da porcentagem que interagia, havia uma porcentagem que simplesmente estava aquém de qualquer ajuda. Aqui vou citar apenas os casos mais graves (leia-se: hilariantes... ou não). Se eu fosse contar tudo que aconteceu nesse tempo de fórum, não poderia ser em apenas um post:

O FANÁTICO POR BATMAN - Em um fórum há sempre um bate-papo saudável entre os usuários, que podem abrir tópicos pertinentes a assuntos que digam respeito á seção respectiva. Aqui, no caso, a seção sobre quadrinhos. Nerds tem uma mania um tanto estranha de entrar em uma eterna discussão sobre que super-herói derrotaria qual. A certa altura, um indivíduo abriu um post dizendo que Batman venceria tal herói. Até aí tudo bem.

Porém, a autonomia dada a um usuário, para poder ele mesmo abrir posts, pode sair do controle. Empolgado, o usuário começou a abrir post atrás de post, cada um deles colocando Batman contra um super-herói diferente. Isso é o chamado "flood", termo usado para definir quem manda mensagens demais, com o mesmo teor. Em vez de abrir apenas um único tópico e dentro dele discorrer contra quem o batman lutaria, a pessoa procurou o caminho mais difícil. Porém, creio que chamar a atenção já era a intenção inicial.

Quando criticado sobre sua atitute o usuário passou a se colocar no lugar de vítima, causando mais problemas, até ser expulso. E, pior, o Batman não veio ajudá-lo!

ACUSADO DE HOMOFOBIA - No fórum, apesar de voltado para o compartilhamento, haviam várias seções diferentes, uma delas era desiginada +18, ou seja, para postagem de fotos e outras imagens eróticas. Aqui cabe um adendo. Uma seção chamada "Reclamações e Sugestões" foi a pior idéia que eu tive. Quando uma nova mensagem apareceu nesta, fui olhar e lá havia um usuário reclamando que não havia fotos de homens pelados na seção +18.

Dei minhas explicações para ele, do porque de não colocar fotos de homens pelados e, claro, isso não o deixou feliz. Por mensagem privada ele me disse que a falta das tais fotos e a minha atitude em negar-lher o "direito" de tê-las lá, era nada mais nada menos que homofobia e que eu aguardasse que seria em breve processado. Foi, claro, devidamente expulso.

NÃO PAQUERE COM SEU NAMORADO VENDO - Um fórum também pode ser um ótimo lugar para xavecar (como qualquer lugar, como se a gente escolhesse lugar para isso). Mas, não é uma boa idéia se você tem namorado(a) e ele(a) está inscrito e participando do MESMO fórum que você.

Uma querida usuária do fórum gostava de, digamos, dar atenção "diferenciada" a um outro usuário, mesmo com seu namorado ali, a postos. Estranhamente, a parte afetada por esse comportamento não conseguia entender que o problema não era apenas o usuário que desfrutava da atenção de sua amásia, mas sia A SUA amásia, também.

Assim sendo, eu recebia mensagens em particular do jovem mancebo pedindo que eue o desligasse do fórum. Mas... mas... mas... não seria mais prático você chamar a atenção de sua namorada e mandá-la parar de dar mole para o usuário? Mas, claro, eu não disse isso porque não era conselheiro sentimental. Apenas fiz como ele me pediu, desliguei-o do fórum. Assim, quando a moçoila viu que o namorado não mais prestava atenção às suas peripécias, a coisa esfriou e acabou. Talvez ele tenha sido esperto... ou não. Sei lá.

NÃO ENTRE NUM FÓRUM COM O APELIDO DE "SHANNA" - Para entrar num fórum (ou em qualquer lugar da internet) com um apelido desses, você tem que impôr respeito e ser sagaz. Bom, a usuária que entrou com este apelido não era nem uma coisa, nem outra. Para piorar, era totalmente sem noção da realidade. Quebrava regras simples, como postar na seção correta. Discutia assuntos, como aborto, para o qual seu único argumento era "Deus mandou", e difundia boatos que ela devia receber por e-mail, como por exemplo, o logotipo da Kibon é uma "senha" para pedófilos.

Obviamente que o apelido e os tipos de assuntos tratados pela usuária, faziam com que tudo acabasse em... Shanna. Os trocadilhos pipocavam e era Shanna isso e Shanna aquilo. No fim das contas, a Shanna se sentiu incomodada e retirou-se por si mesma. Os "farristas" (como se designa o usuário do F.A.R.R.A.) nunca mais viram a Shanna. Alguns dizem que ainda viram Shanna em outro lugares, mas não há garantia. Fique claro que nem mesmo a expulsei, a Shanna que não aguentou mais as pessoas sendo tão duras com ela.

Depois de muitas tentativas de fazê-la se adaptar ao fórum, eu mesmo desisti. Deixei a Shanna de lado.

TATUAGEM, QUE TATUAGEM - Exibicionismo não é algo para todo mundo. Nem todos tem o gabarito necessário para essa prática. É preciso treino e eficácia. E, assim não foi com uma de nossas usuárias que resolveu mostrar para o fórum em peso, uma tatuagem sua, em uma foto que ela mesma postou. A tatuagem era nas costas, ou no braço, não me lembro. Só me lembro que ela tirou a foto de sutiã. Seria uma coisa sensual, não? É, mas existem sutiãs e sutiãs. E o que ela estava não era do tipo sensual. Era mais da espécie a qual um usuário denominou como "sutiã de amadurecer mamão papaia". No fim das contas, quase ninguém conseguiu prestar atenção à tatuagem. O sutiã ficou tão impregnado no imaginário popular que os homens nem mesmo conseguiram aproveitar a semi-nudez de graça, que não era de se jogar fora. Mas o sutiã era.

A DIVINA FLOR DA PAPAIA CELESTIAL - Sim, a papaia apareceu em outro episódio. Nosso último. Muita gente queria que os arquivos colocados no fórum fossem disponibilizados do jeito que ela queria. E muitos se irritavam se isso não era feito. Xingavam, eram expulsos, voltavam novamente com outro perfil, xingavam novamente e eram expulsos novamente. Porém, alguns gostavam de pegar mais pesado. Gostavam de humilhar o administrador.

Eis que um belo dia abro minha caixa de mensagens privadas e lá está um enorme texto dizendo o quanto sou prepotente por fazer as coisas no fórum como eu quero (para alguns eu era pior do que Hitler e um clone do Hitler, juntos). Eles não aceitavam que o dono do fórum fizesse as coisas como ele queria. Era um pensamento absurdo. Assim sendo, a mensagem destilava uma ladainha de insultos. Mas, eis que ao insulto final, eu não consegui me conter... e caí na gargalhada.

Tentando demonstrar com toda a força de sua raiva, com o eu era um ser prepotente desprezível, o usuário diz que eu me acho "A Divina Flor da Papaia Celestial". A designação é tão boa que eu até mesmo a usei, por um tempo, como nome de um dos meus blogs.

Infelizmente não lembro quem seja o usuário, para agradecê-lo. Nem lembro também do restante da mensagem. Quem poderia lembrar? Depois de algo tão portentoso, tudo mais perde a importância.

E é isso, se você pensa em ter um fórum, é mais ou menos isso que você enfrentará. Ou pior. Até mais ver!


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Os Astonishing Xis-Men


SURPREENDENTES X-MEN - VOL. 01
Scans by Onomatopéia Digital, uma subsidiária RA

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Quando eu lia X-Men, eu não pronunciava corretamente, como hoje em dia. Para mim, eles eram os "Xis-Men" e não os "Équis-Men". E acho que quase todo mundo que lia suas aventuras, naquele tempo, pronunciava assim. Até que a animação baseada nos heróis começou a ser veiculada no Brasil e a dúvida foi sanada e, com o tempo, nos acostumamos com a pronúcia correta. Com a guerreira Sonja acontece a mesma coisa, mas essa é outra história.

Minhas primeiras incursões ao mundo mutante se deram pelas mãos de Chris Claremont e Dave Cockrum. Era a fase de transição entre os antigos e os novos integrantes. O surgimento de Wolverine, Colossus, Tempestade e Noturno. Claremont realmente foi quem fez o grupo ser o que ele é hoje. Eu não gostava dos desenhos de Dave Cockrum. Isso fazia com que eu não fosse tão fã assim das histórias dos mutantes.

Então, um novo desenhista começou a tomar conta do pedaço: John Byrne. Não me era um total desconhecido, pois já havia lido as histórias do Punho de Ferro, desenhadas por ele. O seu traço me agradava muito e o tempo mostrou que o cara era bom, como ficou bem claro para todos.

Nas mãos da dupla Claremont/Byrne, os X-Men chegaram ao patamar dos maiores heróis da Marvel e, quem sabe, até os tenha ultrapassado. A popularidade do grupo veio para o bem e para o mal. Afinal, os mutantes ganharam tantos títulos que manter a qualidade se tornou quase impossível.

Na década de 90, quando a Fase Jim Lee despontou, eu não estava lendo nenhum tipo de quadrinho. Hoje em dia, pelo menos nesse caso, acho que foi uma benção esta "decisão". Os anos 90 não foram gentis com os quadrinhos de super-heróis e muita coisa péssima foi feita nesta época, inclusive com os supracitados.

Com X-Men aconteceu quase o mesmo que aconteceu com Novos Titãs, no meu caso, quero dizer. A melhor fase do supergrupo da DC, sem dúvida, foi a dobradinha Wolfman/Pérez e, depois disso, não consegui ler mais nada feito por outra equipe criativa. E permanece assim até hoje. Já, com o X-Men eu voltei a ler, não como antigamente, claro. Mas, dentro do turbilhão de HQs do grupo que são feitas, surge aqui e ali, arcos e/ou títulos que valem a pena ser lidos, mesmo que seja anos depois de lançados. É o caso do encadernado Surpreendentes X-Men - Volume 1.

Mesmo antes disso, já havia me "surpreendido' com as histórias escritas por Grant Morrison e ilustradas por Frank Quitely para Novos X-Men. E, aqui, novamente, um roteirista de peso se junta a um artista do qual sou fã, para formar uma HQ que me faz voltar aos tempos em que eu lia ótimas histórias destes super-heróis.

A nova revista foi muito badalada na época de seu lançamento (da mesma forma que o foi Novos X-Men) por conta do roteirista ser Joss Whedon, o criador de Buffty, A Caça-Vampitos e da série de FC Firefly. Já os desenhos estavam a cargo de John Cassaday, de quem eu me tornara admirador depois que o conheci na série Planetary, provavelmente a minha HQ preferida de todos os tempos.

Ainda assim, não li em os scans na época, nem quando foi publicada no Brasil nas revistas mensais. Os dois métodos tinham suas desvantagens para mim. O primeiro, o fato de parar em frente ao computador para ler, e o segundo devido a eu não conseguir manter um rotina monetária para comprar edições mensais. Então, eis que a Panini lança o encadernado com os primeiros dois arcos dessa nova revista.

Deve-se dizer que o título "Surpreendentes X-Men" foi honrado. Whedon já chegou surpreendendo, realmente. O primeiro arco nos traz uma retumbante revelação: uma vacina que pode curar a condição de mutante. Creio que esta história tenha inpsirado o roteiro do terceiro filme dos X-Men. Junto com esa suposta cura, um alienígena de um planeta chamado Grimamundo quer destruir os X-Men e ele parece saber muito mais do que aparenta. No segundo arco, muita coisa não pode ser dita, para não se estragar a surpresa para quem não leu ainda. A única coisa que posso dizer é que os mutantes ganham um novo e improvável inimigo. Alguém que sempre esteve com eles.

São 322 páginas de aventura de verdade, como se espera de algo assim, quando damos nosso dinheiro nas mãos do jornaleiro
.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Feliz Anivesário, Lia


TODOS OS DIAS DE SUA VIDA

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Eu não lembro da vida sem você
Lembro sim, de um tempo meio nublado
Indistinto, onde não consigo perceber
A sua presença ali, ao meu lado
Nego e quero esquecer
Este tempo tão calado


Mas, depois de ti, você aconteceu
A rotina se tornou algo indomada
Restando apenas a alegria e eu
Isolando a nós dois, nesta ilha encantada
Atacando a tristeza que logo morreu


Onde mais eu poderia encontrar
Lugar algum havia me prometido
Ir adiante já era um modo de errar
Vi que queria mesmo era estar contigo
Então, não tive dúvidas sobre onde estar
Ignorando qualquer sentimento ambíguo
Recuso-me a um segundo mais esperar
Amando a ti como homem, amante a amigo

Hoje eu sei que não mais nos separamos
Ocasos e acasos temos juntos enfrentado
Na lua, para ver o pôr da Terra, nos sentamos
Odes a um amor de loucos, temos nós cantado
Rimos mais que duas crianças e, sim, brigamos
Antes assim que sermos dois aparvalhados
Temos mais um do outro que pensamos
O que nos faz eternos apaixonados

FELIZ ANIVERSÁRIO, LIA, MEU AMOR


sábado, 14 de janeiro de 2012

Minha Mãe e os Quadrinhos


A MÃE DE TODOS OS GIBIS
Como vim a cultivar o meu gosto por HQs

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Estamos todos os quatro irmãos em casa, esperando minha mãe chegar das compras. A ansiedade é grande, por um motivo simples: como somos todos muito pequenos, quando ela fica longe muito tempo, um aperto no coração de cada um se faz sentir e, quando ela chega, parece que nos sentimos seguros novamente. Já sabendo disso (como ela sempre pareceu saber de tudo), ela trazia algum tipo de agrado para cada um. Para mim, ela trazia um gibi. E, a lembrança mais remota que tenho dela fazendo isso, é dela tirando de dentro da bolsa um gibi de O Mestre do Kung Fu, de quando era publicado pela Editora Vecchi (ou Bloch, não lembro direito). Para mim, aquele era o maior presente do mundo, mesmo eu mal sabendo ler ainda.

Minha mãe, que fez aniversário na sexta feira, dia 6 de Janeiro e, aos 65 anos nunca perdeu esse dom de incentivar a leitura, mesmo ela nunca tendo lido um único gibi. E, mesmo se pudesse, ela não conseguiria parar para fazê-lo. Digo que não perdeu, porque sempre me lembra de levar algum gibi para meu sobrinho de 11 anos. Seu único neto, Caio Vinícius. Ela se deleita vendo o gosto que ele tem pela leitura, o mesmo que ela via em mim.

Mesmo quando ela ficou sozinha para cuidar de nós e as dificuldades aumentaram, ainda assim ela nunca foi de reprimir minha vontade de ler mais e melhores gibis. Claro, que nesses tempos, os gibis assim como as vacas, eram magros. Lembro-me como se fosse hoje de uma vez em que estávamos num ponto de ônibus onde havia uma banca de jornal - que surpreendentemente está lá ainda hoje, mesmo que desativada - e ela me deu algo equivalente a um real para que eu comprasse uma revista do Pato Donald, a mais baratinha. O importante era ter algo para ler.

Aos 12 anos eu fui trabalhar e, claro, a maior parte do dinheiro ia para a banca de jornal. Isso fazia ao menos com que ela não tivesse que tirar de seu orçamento para comprar HQs para mim. Assim, sendo, de certo modo, eu estava ajudando. Para "piorar" as coisas, eu trabalhava a alguns metros da maior banca de jornal da localidade e passava por lá às 6 da manhã, para ver o que havia chegado, antes mesmo de ir para o trabalho. Essa foi a única época em que eu realmente colecionei HQs, chegando a acumular 500 revistas. E, sempre sobrava para minha mãe.

No caso aqui, era o fato de que eu tomava o espaço dela para poder guardar minhas revistas. Primeiro me apoderei de um pequeno armário, feito por um tio marceneiro. Fui colocando os gibis dentro dele e transformando-o na minha base. Porém, o armário era muito pequeno, e creio que não deve ter suportado nem 200 das revistas que acumulei. Eu precisava de um lugar maior, e já sabia qual.

Com o tempo apareceu lá em casa um armário branco, horizontal, enorme. Também havia sido feito por alguém, não lembro quem. Minha mãe e minhas duas irmãs guardavam tudo que era tipo de coisa ali e eu precisava me apoderar de pelo menos uma parte dele. Uma missão difícil, não devido a minha mãe, mas às minhas irmãs, claro. Mas, aos poucos fui colocando todas as revistas nele, e a quantidade só ia aumentando. Minha mãe, novamente, foi a conciliadora e evitou que eu fosse morto. Fiquei com a parte de baixo toda, que era enorme! Passava horas arrumando e rearrumando os gibis ali, coisa que nunca mais fiz em minha vida. Os que tenho hoje ficam, ou na estante, ou espalhado pelo quarto.

Quando cheguei aos 500, vendo o monstro que tinha criado, minha mãe olhou para aquela quantidade de gibis, olhou para mim, e disse a célebre frase que ela repetiria várias vezes durante a minha vida: "Tudo teu é demais, Eudes". Em parte ela estava certa. Não havia mais onde guardar tanta revista. Assim, tomei a decisão cruel de vendê-los todos e comprar a segunda coisa mais legal que os gibis (quando a gente é garoto, quero dizer): Uma bicicleta! E minha mãe apoiou alegremente.

Talvez essa seja a melhor das qualidade da minha mãe. Por mais insana que fossem as nossas decisões, ela sempre apoiou. No caso dos quadrinhos ela me ajudou a criar o gosto por eles. Ela é a minha Martha Kent e Tia May, só que mais jovem e engraçada!

Te amo, mãe!


AS OBRAS COMPLETAS DE CARL BARKS - VOL. 11
Scans by Onomatopéia Digital, Uma Subsidiária RA


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Sinopse: Mais histórias escritas e ilustradas pelo Homem dos Patos, Carl Barks. Donald, Tio Patinhas e os sobrihos enfrentam magia negra, encontram um papagaio contador, tem que salvar uma cidade de ladrões de gado, entre outras coisas. Barks foi quem definiu toda a mitologia dos patos da Disney, nos quadrinhos.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O Mal Está Lá Fora


TUCKER AND DALE VS. EVIL
As Aparências Enganam e Podem Matar (de Rir)

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Eu tenho um indicador para saber se um filme de comédia é realmente bom e esse indicador é quando a Lia (minha esposa) ri de verdade. Assim como ela não chora em qualquer filme de drama, ela também não ri em qualquer filme de comédia. Na verdade, em quase nenhum. Enquanto estou lá eu, ao lado dela, me debulhando em lágrimas, nos filmes de drama, ou morrendo de rir a toda altura, nos filmes de comédia, ela está lá, impassível, apenas me fazendo companhia. Assim sendo, quando ela dá uma risada alta e gostosa, eu sei que o filme realmente é bom! É o caso de Tucker and Dale vs. Evil.

O filme é uma pérola perdida que talvez muitos não conheçam, assim como eu não conhecia até ontem. O filme é uma comédia de terror, de 2010, que eu já havia visto por aí, de relance, mas que o título não me chamou atenção alguma. Mas, resolvi assistir quando vi a nota alta dada pelo
IMDB (7.6) e vi que eu devia estar perdendo alguma coisa boa aí. Também me chamou a atenção a presença de Alan Tudyk, um excelente ator, ainda mal aproveitado, que tem como destaque em sua carreira a comédia Morte no Funeral e Eu, Robô (onde ele empresta suas feições e voz ao robô perseguido por Will Smith).

Pois bem, o filme conta a história sob dois pontos de vista: o de Tucker e Dale, dois caipiras de bom coração, que estão indo para uma casa de campo, adquirida por Tucker, para passar o fim de semana pescando e o ponto de vista de um grupo de universitários que estão em férias no mesmo local, e que vêem tudo a seu redor com olhares preconceituosos, causando assim uma série de mal entendidos que levarão à morte.

Para o grupo de universitários - acostumados aos filmes de terror, onde geralmente caipiras são sinônimo de assassinos sanguinários - Tucker e Dale são mais do que suspeitos em seus modos grosseiros e jeito aparvalhado. Para Tucker e Dale, os universitários são apenas... universitários. Para piorar as coisas, um deles é obcecado pelo fato de que ali, naquele local, há muitos anos, houve realmente um massacre de universitários, como eles. Mas, isso foi há muito tempo.

As coisas estão indo bem, até que Tucker e Dale vão pescar no mesmo em rio em que os estudantes estão tomando banho, a noite. Quando uma das garotas avista os dois caipiras, toma um susto e cai na água batendo a cabeça. Quando resgatam a garota, salvando-a de morrer afogada, e a levam para sua cabana para que ela se recupere, começa a confusão. Os amigos de Allyson acham que os dois raptaram-na e vão tentar resgatá-la custe o que custar.

Daí pra diante, cada ação de Tucker e Dale parecerá cada vez mais supeita e assustadora. Nada dá certo, e a falta de comunicação entre os dois grupos piora tudo. A pimeira metade do filme tem cenas pra lá de hilárias, que apenas assistindo pode se ter uma idéia. É o tipo de coisa que sabemos ser impossível acontecer, pelo menos tantas situações assim de uma vez só, mas que não importa, afinal é um filme. Para os sobreviventes parece apenas que Tucker e Dale estão eliminando um a um com frieza e sadismo. Para Tucker e Dale, parece que os universitários enlouqueceram e resolveram colocar em prática algum tipo de pacto suicida!

No fim das contas, o filme ainda deixa essa lição de moral: não julgue alguém pela mera aparência ou você pode acabar metendo so pés pelas mãos. O filme em breve estará no Supersônico a Carvão, para download.


CHICLETE COM BANANA: CENAS DE SEXO, DROGAS E ROCK'N ROLL
Scans by Onomatopéia Digital, Uma Subsidiária RA


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Sinopse: Coletânea de mais de 130 páginas, com as tirinhas mais engraçadas de Angeli e seus personagens Meia Oito, Benevides Paixão, Bob Cuspe, Ritapop,. Rhallah Rikota, Ritchi Pareide, Bibelô, Nanico, Tudiblú e Moçamba. O humor ácido e sarcástico de Angeli em uma edição especialíssima.


domingo, 25 de dezembro de 2011

Presente de Natal RA


CORAÇÃO DO IMPÉRIO: O LEGADO DE L. ARKWRIGHT
Scans by Onomatopéia Digital, uma subsidiária RA


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Bryan Talbot, talvez não seja um nome identificável assim tão de repente. Este roteirista e desenhista de quadrinhos ingleses é mais conhecido por sua maior obra, As Aventuras de Luther Arkwright que, segundo a introdução da HQ acima, influenciou gente como Alan Moore e Neil Gaiman. Só aí dá pra ver que o cara não é pouca coisa. Pois, justamente Coração do Império é a continuação desta saga, como deixa claro o subtítulo do volume 1: O Legado de Luther Arkwright.

Porém, é possível ler esta HQ sem o ter lido previamente As Aventuras de Luther Arkwright. Mas, se preferir ler antes, pode baixar os dois volume AQUI. Esta continuação, se passa mais de 20 anos após a morte de Arkwright e a heroína é sua mimada filha, a Princesa Vitória. Nesta realidade alternativa, a Inglaterra ainda domina o mundo e uma mistura de passado e futuro se misturam num estilo steampunk.

A rainha, mãe de Vitória, é uma tirana que não sabe dos planos do Vaticano para depor a Inglaterra do poder, enviando um agente para, quem sabe, matar a rainha. Mas, Victoria tem seus próprios problemas, como uma mágoa profunda por não ter conhecido seu pai, e constantes enxaquecas que ela desconhece quais sejam os motivos. E, por trás de tudo isso, desse quadro de conspiração, tanto fora, quanto dentro do reino, uma espécie de catástrofe sobrenatural parece iminente, ameaçando não só a Inglaterra, mas o mundo inteiro.

Em breve colocarei aqui o volume 2 e último.


FELIZ NATAL COM MUITA RAPADURA PARA TODOS

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Feliz Natal a todos os amigos que ainda insistem em visitar ese blog que é atualizado tão espaçadamente, mas que nunca é abandonado de verdade. Que não só neste Natal, mas em todos os dias da vida de vocês, tenham sucesso e tudo de bom que mereçam, tanto vocês quanto a família e pessoas a quem amam. Mesmo não tendo um sentido religioso para mim, a data serve para lembrar que devemos lembrar das pessoas que realmente importam, ou seja, as que estão perto, seja de que modo for. Abraço nos caras, e beijo nas meninas!




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sábado, 10 de dezembro de 2011

Parles Vous?


TINTIN E A MENINA QUE NÃO
GOSTAVA DE HARRY POTTER


Apenas ilustrativo, não são scans


Sempre que me dá na telha eu vou até ao que eu chamo de "sebo de luxo" que fica ali no cinema Estação Sesc Rio, o Luzes da Cidade. Não é meu lugar preferido para comprar livros ou gibis. São muito caros para produtos de segunda ou terceira mão. Também só vou na intenção de encontrar alguma HQ antiga, perdida, para que eu possa, quem sabe, escanear. Mas, esse é outro problema: são pouquíssimas e jogadas num canto. Mas, sempre se pode dar a sorte de ter chegado alguma coisa "nova". Então, quando tive de ir ao supermercado, resolvi passar por lá antes.

Já era noite e eu pensava em entrar, olhar e sair. Mas, isso nunca acontece. Sempre me demoro, olhando e olhando, como se, de repente, fossem brotar alguma HQ que eu não vi antes. Quando cheguei, a primeira coisa que notei foi que o volume de material estava bem menor que da última vez que estive lá. Isso é desanimador, pois mostra que eles não se importam muito com quadrinhos.

Muitas MAD em inglês, algumas HQ da EBAL, e um emaranhado de HQs de super-heróis sem muito valor. Quando levantei mais algumas, me deparei com uma meia dúzia de álbuns do Tintin, perdidos por ali. E, nesse momento, como num passe de mágica, materializou-se atrás de mim, uma menina de uns 8 anos de idade, de cabelos pretos e magra, falando uma mistura de português e francês. Ela se adiantou a mim e pegou os álbuns, dizendo: "Eu adoro tan tan" (a pronúncia francesa para Tintin).

Fiquei surpreso com o aparecimento dela e seu interesse nos gibis de Tintin. Mais pela sua idade que qualquer outra coisa. Ela mostrava os álbuns para a mãe e o pai, falando ora em português, ora em francês. Continuei agachado procurando alguma coisa para levar, mas sem muita esperança. Ela agachou ao meu lado e continuou procurando mais álbuns do aventureiro Tintin. Vendo que ela não tinha muita força para levantar os muitos volumes acumulados, retirei-os todos do lugar e procuramos juntos.

Muito comunicativa, ela dizia o quanto sua mãe gostava de Luke Lucky, quando avistou um dos álbuns dele. E, enquanto procurávamos os álbuns, de vez em quando ela soltava algumas frases que me faziam ficar mais admirado. Do nada ela dizia: "Eu não gosto de Harry Potter". A sua pronúncia de "Harry Potter" era divertida. Aquilo me deixou sem muito o que dizer, já que não sou uma das pessoas mais comunicativas do mundo quando pessoas que não conheço conversam comigo tão naturalmente. Só consegui dizer: "Isso é bem difícil de se ver".

O que mais eu admirava era como as coisas que ela dizia, não eram arrogantes, nem afetadas, como algumas crianças que gostam de parecer adultos em miniatura fazem. Ao dizer que não gostava de Harry Potter parecia alguém que diz que não gosta de sorvete de pistache, seja lá qual seja o gosto disso. Não era uma crítica em si, apenas uma constatação. Tanto que ela não se alongou nos motivos de não gostar.

Sua mãe via a atenção que ela me dava e parecia pedir desculpas com os olhos, como quem diz "ela faz isso o tempo todo", mas não disse nada como "deixe o moço em paz, querida".

Ela já estava com uns cinco ábuns de Tintin nos braços e parecia que não íamos encontrar mais nenhum. De repente, encontrei alguma coisa que eu poderia levar. Uma minissérie completa de Glory, uma heroína da Image. Quando peguei ela deu uma olhada e sentenciou, novamente fazendo apenas uma constatação: "É de garotos". Eu quase soltei uma gargalhada. Ela continuou olhando a capa e disse: "Que horrível", se referindo aos desenhos exagerados da Image. Tentei defender o meu gosto, dizendo:

- É, o desenho é feio mesmo, exagerado. Mas olha só esse aqui - e peguei uma Vertigo da Editora Abril, com um Jonah Hex sinistro, mas bem desenhado, na capa. A reação dela foi imediata: "Horrível, também". Se referindo mais à capa ser sinistra, do que ao desenho em si. Eu estava sem opções. Deixei de lado as HQs de "garotos" e perguntei se ela ia levar mesmo todos aqueles álbuns de Tintin. Ela nem piscou ao responder que sim. E arrematou: "Hoje é meu aniversário". Novamente fui pego de surpresa e não soube o que dizer. Ela dizia tudo de uma forma tão natural, como se não fosse realmente importante, que eu não sabia como responder. O máximo que eu disse foi um "que bom".

Quando peguei as minhas HQs, ela novamente me pegou em uma pergunta: "São para seus filhos?" Não pude deixar de rir antes de responder. Ela era uma dama e, diplomaticamente estava dizendo que eu era velho demais para ler aquelas coisas mal desenhadas! Ainda sorrindo, respondi: "Não, são pra mim mesmo. Eu leio desde que tinha a sua idade". Ela pareceu achar justo.

Quando levantei, minhas pernas doíam de tanto tempo agachado. Ela riu de minhas dores e disse que também estava sentindo, se solidarizando. A atenção dela voltou-se para os DVDs que estava empilhados acima dos quadrinhos e escolhia alguns aleatoriamente. Quando vi o "Diário de Uma Princesa", peguei e disse, "Talvez você goste desse". Por incrível que pareça, ela não conhecia o filme e o pegou, olhando com uma certa estranheza. Depois de examinar por alguns segundos, soltou um "é, quem sabe". E senti em sua resposta algo como se ela detestasse estar admitindo que pudesse gostar daquela coisa feita para "garotas". O que esperar de uma menina de 8 anos que lê Tintin, filha de uma senhora que adora Luke Lucky. Eu parecia estar em uma dimensão paralela.

Havia me esquecido completamente do supermercado e, mesmo a contragosto, paguei o que peguei e me preparei para ir embora. Porém, não pude deixar de me despedir dela, que pareceu surpresa. Apertei sua mão, a de sua mãe e de seu pai. Todos tão simpáticos quanto ela. Fui para o supermercado imaginando que se eu tivesse uma filha, gostaria que fosse exatamente igual a ela. Ou ao menos parecida.

Me peguei imaginando como seria compartilhar algo tão bom como a leitura com alguém tão próximo. Ensinar, aprendendo. Bom, ao menos aprendi algo hoje. Nem tudo está perdido. Por mais medíocre que o mundo esteja se tornando, ainda há uma resistência, mesmo que pequena, na figura dos pais dessa menina. Afinal, é como numa frase que li entre as muitas que aperecem no Facebook: se fala tanto em deixar um mundo melhor para os filhos, mas e quanto a deixar filhos melhores para nosso mundo?




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domingo, 20 de novembro de 2011

Nono Aniversário


NOVE ANOS DE RAPADURA SENDO AÇUCARADA


Já passou de meia-noite, portanto já é dia 21 de novembro e fazem exatamente 9 anos que, em algum momento deste dia, lá naqueles idos, eu resolvi tentar o que seria meu segundo ou terceiro blog. Os outros foram deletados depois de alguns dias. Não havia a mínima expectativa quanto a este também. Mas, não custava tentar. Com o apoio de uma galera que hoje em dia se chama Trollnet, o Rapadura Açucarada teve visitas que me animaram a continuar, mesmo eu não sabendo o que postar. Até que, em algum momento de janeiro de 2003, eu passei a colocar scans. Foi então que o blog encontrou seu público e sobreviveu este tempo todo.E, este ano, vamos deixar extamanete este público falar, neste nono aniversário, o que pensam do RA. Rapaduristas, avante:

Luca Torelli: "Com certeza o período que mais me marcou na história do RA foi a Era de Ouro dos scans! Hoje parece algo banal baixar gibis escaneados, qualquer um pode baixar o "New 52" da DC no dia de seu lançamento (para no dia seguinte falar mal da revista). Mas no início do RA não era tão fácil encontrar scans - principalmente com boa qualidade de imagem. Quando eu descobri o blog, foi sensacional. Eu tinha a disposição vários clássicos que sempre disse que iria procurar em sebos ou gibitecas, mas nunca ia atrás. Vários deles eu ainda nem li (estão na lista de espera), mas muitos outros pude ler na tela do computador, como o Monstro do Pântano e Hellblaizer. Foi com este último, aliás, que comecei minha carreira de tradutor-pirata de scans, com o auxilio do Eudes na letragem.

Por tudo isso, parabéns RA!"


João Lúcio: "Já fazem 9 anos? Parece que foi ontem, pelos meados de 2006 quando conheci o RA. E foi por meio dele que descobri o maravilhoso (e obscuro) mundo dos scans (Junto com o VertigemHQ) e consequentemente o maravilhoso mundo dos quadrinhos. Eu era estudante, 16 anos e não tinha um puto no bolso pra comprar quadrinhos então comecei a baixar e viajar. Por intermédio do RA conheci Alan Moore, Frank Miller, Neil Gaiman e todos os titãs dos quadrinhos que hoje tenho orgulho de exibir na minha prateleira (21 anos na fuça, mais que na hora de trabalhar!). E como disse uma vez: Sou um fã (não mais) anônimo do blog. E esse é meu primeiro comentário no blog depois de 5 anos, já tava mais do que na hora de dar as caras.

Sem mais delongas, parabéns ao Rapadura Açucarada e para todas as pessoas que ao longo de todos esses anos acompanham o blog. Inclusive vocês, leitores anônimos."


Rodrigo Aú: "Caraca! Acho que era 2003 ou antes, eu não sabia nem o que era blog direito. mas tava lá do trabalho na época era atendente do Velox e deixei muito cliente na linha, pra ler os scans mais acessados da rede. Era uma doideira. Acho que foi isso. O meu blog ainda continua sendo o Clube da Luta, lembra? Agora lá no blog assino como M4C4C0, mas você é de casa pode me chamar de Rodrigo qualquer dia agente se esbarra em Botafogo. Um abraço e obrigado."


David Silva: "Oi, Eudes seu blog é muito bom. Sua iniciativa permitiu a quem não teve acesso as HQ impressas, conhecer e desfrutar um pouco mais. Parabéns! e longa vida."


Nitro: "O que dizer: foi inspirado no RA que eu me aventurei nos blogs, criando o Nitroglicerina. Isso no tempo em que o RA tinha muitos scans e algumas mulheres peladas. Bons tempos! Aliás, todas as fases do RA tem o meu carinho, sempre estou aqui acompanhando. Eu invejo o tempo que tu tens pra cuidar dos blogs, eu queria ter tanto tempo assim também. Me lembro que uma vez eu postei no Nitroglicerina que tu deve possuir algum super-poder, tipo algo de parar o tempo pra poder cuidar de tudo.

Parabéns Eudes, que possamos comentar nos 20, 30, 40 anos do blog. "


Fie: "Ah, eu não lembro exatamente como conheci o Rapadura. Eu lembro de quando ele era azul (?), acho, e tinha apenas um agregado de HDs Virtuais pra HQs. Isso tem anos. Lmbro também que no meu primeiro encontro com o Rapadura eu estava exatamente procurando uma HQ (dã!), mas nem lembro qual. CHO que era Batman - Ego. Exemplar que eu tinha, mas perdi *sad*... (acho que ficou com algum amigo).

Fiquei alguns anos sem frequentar o Rapadura por que tinha me desligado das HQs, depois descobri o F.A.R.R.A e me acabei delirando de quanta coisa o povo tinha reunido. Mesmo assim não me tornei um frequentador muito ativo (menos ainda participador do fórum, nem lembro de ter feito alguma participação em tópico. ) Mais um tempo distante e quando volto descubro que o fórum foi disseminado, mas gerou vários outros blogs que frequento sem que saibam *stalker*.

Eu só queria ter participado mais de quando teve o fórum e queria ter ânimo pra entrar no novo, mas a falta costume com fóruns e de tempo é um empecilho. =) O blog atualmente ta ótimo em nível cultural. Sempre que tenho tempo eu passo pra ler as postagens. Não comento por preguiça e por que meu nível cultural em relação a livros anda muito em baixa, mas tomo nota de cada título que passa por aqui e me cativa pensando: "Quero ler esse um dia!".

Bom, não sei se tenho mais o que dizer, só posso desejar parabéns ao blog agora e esperar que ele viva mais e traga mais postagens maravilhosas pra net. Pelo menos sempre teremos um cantinho com cultura decente, né? ^^"


Questão: "Rapaz, uma das maiores emoções que tive aqui foi quando o Eudes colocou o fanfilm que coloquei no F.AR.R..A. do Questão e o fanfic escrito por mim há muitos séculos atrás, nos tempos dos downloads. Mas o mais marcate foi descobrir aqui as maravilhas e insanidades dos scans. Parabéns e muito obrigado."


Vicente Andrade: Faz tempo que curto o Rapadura, seja me deleitando com os scan (onde eu praticamente comecei a ler as revistas na web) ou curtindo os posts e textos do Eudes. Show de bola! Parabéns, Eudes. Parabéns Rapadura. Sou seu fã!"


Anônimo: "Vou te falar que eu fiquei uns 4 anos sem aparecer no RA. Agora, só tenho um comentário negativo a fazer. Você lê e lê, então lê mais um tanto, passa o dia lendo e praticando a escrita de várias formas... e ainda não aprendeu a escrever. Ainda não sabe separar sentenças, não sabe o que é uma crase, ainda erra horrivelmente palavras simples. Escuta, prezado Eudes, não dá pra finalmente se tocar?? Se você quer que alguém leia, faça um texto melhor.


Aquila Chrysaetos: "Não gosto de aparecer na net. Ponto. Mas não podia deixar de fazer meu comentário. Acompanho o blog há MUITO tempo (mais menos de 9 anos) e PARABÉNS! Como fã doente de quadrinhos, este blog é um porto seguro na minha busca de sanidade. T++"


Rhafa: "Parabéns! Acho que já faz uns 6 anos ou mais que visito o blog (na verdade aho que faz mais tempo), e descobri ele por causa dos scans que disponibilizavam. Bem antes de Jerusalem Jones. Tomara que continue por muito tempo. Valeu."


Calango 74: "Parabéns pela longevidade do Rapadura Açucarada. Só posso dizer uma coisa: a Toca do Calango nasceu inspirada no RA. Embora não tenha mantido um produção profícua de scans como você, lhe devo muito. Até hoje é o blog que mais gera visitas para a Toca. "


Merlinus: "Parabéns, Eudes. Eu acompanhava o blog no tempo que ele tinha mulher pelada e HQs. Descobri grandes HQs por aqui. Foi graças a você que descobri que existiam revistinhas para adultos. Me viciei em Sandman, Hellblazer entre outras. Depois veio a colocar filmes e foi onde consegui achar BONS filmes. Alguns inclusive que tinha desistido de achar no mundo real. Acabei me afastando um pouco daqui, se bem que visito muito o Supersônico a carvao. Mas tenho certeza que se não fosse você minha vida não seria a mesma.


Sabino: "Olá amigo Eudes, Meu nome é Sabino (o meu registro do F.A.R.R.A é Fantasma Negro, pseudonimo que você me arranjou, porque eu não conseguia fazer o registro e você me deu um help). Acompanho o Rapadura desde o começo, e foi através dele que conheci e consegui os meus primeiros scans. Sempre gostei do blog, mas a melhor fase para mim foi a do FARRA. Ali tivemos uma quantidade imensa de scans.

Mas acredito que é a sua simplicidade e seu modo de ser que mais me convence a acompanhar o blog diariamente. Você foi uma boa inspiração para toda esta geração de blogueiros que estão ai postando scans e traduzindo revistas, eu mesmo fui uma das vitima, e hoje tenho um blog (o Fantasma Brasil), pois além de baixar scans quis também dar a minha contribuição.

Parabéns pelo seu belo trabalho no Rapadura, e para mim não tem uma fase melhor. Acredito que o Rapadura teve como tudo nesta vida uma evolução e uma transformação natural. Grande abraço, e "VIDA LONGA AO RAPADURA AÇUCARADA!!!"


Senhor Fodão: "Acompanho esse blog desde os 16 anos de idade, o que significa que leio as doideiras do Eudes faz 7 anos. Uau, como o tempo voa. Posso dizer que se não fosse a existência do Rapadura Açucarada, eu não renovaria meu contato com os quadrinhos, que tinha perdido aos meus 12 anos e voltei com força total (sim, graças aos scans) aos 16.

Sem esse blog eu não saberia quem é Alan Moore, Grant Morrison, Warren Ellis e Garth Ennis, meus escritores favoritos. Na verdade, eu nem teria como comparar a qualidade deles. Ah, sem falar que os contos de ficção científica e do Jerusalem Jones são histórias que eu curto bastante também. O Eudes realmente tem um talento pra coisa. As vezes me pego lembrando de como foi legal acompanhar diariamente a evolução das traduções de Preacher nos tempos de colégio... bons tempos.

Abraços Eudes, e obrigado cara, esse blog é demais. Que venham mais 50 anos dessa maluquice! "


Ricardo: "Acho que o Rapadura foi o primeiro blog que acompanhei na internet. Uma das melhores coisas que aprendi com ele foi que, tendo qualidade, as pessoas procuram participar e ajudar. O F.AR.R.A. foi e ainda é o espaço onde amigos podem falar de coisas que gostam divergir e ainda assim manterem o respeito. É o melhor exemplo de como a internet deve ser. "


Satanika: "Agora que você deixou a gente falar, a gente fala ué! Faz muito tempo que não comento aqui, mas o RA é um blog que mora no meu coração. Os scans abriram portas para um modo de disseminar cultura que muita menina desinformada acha uma bobagem! As HQs do Sandman, Preacher, Fábulas e tantas outras marcaram os felizes anos nerds de minha vida! O RA é um marco para muita gente, e mesmo que você, caro Eudes, adoreeeeei a polêmica de resolver "fechar o blog". Jamais faça isso, o sonho não pode acabar! Estaremos por aqui nos próximos anos! Beijos a todos os amigos e ao grande mentor Eudes! ;D"


Então, é isso. Mais um aniversário, e espero estar aqui por muito tempo ainda. O RA é parte de mim e não posso negar isso. Espero que eu não tenha extraviado nenhum comentário, mas, se aconteceu. me desculpe a vítima. Uma boa noite e uma ótima segunda-feira a todos (na medida do possível, claro).




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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Mês de Aniversário do RA...


E QUEM FAZ O POST É VOCÊ!

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Dia 21 o Rapadura Açucarada faz incríveis 9 anos de idade. E, sei que se eu contar mais uma vez a origem de tudo, serei fuzilado. Assim sendo, quem fará o post de aniversário do RA serão vocês. Explicando melhor:

Podem mandar comentários para este post, dando suas impressões sobre o blog desde que o conheceram. Como o blog teve muitas fases, podem comentar a fase que mais gostaram ou fazer como bem desejarem. O comentário não pode ser muito extenso para que eu possa tentar colocar todos os que forem enviados. Isso, supondo-se que serão uma quantidade razoável. Vai que apareçam apenas três.

Estes comentários enviados não serão publicados neste post aqui, mas guardados para o post do dia 21. Só será publicado neste post se o comentário não for enviado com a intenção de ser publicado no aniversário. Conte alguma experiência que teve com o blog, se ele o fez encontrar o sentido da vida, se você se casou por causa do blog, se se separou também, etc. Novamente, peço que sejam suncintos.

Se alguém preferir, também pode mandar para meu e-mail, em vez de para os comentários: eudes_norato@yahoo.com.br

P.S.: Mesmo as más impressões serão publicadas, desde que não venham recheadas de ofensas e palavrões.




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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Diga Que Eu Estava Certo!


O HIPNOTISTA - LARS KEPLER

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A certa altura de O Hipnotista, as pistas sobre um sequestro tem a ver com Pokemón e sua mitologia. Sim, pode acreditar. E um livro que pega uma porcaria como Pokemón e torna uma coisa interessante, merece ser lido. Porém, antes mesmo de chegar a esse episódio do livro, eu já estava totalmente imerso na trama engendrada por Lars Kepler que, na verdade, é o pseudônimo de um casal de escritores e este é seu primeiro livro escrito em parceria.

Assim como Harry Potter trouxe atenção aos livros de fantasia infanto-juvenil; assim como Código Da Vinci trouxe atenção aos livros de conspiração envolvendo algum elemento religioso; e assim como Crepúsculo (para o bem ou para o mal) trouxe novamente os refletores para os livros de vampiros, O Hipnotista provavelmente só está entre nós graças à Trilogia Millenium, do sueco Stieg Larsson. E graças a Deus por isso.

Só um livro muito bom para fazer com que eu escreva sobre ele, logo após um post sobre livro, no caso, Eu Sou Deus. Coincidentemente, O Hipnotista é da mesma editora, a Intrínseca. Eu só notei isso depois que já havia começado a ler. E, digamos assim, o italiano Giorgio Faletti tem muito que aprender com o sueco fictício Lars Kepler.

Um livro de suspense policial é realmente bom quando ele é perturbador. Quando faz o leitor se sentir incomodado, nervoso. E O Hipnotista faz isso, quase o tempo todo! A trama começa aparentemente simples: Um homem é assassinado longe de casa e sua família també é morta. Sua esposa e uma filha pequena são trucidadas. Porém, seu filho de 15 anos, milagrosamente, sobrevive, apesar das centenas de facadas que levou.

Entra em cena o detetive da polícia, Joona Linna, que descobre existir ainda uma filha mais velha, que não estava no local. Desconfiado de que alguém quer matar a família inteira, Linna quer que o menino ferido seja hipnotizado e diga o que aconteceu na casa, tentando assim conseguir uma pista de quem seja o assassino e evitar que a filha mais velha seja assassinada. Para isso ele chama o psiquiatra Erik Maria Bark.

Porém, Bark se recusa. Devido a problemas passados ele não usa a hipnose há mais de 10 anos. No entanto, Linna é insistente e convence Bark a hipnotizar o garoto e é aí que todos os problemas de Erik Maria Bark começam. Ou, quem sabe, recomeçam.

A história do assassinato da família de Josef Ek, em si, já é assustadora. O desenrolar dela mais ainda. Mas, a hipnose do menino é o gatilho para uma trama que abrange a maior parte do livro e esta é de fundo mais pessoal para Erik Maria Bark, o hipnotista. Sem saber, ele dá início a uma busca por vingança que está ligada a seu passado. Revelar mais do que isso estragaria a leitura.

É incrível como os autores nos levam por um labirinto de tramas e personagens em que ficamos nos perguntando, como diabos eles vão costurar isso tudo para que faça sentido. Mas, uma confiança implícita permanece, já que a qualidade do livro deixa claro que certamente todo aquele emaranhado terá um desfecho coerente. E tem.

Por alguns momentos, no início prolongado do livro, parece que o hipnotista não será uma figura tão importante assim no livro em que o título leva o seu "nome". Mas, ao prosseguir a leitura nos damos conta de que tudo tem realmente a ver com ele e com o fato de a hipnose ter sido o fator principal para colocar sua vida de cabeça para baixo.

O Hipnotista é um livro que comecei a ler tranquilamente, até que, de repente, eu não queria mais largar. Queria virar a noite lendo, mas o sono me vencia. Queria logo saber tudo sobre aquela história tão incrivelmente intrincada. Podemos dizer que o livro me... hipnotizou!




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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Giorgio, Você é um Fanfarrão


EU SOU DEUS - GIORGIO FALETTI

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Eu gosto de literatura fast food. Muito mesmo. Gosto de Michael Crichton e seus dinossauros impossíveis de acontecerem; gosto de Dan Brown e seus delírios simbologistas. Em resumo, gosto de me divertir lendo. Uma vertente desse tipo de literatura são os livros de suspense policial. Neles, em geral, um serial killer, ou algum outro tipo de assassino, precisa ser encontrado antes que continue matando e, geralmente, é sempre uma grande surpresa a identidade do meliante. Mais ou menos o que Agatha Christie fazia, só que com mais elegância e maestria.

Entre os vários autores desse tipo de livro, temos o italiano Girogio Faletti. Já tivemos aqui, como se pode ver na capa de Eu Sou Deus, um livro seu já publicado no Brasil: Eu Mato. E.... eu li. E posso dizer, comprar Eu Sou Deus foi um ato de muita confiança, ou melhor dizendo de loucura, levando-se em conta o que achei de Eu Mato, depois que passei da metade. Vou tentar explicar melhor.

Faletti é um excelente escritor. Sua prosa é ótima e seus personagens consistentes, profundos. Em Eu Mato, ele constrói um assassino tão perfeito, que parece impossível que os heróis do livro conseguirão capturá-lo. Ele sempre está um passo...um passo, não, dois, três, a frente dos investigadores. Ele executa os assassinatos com uma incrível habilidade e técnica. Algumas das mortes nos vemos até mesmo compactuando com ele. Porém, o nosso serial killer gosta de anunciar seus crimes em uma rádio. É aí que começa todo o problema do livro.

Quando estou lá pela metade, já sei quem é o assassino e o método que ele usa para anunciar seus crimes. E, daí pra diante, a coisa só piora. É quase como se uma segunda pessoa, e não Faletti, tivesse terminado de escrever o livro. A coisa descamba para um final piegas e cheio de vergonha alheia, com um assassino frio, calculista e cruel se tornando um verdadeiro maricas, depois que é descoberto. Por isso tudo é que digo no primeiro título que Faletti é um fanfarrão.

Assim sendo, comprar Eu Sou Deus era praticamente um ato de consumismo vazio. Mas, se fosse isso, eu apenas deixaria o livro em algum canto e esqueceria dele. Mas, não, eu queria ler. Queria dar uma segunda chance a Faletti. E, posso dizer que valeu a pena. Porém, há ressalvas.

Pelo título dos dois livros podemos ver que Faleeti parece gostar de um certo padrão. Não seria nada demais, se parasse por aí. Afinal, é outro livro sobre serial killer, com um título na primeira pessoa e, bom, é do Faletti.

Não posso negar que a história é instigante. Mas, até aí, Eu Mato também era, até destrambelhar tudo. Aqui, o serial killer é, na verdade, um assassino em massa. Não posso dizer como ele mata, pois estragaria a leitura, já que a primeira parte do livro se demora bastante na história que dará origem ao assassino. Aliás, de maneira bem curiosa e inventiva, diga-se de passagem.

Faletti nos leva até a época da guerra do Vietnã e nos apresenta um amargurado soldado coberto de queimaduras, que agora é nada mais que um veterano de guerra. A história por trás de suas queimaduras, e algumas injustiças que sofreu, moldarão a sua personalidade, tornando-o um homem ainda mais amargurado e vingativo. Mas, se passarão muitos anos até que isso venha a tona. E, quando começa, entram em cena a policial Vivien Light e o fotógrafo Russell Wade. Uma improvável parceria.

Light e Wade acabam trabalhando no caso juntos devido ao fato de Wade, por um golpe do destino, acabar de posse de pistas importantes, e faz um acordo com o Capitão de polícia, para que ele acompanhe as investigações, ou ele entregará as pistas aos jornais. Começa então uma caçada pela cidade de Nova York, para encontrar alguém que resolveu se vingar de uma maneira catastrófica.

As diferenças deste para Eu Mato são importantes. Faletti não se detém tanto no assassino e ficamos mais concentrados na dupla protagonista e em seus problemas pessoais. Light tem uma irmã com Alzheimer, e uma sobrinha que está em uma instituição que ajuda viciados em drogas. Wade é um perdedor, que vive á sombra do irmão falecido, e que não consegue estar a sua altura, para ele mesmo, ou para seus pais.

Mas, é nas semelhanças com Eu Mato que Eu Sou Deus decepciona um pouco. E, o que vou dizer agora, é um spoiler se a pessoa já leu Eu Mato e não leu Eu Sou Deus: novamente consigo descobrir quem é o assassino e o porque disso evoca muito o método de Eu Mato. É igual, mesmo sendo diferente.

Porém, o assassino aqui é mais humano, e não super-humano, como o de Eu Mato, que depois se torna um banana! Assim sendo não ficamos com aquela expectativa exagerada. No fim das contas, é quase irrelevante quem seja o assassino, já que o livro é muito mais denso que isso. Engloba muito mais coisas. Mesmo assim, fica dificil de entender como Faletti é um campeão de vendas, com essas falhas. Seu próximo livro bem podia se chamar, Eu Sou Um Fanfarrão.




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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Zombie Walk Red Label


KEEP ZOMBIE WALKING EM COPACABANA

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O Apocalipse Zumbi começa no Metrô


Depois que a Dani Oliveira me lembrou, via Facebook, que a Zombie Walk/RJ era hoje, me animei em ir ao meu primeiro evento zumbapocalíptico. E queria levar minha mãe. Fui perguntar se ela estava a fim, já achando que ela diria "que diabo é isso?", mas me enganei e ela topou sem nem piscar. Vamos, sim, onde é? Foi a resposta rápida e rasteira da Dona Tiana. Como a Lia ainda está com dificuldade para longas caminhadas, teria de ser a mama mesmo a me acompanhar.


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Zumbi gatinha e Charlie Sheen Zumbi do lado esquerdo


Seguimos para Copacabana - o local do evento - de Metrô e já nos vagões os zumbis começavam a aparecer, mesmo que alguns deles estivessem se transformando durante a viagem. Ainda me aproximei deles e perguntei de onde seria a saída e me disseram que seria do Copacabana Palace. Ah, se estão se perguntando se fui caracterizado de zumbi, devo responder que não, não fui. Ainda não tenho esse desprendimento todo, ou simplesmente não tinha o material necessário. Vai saber.


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Minha mãe, uma zumbi e um matador de zumbis


Saímos na estação Siqueira Campos e o lugar estava repleto de mortos-vivos. Minha mãe, sem muita cerimônia, foi se aproximando de alguns para posar para fotos. A maioria do pessoal muito simpático e se divertindo bastante. Alguns já vieram maquiados, outros estavam terminando no caminho e alguns outros estavam fazendo ali mesmo, com pessoas que aproveitavam pra ganhar uma grana e estavam fazendo maquiagens no local. Como não levei dinheiro, nem se eu quisesse poderia me atrever a virar zumbi.


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Uma zumbi muito viva entre outras coisas


O dia estava ameno, e um vento frio soprava, vindo do mar. A caminhada era uma mistura de zumbis, pessoas que vieram apenas ver e tirar fotos (como eu), pessoas que sempre estão ali em Copacabana, crianças, cães, bicicletas e skates. Como chegamos bem no horário, seguimos com os zumbis, caminhando e nos admirando com algumas maquiagens e lamentando por outras.


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Um Stormtrooper invade a Zombie Walker


Minha mãe não se melindrava em parar um Stormtrooper e dizer (não pedir) que ia tirar uma foto com ele. Acho que se ele se negasse ela ia acabar usando A Força. Mas, tudo certo, ele topou e não aconteceu nenhum incidente jedi. Continuamos andando até onde nossas pernas aguentaram depois começamos o caminho de volta, notando que todos os zumbis da caminhada pareciam já ter chegado e não havia muitos mais chegando.


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Essa fantasia custou o olho da cara... tu dum tss


Fomos pra casa, andando, com minha mãe me contando umas histórias um tanto quanto fantásticas sobre meus bisavós. Sempre me surpreendo em como o tempo passa e eu nunca sei tudo sobre minha mãe, avós, bisavós e antepassados em geral. Mas, essa é uma outra história. Fui embora satisfeito em ter me divertido em um feriado de (quase) sol, com minha mãe, que topa qualquer parada e vendo zumbis por todo lado na minha primeira Zombie Walk, depois de tantas que já tivemos aqui no Rio. Na próxima estou lá.


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BLOGS DE SCANS:




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BLOGS, SITES E FÓRUNS:



OMEdI:: O Maior Espetáculo da Internet
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