domingo, 31 de agosto de 2014

Planetary - Volume 01 de 04


PLANETARY - VOLUME 01 de 04
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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Era um dia qualquer de maio de 2002. Eu estava começando a voltar a ler quadrinhos, depois de perder toda a década de 90, o que não foi de todo um desastre. Algumas coisas eu estava apenas me atualizando, como Marvels ou Reino do Amanhã. Outras coisas estavam saindo naquele mesmo 2002, como Batman/Superman: Gerações, entre outras publicações. Mas, meu retorno ainda estava muito lento. Eu ainda não era o mesmo leitor de quadrinhos de antes de 1990, quando parei. Faltava algo.

Eu estava empolgado com os scans. Tanto para fazê-los, quanto para lê-los. Mas, ainda era aquele feijão com arroz. Eu ainda estava meio que numa espécie de piloto automático. Apenas fazia porque gostava. Eu os lia porque quadrinhos era algo que estava em mim, mesmo que eu tenha parado por um tempo. Mas, faltava o quadrinho que iria ser o símbolo deste novo começo. E, este quadrinho seria Planetary de Warren Ellis e John Cassaday.


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E foi nesse dia de maio de 2002 que au vi a HQ nas bancas. Porém, confesso que comprei por causa de The Authority. Planetary acompanhava o título, que era um mix com dois supergrupos. Era estilo flip: a capa de trás era Planetary de cabeça para baixo, e a HQ era assim, também. Nem o título, nem a capa me chamaram a atenção. Três pessoas em uma escada de mármore. Um deles de cabelos e roupa branca, o outro sentado e cabisbaixo, parecendo estar com depressão e uma mulher imponente vestindo couro. Pensei, já que está aqui, vou ler. Afinal, era assinada por Warren Ellis, o mesmo autor de The Authority. Eu não sabia, mas era o começo.

Mesmo nunca tendo lido pulp fiction eu era fã de Doc Savage. Talvez tenha sido por causa do filme com Ron Eli (que fez Tarzan em um seriado) que vi quando criança. O subtítulo era muito chamativo: O Homem de Bronze. E, lendo este primeiro número publicado aqui pela Pandora, vi que a revista fazia uma homenagem - uma referência direta - a Doc Savage, na figura de Doc Brass. No decorrer da leitura percebi que fazia referência a outros heróis dos pulps. Mas, Doc Brass era o centro daquele conto.

O Planetary era composto por três pessoas com poderes singulares: Elija Snow, Jakita Wagner e o Baterista. Eram auto-intitulados arqueólogos. Mas, o que eles desencavavam era muito mais complexo que ossos e pedaços de cerâmica. Era a própria história do século XX e suas coisas mais estranhas e escondidas. Para nós, era a cultura pop. Seja dos quadrinhos, livros ou cinema.


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O primeiro número trazia essa parábola sobre como o pulp fiction foi substituído pelos gibis de super-heróis. Era um acontecimento do nosso mundo real, representado graficamente. No fim, ainda temos o único sobrevivente, Doc Brass, como a lembrança que ainda temos dos pulps. Os dois números seguintes trariam referências a Godzilla, Mothra, o Corvo e aos filmes de John Woo. Aí então, a Pandora cancelou a publicação em seu terceiro número. E meu mundo desmoronou.

Mas, envolvido com os scans como eu estava, vi que a única solução era continuar eu mesmo, com a ajuda das pessoas que frequentavam o Rapadura Açucarada, e tentar traduzir e letreirar os próximos números, para não perder nada dessa HQ que já nascera clássica. Não fizemos os 27 números, mas eles foram terminados por outros fãs de Planetary, e eu os li todos.

Depois de a Devir e a Pixel tentarem lançar os encadernados e pararem no meio do caminho, finalmente eles foram publicados por completos pela editora Panini. Planetary estava, finalmente, completa em nosso mundo físico. E, foi assim que, em maio de 2002, eu voltara aos quadrinhos, com força total. Desde então, não parei mais. Os quadrinhos são um mundo estranho, e temos de mantê-los assim.


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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

100 Balas - Volume 04


100 BALAS - VOLUME 04 de 15
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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Em quem você pode confiar? Nas periferias sombrias do mundo, a resposta é sempre a mesma: em ninguém. Brian Azzarello e Eduardo Risso têm ficado de olho nesses lugares sombrios com esta série ganhadora do prêmio Eisner. Com esta quarta edição eles apontam uma dura luz para a cara dos desesperados, desamparados e perigosos habitantes que se reúnem nesses cantos obscuros. De traficantes meia-boca aos mais altos escalões do poder, as pessoas escolhidas pelo agente Graves para receber uma licença para matar têm mais em comum do que a arma e uma mala com munições. E, se ainda não é nada claro do que eles fazem parte (nem quem está controlando), o que eles não sabem é ainda pior e pode até mesmo feri-los.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Daytripper


DAYTRIPPER - MOON & BÁ
Scans by Onomatopéia/Rapadura


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Sinopse: Brás de Oliva Domingos tem só mais um dia de vida. Pode ser o dia em que ele conhece seu grande amor. Pode ser durante sua grande viagem da adolescência. Pode ser o dia em que ele começou a entender a família. Pode ser quando ele decidiu ajudar seu melhor amigo. Pode ser na velhice.

Os grandes momentos da vida, a família de onde você vem e a família que você constrói, ser filho e ser pai, ter amor e ser amado. No trabalho de maior sucesso dos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá, toda uma existência é contada em dez capítulos - dez dias - sob a sombra constante (e mágica) da morte.

A minissérie ganhou os prêmios Eisner e Eagle, além de ter sido indicada ao Harvey e ao Shel Dorf Awards e ficado duas semanas na lista de coletâneas em quadrinhos mais vendidas do The New York Times. É a HQ brasileira de maior sucesso que já se viu no exterior.


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Open Grave


OPEN GRAVE - UM FILME ESQUECIDO
Dirigido por Gonzalo López-Gallego


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FILME
LEGENDA


Gosto muito de encontrar ótimos filmes por acidente. Eu havia terminado de rever Immortel (ad vitam), do quadrinhista e diretor de cinema Enki Bilal, quando resolvi procurar no Filmow, quais outros papéis o ator que protagoniza a fita, Thomas Krestchmann, havia feito. Eu reconhecia seu rosto, mas não lembrava de onde. Logo percebi que já havia feito muitos filmes e, inclusive, é o Barão Strucker que apareceu no final de Capitão América 2 - O Soldado Invernal e voltará em Os Vingadores 2 - A Era de Ultron. Sem contar muitos outros filmes, bons e ruins. Porém, um título de 2013 me chamou a atenção: Open Grave.

E é este o assunto que nos interessa, não exatamente Krestchmann. Percebi que o título estava em inglês, ou seja, aparentemente não havia sido lançado por aqui nem em DVD. Era um filme desconhecido para mim. Era protagonizado por Sharlto Copley, de Distrito 9, que não vinha tendo bons papéis em filmes mais conhecidos que este. A sinopse me lembrava vagamente um outro filme que assisti, Modus Anomali. Uma película indonésia onde um homem sai de uma cova totalmente sem memória. Porém, Open Grave era bem diferente.


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As diferenças começam logo no início. Em Modus Anomali, um homem sai de uma cova em que foi enterrado. Em Open Grave, é como diz o filme, é uma cova aberta de onde um homem sem memória sai, ajudado por uma estranha asiática. Dentro da cova, dezenas (ou centenas) de pessoas mortas. A asiática foge e o homem, muito fraco, segue pela floresta até encontrar uma casa, onde está ela e mais quatro pessoas. Todas elas, assim como o estranho, acordaram sem memória. A única diferença é que ele acordou na cova, e eles na casa. Isso gera uma suspeita imediata.

Com eles estão suas identidades, assim sabem quem são. Mas, é apenas isso. Não sabem mais nada do que está acontecendo. A coreana que salvou o estranho tem um problema a mais, aliás dois: é muda e não entende inglês. Os desmemoriados não sabem se eles se conhecem, não sabem porque estão ali. Também não sabem porque apenas um deles veio de fora. Para todos os que acordaram na casa, o estranho vindo da cova aberta, é o mais suspeito.


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Conforme o filme vai seguindo, começo a me preocupar com os muitos mistérios que vão aparecendo ao longo da fita. Penso comigo mesmo, "ou teremos um final muito bom, ou teremos um final terrível, ao tentarem explicar isso tudo". Parece impossível que irão alinhavar todas aquelas pontas soltas e fazerem um final decente. Mas, por sorte eu estava enganado.

Não posso nem dizer quais são os elementos que vão surgindo, pois cada um é uma surpresa para o escpectador, que vai se perguntar o mesmo que eu: como isso vai terminar? Porém, mesmo antes do fim, as coisas começam a apontar para o que realmente está acontecendo. Flashbacks e cenas no presente, mostram que tudo pode ser bem mais complicado do que pensamos... ou não pensamos.

Open Grave é aquele tipo de filme que é melhor ver sem assistir nenhum trailer dele, pois o que vi (depois de ter assistido o filme) pode entregar alguma coisas da trama. O filme vai se revelando aos poucos e o trailer não é assim. Só posso agradecer ao Thomas Kreschtmann por me levar a encontrar um filme tão peculiar em meio a tanta mesmice. Obrigado, Barão Strucker!


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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Incal Integral


INCAL INTEGRAL
Scans by Onomatopéia Digital/Rapadura Açucarada


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A primeira vez que o Incal apareceu no Rapadura Açucarada foi através da saudosa Lusitana (depois apelidada Lusinha), uma visitante do blog e colaboradora que nos enviou os scans da versão portuguesa desta HQ francesa. Um trabalho ótimo numa época que os scans ainda não eram feitos com a qualidade de hoje em dia. Ela começou os scans no RA e terminou-os no, também saudoso, F.A.R.R.A. Porém, confesso que, mesmo tendo a chance, na época eu não li os scans dessa fascinante obra.

Alguns anos depois, a editora DEVIR começou a lançar os álbuns e eu pensei em comprar, mas alguma coisa me incomodava naquelas edições. Eram as cores. Só mais tarde fiquei sabendo que a obra havia sido recolorida digitalmente, o que deixou tudo meio esquisito. Aquilo tirou qualquer ânimo que eu tivesse para adquiri-la.

Eis que, por ocasião do falecimento de Jean Giraud, o Moebius, a DEVIR resolveu lançar todas as edições em um encadernado. A boa notícia era que as cores seriam as originais. Provavelmente souberam da insatisfação dos fãs com a colorização digital. Bom, só sei que desta vez resolvi adquirir esta que é um clássico no que diz respeito aos quadrinhos mundiais. O Incal está no consciente coletivo dos leitores de HQs e, até mesmo aqueles que não o leram, sabem da sua importância. Era o meu caso.

John Difool é um mero detetive classe 7 que vive em um futuro distante. Quando está fugindo das confusões que arranjou em seu mais recente trabalho, esbarra com um ser que está sendo perseguido e que, ao morrer, entrega-lhe o Incal Luminoso. Este, deixa-lhe claro que o destino no universo depende de John Difool proteger o Incal. Mas proteger do quê?

Tanatah, a rainha Amok, contrata o Metabarão para capturar John Difool e o Incal. Ao mesmo tempo, o Tecnopapa quer juntar o Incal Luminoso ao Incal Negro e trazer a escuridão ao universo. Fugindo de todos, Difool encontra Animah, por quem se apaixona. A medida que os acontecimentos se sucedem, alianças são feitas e Difool agora é parte de um grupo que precisa impedir que a escuridão vença. O Incal é parte importante disso, e John Difool também, mesmo que não saiba.

Incal quase se tornou uma animação, que chegou a ganhar um
TRAILER, mas que não seguiu em frente por falta de recursos. O link para a versão em português/PT pode ser acessada AQUI.


quinta-feira, 31 de julho de 2014

Lobo Solitário - Volume 04


LOBO SOLITÁRIO - VOLUME 04 de 28
Scans by SabreWulf/Onomatopéia/Rapadura


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Um ronin era um samurai sem mestre. Em geral, a falta de laços se devia à morte do patrão ou porquê o guerreiro caiu em desgraça aos olhos do mesmo. Itto Ogami, o protagonista deste mangá, era um dos mais importantes homens a serviço do xogum, até que foi vítima de uma trama orquestrada pelo poderoso clã Yagyu, na tentativa de forçá-lo ao seppuku, ritual de suicídio por honra, praticado no período medieval japonês, castigo por algum fracasso ou traição.

Com uma decisão surpreendente para um homem sem sua posição, Itto Ogami recusa-se a cometer o seppukue decide começar uma vida na vergonha e na desonra, seguindo o caminho do Meifumadô, a trilha do inferno budista. Uma trilha que torna ele e seu fiulho eternos fugitivos. Para mantê-los, enquando busca vingança, Ogami torna-se o Lobo Solitário, assassino de aluguel.Porém, antes de aceitar qualquer encargo, sempre procura conhecer as motivações do contratante do homicídio e só aceita se as considera honrosas.

Perseguindo o rastro deixado pela trilha de irae ambição da família Yagyu, Ogami prossegue seu objetivo de vingar a extinção do seu clã. Entretando, agora o inimigo é um dos clãs mais poderoso do Japão, só ficando atrás da família Tokugawa, que controla o posto de xogum.

Nas páginas escritas por Kazuo Koike e desenhadas por Goseki Kojima revivemos, numa apurada descrição histórica e social a vida do Japão do século XVII.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Lost Girls - Volume 02 de 03


LOST GIRLS - VOLUME 02 de 03
Scans by Onomatopéia Digital/Rapadura Açucarada


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VOLUME 01 de 03, AQUI


Demorou, mas aqui está o segundo dos três volumes sobre o crossover impetrado por Alan Moore, onde as protagonistas dos contos de fadas Alice no Páis das Maravilhas, O Mágico de Oz e Peter Pan, se encontram quando já adultas e passam a relatar duas desventuras quando meninas. O que conhecemos como histórias para crianças, fantasias ingfantis, aqui se tornam a iniciação sexual e o afloramento de seus desejos. Cada uma das histórias é reinterpretada por Alan Moore e Melinda Gennie em um ambiente erótico. Além disso, as três ainda vivem novas peripécias no hotel luxuoso em que se encontram, bem como o marido de Wendy, um velho travado secualmente.



segunda-feira, 21 de julho de 2014

Hellblazer Origens: Volume 03


HELLBLAZER ORIGENS: VOLUME 03
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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No terceiro volume das primeiras aventuras do mago John Constantine, ficamos conhecendo tudo sobre o episódio de Newcastle e o que aconteceu à menina Astra. Em seguida, Constantine volta ao espaço cibernético onde deixou um amigo seu. Na sequência temos o início do arco A Máquina do medo. Constantine conhece a menina Mercury, que parece ter alguns dons mágicos. Ela e sua mãe vivem com uma turminha da pesada que apron... não, não. Vivem com uma turma de hippies que vivem viajando e estão acampados nas redondezas. Aceitam Constantine sem fazer perguntas. O mago parece estar gostando da vida na natureza e faz alguns amigos, mesmo que assuste alguns deles. Porém, tudo pode ir por água abaixo quando um estranho grupo de homens parece estar usando uma máquina que produz... medo.

John Constantine ganhou uma série de TV, da qual vazou o episódio piloto. Parecendo mais baseado no Constantine dos Novos 52, não agradou tanto. Além de tudo, uma das caractesíticas do personagem, o vício do fumo, foi ignorado. Vamos ver o que reservará o futuro para o mago em live action.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sin City: A Dama Fatal


SIN CITY: A DAMA FATAL - FRANK MILLER
Scans 2.0 by ÐØØM™ Scans/Onomatopéia Digital


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Dwight McCarthy já foi alguém na vida. Agora ele é apenas alguém que remexe no lixo da humanidade, para ganhar algum dinheiro. Ele trabalha fazendo flagras de maridos infiéis, para suas esposas que estão atrás de um divórcio lucrativo. Sua vida não é das melhores, mas ele tenta não reclamar muito. E, tudo estava assim, quando aparece Ava, um antigo e complicado amor que estraçalhou o coração de Dwight. Ela agora está casada, e parece estar em apuros com um marido rico, mas violento. Dwight irá ajudá-la?

Mais um capítulo sujo e violento que se passa nas vielas de Sin City, escrito e desenhado por Frank Miller. Com o sucesso da primeira adaptação para o cinema, A Dama Fatal é a história escolhida para dar continuidade na telas, às aventuras que se passam na cidade do pecado. Ava será interpretada por Eva Green, Dwight por Josh Brolin e Mickey Rourke repetirá o papel de Marvin. Outras histórias estarão no longa, como por exemplo, The Long Bad Night.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Liberdade


LIBERDADE: UM SONHO AMERICANO - FRANK MILLER
Scans 2.0 by Onomatopéia Digital/Rapadura Açucarada


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O mundo futurístico de Martha Washington é o nosso passado. Essa HQ escrita em 1990, por Frank Miller, localiza o futuro de Martha entre 1995 e vai até 2012, nesta minissérie encadernada. Ou seja, já estamos dois anos a frente. Então, só podemos deduzir que tudo aconteça em uma realidade alternativa. Porém, esta dimensão paralela tem muitas semelhanças com a nossa: o racismo, a luta pelo poder, a ganância, a pobreza e muitas outras coisas.

Martha é uma menina que vive no gueto conhecido como A Estufa. O mundo não quer saber deles, nem mesmo o grande presidente Rexall, que ela tanto admira. Martha perde seu pai logo cedo, e logo cedo se torna uma pária, ao ter de matar um homem. Quando vê a chance de liberdade ela a agarra. Essa liberdade signfica se alistar na PAX, a força de paz dos EUA. Uma vez dentro dela, todos os seus delitos são apagados. Parece justo. Mas, será?

Martha quer apenas ser uma boa soldada e cumprir seus deveres. Quando está em uma missão na Amazônia, acaba por entrar em conflito com seu capitão, Moretti. A partir de então, a vida dos dois estará interligada por ódio e vingança.

Frank Miller joga com um humor ácido e com um exagero proposital que, para o leitor desavisado, pode parecer que ele já estava senil, como hoje em dia. Mas, não. Miller atira para todos os lados: presidentes americanos decrépitos, corporações de fast food, grupos extremistas, e tudo isso ao redor de nossa heroína que é mulher, negra e precisa lutar para salvar o mundo e a ela mesma. Martha Washington quer a liberdade e vai tomá-la a socos se for preciso.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Flex Mentallo - Edição Especial


FLEX MENTALLO - EDIÇÃO ESPECIAL
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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Desde que Grant Morrison brincou pela primeira vez com a metalinguagem nos quadrinhos DC, em Homem Animal, até Flex Mentallo, passou-se muito tempo. Então, é claro que seu aguçado senso de nonsense estaria mais do que evoluído. Flex Mentallo era apenas um personagem secundário que Morrison criou quando estava cuidando da Patrulha do Destino e resolveu que o herói tinha mais a dizer, mesmo que o que ele dissesse fosse incompreensível para a maioria dos mortais.

Nesta edição especial que reúne os quatro números da minissérie, e que é publicada aqui no Brasil - em papel - pela primeira vez, temos um quadrinhista em um beco escuro tendo um surto psicótico causando por drogas. Enquanto está ao telefone com um desses auxílios a suicidas, ele conta tudo sobre sua experiência com quadrinhos e como eles influenciram sua vida. Ao mesmo tempo, no mundo dos quadrinhos, Flex Mentallo precisa encontrar O Fato, para desvendar alguns mistérios.

É nesta viagem entre "realidade" e fantasia que o leitor acaba se perdendo - ou se encontrando - e descobrindo que os super-heróis podem ser bem mais reais do que pensamos. Grant Morrison, em sua reverência pelos mitos fantasiados, salpica a HQ com pontos biográficos, pois sua própria vida foi assim, influenciada pelos super-heróis, dando-lhe fama e fortuna. Tão engajado com experiências místicas e alucinógenas, ninguém mais poderia nos transportar através de um mundo de metalinguagem como este e nos confundir e iluminar através de uma saga surreal. Se faz sentido, aí já são outros quinhentos.


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Projeto Dionísio - Catarse


DIONÍSIO - PROJETO DE QUADRINHOS NO CATARSE
Autores: Jeeri Dias e Pedro Zimmermann

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DIONÍSIO é uma graphic novel que mistura mitologia grega com o gênero do horror e tem um visual realista e cinematográfico de encher os olhos!

Sinopse: O grupo Penteu de dança-teatro vem da Grécia se apresentar em um festival de artes cênicas e traz consigo algo mais que um grandioso espetáculo. Adriano Ferri, um detetive particular e sua amiga Marcela, uma dançarina, acabam envoltos em uma trama onde irão descobrir que alguns mitos podem ser reais.

Os autores Jerri Dias e Pedro Zimmermann são roteiristas, diretores e criadores da minissérie de ficção científica OXIGÊNIO exibida na RBS TV, entre outras curtas do gênero fantástico.

Clique
http://catarse.me/pt/dionisio3d , assista o trailer, a apresentação e descubra como receber a obra e ótimas recompensas direto em sua casa partir de R$ 10,00!

A obra impressa terá 100 páginas coloridas em papel couchet.

Prazo para investimento: meia-noite do dia 30 de junho (segunda-feira).


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