sábado, 25 de julho de 2015

Superheroes–Episódio 2

SUPERHEROES: A NEVER-ENDING BATTLE
Episódio 2 de 3: Great Power, Great Responsability

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A segunda parte de Superheroes: a Never-Ending Battle focaliza agora a Marvel Comics. A segunda metade do século foi dominada pelas criações desta editora que foi ofuscada na primeira metade, pela toda poderosa DC Comics.

Com uma abordagem totalmente diferente do que vinha sendo feito até então, a editora causa uma revolução no mundo dos quadrinhos, quando Stan Lee, Jack Kirby, Steve Ditko e outros tornam os super-heróis bem mais humanos, bem mais próximos de nós.

Numa época de grandes mudanças sociais, como eram as década de 60 e 70, os quadrinhos procuravam seguir os novos tempos, se adaptando a eles. As revoluções sociais precisavam ter sua contraparte dento do mundo dos super-heróis e, acertando e errando, eles o fizeram.

Denny O’Neil e Neal Adams tratavam sobre drogas nas páginas de lanterna Verde e Arqueiro Verde. A Marvel apresentava os primeiros super-heróis negros, Pantera Negra e Luke Cage. O feminimso era representado em uma nova Mulher-Maravilha sem superpoderes, o que se mostrou uma tentativa equivocada de se alinhar ao movimento que vinha ganhando cada vez mais força.

O aumento da violência e da criminalidade também afetaram as histórias em quadrinhos, mostrando que elas não podiam ficar apenas no mundo da fantasia. Mesmo não sendo reais, elas faziam parte de um mundo real, e este, não podia ser retratado de forma tão utópica nos quadrinhos. Os tempos estavam mudando.

Nos artistas e roteiristas surgiam, trazendo para os quadrinhos usas próprias ideias e vivencias. Estavam colocando nas páginas aquilo que viviam no seu dia-a-dia. Se o mundo era violento e corrupto, isso não tinha como ficar de fora das páginas dos gibis, por mais que se quisesse.

Com grandes poderes sobre o mundo dos quadrinhos, vinham grandes responsabilidades de torná-los cada vez melhores.

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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Bom de Briga

BOM DE BRIGA – PAUL POPE
Digitalização e Ajustes by HORDA Comics

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Abaixo, a resenha do site Geek Cult, sobre esta HQ, escrita por um dos melhores escritores deste século:

“O que acontece quando um garoto de 12 anos é obrigado a se tornar o herói de toda uma cidade como rito de passagem? Bom, ele terá de enfrentar monstros terríveis e, além de tudo, tomar o lugar do maior herói que aquela cidade já conheceu, Haggard West.

Paul Pope é pouco conhecido aqui no Brasil. A publicação mais conhecida dele por aqui foi Batman 100 anos, onde ele roteiriza e ilustra uma realidade alternativa onde o Cavaleiro das Trevas ainda existe 100 anos no futuro. Nada de um pupilo de Bruce Wayne com armas tecnológicas. Ainda é a mesma Gotham City decadente e um homem morcego que se recusa a morrer. É bom, procurem nos sebos.

Pope é um artista autoral e Bom de Briga (Battling Boy) é mais um de seus trabalhos totalmente produzido por ele. A cidade de Arcópolis perde seu maior herói, Haggard West. Assolada por terríveis criaturas que habitam as sombras e raptam crianças, a cidade agora está sem seu maior defensor. A filha de Haggard, que era também sua ajudante, Aurora,  lamenta a perda do pai. Para piorar, além das sombrias criaturas que mataram Haggard, há também monstros gigantescos que aparecem na cidade com um único intento: destruí-la. Ninguém sabe de onde eles vêm.

Enquanto isso, muito acima de todos aqueles problemas, semideuses estão entretidos com seus próprios problemas, entre eles, o fato de que Bom de Briga (é o único nome que se usa para ele, esse e “garoto”) completou 12 anos e chegou ao momento da virada, da incursão, como seu pai assim chama. Bom de Briga precisa se tornar um herói. É o seu rito de passagem.

Ele é enviado à cidade de Arcópolis, onde, sozinho, deverá enfrentar todos os monstros que ali habitam. Para isso, levou alguns acessórios, o mais importante sendo 12 camisetas, cada uma contendo um animal como estampa, um totem, que ao serem vestidas, concede a Bom de Briga poderes especiais.

A chegada de Bom de Briga alvoroça a cidade, que volta a ter esperança. Já, Aurora, fica apenas desconfiada. Afinal, quem ousa querer tomar o lugar de seu glorioso pai? Bom de Briga, claro.

Bom de Briga foi publicado pela Companhia das Letras, e nas suas 200 páginas, traz uma aventura dinâmica, quase em ritmo de desenho animado. Pope cria um personagem com o qual nos familiarizamos e solidarizamos rapidamente. Afinal,  quem nunca se sentiu pequeno demais diante de uma tarefa difícil?

Talvez o único defeito de Bom de Briga seja justamente ser tão bom, que devoramos logo. O fim deixa claro que teremos mais, e precisa ter, só não sabemos quando.  Para saber se havia mais do personagem, pesquisei o autor e, pelo que entendi, Bom de Briga se desdobra em aventuras de Aurora West, com o que parecem ser spin-offs (edições derivadas). Já sobre a continuação propriamente dita deste volume  em questão, não parece que foi produzido ainda.  Ficamos na espera de mais ou vai ter briga.”

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Scans Que Eu Li: A Small Killing

A SMALL KILLING – ALAN MOORE & OSCAR ZARATE
Uma Produção Johnny Who/Gibiscuits

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Abaixo reproduzo a sinopse e dou minhas impressões sobre esta graphic novel do genial (mesmo que um chato de galochas), Alan Moore. Mas, se eu fosse você, leria apenas DEPOIS de desfrutar da HQ. Acho que a experiência seria melhor aproveitada assim, mesmo não contendo spoilers.

“O futuro parece brilhante para Timothy Hole. Sua ascensão no mundo da publicidade americana, que alguns chamariam de meteórica, foi certamente bem merecida, considerando seu compromisso com o consumismo. Agora ele está prestes a obter a sua grande chance, assumindo os negócios de um líder de vendas – Flite a sensação dos refrigerantes diets – para uma URSS sedenta por produtos de consumo. Ele percorreu um longo caminho desde que era um sonhador garoto de classe operária que cresceu nas Midlands inglesas.

Somente uma coisa assombra seu outrora horizonte ensolarado. Alguém está seguindo Timothy Hole. Alguém quer vê-lo morto.

Pequenas mortes, pequenas traições, pequenos homicídios que facilitam o caminho de nossa existência. Alan Moore delineia tudo isso nesta graphic novel repleta de ironia e tensão trazida à vida pelo genial ilustrador Oscar Zarate.”

Esta é uma HQ que não deve ser lida da forma que eu li: apressadamente. Faço isso, pois quero ler e, enquanto ela está fresca na memória, disponibilizá-la para download e dar o meu parecer. Já que você não vai precisar fazer a segunda parte, sugiro que a leia com bastante calma, de preferência em um tablet, se tiver um, e estando bem confortável e com tempo.

Small Killing tem nuances demais. É uma HQ, que se fosse um filme, seria um daqueles filmes lentos e profundos, mas que prendem sua atenção. Você quer chegar ao fim e saber o que está acontecendo. na verdade, uma parte do que está acontecendo você até deduz logo. Creio que isso seja proposital.

Tudo nela parece um sonho. Mas, é um sonho do personagem, do autor ou é um sonho nosso? Creio que ela tenha muitas interpretações, todas elas estando ao cargo de quem lê. Há muitas situações que parecem ser simbólicas, assim como objetos.

Quando o personagem relembra o passado, tudo fica mais onírico. Porém, mesmo quando está no “presente”, ainda assim, tudo parece um sonho. O desenho de Zarate ajuda bastante nesta ilusão.

No mais, é sempre um prazer poder ter acesso a material tão importante assim que não foi lançado por aqui – a HQ é de 1991! Mais uma vez, agradecimentos ao Johnny Who e ao Gibiscuits.

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domingo, 19 de julho de 2015

Quase Todos os Filmes do TMPVSC

QUASE TODOS OS FILMES DO TACA A MÃE PRA VER SE CLICA

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Depois de uma saga que começou no Fórum de Agrupamento dos Revolucionários da Rapadura Açucarada (o F.AR.R.A.), passou para A Divina Flor da Papaia Celestial, continuou no Supersônico a Carvão e chegou até o Taca a Mãe Pra Ver se Clica, finalmente eu tive de parar. Como já expliquei rapidamente lá atrás, em detrimento dos scans. As duas coisas estavam sendo extenuantes para mim, mesmo que eu não admitisse de imediato.

Mas, para que o acervo do Taca a Mãe Pra Ver Se Clica não fique perdido, vagando pelo espaço cibernético, tomei um tempo e estou disponibilzando a maioria das abertas no MEGA (algumas foram deletadas pelo site) e onde coloquei os filmes. No entanto, algumas considerações:

Não há como saber a qualidade do filme. A grande maioria está de boa para ótima. São quase todos em AVI, mas, nas últimas 5 contas existem muitos filmes em MKV e MP4. Se não souber o nome do filme, pesquise no Google antes de baixar. Se tiver uma conta no MEGA (ou se quiser abrir uma) apenas importe o filme para sua conta. Não há como saber quanto tempo vão ficar disponíveis, então se tiver algum de seu interesse baixe logo. Filmes que não tenha a legenda acompanhando e não são dublados, tem a legenda embutida.

Não estou com paciência para listar o que há em cada conta, levaria muito tempo. Então, divirta-se descobrindo os filmes a cada nova conta que abrir filme que você não esperava encontrar. Divirta-se:

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Moore Vs. Morrison

THE MINDSCAPE OF ALAN MOORE Vs.
GRANT MORRISON: TALKING WITH GODS

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Calma, pessoal, eu não desisti dos scans. Como estou passando por uma fase meio apertada em termos de tempo, aproveito os momentos que dá para postar alguma coisa colocando esse documentários relacionados a quadrinhos que não devem ficar perdidos por aí, esperando ser encontrados. Por serem mais rápidos de postar do que digitalizar uma HQ, me dão essa folga que preciso até tudo voltar ao normal.

O de Alan Moore já é bem conhecido do público rapadurístico desde os tempos do F.A.R.R.A. onde foi postado pela primeira vez pelo pessoal que lá contribuía. Sem eles eu nem saberia da existência do mesmo. O De Grant Morrison descobri anos depois e postei por aqui.

No meu caso, eu não fiquei apenas nos documentários. Li também a biografia de Moore que saiu pela editora Mythos, e li a quase-biografia de Grant Morrison chamada Superdeuses. Ou seja, já me aprofundei um bocado na mente desses dois gênios despirocados.

Os dois são ingleses que nos deram muitas obras-primas, sendo que Alan Moore deixou as grandes editoras já faz um tempo, enquanto Morrison se deleita trabalhando para elas, fazendo  desde HQs mais maduras, na Vertigo, até sagas intermináveis pelas quais deve estar recebendo em ouro, que vale mais do que dinheiro.

Moore nos deu Watchmen. Morrison nos deu os Invisíveis. Moore nos deu Batman: A Piada Mortal. Morrison nos deu Batman: Asilo Arkham. Moore está cansado de super-heróis, Morrison se masturba com eles.

Os dois se consideram magos poderosos, mas, até aí, o Paulo Coelho também se considera, então é melhor desconsiderar esta parte.

No fim das contas, este texto não é nada além de uma encheção de línguiça para que eu não deixe apenas os documentários aqui, vagando sozinhos pelo post. Quem não viu ainda, eis a oportunidade.

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quarta-feira, 15 de julho de 2015

O Devorador/SDCC

DAKSEID VS GALACTUS: O DEVORADOR
Digitalização e Restauração 2.0 by HORDA Comics

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GALACTUS: Devorador de mundos. Destruidor de civilizações. A mais temível força do universo.

DARKSEID: A Incorporação do Mal. Lorde Sombrio do infernal mundo de Apokolips. O mais temido soberano da Galáxia.

Após vagar pelas estrelas por incontáveis milênios, a fome insaciável de Galactus finalmente o levou a Apokolips, lar do império de Darkseid. Para sobreviver, Galactus tem que drenar a energia de Apokolips, eliminando, como consequência, todos os seres vivos do planeta. Em seu caminho está Darkseid, que vai se valer de tudo para proteger seus domínios.

Mas nem Galactus nem Darkseid lutam sozinhos. Ao lado de Darkseid estão suas hordas de de cães de guerra e parademônios, bem como seu filho Órion, de Nova Gênese, o campeão da astroforça. Contra os defensores de Apokolips está o arauto de Galactus, o Surfista Prateado, detentor do poder cósmico, guiado por impulsos além da compreensão.
Quando uma força irresistível encontra um objeto inamovível, quem triunfa? 

COMIC-CON: EPISODE IV: A FAN’S HOPE
Replay do post, agora com link para download

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Aproveitando que a convenção de quadrinhos mais famosa de todos os tempos aconteceu por esses dias, (re)disponibilizo novamente este documentário sobre o evento, que me transportou para dentro deste lugar mágico, onde se reúnem todos aqueles que gostam de quadrinhos, filmes e games.

Com a onipresença de Stan Lee e outros pop stars dos quadrinhos, o documentário nos mostra como é este universo de pessoas que participam destes eventos que se tornaram parte da cultura nerd, tendo até mesmo seu equivalente aqui no brasil na forma da CCXP, que aconteceu a primeira vez no ano passado.

Para ler a matéria escrita a primeira vez que o documentário foi postado, é só clicar AQUI.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Superheroes –Episódio 01

SUPERHEROES: A NEVER-ENDING BATTLE
Episódio 01 de 03: Truth, Justice and The American Way

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O super-herói faz parte da mitologia americana, assim como o faroeste e o 4 de Julho. Isso é deixado claro por todo este primeiro episódio de Superheroes: A Never-Ending Battle. Assim sendo, se você tem fortes sentimentos anti-americanos pode não gostar muito. O documentário é bem ufanista, principalmente na sua frase final.

Mas, não é patriotismo que interessa aos fãs de quadrinhos, e sim a diversão. Eu não sabia da existência deste documentário em forma de minissérie em três capítulos de 54 minutos cada, até poucos dias atrás.
Logo percebi que não havia legenda disponível em português para os mesmos, o que me deixou desanimado. Mas, como percebi que a qualidade informativa era grande, resolvi tentar traduzir usando o Google, e aqui está o primeiro episódio desta aventura.

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Estea primeira parte, como não poderia deixar de ser, se concentra nos primórdios dos super-heróis, começando com a criação do maior deles, o Super-Homem. A partir daí, a indústria dos quadrinhos ganha força e os super-heróis começam a surgir aos montes. Porém, ainda é a editora que se tornaria a DC que mantém o pioneirismo ao criar, em seguida, Batman: o Cavaleiro das Trevas.

Com a chegada da Segunda Guerra, a Timely Comics (que se tornaria a Marvel) dá vida ao Capitão América, pelas mãos de Joe Simon e Jack Kirby. Um super herói patriótico, para os tempos difíceis que haviam chegado.

Mas, e a representação feminina nesse meio tão masculino? O documentário nos mostra que existiram super-heroínas antes da guerra, mas nenhuma de destaque. As mulheres serviam apenas como namoradas ou como ajudantes femininas dos super-heróis já existentes. Isso muda em 1941, com a chegada da Mulher Maravilha.

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Enfim, este episódio trata de toda a Era de Ouro dos quadrinhos, que começou em 1938. Também nos apresenta os principais artistas que revolucionaram e pavimentaram o caminho para os que viriam após eles.

O documentário é apresentado pelo incrível Liev Schreiber que atuou no fenomenal papel de Dentes de Sabre no estupendo Wolverine: Origens. Além dele, temos Lynda Carter, Stan Lee, Joe Simon, Gerard Jones, Jenette Kahn, Carmine Infantino, Neal Adams, Jim Steranko, Jules Feiffer, Michael Chabon e muitos outros.

domingo, 12 de julho de 2015

Crumb/Rock & Rule

CRUMB – TERRY ZWIGOFF
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Robert Crumb é um cara     bizarro e peculiar. Mais um daqueles casos em que o gênio precisa ser também um louco. No caso de Crumb, parece que ele levou essa máxima ao limite: anti-social, declaradamente misógino, assumidamente tarado e completamente insano, tudo isso é repassado para sua obra. Às vezes com sentimento de culpa, outras apenas aceitando a si mesmo como realmente é.

A maior parte de seus quadrinhos são auto-biográficos, porém, é conhecido por seus personagens ficcionais que se tornaram ícones da cultura dos EUA. Um deles, Fritz, The Cat, até mesmo ganhou uma animação, em uma manobra de direitos autorais que passou por cima de Crumb. Ele odiou tanto que matou o personagem.

Neste documentário ficamos conhecendo mais do homem que foi um das bases para o movimento dos quadrinhos underground da década de 60.  O documentário, assim como seus quadrinhos, escancara quem Crumb realmente é, para o bem e para o mal.

Criado por um pai conservador e violento e por uma mãe que não era submissa, Crumb e seus irmãos se refugiavam nos quadrinhos e até mesmo em criá-los. Veio daí a paixão por essa arte. Inicialmente Crumb não conseguiu se destacar como quadrinhista, então foi trabalhar em uma firma de cartões postais. Com a chegada dos anos 60 e com a experimentação de drogas como LSD e a mudança para outros ares, Crumb começou a ter suas próprias ideias sobre como fazer quadrinhos.

Se juntando a alguns outros que pensavam como ele criaram a revista underground chamada ZAP Comics. Para vendê-las, ele e a primeira esposa colocavam os exemplares em um carrinho e as distribuiam nas ruas. E assim se pavimentou o sucesso do movimento undergroud e a fama de Robert Crumb.

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O que mais impressiona – e às vezes assusta – é conhecer a família disfuncional da qual Crumb veio. Apesar de suas duas irmãs terem se recusado a participar do documentário, ficamos conhecendo seus irmãos Maxon e Charles, este sofrendo de uma depressão profunda, além de sua mãe controladora, pelo que se vê na tela.

Os dois irmãos também têm talentos artísticos. Maxon é pintor e conta mais sobre si mesmo, como quando tinha a mania de abaixar a calça das mulheres que via na rua. Charles diz que tinha ânsias de esfaquear Crumb enquanto este dormia. As lembranças sobre o pai são sempre sobre sua violência.

No mais, Crumb se mostra uma mente perturbada que resolveu usar esta mente para retratar a si mesmo e aos seus delírios em tinta e papel. Mesmo o documentário sendo de 20 anos atrás, Crumb ainda continua ativo, sendo seu trabalho recente mais conhecido Gênesis, uma quadrinização ao seu estilo deste livro da Bíblia.

Provavelmente todo artista precise ser um louco para criar com tal genialidade, e Crumb deve ser o rei do hospício.

FANTASIA DE ROCK (ROCK & RULE)
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 Fantasia de Rock – ou simplesmente Rock & Rule – é um daqueles filmes do meu passado que eu fiquei apenas a ver navios, já que na época em que foi lançado, não era o tipo de filme que os cinemas por perto se arriscassem a exibir. Mesmo quando saiu em VHS, deu-se o mesmo problema: as locadoras de onde eu morava não se importavam com esse tipo de filme.

E, quando fui morar em um lugar que as locadoras tinham de tudo, o VHS já estava saindo de circulação e o filme não existia em DVD ( e não existe até hoje) por aqui.

Mas, eis que muito anos depois, quando me filiei a uma locadora aqui perto mesmo, que eu nunca dera crédito, me deparo com a fita em VHS do legendário Fantasia de Rock. Isso me fez lembrar do filme, e resolvi procurá-lo na internet que, poderia tê-lo em uma qualidade melhor que um VHS. E, realmente tinha. Mas, legendas em português não havia, apenas em outras línguas.

Bom, o que mais eu podia fazer, a não ser alugar o VHS e copiar a legenda, letra por letra, para uma legenda em inglês. Assim, não precisaria traduzir, pois não era o meu forte. E, assim, depois de muitos e muitos anos, assisti a algo que só tinha visto em fotos.  Levou apenas 27 anos, já que o filme é de 1983 e eu o assisti e fiz a legenda em 2010.

A animação se passa em um futuro após a Terceira Guerra Mundial, onde houve uma mutação e os habitantes da Terra agora são animais antropoformizados que curtem muito um rock.

Mok, um roqueiro milionário, quer encontrar a voz perfeita necessária para abrir um portal para o nosso mundo. Qual o objetivo prático disso não é explicado. Angel, uma vocalista de uma banda nada conhecida é a escolhida e isso causa uma ruptura com os outros componentes, que não sabem que, na verdade, ela foi raptada.

Porém, quando se dão conta disso, vão atrás de Angel para tentar salvá-la e impedir os planos malignos de Mok. As canções de Angel são interpretadas por Debbie Harry e as de Mok, por Iggy Pop. Além deles há Earth, Wind and Fire e outros astros do rock daquela época.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Comic Book Confidential

COMIC BOOK CONFIDENTIAL – O DOCUMENTÁRIO

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Todas as vezes que postei esse documentário nos blogs de filmes eu mesmo não o assisti. Estava mais preocupado em compartilhar do que em ver.

Aliás, antes de falar do documentário acima, cabe aqui uma explicação: o TACA A MÃE PARA VER SE CLICA foi fechado por mim mesmo, devido ao fato de que não estava tanto para fazer scans e postar filmes. Então, um dos dois tinha que ser sacrificado e escolhi aquele que não tem tanta divulgação quanto os filmes que são os quadrinhos.

Voltando ao assunto do post, eu sempre protelava o momento de assistir ao documentário acima. Nem mesmo tinha mais o arquivo comigo. Mas, eis que ontem (09/07), resolvi “alugá-lo” novamente e assistir.

Para começar, ele pode parecer defasado por abranger apenas uma parte da história dos quadrinhos, já que foi filmado em 1988. Porém, é a parte mais importante, que é o início.

Ele nos leva desde o nascimento dos quadrinhos como revistas que compilavam tirinhas, até a época de Batman: O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller.

Nos mostra como a criação do Superman e dos heróis que vieram em sefuida impulsionaram o formato recentemente inventado. E o tornaram popular, até mesmo indo muito além dos super-heróis.

O documentário nos mostra como os quadrinhos se tornaram um meio de expressão para artistas de vanguarda como Will Eisner, Robert Crumb, Harvey Kurtzman, Art Spiegelman e muito outros.

Abrange a época da caça às bruxas que os quadrinhos sofreram, capitaneada pelo psiquiatra Frederic Wertham, dando fim a era dos quadrinhos de terror.

Chega ao reavivamento dos super-heróis na década de 60 pela Marvel, Stan Lee e Jack Kirby. E nos mostra os bastidores dos quadrinhos underground que surgiram na mesma época.

Em resumo, para que não viu é essencial, para quem já viu é sempre bom rever.

O arquivo é grande, devido a sua qualidade superior: são 4.37 GB, com legendas separadas em português.

BÔNUS TRACK: SANDMAN & DEATH BOOKEND



sábado, 4 de julho de 2015

Superman: Red Son

SUPERMAN: RED SON - MARK MILLAR & DAVE JOHNSON
(A.K.A. Superman: Entre a Foice e o Martelo) 

Uma Superprodução Zone Empire, H.O.R.D.A. e Gibiscuits

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Sim, pode acreditar, é ele mesmo que está de volta, Superman: Red Son, publicado aqui em 2004 como Superman: Entre a Foice e o Martelo, em scans 2.0. Na verdade, muito mais do que isso, já que considero scans 2.0 quando refaço a mesma edição que, no caso aqui, teria de ser a publicada aqui em três edições e que comprei, li e digitalizei há mais de 10 anos atrás. Aqui o nível é outro: os scans do grupo estrangeiro Zone Empire são de uma nova edição encadernada com introdução de Tom DeSanto e um "caderno" de esboços como extra.

Confesso que não tenho mais tempo, nem paciência para letreirar scans em inglês. Se tiver que traduzir então, nem cogito. Mas, algumas HQs são especiais demais para mim. São daquelas que não posso deixar de ter aqui e, por isso, tenho refeito tantas, pois não consigo aceitar que estejam disponíveis em scans feitos na Idade da Pedra do RA, também conhecida como Era de Ouro. Superman: Red Son é uma dessas.

Sempre quis refazê-la, mas ela não é republicada desde 2006. E, sim, poderia conseguir aquelas edições no Mercado Livre ou no Estante Virtual. Porém, o papel em que foi impressa é desanimador. Foi desanimador quando digitalizei a primeira vez e seria desanimador para uma segunda versão. Mesmo o encadernado que saiu em 2006, era com o mesmo papel, se não me engano. Daí que, de vez em quando, eu buscava pelos torrents da vida scans em inglês. Nunca encontrava nada que valesse a pena letreirar. Até que um dia...

Eu já procurava sem grandes esperanças e, foi então que me deparei com a edição acima, digitalizada pelo grupo Zone Empire. Uma nova edição com a qualidade dos scans de hoje em dia. Eu quase surtei. Mas, logo vi que tinha uma introdução e alguns extras. Além do fato, é claro, de serem 165 páginas de trabalho. Suspirei fundo e pensei: não vai rolar.

O problema todo era meu perfeccionismo. Para os balões era simples, era só transcrever tudo que estava nos scans antigos. Não precisaria de um tradutor. Mas, havia a introdução e os extras, que eu precisava que fossem traduzidos, e mais, que fossem diagramados, pois estava meio que fora da minha alçada photoshópica. O projeto parecia fadado a não acontecer. Mas, não joguei os scans fora.

Por uma dessas sortes, eu postei o scan Uma História de Violência, do Gibiscuits. O camarada que o fez (Skaetos) gostou de eu ter publicado e me adicionou ao Facebook. Falamos rapidamente sobre esse trabalho que fazemos, mas apenas isso. Mas, fiquei com uma pergunta na cabeça: e se eu o chamasse para ajudar com Superman: Red Son? Depois de semanas, eu criei coragem e pedi ajuda.

Por que coragem? Bom, primeiro que, desde os primórdios do RA, eu detesto pedir alguma coisa. É sério. Mas, sempre que era algo importante, eu acabava pedindo, senão não teríamos esse blog hoje em dia. Segundo, que o Gibiscuits trabalha com HQs bem mais diferenciadas. Mas, arrisquei assim mesmo. Ele aceitou! E, logo começamos os trabalhos de limpeza (apagar balões) do scan original. Quando notou que algumas coisas seriam difíceis até pra ele, entrou em cena Johnny Who, mais um gibiscuitiano. Estava completa a equipe.

E hoje (04 de Julho) terminei! Skaetos e Jonny Who fizeram a parte de diagramação que eu não conseguiria. Eu fiz a transcrição do texto dos balões das quase 150 páginas e, sim, estou vivo. No fim, sempre vale a pena. Tentei não deixar passar muitos erros de digitação, mas é impossível não tê-los. Esta é, provavelmente, a primeira parceria em algo tão extenso com outro grupo de scans. Agradeço muito ao Skaetos e ao Johnny Who. Sem os dois, eu realmente não teria concluído o projeto.

Ah, sim, e a HQ? Para quem não sabe ainda, é sobre um universo alternativo em que Superman cai na Ucrânia, e acaba sendo criado pelos russos. Cresce e se torna o braço direito de Stalin. Quase um filho. Nos EUA, um Lex Luthor casado com Lois Lane, só pensa em derrotar o Homem de Aço comunista e, para isso, irá até as últimas consequências.

PLOFT! (sou eu caindo) zzzzzzzzzzZZZZZZZZ

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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Graphic Novel #01: X-Men

GRAPHIC NOVEL #01 - X-MEN: O CONFLITO DE UMA RAÇA
Digitaliazão e Restauração 2.0 by HORDA Comics


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Quando as Graphic Novels começaram a ser lançadas eu era apenas um adolescente ainda. Estava acostumado com as HQs de super-heróis em formatinho e tinha visto pouca coisa diferente disso em minha curta vida de nerd. Quando a Editora Abril lançou aquelas revistas em um formato muito maior e com histórias mais contundentes, eu me senti como alguém bem mais velho do que eu era, mais maduro. Os quadrinhos agora eram coisa de "gente grande". E ainda tinha aquela nomenclatura chique: "graphic novel" que, mais tarde, descobri ter sido cunhada por Will Eisner.

Nos seus 29 números, a Editora Abril procurou colocar o que havia de melhor, não só em quadrinhos de super-heróis, mas de todos os tipos, indo até mesmo para os quadrinhos europeus, que foram cada vez mais publicados quando a série estava chegando perto de terminar. Algumas edições que se tornaram clássicos instantâneos, além dessa que está aqui sendo postada, foram A Morte do Capitâo Marvel, Batman: A Piada Mortal, O Edifício de Will Eisner, e outras tantas.

X-Men: O Conflito de uma Raça é algo incrível, uma HQ sempre atual, com seu tema de racismo e extremismo religioso. O Reverendo William Stryker lidera uma equipe de vigilantes que estão determinados a eliminar os mutantes, a quem consideram inferiores aos humanos. Stryker considera isso uma missão dada pelo próprio Deus. Seu alvo máximo são os X-Men, e a captura destes começa com o Professor Xavier, Cíclope e Tempestade. Agora o restante da equipe precisa salvá-los antes que o pior aconteça.

Neal Adams foi primeiramente cogitado para ilustrar os argumentos de Chris Claremont. Como não pôde, Brent Anderson (que mais tarde desenharia Astro City) foi o escolhido para substítuí-lo. A graphic novel tem uma mensagem poderosa, mesmo que pareça piegas, às vezes. Claremont não pega leve, principalmente quando abre a história com o assassinato de duas crianças mutantes que, talvez pra deixar claro que é um libelo contra o racismo, são negras.

Abaixo temos outras graphics das quais eu já havia feito versões 2.0, mas sem seguir uma cronologia, que agora pretendo manter, refazendo as que faltam. Temos aqui Demolidor: Amor e Guerra, A Morte do Capitão Marvel, Homem-Aranha: Marandi e Batman: A Piada Mortal.

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segunda-feira, 29 de junho de 2015

The Walking Dead: Os Mortos-Vivos - Vol. 06

THE WALKING DEAD: OS MORTOS-VIVOS - VOL. 06
Digitalização e Ajustes by HORDA Comics


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Conheci The Walking Dead aqui mesmo, no RA. Alguém - não lembro quem - enviou o primeiro número traduzido para ser postado no blog. Logo de cara deu pra perceber que era uma HQ que se tornaria um clássico. Mais ainda, se tornaria uma série. Antes de ser publicada no Brasil, o acesso a ela só era possível através dos grupos de tradução que prosseguiram com o trabalho. Li alguns números, mas não segui em frente. Quando começaram a sair os encadernados, comecei a comprar.

Antes, porém, de iniciar a leitura da HQ propriamente dita, acompanhei a série por um bom tempo. Quando digo bom tempo, quero dizer duas temporadas. O pouco que li dos quadrinhos deu para perceber que a série não seguia fielmente a HQ. Isso não me incomodou no começo. Os roteiros eram bons, os personagens acrescentados também. Mas, com o passar do tempo, personagens se tornaram irritantes ao extremo e a série perdeu o ritmo, com muitos episódios irregulares. Abandonei e um tempo depois comecei a ler os quadrinhos que eu já havia comprado e acumulado. Uns seis encadernados. Como era de se esperar, muito superior a série em live action, por várias razões, entre elas, o fato de o quadrinho poder mostrar coisas que a série não pode.

Entre essas coisas, está o que acontece na primeira história deste volume: Rick, Glen e Michone estão para escapar de Woodbury e Michone resolve ficar mais um pouco. O motivo é claro, se vingar do Governador por tudo que sofreu no volume anterior. Acho que nem se a série de TV fosse produzida pela HBO, o que acontece ali, seria mostrado em todo seu esplendor.

No mais, os três voltam para a prisão, onde as coisas estão um pouco complicadas depois da saída deles. Mas, Rick está pronto para proteger os seus, custe o que custar.

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