quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Sandman Edição Definitiva - Vol. 02


SANDMAN EDIÇÃO DEFINITIVA - VOLUME 02
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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E continua a saga do Mestre dos Sonhos. Temos neste volume dois arcos importantes que são Estação das Brumas e Um Jogo de Você. O primeiro envolvendo Sandman, Lúcifer a chave do inferno, o segundo é sobre a volta de alguns personagens agora envolvidos em uma trama maior e mais complexa. Temos também o primeiro aparecimento de Lady Constantine ajudando Orfeus, ou melhor, apenas sua cabeça. Temos ainda páginas e mais páginas de extras, como é de costume das edições definitivas. Não vou me alongar muito, pois vou deixar vocês curtirem esta criação de Neil Gaiman.

Atenção: As páginas de rascunhos que acompanham o roteiro, nos extras, são daquele jeito mesmo. Não deu para fazê-las melhor, pois são muito claras no encadernado. Até mais.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Batman: Asilo Arkham


BATMAN: ASILO ARKHAM
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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Tão emblemático quanto Batman, o Asilo Arkham também paira sobre Gotham City. E, dentro de suas paredes estão os criminosos insanos que o Cavaleiro das Trevas vez após vez coloca lá dentro. As revoltas dos presos são frequentes e eles sempre tomam o asilo e seus funcionários como reféns. Geralmente é Batman quem tem que colocar tudo em ordem novamente. Porém, uma dessas vezes tudo foi orquestrado por um dos loucos que não estava dentro de uma cela: Grant Morrison.

Com o auxílio do artista gráfico Dave McKean, Morrison nos traz uma obra-prima que faz trio com Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller e A Piada Mortal, de Alan Moore. Uma viagem caótica ao centro da loucura, ciceroneada pelo mais insano dos inimigos de Batman: o Coriga.

Com carta branca para ir até onde quisesse, Morrison não poupa a sensibilidade de ninguém ao mostrar que o sanatório pode ser muito bem um lar para o próprio atormentado Homem Morcego. Afinal, como diz o Coringa, porque tirar sua máscara, esse é o rosto dele. O rosto de um homem no limite da sanidade, lutando contra seus pesadelos.

Entremeando a narrativa, temos a história de Amadeus Arkham, o homem que deu origem a esta séria casa em um sério mundo. Arkahm foi tão atormentado quanto os pacientes que viriam a fazer parte de sua moradia. Exorciza os demônios não seria o bastante. Era preciso curá-los. Assim, ele achava ser possível. Mas, a loucura sempre faz jus ao seu nome.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

The Dynamite Art of Alex Ross


THE DYNAMITE ART OF ALEX ROSS - 2011
Scans EM INGLÊS de Cypher-Empire


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Quando Marvels foi lançada e catapultou Alex Ross para o estrelado quadrinhístico, eu não estava "presente". Conheci o artista em seu trabalho seguinte: Reino do Amanhã. Para meu deleite era uma história fascinante com uma arte deslumbrante. Foi como ter absorvido todo um universo em termos de algo novo. Não que histórias em quarinhos pintadas fossem uma novidade. Porém, agora, era algo conhecido por todo leitor de quadrinhos de super-heróis, desde que Marvels se tornara um clássico instantâneo. Assim, eu me tornara mais um dos muitos rossmaníacos espalhados pelo mundo afora.

Mas, para minha decepção, e de muitas pessoas, Ross se tornaria muito mais capista do que propriamente um desenhista de histórias. Também seria um exímio co-roteirista criando coisas como Terra X e suas sequências. Como capista de Astro City, daria mais visibilidade e imponência a essa HQ de Kurt Busiek, o roteirista de Marvels. Mas, não deixaria totalmente de nos brindar com sua arte nos quadrinhos. Junto a Paul Dini faria uma série de edições gigantes dos principais heróis da DC, culminando com a Liga da Justiça. Para o selo Vertigo, pintaria a HQ Tio Sam, de Steve Darnall.

Com o sucesso, Ross se torna um nome conhecido para além dos quadrinhos, fazendo artes para filmes como Corpo Fechado, de M. Night Shaymalan, e Spider-Man, de Sam Raimi. Até mesmo para a edição do Oscar de 2002 ele faz um cartaz. O homem se tornou uma lenda dos quadrinhos em pouco tempo.

Não demora muito e temos a minissérie Justiça, estrelada pela Liga da Justiça, onde ele arte-finaliza a arte de Jim Krueger, o que dá um toque diferente da sua arte usual. Em 2003 é lançado um livro chamado Mythology, contando sua história e repleto das artes que o artista fez para a DC Comics. Algum tempo depois o livro é ligeiramente ampliado, ganhando uma capa que se abre como se fosse um belo poster horizontal.

Trabalhando em vários projetos para a Dynamite, entre eles, muitas e muitas capas. acaba lançando o livro acima, The Dynamite Art of Alex Ross, que foi lançado este ano no Brasil como A Explosiva Arte de Alex Ross. O livro pode ser mais facilmente encontrado nas lojas de quadrinhos on line.


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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Planetary: Crossovers


PLANETARY/BATMAN/LIGA DA JUSTIÇA/THE AUTHORITY
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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A longo da série, o Planetary colecionou três encontros com ouros supergrupos de heróis, aguns dos quais serviram para suprir a falta de edições mensais do grupo, que acabaram não tendo periodicidade bem definida após o primeiro ano de publicação.

Tanto Planetary quanto Authority foram criados por Warren Ellis e lançados em 1999. Em junho de 2000, os leitores puderam acompanhar Planetary/Authorty - Dominando o Mundo, um crossover entre os grupos que estavam fazendo grande sucesso entre os leitores e que, diferentemnente de outros encontros, podia ser lido indepnedente, mas estava encaixado na cronologia dos dois supergrupos, com várias referências às histórias de ambos.

Aqui abrimos um parêntese para falar das referências que Ellis adora pôr em suas edições. Neste crossover, o novelista mostrado no início é provavelmente H. P. Lovecraft, famoso escritor de livros de fantasia e principalmente terror. Ele morava em Rhode Island com duas tias e era racista. Além disso, suas obras eram recheadas de monstros de outros universos que tentavam invadir o nosso; inclusive o polvo gigante do começo da edição se parece muito com Cthulhu, famoso monstro/deidaade de Lovecraft.


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Voltando aos encontros, Planetary/Liga da Justiça - Terra Oculta é lançado em setembro de 2002 e o único material do grupo que os leitores viram em um ano e meio, desde o lançamento da edição #15 até o lançamento de outro especial e da edição #16. Ellis tinha ficado doente e Cassaday vinha trabalhando em outros projetos, um deles o Capitão América. Nesse encontro, houve mais uma enxurrada de referências, a maioria ao universo DC, Barry Alle, Átomo, Lanternas Verdes, Novos Titãs, Caçador de Marte e outros são citados ou mostrados. Mas o interessante é que alguns deles também são mostrados na série normal Planetary na edição #10, e aqui seguem a mesma cronologia na qual apareceram, antes. (Este texto e da edição Planetary/The Authority, e acho que essa última informação é meio equivocada. Veja nota no fim do texto, mas será spoiler).


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Em Junho de 2003, foi lançado o último encontro, Planetary/Batman - Noite na Terra, que finalmente foi seguido pelo lançamento da edição #16 da série normal, em agosto do mesmo ano. Esse especial foi aclamado pela crítica e pelo público como uma grande obra. Apesar de poder ser lido separadamente, dá para colocá-lo de forma cronológica entre as edições #8 e #12 de Planetary, pois Snow ainda tem os bloqueios de memória, mas ao mesmo tempo há menção a eventos ocorridos na edição #8. Além de ter uma trama ao estilo Arquivo X, que tem tudo a ver com o que os Arqueólogos do Impossível fazem, ainda é uma bela homenagem ao Batman de várias épocas, como o de Neal Adams, Alex Ross, Frank Miller eaté mesmo o do seriado estrelado por Adam West.

E no começo de 2004 a Wildstorm publicou o especial Planetary: Crossing Worlds, juntando em um só álbum os três encontros em uma bela edição de colecionador. (Texto publicado em Planetary/The Authority, Pixel).

*Nota: A Mulher-Maravilha não é a mesma que aparece na edição #10 da série normal, e que tem sua ilha destruída. No crossover ela é destruída pelo Planetary, na série ela é destruída pelos Quatro. Assim, não é a mesma Mulher-Maravilha, da mesma forma que na edição não é o mesmo Planetary. É uma outra dimensão paralela, linha do tempo, ou seja lá o que for.

P.S.: Assim, termina aqui as versões 2.0 de Planetary. Provavelmente a primeira série a ser reescaneada totalmente, por aqui. Divirtam-se.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Planetary Volume 04 de 04


PLANETARY - VOLUME 04 de 04
Scans by Onomatopéia Digital/Rapadura Açucarada


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E a Nova Era de Ouro durou de abril de 1999 até dezembro de 2009. Dez anos para 27 números de Planetary verem a luz do dia. Os motivos para a demora devem ter sido vários: John Cassaday passou a ser um ilustrador requisitado depois que Planetary deu-lhe visibilidade. X-Men, Capitão América, projetos até para outros países. Warren Ellis também estava atarefado. Planetary não era uma HQ de primeira linha. Quer dizer, comercialmente falando. Então, podia ficar para depois. Em parte isso deve ter sido ótimo, já que as histórias poderiam ser mais pensadas e o aglomerado de cultura pop que formavam uma única saga criada por Ellis, podia por fim, caminhar para um final interessante. E assim foi. Desde o fim de 2009 que não temos mais entre nós essa fabulosa HQ. Apenas na forma de encadernados que, finalmente, foram lançados aqui no Brasil. E eu não podia deixar de disponibilizá-las. Fazem parte da minha história com os quadrinhos. Da nossa história.

Quando os scans começaram a ser traduzidos em 2003, por falta de publicação aqui no país, os números foram sendo feitos bem rapidamente, já que muitos números haviam sido publicados. Porém, ao emparelhar, as coisas começaram a complicar. A crise no blog, que fez com que precisasse parar de fazer scans, fez com que eu parasse também de letreirar as traduções que recebia de Planetary. Eu achava que nunca mais voltaria às digitalizações de HQ. Porém, como era de praxe acontecer, os grupos que se formaram ao longo do tempo, tomaram para si a responsabilidade de continuar Planetary. Mas, eu sentia como se tivesse sido obrigado a entregar um filho. Mas, nada podia fazer. Como tudo na vida, os scans estavam sofrendo mudanças, e eu estava acompanhando-as.

Quando eu voltei a ativa, até mesmo fiz uma edição, a 24, mas acabou sendo apenas uma duplicação, pois já havia sido feita. Me conformei que eu não terminaria Planetary. Quando o último número foi feito em dezembro de 2009, eu estava tão envolvido com o fórum F.A.R.R.A. que nem notei. Só fui lê-lo muito tempo depois e, aquela defasagem meio que tirou toda a emoção da coisa. Com o lançamento dos encadernados com todos os 27 números, eu pude me redimir em duas coisas: ler o material todo em papel e fazer uma versão 2.0, atualizada, dos scans. Não podia ser diferente.

Bom, não vou fazer uma resumo do que o quarto e último volume traz. É o que fecha essa emocionante série. Leia e aproveite bem. Demorou mais devido ao número maior de páginas. Porém, ainda não acabou... aguardem.


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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Planetary - Volume 03 de 04


PLANETARY - VOLUME 03 de 04
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital

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E continuam as aventuras do Planetary, o grupo de arquólogos do impossível. Voltamos ao passado com Elijah Snow e seu encontro com o maior detetive de todos os tempos, Sherlock Holmes. Porém, não só com ele, como também com o lendário Conde Drácula. Snow descobre que os dois e outros personagens conhecidos, fazem parte de um grupo que interfere nas decisões mundiais, e que se consideram extraordinários. Elija Snow veio dizer que o tempo deles acabou.

Na história seguinte um cajado encontrado é bem mais do que aparenta, transformando-se em um materlo que também é uma porta par outras dimensões. Os Quatro descobriram esta passagem e Snow agora quer saber o que eles sabem. Porém, esta aventura custa-lher bem caro. No conto seguinte, lendas aborígenes sobre a criação do mundo tomam forma e os Quatro querem saber aonde elas levam. Snow, Jakita e batera precisam impedir que descubram.

Logo em seguida, ficamos sabendo mais sobre a linhagem dos Hark. Em uma história que nos remete diretamente aos filmes no estilo O Tigre e o Dragão, o visual e a ação mostram-se cinematográficas. Em A Cidade Perdida de Opak-Re, Snow conhece mais um do grupo de Doc Brass, Lord Blackstock, criado por animais selvagens e vivendo na selva entre nativos. E na cidade de Opak-Re que Snow conhece seu primeiro grande amor.

Para finlaizar este volume temos uma homenagem ao escritor de ficção-científica Júlio Verne, em uma referência ao seu Da Terra à Lua. Em resumo, Planetary é a HQ definitiva paraa os nerds que viveram a vida toda digerindo cultura pop e literatura fantástica.


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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Planetary - Volume 02 de 04


PLANETARY - VOLUME 02 de 04
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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No segundo volume de Planetary nossos heróis vão ao enterro de Jack Carter, um mago inglês, que é uma refrência a vocês-sabe-quem. Esta história, com Carter como centro, também é uma homenagem à "invasão inglesa' nos quadrinhos americanos. Invasão da qual o próprio Warren Ellis fez parte. No enterro do mago podemos nos divertir procurando as muitas refrências, muitas delas bem óbvias, outras nem tanto. Até mesmo Grant Morrison está ali, junto ao seu primeiro grande sucesso na Vertigo. Ellis aproveita para satirizar como o super-herói decadente perdeu campo para as HQs mais adultas do novo selo.

O capítulo oito faz uma bela homenagem aos filmes de ficção-científica dos anos 50, onde qualquer coisa podia vir a ser uma ameaça, desde formigas gigantes até mulheres de 15 metros. Esta história nos é apresentada por uma figura que não nos diz seu nome verdadeiro, mas que logo sabemos quem é. Afinal, sua morte não ficou envolta em mistérios? Ellis se aproveita disso e a ressuscita, mesmo que por apenas um curto período de tempo.


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Planeta Ficção nos apresenta Ambrose Chase, o homem a quem Elijah Snow substituiu. Nesta história, um grupo de cientistas criou um mundo fictício e enviou uma missão ao tal mundo, para trazer alguém de lá. Este conto parece fazer referências à Matrix, tanto no vestuário de Ambrose Chase, quanto nas cenas que acontecem em "câmera lenta" e nos moldes do filme dos irmãos Wachowsks.

Na sequência, Magia e Perdas traz referências mais reconhecíveis. Elijah Snow se depara com objetos que pertenceram a seres extraordinários. No capítulo onze temos o encontro de Snow com John Stone, um agente secreto que é um cruzamento de James Bond com Nick Fury. Inclusive, a capa é uma clara homenagem à arte de Jim Steranko, desenhista de Fury por muito tempo.

O último capítulo deste volume é uma história centralizada em Elijah Snow e em uma revelação arrebatadora... para quem não conhece Planetary, claro.


domingo, 31 de agosto de 2014

Planetary - Volume 01 de 04


PLANETARY - VOLUME 01 de 04
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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Era um dia qualquer de maio de 2002. Eu estava começando a voltar a ler quadrinhos, depois de perder toda a década de 90, o que não foi de todo um desastre. Algumas coisas eu estava apenas me atualizando, como Marvels ou Reino do Amanhã. Outras coisas estavam saindo naquele mesmo 2002, como Batman/Superman: Gerações, entre outras publicações. Mas, meu retorno ainda estava muito lento. Eu ainda não era o mesmo leitor de quadrinhos de antes de 1990, quando parei. Faltava algo.

Eu estava empolgado com os scans. Tanto para fazê-los, quanto para lê-los. Mas, ainda era aquele feijão com arroz. Eu ainda estava meio que numa espécie de piloto automático. Apenas fazia porque gostava. Eu os lia porque quadrinhos era algo que estava em mim, mesmo que eu tenha parado por um tempo. Mas, faltava o quadrinho que iria ser o símbolo deste novo começo. E, este quadrinho seria Planetary de Warren Ellis e John Cassaday.


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E foi nesse dia de maio de 2002 que au vi a HQ nas bancas. Porém, confesso que comprei por causa de The Authority. Planetary acompanhava o título, que era um mix com dois supergrupos. Era estilo flip: a capa de trás era Planetary de cabeça para baixo, e a HQ era assim, também. Nem o título, nem a capa me chamaram a atenção. Três pessoas em uma escada de mármore. Um deles de cabelos e roupa branca, o outro sentado e cabisbaixo, parecendo estar com depressão e uma mulher imponente vestindo couro. Pensei, já que está aqui, vou ler. Afinal, era assinada por Warren Ellis, o mesmo autor de The Authority. Eu não sabia, mas era o começo.

Mesmo nunca tendo lido pulp fiction eu era fã de Doc Savage. Talvez tenha sido por causa do filme com Ron Eli (que fez Tarzan em um seriado) que vi quando criança. O subtítulo era muito chamativo: O Homem de Bronze. E, lendo este primeiro número publicado aqui pela Pandora, vi que a revista fazia uma homenagem - uma referência direta - a Doc Savage, na figura de Doc Brass. No decorrer da leitura percebi que fazia referência a outros heróis dos pulps. Mas, Doc Brass era o centro daquele conto.

O Planetary era composto por três pessoas com poderes singulares: Elija Snow, Jakita Wagner e o Baterista. Eram auto-intitulados arqueólogos. Mas, o que eles desencavavam era muito mais complexo que ossos e pedaços de cerâmica. Era a própria história do século XX e suas coisas mais estranhas e escondidas. Para nós, era a cultura pop. Seja dos quadrinhos, livros ou cinema.


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O primeiro número trazia essa parábola sobre como o pulp fiction foi substituído pelos gibis de super-heróis. Era um acontecimento do nosso mundo real, representado graficamente. No fim, ainda temos o único sobrevivente, Doc Brass, como a lembrança que ainda temos dos pulps. Os dois números seguintes trariam referências a Godzilla, Mothra, o Corvo e aos filmes de John Woo. Aí então, a Pandora cancelou a publicação em seu terceiro número. E meu mundo desmoronou.

Mas, envolvido com os scans como eu estava, vi que a única solução era continuar eu mesmo, com a ajuda das pessoas que frequentavam o Rapadura Açucarada, e tentar traduzir e letreirar os próximos números, para não perder nada dessa HQ que já nascera clássica. Não fizemos os 27 números, mas eles foram terminados por outros fãs de Planetary, e eu os li todos.

Depois de a Devir e a Pixel tentarem lançar os encadernados e pararem no meio do caminho, finalmente eles foram publicados por completos pela editora Panini. Planetary estava, finalmente, completa em nosso mundo físico. E, foi assim que, em maio de 2002, eu voltara aos quadrinhos, com força total. Desde então, não parei mais. Os quadrinhos são um mundo estranho, e temos de mantê-los assim.


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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

100 Balas - Volume 04


100 BALAS - VOLUME 04 de 15
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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Em quem você pode confiar? Nas periferias sombrias do mundo, a resposta é sempre a mesma: em ninguém. Brian Azzarello e Eduardo Risso têm ficado de olho nesses lugares sombrios com esta série ganhadora do prêmio Eisner. Com esta quarta edição eles apontam uma dura luz para a cara dos desesperados, desamparados e perigosos habitantes que se reúnem nesses cantos obscuros. De traficantes meia-boca aos mais altos escalões do poder, as pessoas escolhidas pelo agente Graves para receber uma licença para matar têm mais em comum do que a arma e uma mala com munições. E, se ainda não é nada claro do que eles fazem parte (nem quem está controlando), o que eles não sabem é ainda pior e pode até mesmo feri-los.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Daytripper


DAYTRIPPER - MOON & BÁ
Scans by Onomatopéia/Rapadura


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Sinopse: Brás de Oliva Domingos tem só mais um dia de vida. Pode ser o dia em que ele conhece seu grande amor. Pode ser durante sua grande viagem da adolescência. Pode ser o dia em que ele começou a entender a família. Pode ser quando ele decidiu ajudar seu melhor amigo. Pode ser na velhice.

Os grandes momentos da vida, a família de onde você vem e a família que você constrói, ser filho e ser pai, ter amor e ser amado. No trabalho de maior sucesso dos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá, toda uma existência é contada em dez capítulos - dez dias - sob a sombra constante (e mágica) da morte.

A minissérie ganhou os prêmios Eisner e Eagle, além de ter sido indicada ao Harvey e ao Shel Dorf Awards e ficado duas semanas na lista de coletâneas em quadrinhos mais vendidas do The New York Times. É a HQ brasileira de maior sucesso que já se viu no exterior.


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Open Grave


OPEN GRAVE - UM FILME ESQUECIDO
Dirigido por Gonzalo López-Gallego


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FILME
LEGENDA


Gosto muito de encontrar ótimos filmes por acidente. Eu havia terminado de rever Immortel (ad vitam), do quadrinhista e diretor de cinema Enki Bilal, quando resolvi procurar no Filmow, quais outros papéis o ator que protagoniza a fita, Thomas Krestchmann, havia feito. Eu reconhecia seu rosto, mas não lembrava de onde. Logo percebi que já havia feito muitos filmes e, inclusive, é o Barão Strucker que apareceu no final de Capitão América 2 - O Soldado Invernal e voltará em Os Vingadores 2 - A Era de Ultron. Sem contar muitos outros filmes, bons e ruins. Porém, um título de 2013 me chamou a atenção: Open Grave.

E é este o assunto que nos interessa, não exatamente Krestchmann. Percebi que o título estava em inglês, ou seja, aparentemente não havia sido lançado por aqui nem em DVD. Era um filme desconhecido para mim. Era protagonizado por Sharlto Copley, de Distrito 9, que não vinha tendo bons papéis em filmes mais conhecidos que este. A sinopse me lembrava vagamente um outro filme que assisti, Modus Anomali. Uma película indonésia onde um homem sai de uma cova totalmente sem memória. Porém, Open Grave era bem diferente.


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As diferenças começam logo no início. Em Modus Anomali, um homem sai de uma cova em que foi enterrado. Em Open Grave, é como diz o filme, é uma cova aberta de onde um homem sem memória sai, ajudado por uma estranha asiática. Dentro da cova, dezenas (ou centenas) de pessoas mortas. A asiática foge e o homem, muito fraco, segue pela floresta até encontrar uma casa, onde está ela e mais quatro pessoas. Todas elas, assim como o estranho, acordaram sem memória. A única diferença é que ele acordou na cova, e eles na casa. Isso gera uma suspeita imediata.

Com eles estão suas identidades, assim sabem quem são. Mas, é apenas isso. Não sabem mais nada do que está acontecendo. A coreana que salvou o estranho tem um problema a mais, aliás dois: é muda e não entende inglês. Os desmemoriados não sabem se eles se conhecem, não sabem porque estão ali. Também não sabem porque apenas um deles veio de fora. Para todos os que acordaram na casa, o estranho vindo da cova aberta, é o mais suspeito.


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Conforme o filme vai seguindo, começo a me preocupar com os muitos mistérios que vão aparecendo ao longo da fita. Penso comigo mesmo, "ou teremos um final muito bom, ou teremos um final terrível, ao tentarem explicar isso tudo". Parece impossível que irão alinhavar todas aquelas pontas soltas e fazerem um final decente. Mas, por sorte eu estava enganado.

Não posso nem dizer quais são os elementos que vão surgindo, pois cada um é uma surpresa para o escpectador, que vai se perguntar o mesmo que eu: como isso vai terminar? Porém, mesmo antes do fim, as coisas começam a apontar para o que realmente está acontecendo. Flashbacks e cenas no presente, mostram que tudo pode ser bem mais complicado do que pensamos... ou não pensamos.

Open Grave é aquele tipo de filme que é melhor ver sem assistir nenhum trailer dele, pois o que vi (depois de ter assistido o filme) pode entregar alguma coisas da trama. O filme vai se revelando aos poucos e o trailer não é assim. Só posso agradecer ao Thomas Kreschtmann por me levar a encontrar um filme tão peculiar em meio a tanta mesmice. Obrigado, Barão Strucker!


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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Incal Integral


INCAL INTEGRAL
Scans by Onomatopéia Digital/Rapadura Açucarada


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A primeira vez que o Incal apareceu no Rapadura Açucarada foi através da saudosa Lusitana (depois apelidada Lusinha), uma visitante do blog e colaboradora que nos enviou os scans da versão portuguesa desta HQ francesa. Um trabalho ótimo numa época que os scans ainda não eram feitos com a qualidade de hoje em dia. Ela começou os scans no RA e terminou-os no, também saudoso, F.A.R.R.A. Porém, confesso que, mesmo tendo a chance, na época eu não li os scans dessa fascinante obra.

Alguns anos depois, a editora DEVIR começou a lançar os álbuns e eu pensei em comprar, mas alguma coisa me incomodava naquelas edições. Eram as cores. Só mais tarde fiquei sabendo que a obra havia sido recolorida digitalmente, o que deixou tudo meio esquisito. Aquilo tirou qualquer ânimo que eu tivesse para adquiri-la.

Eis que, por ocasião do falecimento de Jean Giraud, o Moebius, a DEVIR resolveu lançar todas as edições em um encadernado. A boa notícia era que as cores seriam as originais. Provavelmente souberam da insatisfação dos fãs com a colorização digital. Bom, só sei que desta vez resolvi adquirir esta que é um clássico no que diz respeito aos quadrinhos mundiais. O Incal está no consciente coletivo dos leitores de HQs e, até mesmo aqueles que não o leram, sabem da sua importância. Era o meu caso.

John Difool é um mero detetive classe 7 que vive em um futuro distante. Quando está fugindo das confusões que arranjou em seu mais recente trabalho, esbarra com um ser que está sendo perseguido e que, ao morrer, entrega-lhe o Incal Luminoso. Este, deixa-lhe claro que o destino no universo depende de John Difool proteger o Incal. Mas proteger do quê?

Tanatah, a rainha Amok, contrata o Metabarão para capturar John Difool e o Incal. Ao mesmo tempo, o Tecnopapa quer juntar o Incal Luminoso ao Incal Negro e trazer a escuridão ao universo. Fugindo de todos, Difool encontra Animah, por quem se apaixona. A medida que os acontecimentos se sucedem, alianças são feitas e Difool agora é parte de um grupo que precisa impedir que a escuridão vença. O Incal é parte importante disso, e John Difool também, mesmo que não saiba.

Incal quase se tornou uma animação, que chegou a ganhar um
TRAILER, mas que não seguiu em frente por falta de recursos. O link para a versão em português/PT pode ser acessada AQUI.