Image and video hosting by TinyPic

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Adotamos uma Gata


A HISTÓRIA DE BEBEL, E COMO
SE TORNOU NOSSA HISTÓRIA


Image and video hosting by TinyPic


A história de Bebel começa há oito anos atrás, quando ela foi levada, ainda novinha, para a escola onde minha esposa trabalha como professora. Somo casados há um pouco mais que isso e eu nunca havia ouvido falar em Bebel alguma. Até este ano.

Quando adquirimos Lucy, nossa cachorrinha, foi a primeira vez que resolvemos ter um bichinho de estimação. Em boa parte por insistência da Lia, minha esposa. Como eu já disse aqui, quando contei a história de Lucy, quando minha patroa coloca alguma coisa na cabeça, não tira até realizar. Foi assim no caso de Lucy. De repente ela cismou que queria um cachorrinho. E não parou até conseguir. Quem lê o blog sabe que me afeiçoei a Lucy talvez até mais do que a própria Lia. Não que eu não gostasse antes, apenas achava que, morando em apartamento, seria complicado ter um bichinho assim. Mas, tudo deu certo e todos ficamos felizes e assunto encerrado. Ou, ao menos, era o que eu pensava.

Já temos Lucy a dois anos, que é sua idade, e nos adaptamos a ela. Ela nos dá alegria e parece ser muito feliz conosco. Tudo estava bem tranquilo, até o momento em que ouvi pela primeira vez a frase:

- Bebel não pode me ver que vem correndo para mim.

- Hã?! Bebel? É alguma aluna? - perguntei eu.

- Não, uma gata que mora na escola.

- Mas você nem gosta de gatos, Lia!

- Mas é a Bebel!!!

Era o começo. Era onde a história de Bebel começou a ser a nossa, também. Eu já conhecia aquele jeito da Lia. Se durante oito anos eu nunca tinha ouvido falar em Bebel, nos meses seguintes isso seria sanado. Eu ouvia falar de Bebel todo santo dia. E, a cada dia, o assunto ia na direção em que eu mais temia: que devíamos trazer Bebel para morar conosco.

Novamente eu fui contra, já que havia Lucy e fazer com que as duas convivessem juntas seria difícil. Além disso, a tia da Lia, que mora com a gente, também era do contra (como também foi contra termos um cachorro e adora Lucy, hoje em dia). Tudo isso fez com que a coisa toda fosse adiada por meses. Lia parecia aceitar que o lugar de Bebel era mesmo na escola, onde fora criada. Mas, é como eu digo, só termina, quando Lia diz que acabou.

A escola mudou de direção. A pessoa que levou Bebel para a escola foi transferida e quem podia assumir a responsabilidade, era alérgica a gatos. Ainda assim, Bebel não perturbava ninguém, ficando em seu cantinho, e andando pela escola apenas durante a noite. Mas, sem a proteção de quem cuidava dela, Bebel viu seu lar ameaçado. Em uma das reuniões de professores, entre um assunto e outro, deliberaram que precisavam se livrar da gata, fosse como fosse. Não havia mais como ela continuar lá, como se Bebel fosse um animal intratável, coisa que, ao conhecê-la, vi que nao era.

Lia chegou triste em casa, abalada até , com a decisão e com o fato de que não podia fazer nada. Por mim era só trazer, e dávamos um jeito com Lucy. Mas, sua tia ainda não queria, com medo de que o apartamento ficasse apertado demais para todos. Além, claro, com medo por Lucy, também.

No dia seguinte, Lia foi para a escola, e tentava encontrar alguém que ficasse com a gata, antes que a levassem embora, sabe-se lá para onde. De vez em quando ela ligava para mim, um pouco desesperada. Entre uma ligação e outra, eu notei que a tia também sentiu que a coisa estava ruim mesmo para a gatinha e disse "ah, se a Lia quiser trazer, ela que sabe". Eu aproveitei essa chance.

Estava na hora do intervalo na escola e eu sai a todo vapor, indo para lá. Traria Bebel para morar conosco. Quando cheguei lá, procurei Lia, que se espantou com minha chegada, e eu disse que a levaria. Ela foi dizendo que alguém já se dispunha e eu disse que esquecesse isso, ela era nossa. Já era quase da família, depois de tantos meses ouvindo Lia falar dela.

Encontrei a felina na sala dos professores, em uma estante. Dócil que só ela. Deixou que eu a pegasse no colo. Achei que seria fácil levá-la nos braços. Mas, ao chegar ao portão, ela entendeu que deixaria seu lar e fez de tudo para que eu a largasse, me arranhando, mas sem grandes danos. Segurei-a e voltei com ela para a sala dos professores. Precisava de uma caixa. Por incrível que pareça, não havia caixas vazias na escola. Depois de muito procurar , Lia me deu uma, que estava em mal estado, mas teria de ser ela mesma.

Coloquei Bebel nela e a caixa dentro de um saco plástico, pois o fundo estava aberto. Não fechei o saco. Segurei a tampa, sem fechar completamente. O caminho era curto, só que nunca o havia feito carregando uma gata que não queria ir embora. Demorei uma aternidade para chegar em casa. Bebel miava, mas sem escândalo. Apenas triste. Creio que os transeuntes deviam pensar que eu estava indo me livrar dela.

Ao chegar em casa a alojei no quarto do computador, onde fico. Arranjei um berço (de boneca) pra ela, até comprar uma casinha e a apresentei à Lucy que estranhou muito de início. Ainda estranha. Mas está se acostumando aos poucos. Cada uma tem seu território, por enquanto. Lucy fica entre o ciúme (principalmente se a pegamos no colo), a curiosidade e a vontade de brincar com ela. Só que ao tentar a assusta. Mas logo as duas estarão bem entrosadas.

Isso já faz uma semana. A tia da Lia, novamente, parece aquelas avós corujas, exatamente como é com Lucy. Outra coisa que me deixou feliz, foi o fato de que Bebel tenha sido adotada por nós, e não comprada. Desde que me apeguei a Lucy, comecei a sentir o drama dos animais abandonados e me sentia culpado por não "fazer a minha parte". Tendo adotado Bebel, isso diminui um pouco.

Bebel agora tem uma casa. Na verdade, várias. Pois mora aqui e em nossos corações.


Image and video hosting by TinyPic
Lucy curiosa, mas Bebel ainda está protegida
por duas torres de gibis


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Publicado no Onomatopéia Digital


MARVELS - EDIÇÃO DE ANIVERSÁRIO
Scans 3.0 by Onomatopéia Digital


Image and video hosting by TinyPic
Para baixar, clique aqui


Marvels foi o primeiro scan que eu baixei e li. Para deixar isso ainda mais histórico, foi também a primeiríssima vez que li Marvels. Isso tem uma explicação: Marvels foi lançado aqui no Brasil, a primeira vez, pela Editora Abril, em 1995. Por esta época eu estava em estado de animação suspensa, congelado pela ignorância religiosa que, entre outras coisas, condenava os quadrinhos como desencaminhadores. É, eu caí nessa. Ainda faltavam dois anos para eu descongelar. Quando, em 1997, vi a luz novamente, Marvels já era história.

Somente dali a alguns anos, Marvels voltaria a ser publicado. Nesse meio tempo, eu conheci a arte de Alex Ross através de Reino do Amanhã e Tio Sam, e pude fazer minha reentrada no mundo dos quadrinhos com estilo. Mas Marvels ainda era uma página em branco. Não que eu pensasse constantemente que precisava ler a HQ. Afinal eu ainda não estava totalmente de volta ao mundo dos quadrinhos. Estava enferrujado. Mas, por coincidência (ou não), o que me fez voltar a ler quadrinhos com força total, foi Marvels.

Depois da minha experiência religiosa, eu comprava quadrinhos muito esporadicamente. Era como se não houvesse um estímulo para lê-los. Logo em seguida me casei, e minhas prioridades se tornaram outras. Também tentava tratar com sucesso minha Síndrome do Pânico. Mas, sem sucesso. Então minha cabeça estava bem fora das páginas quadrinísticas. Isso, até que um dia...

Eu já navegava na internet há uns bons 3 anos e meio. Estava aqui pulando de página da web para página da web quando encontrei a, já famosa na história do RA, Toca do do Carcaju. Não lembro como fui parar lá. Talvez indicação de alguém, talvez pura sorte. Lá eu vi algo que me chamou muita atenção. Dizia-se que a pessoa poderia ler alguns gibis lá postados, e era só baixar as páginas e colocá-las em uma pasta. E, logo de cara, MARVELS! Imagine, eu poderia ter a HQ que perdi quando foi lançada, apenas baixando todas aquelas páginas - uma por uma - e depois apenas lê-las em meu computador - de GRAÇA! A tecnologia é uma coisa incrível mesmo.

E foi o que eu fiz. Baixei aquele chumaço de páginas, pacientemente, e li tudo em poucas horas. Além de Marvels, havia O Cavaleiro das Trevas (que eu já havia lido em papel) e outras HQs. A maioria clássicos imperdíveis. Havia também a promessa de Watchmen para breve. Era muito bom para ser verdade. E era mesmo. Não demorou muito e o site foi obrigado a fechar por pressão da Editora Abril. Naquele breve período de tempo, a Toca do Carcaju me inspirou. Mas essa é outra história.

Penso que talvez eu não estivesse aqui agora se não tivesse baixado Marvels. Ou se tivesse baixado e não tivesse gostado do formato scan. Mas gostei. E, assim, Marvels foi o início de tudo e aqui está ela novamente. Podem acreditar, pela terceira vez. Eu mesmo fiz a segunda versão em scan, que achei ultrapassada e resolvi fazer esta terceira.

E, toda esta saga, para chegar a este scan, só perde para a própria história contida em Marvels. Um fotógrafo que é testemunha ocular do surgimento das maravilhas que tornam o Universo marvel o que ele é. Kurt Busiek e Alex Ross reúnem numa única HQ toda a mitologia Marvel, encadeando de modo fantástico o que só foi lido em várias revistas diferentes, há muitos e muitos anos. Podemos ver não apenas a reação de Phil Sheldon, mas das pessoas de Nova York, a tudo aquilo que acontece diante deles. Os heróis e vilões são o pano de fundo e a arte de Alex Ross (re)cria isso de forma única. Marvels é histórico, até mesmo no mundo dos scans!


sexta-feira, 30 de março de 2012

Mais e Melhores Blues


E QUANTO MAIS GENTE MELHOR
Outros Tantos Ótimos Blogs de Scans


Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic


Que eu sou um péssimo habitante da blogosfera não é novidade. Alguns blogs pedem para eu colocar seus banners aqui e até fecham antes que isso aconteça. Mas o motivo é um só e é muito sério: PREGUIÇA. Eu sei, eu sei, não parece nada demais. Mas o fato é que eu odeio mexer com html e não consigo abrir o painel do Blogger para colocar apenas um banner. Assim, quando resolvo ir lá, que seja para colocar logo um montão de gente. Tanto os que pediram, quanto os que não pediram, mas merecem estar. E quase todos se encaixam na segunda categoria. Aliás, assim que os coloco aqui, coloco direto no Onomatopéia Digital, também. Aqui vai a relação dos que adicionei à lista que fica a sua direita no nosso blog:

ROCK & QUADRINHOS SCANS: Quando o meu blog de scans, o Onomatopéia Digital (que antes era o aspas Noir) pegou força, comecei a pegar material de outros blogs para encher o dito cujo. E, claro, "roubo" de muitos lugares, como o Só Quadrinhos, Renegados, Gibiscuits, Darkseid Club, Vertigem. Todos já estão acostumados a serem saqueados. E todos eu já conhecia de longa data.

Porém, nos últimos dias vinha me deparando com uma nova fonte de pilhagem: o blog Rock & Quadrinhos Scans. O nome diz tudo, o pessoal lá coloca scans de revistas de rock (como a Bizz) e quadrinhos, sendo que a especialidade do blog lembra um pouco a do Quadrinhos Antigos, ou seja, apenas... quadrinhos antigos. O diferencial é que lá, a especialidade são os formatinhos de super-heróis da década de 70 e 80. E, o maior diferencial dele, para outros blogs que já vi fazerem os mesmos formatinhos de super-heróis é que lá eles procuram fazer bons scans.

Formatinhos das antigas tem um papel que envelheceu mal. Amarelou e ficou complicado de "remasterizar". Assim sendo, não é qualquer um que consegue fazer isso com paciência para deixar em condições de serem, não apenas baixados, mas lidos também. Afinal, não adianta apenas ter um scan, ele precisa ser "operacional". E quero dizer com isso, que a arte tem que ser salva o máximo que for possível e a leitura tem que ser possível. E nisso, o Rock & Quadrinhos está de parabéns. Vou continuar roubando! (risos)

FANTASMA BRASIL: Uma das minhas grandes injustiças. Volta e meia acontece uma dessas. Alguém que já conhece o Rapadura Açucarada há um bom tempo, já me disse isso, eu já me beneficiei do trabalho da pessoa, mas o banner dela não está aqui. E, no caso do Fantasma Brasil, ele nunca pediu, assim como nem mesmo o Rock & Quadrinhos. Não sei se isso é bom ou ruim, já que se tivesse pedido poderia ter ficado vagando na minha procrastinação. Mas, uma coisa eu sei: um dia eu acabo colocando. E o dia do Fantasma Brasil (e dos outros) foi hoje. Talvez tenha sido a caixa de Bis que eu comi, não sei.

Como o nome já deixa claro, o Fantasma Brasil cuida das HQs clássicas do primeiro herói fantasiado que se tem notícia (se eu estiver errado desculpem). Scans de pérolas como o Casamento, a Lua-de-Mel e os Bebês do Fantasma ou Fantasma no Brasil. HQ totalmente produzida aqui mesmo, nos estúdios da RGE. Também artigos e tudo que se relacione ao Espírito-Que-Anda.

Só posso pedir desculpas pela negligência!

GIBIS CLÁSSICOS: Eu conheci esse blog na mesma época que conheci o Rock & Quadrinhos. Os dois parecem interagir entre eles, dividindo o trabalho com a restauração de scans. Pelo menos foi o que deu a entender. Assim, sendo, fica claro que eles tem essa semelhança no que diz respeito ao tipo de gibis colocado para download: formatinhos de super-heróis, com um ou outro projeto diferente, como fascículos de uma coleção publicada pela editora Globo, chamado "Dinossauros".

Assim como no Rock & Quadrinhos, a qualidade do material escaneado é muito boa. Tenho baixado minha coleção de formatinhos dos dois, para completar os poucos que eu já tinha em arquivo. Em breve devo contribuir com alguns números de formatinhos que eu tenho aqui comigo.

TRAD-MANIA: Podem acreditar, mas eu não entendi de primeira que queria dizer "Mania de Tradução". Podem rir. Eu sou distraído. E, como diz o nome, é um blog que, na tradição de muitos antes dele, traduz muito material que vai demorar a (ou mesmo não vai) sair por aqui. Muita Red Sonja, Deadpool, Vampirella e etc. Um prato cheio!

QUADRADINHOS PATÓPOLIS: Uma das vantagens de blogs que tratam de uma editora ou personagem específico é que se pode ir diretmente ao que se quer, sem ter de passar por vários outras coisas que não se está a fim, como lá no Onomatopéia Digital, onde tem de tudo um pouco e acaba virando uma zona. Aqui, claro, já se sabe o que vamos achar: Disney, Disney e mais Disney. Não tudo, pois é algo um tanto quanto impossível. Mas quem sabe um dia.

GIBITEKA: Ele não tem de tudo, mas dos poucos títulos que ele tem, tem muita coisa. E é uma vantagem. O pessoal do blog está procurando fazer uma compilação de Tex, Zagor, A Espada Selvagem de Conan, Nathan Never e, sabe-se lá mais o que, no futuro. E, diferente do meu blog, lá está tudo em ordem!

ARTE HQs: Fazendo uma espécie de teia de aranha com tantos outros blogs de tradução, o Arte HQs é mais um nessa força conjunta. Assim, o que se faz nele, outros não precisarão mais fazer e poderão dar atenção a outros projetos. Creio que seja assim que funcione essa grande rede de tradutores de HQs.

QUADRIDEKO: O Quadrideko vem colocando scans feitos em vários cantos, além de fazer alguns scans da casa. Como não sou de parar em um lugar só, quando busco por gibis, já encontrei muita coisa por lá que eu mesmo tinha e perdi, devido a mídia estragada ou coisas assim. É como um banco de dados a que sempre posso recorrer. Ainda mais em tempos que não estão dando sopa. Ou estão dando, sei lá. Tô confuso.

SUPERSCANS: O Superscans é filho do BarkerScans, blog que sempre colocava muitos scans do Homem-Animal, se bem me lembro. Assim, esse novo blog é uma continuação do trabalho iniciado no BarkerScans. O blog procura colocar scans de gibis mais difíceis de ser encontrados, até mesmo para download.

Ufa! Pois é. Esses são todos que consegui me lembrar. Aconselho que visitem, principalmente aqueles que tem mais a ver com seu gosto pessoal. Afinal, mesmo que eu quisesse, eu nunca conseguiria ter todo tipo de HQ lá no Onomatopéia Digital. Então, vão à caça!


sexta-feira, 2 de março de 2012

J. J. is Back in Town


JERUSALEM JONES: MOVIDO A VAPOR

Image and video hosting by TinyPic


Coloco o último parafuso no cavalo de Don Holey. É, isso mesmo, parafuso. Pode acreditar. Ele monta em seu pangaré de aço que, resfolegando uma fumaça preta fedorenta, sai a todo vapor. E vapor é o que não falta nesta cidade na qual estou preso a mais de 4 anos. Como não descobri ainda como voltar para casa, o jeito foi me adaptar e sobreviver. Aqui, em Crosstown, a cidade esfumaçada. Tudo começou com um enterro. E, como eu odeio enterros.

Dingo Brown e eu estávamos em fuga depois que encontramos uma tribo de índios canibais. Ele comeu a filha do chefe, e agora a tribo queria nos comer. Eram apenas negócios. Eu já desconfiava das histórias sobre os Camaweba. Mas, achava que era brincadeira de alguns Apaches bêbados. Nunca ouvi falar de índios canibais, a não ser lá pélas bandas da América do Sul.

Era pra ser uma simples entrega de"água de fogo" que os Camaweba (e a maioria dos índios que conheço) adoravam. Como não gostavam de contato direto com o homem branco, na cidade, Dingo e eu resoilvemos fazer disso um negócio rentável. Até ele desgraçar tudo, cedendo aos encantos da não-tão-linda Coçadinha Deliciosa. Não é piada. Essa é a tradução aproximada de Po Mo Lechtoa. Dingo arrumou sarna pra se coçar.

Não nos capturaram, mas Dingo foi atravessado por uma flecha que mais parecia uma tora. Conseguimos fugir, mas ele estava morrendo. E eu fico muito abalado com pessoas morrendo perto de mim. Faz com que eu repense minha vida toda e, depois de dez minutos, continue com ela do mesmo modo, ou pior do que antes. Mas, o fato é que Dingo morria, mas não parava de falar.

- Jayjay - nossa, como eu odiava quando ele me chamava assim, mas sorri, pois o cara estava morrendo - Jayjay, me enterre na curva do rio. - Era típico de Dingo fazer piadas nas horas mais impróprias. Mas, o pior foi que eu ri.

- Não, agora é sério. Eu sei que vou dessa pra melhor e sei também que você comeu a minha irmã, Jayjay. Mas eu te perdôo. - Isso era novo, pra mim. Mas, fiquei quieto. Não queria discutir como um semi-morto.

- Quero que você pegue no meu bolso um poema que escrevi e leia, como desped... - E morreu. Uma das mortes mais demoradas que já presenciei. Não estou sendo insensível, apenas prático.

O mais interessante era que agora teria de me virar e achar um meio de enterrá-lo. Optei por pedras, já que eu não sou uma porra de toupeira que sai escavando o chão duro. Depois de cobrir o corpo do tagarela com o suficiente de pedras para evitar que ele fosse comido pelos abutres, peguei o tal poema (que havia pego antes no bolso dele, claro), limpei a garganta e, me sentindo mais idiota que o normal, eu li:

"Cometas entre as pontas dos meus dedos. Chuvas abrasadoras. Cal e cinzas. Aka... -que é isso? - ... akameron sagat ki to akameron envia-te to akasagat meron. Schizu. P.S. Isso vaiu te ensinar a não comer a irmã caçula do seu melhor amigo"

- Mas que mer... - E foi aí que minha desgraça começou.

Num único puxão eu fui esticado até o limite da minha sanidade. Meu cérebro parecia feito de palha. Meu coração parecia ter sumido e minha coragem se esvaiu totalmente. E fui lançado, como de um estilingue, para dentro do poço do inferno. Mais exatamente Crosstown, como vim a descobrir.

Acordei do que pareceu uma eternidade, com pessoas me olhando, caído no chão. Algumas olhavam para cima e se perguntavam de onde vim. O inglês delas era estranho, mas eu conseguia entendê-las. Porém, mais estranho que seu sotaque, eram suas roupas e tudo o mais. Parecia que todo mundo usava couro naquele lugar esquisito. Tudo era parecido com uma cidade normal do velho oeste e, ao mesmo tempo, era diferente.

Me levantei e quase fui abalroado por um enorme cavalo preto... feito de aço! O homem em cima dele carregava uma estrela reluzente no peito, mostrando assim quem mandava por ali. Seu nome era...

- Justin Mckenzie, filho. Você parece que está meio perdido. Não recebemos muitas visitas aqui há, deixa ver, uns 200 anos, mais ou menos, se é que me entende.

Não, eu não entendia. Mas deixei isso pra lá. As armas que ele carreva, que pareciam mais dois canhões, me diziam para não fazer nenhuma piada com aquele jeito dele de falar. Enquanto ele continuava falando, eu olhei em volta e fiquei admirado. A cidade parecia não ter fim. E tudo era fascinante. Uma carruagem passou por nós e alçou voo, me deixando perplexo. Porém, as pessoas nem pareciam notar. Apesar da fumaça que fazia, aquilo parecia incrivelmente excitante.

- Calma, filho, é só o Jacob levando a esposa e os filhos para verem os parentes. A Gaivota dele é antiga mas ainda dá pro gasto. venha, vamos até a delegacia. Lá você me conta como chegou aqui e nós tentamos te ajudar.

A menção da palavra "delegacia" me fez ter arrepios, apesar do calor. Mas eu o acompanhei assim mesmo. Mckenzie parecia ser uma boa pessoa.. Para um xerife.

Na delegacia eu expliquei tudo, tentando parecer o menos idiota possível. Mckenzie me olhava sem deixar claro o que estava pensando de tudo aquilo. Quando terminei, ele me olhou pensativo e depois disse algo que me deixou perplexo.

- Brown era meu filho. - Eu quase infartei, quando ele disse aquilo. Pensei que fosse uma piada e que ele iria soltar uma sonora risada em seguida. Mas isso não aconteceu.

- Ele não queria ficar aqui. Dizia que isso aqui era perda de tempo. Que não queria viver preso em uma fantasia. Assim, procurou por todos os meios um modo de sair de Crosstown. Entenda, Jones. Não somos prisioneiros aqui. Somos privilegiados. Mas Dingo não foi o primeiro nem o último a nos abandonar. E, não sendo o primeiro, claro que uma hora ele ia conseguir encontrar a mesma fonte que tirou daqui os anteriores.

"O poema era uma chave. tanto para sair, como parar entrar. Ele a conseguiu por meios excusos. Creio que possa ter inclusive matado para atingir seu objetivo. Digo isso porque nunca encontramos a pessoa que criou a chave para ele. Consequentemente você está preso aqui, já que o poema não veio com você e eu não conheço mais ninguém que saiba dessas artimanhas.

"Para Dingo, Crosstown e nosso mundo era uma prisão. ele achava que seu mundo era a liberdade. Um lugar "normal". Não faço idéia de como ele descobriu a existência de um lugar tão atrasado. Sem querer ofender. Sei disso, porque ele vivia me contando como era por lá. Eu perguntava como ele sabia disso, se ele nunca fora até lá. Ele apenas dava um sorrisinho idiota e suspirava.

"Na verdade eu achava que era tudo uma grande pirraça adolescente. Quando ele sumiu, acreditei que todas as histórias sobre um mundo "real", e uma chave para chegar lá, fossem meras fantasias e que ele simplesmente ganhara o mundo, como se diz. Acreditava nisso, até encontrar você e ouvir sua história."

- Mas e as irmãs dele? Eu... hã... conheci a mais nova. Até mesmo os pais dele. Não éramos carne e unha, mas eu conhecia Dingo e sua família.

- Não sei explicar isso. Mas, só posso deduzir que ele se adaptou como pôde. Ele era muito jovem quando saiu daqui. Pode ter adotado uma nova familia. Graças a Deus a mãe dele partiu quando ele era ainda criança e não está aqui para saber o quanto ele nos renegou. Mas não tenho mágoa. Ele viveu e morreu como quis. Ter enviado você para cá a contragosto, acho que foi sua piada final.

E foi assim que o xerife Mckenzie meio que me apadrinhou em sua cidade, em seu mundo. Eu fiquei em um quarto nos fundos da delegacia. E acabei conseguindo emprego na oficina para consertos de cavalos a vapor. Quando mais aprendia sobre aquilo tudo, mais me sentia como parte de um lugar onde nunca estive. Um velho oeste movido a vapor. Por uma estranha ironia, não existiam trens. Existiam as tais gaivotas, bem maiores, que faziam com que os trens se tornassem obsoletos. Se não fosse por tanta fumaça, Crosstown seria quase um paraíso. Porém, em todo paraíso, existe uma cobra, e ali não era diferente.

O cavalo a vapor que eu acabara de consertar não foi pago. Para piorar, percebi que todo o dinheiro da oficina fora roubado. O dono, Jack Bowman, vai achar que fui eu e vou perder a confiança de Mckenzie. Quando pergunto ao ajudante Dimples sobre Don Holey, ouço apenas o que nao queria ouvir:

- Ele é um Isolado. Ele não é humano de verdade, Jones. Ele é movido a vapor, também. Mesmo que não se perceba de imediato. Os Isolados são construídos para matar. É sua única finalidade.

Parece que meus problemas nunca tem um fim.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Criando Laços


EU CONHECI MINHA IRMÃ NUM DIA DAS MÃES
As Aventuras de Leda e Eudes na Cidade Grande


Image and video hosting by TinyPic


Algumas pessoas não aparecem na sua vida, elas acontecem. Foi assim com a minha irmã Leda, a quem conheci em maio do ano passado. Porém, melhor explicar porque eu não a conhecia.

Não temos aqui nenhum caso triste de irmãos perdidos um do outro ao qual o Gugu Liberato adoraria ter em seu programa, para reunir, enquanto todos no auditório e em casa se banhariam em lágrimas. A coisa é mais simples, dependendo do ponto de vista, claro.

Quando meu pai e minha mãe se separaram, eu tinha apenas 8 anos de idade, e Leda só nasceria dali a 15 anos. Ou seja, ainda demoria muito para eu sequer saber da sua existência. Para nos conhecermos levaria mais 17 anos, após seu nascimento.

O fim do relacionamento de meu pai e minha mãe foi razoavelmente amigável, e ele ainda morou muito tempo aqui no Rio de Janeiro, nas cercanias de onde meus avós moravam. Isso nos permitia estar sempre em contato com ele, quando íamos visitar meus avós e tios. Era sempre ocasião para disputarmos uma partida de sinuca, eu e meu pai, quero dizer. Algumas vezes até mesmo dormíamos na sua nova casa. Porém, mesmo estando com alguém, ele não parecia querer saber de mais filhos. Aparentemente quatro parecia ser um bom número. Ou assim eu pensava.

Como se a fita fosse adiantada, o tempo passou rapidamente. E no passar do tempo, as coisas mudaram para todos, inclusive para meu pai, que agora começava realmente a constituir uma nova família, com o nascimento do meu primeiro meio-irmão, Válter, ou Valtinho, como costumávamos chamá-lo. A mãe dele era uma pessoa alegre e simpática a quem meu pai conhecera em uma de suas idas ao Ceará. Ainda convivemos por mais alguns anos, a ponto de ver Valtinho crescer um pouco. Mas isso tudo mudaria quando meu pai decidiu fixar residência permanente no interior do Ceará, no lugar de onde ele saiu, justamente quando eu nasci. Assim perdemos o contato que já vinha escasseando devido às responsabilidades que tanto eu quanto ele íamos adquirindo.

A fita adianta novamente, o tempo passa e eu e meu pai não nos vemos mais por muitos e muitos anos. Algumas pouquíssimas vezes nos esbarramos na nova casa de meu avô (agora sem minha avó). Mas é algo muito corriqueiro. Não vejo mais meu meio-irmão e acabo por perder os poucos laços que criamos enquanto ele crescia aqui. Meu pai e eu não escrevemos um pro outro, nem telefonamos. Não cultivamos esse costume e tudo vai se distanciando mais e mais.

Com o tempo, meu irmão consegue meios para visitá-lo no Ceará e à sua nova família, que agora tem uma recém-nascida, Leda. Eu, por vários motivos nunca o acompanho, seja por estar trabalhando, ou envolvido (neste tempo) com as Testemunhas de Jeová e esquecendo de todo o resto, seja por não fazer realmente muita questão, pois o tempo e as circunstâncias criaram um distanciamento ao qual eu também não fiz muita questão de diminuir.

Fico sabendo de tudo que se passa com meu pai, através do meu irmão. Suas fotos, filmagens e histórias me fazem ficar por dentro das últimas notícias de Campo-Lindo, lugar onde ele mora até hoje. Numa dessas viagens, meu irmão traz a notícia de que ele é pai pela sétima vez, agora da menina chamada Leila. Esta, só conheço pela internet. Mas, estou me adiantando.

Como numa cena sendo que se desenrola muito rapidamente, os anos passam correndo. Meu irmão quase todo ano visita meu pai e traz noticias, mas eu estou muito aquém de tudo isso. Não consigo sentir que tenho outras irmãs e do meu irmão quase não lembro mais. Até que chegamos ao Dia das Mães do ano passado...

Meu irmão vem me buscar para que possamos visitar minha mãe, como é de praxe neste dia. Com ele no carro, está minha irmã, por parte de pai, Leda. Não sei dizer agora se senti algum tipo de surpresa. Assim que a vi, no mesmo momento, senti como se nós dois já nos conhecêssemos. Nem mesmo precisávamos dizer nada. Ela era minha irmã, afinal de contas e o sangue falava por nós.

Assim como eu (e muitos de nossa família) ela era tímida apenas no primeiro momento. Em poucos minutos já estávamos conversando como velhos conhecidos. Na casa de minha mãe e quando passeamos pelos arredores com meu irmão, não desgrudamos. Era a primeira vez que nos víamos, então tínhamos que matar uma saudade que existia desde que ela nasceu.

Eu só a havia visto em algumas fotos, mas era como se eu nunca a tivesse visto antes e ao mesmo tempo como se sempre a tivesse conhecido e ela nunca ficava sem jeito comigo, como às vezes ficava com minhas irmãs por parte de mãe e até mesmo minha mãe. Ficava sempre quietinha, na dela, ouvindo nossas histórias de infância.

Quando fomos embora ela foi com meu irmão de quem estava aos cuidados. Ela veio de avião, com uma tia, e estava hospedada no apartamento dele. Aparentemente iria ficar uns dois meses. Ou assim ela pensava.

Depois daquela primeira vez que nos vimos, eu não sabia quando a veria novamente. Até que uma emergência pessoal fez com que meu irmão pedisse que ela passasse uns dias aqui. Aí sim, começou a grande aventura entre irmão e irmã.

Apesar da diferença de idade, falávamos a mesma língua com muita facilidade. Leda era ao mesmo tempo criança, adolescente e adulta, e dividia cada uma dessas partes a seu tempo. E a criança que ela é se comunicava muito bem com a criança que eu sou. E, para meu deleite, Leda gostava de algo que fez com que obtivéssemos uma ligação mais forte ainda: ler.

Os dias que ela passou aqui, fez até mesmo com que eu deixasse a internet de lado. Quando não era por ela estar usando para falar com os amigos do lugar onde mora, era por estarmos por aí, andando, mesmo que a esmo, apenas por andar. Íamos à livraria do Botafogo Praia Shopping tantas vezes, que era quase um ritual. Fã incondicional de Harry Potter, até então ela só havia visto alguns filmes. Então íamos á livraria onde eu mostrava a ela não só os livros da série, como outro livros derivados.

Um dos livros pelo qual ela se apaixonou foi um pop-up (livro em que as figuras "pulam" do livro). E íamos tantas vezes olhá-lo na livraria (era caro demais pra pensar em comprar) que era quase como se ele fosse nosso e nós só o guardássemos lá. Como ela não teria tempo de ler os livros da série enquanto estivesse aqui, comprei para ela o livro que detalhava os personagens e trazia alguns brindes: A Magia de Harry Potter, ou algo assim.

Além disse, queria dar um poster a ela, de um dos filmes, para que ela levasse quando fosse para casa. Isso deu início a uma caçada, a uma missão quase impossível. Os sites que vendiam posteres só aceitavam cartão de crédito, e coisa que não faço é compra on line com cartão de crédito. Além disso, nenhum poster agradava. Viramos a internet de cabeça para baixo, até que resolvi que o melhor era pegar uma imagem e mandar imprimir em forma de poster.

A ideia parecia simples, mas faltava encontrar o lugar que imprimisse algo tão grande. Depois de muito quebrar a cabeça e achar que não tinha mais como fazer, e quase desistir, foi que descobri que virando a esquina havia uma plotadora e então as coisas andaram. Fizemos os posteres. É, mais de um, pois ela pagou do próprio bolso por um do Dobby. É, assim como eu, minha irmã é estranha também. Mas, no bom sentido.

Lucy, minha cadelinha. já estava até mesmo acostumada aos passeios que agora incluíam Leda. Fazia tanta festa com ela que eu tinha que tomar cuidado para não ficar com ciúmes. Andávamos por Botafogo curtindo as peripécias de Lucy.

Uma das coisas que mais me surpreendia em Leda era como, apesar de vir de uma cidade do Interior do Ceará, de ser tímida e retraída em um primerio momento, e de nunca ter estado aqui do Rio de Janeiro, era como se ela pertencesse a este lugar. E era como se ela sempre estivesse estado aqui.

Como ela nao tinha visto todos os filmes de Harry Potter, baixei e assistimos todos ao longo dos dias, menos, claro, o último, que ainda não tinha estreado e faltava muito. Prometi que a levaria ao cinema no dia 15 de julho, a estréia, e assim foi. Fomos eu, ela e meu irmão. Bem antes dessa data ela já voltara a se hospedar no apartamento de meu irmão, mas nos víamos sempre. Quando eu não ia lá, ela vinha aqui.

Além das brincadeiras, conversávamos a sério sobre muitas coisas e sobre como não parecia que eu a connhecera a tão pouco tempo. Éramos irmãos a vida toda, e isso estava provado naqueles poucos meses.

Leda ficou por aqui bem mais do que o planejado, dando tempo inclusive de termos briga de irmãos e tudo. Que graça teria ser irmão sem isso? Em trio (eu, ela e meu irmão) fomos ao Pão de Açucar, passeamos de bicicleta pelo Parque do Flamengo, enfrentamos monstros bizarros e tudo mais. E, pouco antes de ela voltar para casa, fez algo que eu achava que ela cogitaria apenas como brincadeira, como aconteceu um tempo antes.

Ela estava aqui conversando com um um amigo pelo MSN e este perguntou o que ela andava fazendo aqui no Rio. Ela me disse que não sabia o que responder, pois não estava fazendo nada tão emocionante no momento. Eu sugeri que ela brincasse: "Diga que voou de asa delta. Ele vai pirar". E ela disse. Pois bem, alguns meses depois disse, Leda voou de asa delta!

Eu digo e repito, minha irmã me surpreende sempre!

Leda voltou para casa e sempre nos falamos através da Internet. Ainda me falta conhecer Leila, que tem 13 anos, e quem sabe ela apareça por aqui. Mas, pelo menos, nos falamos on line, também, e já é um começo.

E também espero que Ledavolte, que venha nos visitar e que não demore Ben10 anos para que isso aconteça. Sim, sim, é uma piada interna, do tipo que nasce quando irmãos estão andando por bancas de jornais.

Beijo, Leda!

P. S.: Sim, é ela lá em cima, por mais dificil que seja acreditar que ela tenha deixado eu pôr essa foto aqui!


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Facebook's Quotes


MENTE VAZIA, OFICINA DO FACEBOOK
Nada se perde, tudo se transborda


Image and video hosting by TinyPic


"No príncipio era o blog e Eudes detestava blogs. Até o dia em que resolveu fazer um. Então fez-se a luz".

É mais ou menos assim que se resume minha atitude para com as novidades da Internet. Tudo eu não gosto, detesto, odeio... até o momento em que adiro (do verbo aderir). Aí se torna uma obsessão. Foi assim com o blog, assim que esse apareceu nas nossas vidas on line. Eu era totalmente blasé com o formato, sem nunca ter feito um. Nos anos seguintes foi assim com Orkut (um dos poucos em que minha ojeriza se provou verdadeira), fórum , Twiter e etc. Por fim, eu achava que Facebook era o verdadeiro Anticristo (e quem sabe se não é), até o momento em que comecei a usar, para fugir do Twitter. E não parei mais. Lá, além dos links habituais, coloco várias ilustrações e fotografias que vou colhendo pela internet. E alguns pensamentos que me trespassam a mente, enquanto estou por aqui. Compilo-os neste post:

- Se Von Dews pode ter uma Comic Con, eu quero o RapaduraCon Açuçar.

- É incrível como certos barulhos banais me irritam a um extremo homicida.

- Hoje, quando acordei, levei um baita susto. Pensei que estava ficando cego, aí lembrei que uso óculos e estava sem eles.

- Da série palavras que você nunca usa na vida real: LÂNGUIDO

- Entra anos e sai anos e o carnaval é sempre a mesma coisa.

- Ler Watchmen de tempos em tempos é sempre uma experiência e tanto. Como se a mente expandisse ou algo assim.

- Eu vou fazer de conta que estou fingindo...

- Boa noite pessoal, até mais e Han atirou primeiro.

- George Lucas: A long time ego...

- Não é mole não, não é mole não, a Globo nem sabe o que é arte, isso é imbecilização.

- Nesta sexta-feira, no Globo Repórter: INDIRETAS NO FACEBOOK - Pra quem são elas? Funcionam realmente? Uma alimentação saudável pode ser afetada por indiretas? Indiretas causam o fenômeno da Pororoca? Não percam!

- O sentimento é recípocro...recíproquo...recí... é múto... mutú... mut...ah, na verdade eu te odeio.

- Se acontecer uma greve no setor agrícola, teremos muitos de tratores.

- Algumas pessoas tem tanto dinheiro e uma vida tão boa que gostam de morrer jovem e com pompa, escalando o Everest.

- O pior unfollow é aquele da vida real!

- O grande barato da vida continua sendo o marido da barata!

- Se todos na humanidade fossem da mesma cor, altura e tivessem o mesmo padrão de beleza, haveria racismo contra o jeito de andar.

- O Google está autocompletando meu nome. Que emoção!

- A lei é pros duros, mas é a lei.

- É lamentar, minha cara Watson. (Respondendo a um post da Renatchka)

- O tempo passa, mas lavar é com você.

- Democracia: ela vem de 4 em 4 anos (ou de 2 ou em 2, como queira) e dura mais ou menos uns 30 segundos.

- Se a vida te der limões, seja você mesmo, siga seus sonhos e olhe no precipício antes que ele te encare de volta.

- Quando fui rever meus conceitos, estavam tão velhos que não me reconheceram.

- Em caso de timidez, quebre o gelo.

- Enquanto isso, no Jornada nas Estrelas mineiro: - ESPAÇO, A PORTEIRA FINAL...

- Nada como sair um pouco da internet, ir pagar conta e o vento que está dando a graça de sua presença, lá fora, levantar a saia de uma loira sem calcinha.... várias vezes!

- Antigamente, bom mesmo era ver TV enquanto chovia lá fora. Antes da tempestade vinha Bonanza.

- Os 3 principais sintomas de desorientação: 8) Confusão Mental 2) Embralarh as plavaras 3) Perda de mem.. hã?

- Quer ver o caos de verdade? Dá o poder de ler o pensamento a todo mundo.

- Será que tudo que eu gosto é ilegal, infringe os direitos autorais ou engorda?

- Caio Fernando Abreu, se você não sabe quem é, nem eu.

- Nesse país só tem tirano. Tirano dos pobres pra dar aos ricos.

- Facebook, sempre melhorando para pior.

- Eu sou enérgico, o Marlon Brando.

- Living la vida tosca!

- Enquanto isso, no jogo de baseball: - LANCE, HENRIKSEN!

- Os Impostos se atraem.

- As 3 principais causas da procrastinação São: 1...

- Dizer: "você sabe disso", com convicção, sempre funciona.

- Se conselho fosse bom, você baixava.

- O segredo da felicidade é parar de achar que existe um segredo!


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A Divina Flor da Papaia Celestial


GRANDES MOMENTOS DO FÓRUM F.A.R.R.A.
A insanidade não existe, é só uma coisa da sua cabeça

Image and video hosting by TinyPic


Quer viver uma grande aventura? Então abra um fórum e administre-o. O F.A.R.R.A., nos moldes para o qual foi criado (compartilhamento de arquivos), durou exatos 3 anos. Depois, por alguns problemas externos, tive que encerrar as atividades. Hoje ele ainda existe, como A.R.R.A.F., e é um local onde o pessoal que se apegou ao fórum se reúne para bate-papo e troca de informações. E eu deixei a administração com um casal de apaixonados pelo fórum.

Mas, em 3 anos, é óbvio que, além de compartilhar arquivos, o fórum acumulou muitas histórias bizarras das quais fui testemunha ocular, querendo ou não, já que eu era o administrador.

Muitas pessoas em um fórum, onde ela não paga NADA, para estar ou baixar o que quer, acha que tem direitos iguais aos de um consumidor que foi a uma loja, locadora, banca de jornais ou algo assim, e teima em exigir esses "direitos". Outras pessoas simplesmente acham que estão em sua própria casa e podem fazer do jeito que quiser. Ainda outros não admitem ser contrariados. E existem aqueles que simplesmente não tem noção de coisa alguma. Um lugar com todos esses tipos de pessoas gera as histórias mais absurdas.

Quase perto do fim, o fórum acumulou um pouco mais de 100.000 usuários. Obviamente nem todos interagiam e, se o fizessem, meu trabalho se tornaria insano. Mas, da porcentagem que interagia, havia uma porcentagem que simplesmente estava aquém de qualquer ajuda. Aqui vou citar apenas os casos mais graves (leia-se: hilariantes... ou não). Se eu fosse contar tudo que aconteceu nesse tempo de fórum, não poderia ser em apenas um post:

O FANÁTICO POR BATMAN - Em um fórum há sempre um bate-papo saudável entre os usuários, que podem abrir tópicos pertinentes a assuntos que digam respeito á seção respectiva. Aqui, no caso, a seção sobre quadrinhos. Nerds tem uma mania um tanto estranha de entrar em uma eterna discussão sobre que super-herói derrotaria qual. A certa altura, um indivíduo abriu um post dizendo que Batman venceria tal herói. Até aí tudo bem.

Porém, a autonomia dada a um usuário, para poder ele mesmo abrir posts, pode sair do controle. Empolgado, o usuário começou a abrir post atrás de post, cada um deles colocando Batman contra um super-herói diferente. Isso é o chamado "flood", termo usado para definir quem manda mensagens demais, com o mesmo teor. Em vez de abrir apenas um único tópico e dentro dele discorrer contra quem o batman lutaria, a pessoa procurou o caminho mais difícil. Porém, creio que chamar a atenção já era a intenção inicial.

Quando criticado sobre sua atitute o usuário passou a se colocar no lugar de vítima, causando mais problemas, até ser expulso. E, pior, o Batman não veio ajudá-lo!

ACUSADO DE HOMOFOBIA - No fórum, apesar de voltado para o compartilhamento, haviam várias seções diferentes, uma delas era desiginada +18, ou seja, para postagem de fotos e outras imagens eróticas. Aqui cabe um adendo. Uma seção chamada "Reclamações e Sugestões" foi a pior idéia que eu tive. Quando uma nova mensagem apareceu nesta, fui olhar e lá havia um usuário reclamando que não havia fotos de homens pelados na seção +18.

Dei minhas explicações para ele, do porque de não colocar fotos de homens pelados e, claro, isso não o deixou feliz. Por mensagem privada ele me disse que a falta das tais fotos e a minha atitude em negar-lher o "direito" de tê-las lá, era nada mais nada menos que homofobia e que eu aguardasse que seria em breve processado. Foi, claro, devidamente expulso.

NÃO PAQUERE COM SEU NAMORADO VENDO - Um fórum também pode ser um ótimo lugar para xavecar (como qualquer lugar, como se a gente escolhesse lugar para isso). Mas, não é uma boa idéia se você tem namorado(a) e ele(a) está inscrito e participando do MESMO fórum que você.

Uma querida usuária do fórum gostava de, digamos, dar atenção "diferenciada" a um outro usuário, mesmo com seu namorado ali, a postos. Estranhamente, a parte afetada por esse comportamento não conseguia entender que o problema não era apenas o usuário que desfrutava da atenção de sua amásia, mas sia A SUA amásia, também.

Assim sendo, eu recebia mensagens em particular do jovem mancebo pedindo que eue o desligasse do fórum. Mas... mas... mas... não seria mais prático você chamar a atenção de sua namorada e mandá-la parar de dar mole para o usuário? Mas, claro, eu não disse isso porque não era conselheiro sentimental. Apenas fiz como ele me pediu, desliguei-o do fórum. Assim, quando a moçoila viu que o namorado não mais prestava atenção às suas peripécias, a coisa esfriou e acabou. Talvez ele tenha sido esperto... ou não. Sei lá.

NÃO ENTRE NUM FÓRUM COM O APELIDO DE "SHANNA" - Para entrar num fórum (ou em qualquer lugar da internet) com um apelido desses, você tem que impôr respeito e ser sagaz. Bom, a usuária que entrou com este apelido não era nem uma coisa, nem outra. Para piorar, era totalmente sem noção da realidade. Quebrava regras simples, como postar na seção correta. Discutia assuntos, como aborto, para o qual seu único argumento era "Deus mandou", e difundia boatos que ela devia receber por e-mail, como por exemplo, o logotipo da Kibon é uma "senha" para pedófilos.

Obviamente que o apelido e os tipos de assuntos tratados pela usuária, faziam com que tudo acabasse em... Shanna. Os trocadilhos pipocavam e era Shanna isso e Shanna aquilo. No fim das contas, a Shanna se sentiu incomodada e retirou-se por si mesma. Os "farristas" (como se designa o usuário do F.A.R.R.A.) nunca mais viram a Shanna. Alguns dizem que ainda viram Shanna em outro lugares, mas não há garantia. Fique claro que nem mesmo a expulsei, a Shanna que não aguentou mais as pessoas sendo tão duras com ela.

Depois de muitas tentativas de fazê-la se adaptar ao fórum, eu mesmo desisti. Deixei a Shanna de lado.

TATUAGEM, QUE TATUAGEM - Exibicionismo não é algo para todo mundo. Nem todos tem o gabarito necessário para essa prática. É preciso treino e eficácia. E, assim não foi com uma de nossas usuárias que resolveu mostrar para o fórum em peso, uma tatuagem sua, em uma foto que ela mesma postou. A tatuagem era nas costas, ou no braço, não me lembro. Só me lembro que ela tirou a foto de sutiã. Seria uma coisa sensual, não? É, mas existem sutiãs e sutiãs. E o que ela estava não era do tipo sensual. Era mais da espécie a qual um usuário denominou como "sutiã de amadurecer mamão papaia". No fim das contas, quase ninguém conseguiu prestar atenção à tatuagem. O sutiã ficou tão impregnado no imaginário popular que os homens nem mesmo conseguiram aproveitar a semi-nudez de graça, que não era de se jogar fora. Mas o sutiã era.

A DIVINA FLOR DA PAPAIA CELESTIAL - Sim, a papaia apareceu em outro episódio. Nosso último. Muita gente queria que os arquivos colocados no fórum fossem disponibilizados do jeito que ela queria. E muitos se irritavam se isso não era feito. Xingavam, eram expulsos, voltavam novamente com outro perfil, xingavam novamente e eram expulsos novamente. Porém, alguns gostavam de pegar mais pesado. Gostavam de humilhar o administrador.

Eis que um belo dia abro minha caixa de mensagens privadas e lá está um enorme texto dizendo o quanto sou prepotente por fazer as coisas no fórum como eu quero (para alguns eu era pior do que Hitler e um clone do Hitler, juntos). Eles não aceitavam que o dono do fórum fizesse as coisas como ele queria. Era um pensamento absurdo. Assim sendo, a mensagem destilava uma ladainha de insultos. Mas, eis que ao insulto final, eu não consegui me conter... e caí na gargalhada.

Tentando demonstrar com toda a força de sua raiva, com o eu era um ser prepotente desprezível, o usuário diz que eu me acho "A Divina Flor da Papaia Celestial". A designação é tão boa que eu até mesmo a usei, por um tempo, como nome de um dos meus blogs.

Infelizmente não lembro quem seja o usuário, para agradecê-lo. Nem lembro também do restante da mensagem. Quem poderia lembrar? Depois de algo tão portentoso, tudo mais perde a importância.

E é isso, se você pensa em ter um fórum, é mais ou menos isso que você enfrentará. Ou pior. Até mais ver!


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Os Astonishing Xis-Men


SURPREENDENTES X-MEN - VOL. 01
Scans by Onomatopéia Digital, uma subsidiária RA

Image and video hosting by TinyPic
Para baixar, clique aqui


Quando eu lia X-Men, eu não pronunciava corretamente, como hoje em dia. Para mim, eles eram os "Xis-Men" e não os "Équis-Men". E acho que quase todo mundo que lia suas aventuras, naquele tempo, pronunciava assim. Até que a animação baseada nos heróis começou a ser veiculada no Brasil e a dúvida foi sanada e, com o tempo, nos acostumamos com a pronúcia correta. Com a guerreira Sonja acontece a mesma coisa, mas essa é outra história.

Minhas primeiras incursões ao mundo mutante se deram pelas mãos de Chris Claremont e Dave Cockrum. Era a fase de transição entre os antigos e os novos integrantes. O surgimento de Wolverine, Colossus, Tempestade e Noturno. Claremont realmente foi quem fez o grupo ser o que ele é hoje. Eu não gostava dos desenhos de Dave Cockrum. Isso fazia com que eu não fosse tão fã assim das histórias dos mutantes.

Então, um novo desenhista começou a tomar conta do pedaço: John Byrne. Não me era um total desconhecido, pois já havia lido as histórias do Punho de Ferro, desenhadas por ele. O seu traço me agradava muito e o tempo mostrou que o cara era bom, como ficou bem claro para todos.

Nas mãos da dupla Claremont/Byrne, os X-Men chegaram ao patamar dos maiores heróis da Marvel e, quem sabe, até os tenha ultrapassado. A popularidade do grupo veio para o bem e para o mal. Afinal, os mutantes ganharam tantos títulos que manter a qualidade se tornou quase impossível.

Na década de 90, quando a Fase Jim Lee despontou, eu não estava lendo nenhum tipo de quadrinho. Hoje em dia, pelo menos nesse caso, acho que foi uma benção esta "decisão". Os anos 90 não foram gentis com os quadrinhos de super-heróis e muita coisa péssima foi feita nesta época, inclusive com os supracitados.

Com X-Men aconteceu quase o mesmo que aconteceu com Novos Titãs, no meu caso, quero dizer. A melhor fase do supergrupo da DC, sem dúvida, foi a dobradinha Wolfman/Pérez e, depois disso, não consegui ler mais nada feito por outra equipe criativa. E permanece assim até hoje. Já, com o X-Men eu voltei a ler, não como antigamente, claro. Mas, dentro do turbilhão de HQs do grupo que são feitas, surge aqui e ali, arcos e/ou títulos que valem a pena ser lidos, mesmo que seja anos depois de lançados. É o caso do encadernado Surpreendentes X-Men - Volume 1.

Mesmo antes disso, já havia me "surpreendido' com as histórias escritas por Grant Morrison e ilustradas por Frank Quitely para Novos X-Men. E, aqui, novamente, um roteirista de peso se junta a um artista do qual sou fã, para formar uma HQ que me faz voltar aos tempos em que eu lia ótimas histórias destes super-heróis.

A nova revista foi muito badalada na época de seu lançamento (da mesma forma que o foi Novos X-Men) por conta do roteirista ser Joss Whedon, o criador de Buffty, A Caça-Vampitos e da série de FC Firefly. Já os desenhos estavam a cargo de John Cassaday, de quem eu me tornara admirador depois que o conheci na série Planetary, provavelmente a minha HQ preferida de todos os tempos.

Ainda assim, não li em os scans na época, nem quando foi publicada no Brasil nas revistas mensais. Os dois métodos tinham suas desvantagens para mim. O primeiro, o fato de parar em frente ao computador para ler, e o segundo devido a eu não conseguir manter um rotina monetária para comprar edições mensais. Então, eis que a Panini lança o encadernado com os primeiros dois arcos dessa nova revista.

Deve-se dizer que o título "Surpreendentes X-Men" foi honrado. Whedon já chegou surpreendendo, realmente. O primeiro arco nos traz uma retumbante revelação: uma vacina que pode curar a condição de mutante. Creio que esta história tenha inpsirado o roteiro do terceiro filme dos X-Men. Junto com esa suposta cura, um alienígena de um planeta chamado Grimamundo quer destruir os X-Men e ele parece saber muito mais do que aparenta. No segundo arco, muita coisa não pode ser dita, para não se estragar a surpresa para quem não leu ainda. A única coisa que posso dizer é que os mutantes ganham um novo e improvável inimigo. Alguém que sempre esteve com eles.

São 322 páginas de aventura de verdade, como se espera de algo assim, quando damos nosso dinheiro nas mãos do jornaleiro
.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Feliz Anivesário, Lia


TODOS OS DIAS DE SUA VIDA

Image and video hosting by TinyPic


Eu não lembro da vida sem você
Lembro sim, de um tempo meio nublado
Indistinto, onde não consigo perceber
A sua presença ali, ao meu lado
Nego e quero esquecer
Este tempo tão calado


Mas, depois de ti, você aconteceu
A rotina se tornou algo indomada
Restando apenas a alegria e eu
Isolando a nós dois, nesta ilha encantada
Atacando a tristeza que logo morreu


Onde mais eu poderia encontrar
Lugar algum havia me prometido
Ir adiante já era um modo de errar
Vi que queria mesmo era estar contigo
Então, não tive dúvidas sobre onde estar
Ignorando qualquer sentimento ambíguo
Recuso-me a um segundo mais esperar
Amando a ti como homem, amante a amigo

Hoje eu sei que não mais nos separamos
Ocasos e acasos temos juntos enfrentado
Na lua, para ver o pôr da Terra, nos sentamos
Odes a um amor de loucos, temos nós cantado
Rimos mais que duas crianças e, sim, brigamos
Antes assim que sermos dois aparvalhados
Temos mais um do outro que pensamos
O que nos faz eternos apaixonados

FELIZ ANIVERSÁRIO, LIA, MEU AMOR


sábado, 14 de janeiro de 2012

Minha Mãe e os Quadrinhos


A MÃE DE TODOS OS GIBIS
Como vim a cultivar o meu gosto por HQs

Image and video hosting by TinyPic


Estamos todos os quatro irmãos em casa, esperando minha mãe chegar das compras. A ansiedade é grande, por um motivo simples: como somos todos muito pequenos, quando ela fica longe muito tempo, um aperto no coração de cada um se faz sentir e, quando ela chega, parece que nos sentimos seguros novamente. Já sabendo disso (como ela sempre pareceu saber de tudo), ela trazia algum tipo de agrado para cada um. Para mim, ela trazia um gibi. E, a lembrança mais remota que tenho dela fazendo isso, é dela tirando de dentro da bolsa um gibi de O Mestre do Kung Fu, de quando era publicado pela Editora Vecchi (ou Bloch, não lembro direito). Para mim, aquele era o maior presente do mundo, mesmo eu mal sabendo ler ainda.

Minha mãe, que fez aniversário na sexta feira, dia 6 de Janeiro e, aos 65 anos nunca perdeu esse dom de incentivar a leitura, mesmo ela nunca tendo lido um único gibi. E, mesmo se pudesse, ela não conseguiria parar para fazê-lo. Digo que não perdeu, porque sempre me lembra de levar algum gibi para meu sobrinho de 11 anos. Seu único neto, Caio Vinícius. Ela se deleita vendo o gosto que ele tem pela leitura, o mesmo que ela via em mim.

Mesmo quando ela ficou sozinha para cuidar de nós e as dificuldades aumentaram, ainda assim ela nunca foi de reprimir minha vontade de ler mais e melhores gibis. Claro, que nesses tempos, os gibis assim como as vacas, eram magros. Lembro-me como se fosse hoje de uma vez em que estávamos num ponto de ônibus onde havia uma banca de jornal - que surpreendentemente está lá ainda hoje, mesmo que desativada - e ela me deu algo equivalente a um real para que eu comprasse uma revista do Pato Donald, a mais baratinha. O importante era ter algo para ler.

Aos 12 anos eu fui trabalhar e, claro, a maior parte do dinheiro ia para a banca de jornal. Isso fazia ao menos com que ela não tivesse que tirar de seu orçamento para comprar HQs para mim. Assim, sendo, de certo modo, eu estava ajudando. Para "piorar" as coisas, eu trabalhava a alguns metros da maior banca de jornal da localidade e passava por lá às 6 da manhã, para ver o que havia chegado, antes mesmo de ir para o trabalho. Essa foi a única época em que eu realmente colecionei HQs, chegando a acumular 500 revistas. E, sempre sobrava para minha mãe.

No caso aqui, era o fato de que eu tomava o espaço dela para poder guardar minhas revistas. Primeiro me apoderei de um pequeno armário, feito por um tio marceneiro. Fui colocando os gibis dentro dele e transformando-o na minha base. Porém, o armário era muito pequeno, e creio que não deve ter suportado nem 200 das revistas que acumulei. Eu precisava de um lugar maior, e já sabia qual.

Com o tempo apareceu lá em casa um armário branco, horizontal, enorme. Também havia sido feito por alguém, não lembro quem. Minha mãe e minhas duas irmãs guardavam tudo que era tipo de coisa ali e eu precisava me apoderar de pelo menos uma parte dele. Uma missão difícil, não devido a minha mãe, mas às minhas irmãs, claro. Mas, aos poucos fui colocando todas as revistas nele, e a quantidade só ia aumentando. Minha mãe, novamente, foi a conciliadora e evitou que eu fosse morto. Fiquei com a parte de baixo toda, que era enorme! Passava horas arrumando e rearrumando os gibis ali, coisa que nunca mais fiz em minha vida. Os que tenho hoje ficam, ou na estante, ou espalhado pelo quarto.

Quando cheguei aos 500, vendo o monstro que tinha criado, minha mãe olhou para aquela quantidade de gibis, olhou para mim, e disse a célebre frase que ela repetiria várias vezes durante a minha vida: "Tudo teu é demais, Eudes". Em parte ela estava certa. Não havia mais onde guardar tanta revista. Assim, tomei a decisão cruel de vendê-los todos e comprar a segunda coisa mais legal que os gibis (quando a gente é garoto, quero dizer): Uma bicicleta! E minha mãe apoiou alegremente.

Talvez essa seja a melhor das qualidade da minha mãe. Por mais insana que fossem as nossas decisões, ela sempre apoiou. No caso dos quadrinhos ela me ajudou a criar o gosto por eles. Ela é a minha Martha Kent e Tia May, só que mais jovem e engraçada!

Te amo, mãe!


AS OBRAS COMPLETAS DE CARL BARKS - VOL. 11
Scans by Onomatopéia Digital, Uma Subsidiária RA


Image and video hosting by TinyPic
Para baixar, clique aqui


Sinopse: Mais histórias escritas e ilustradas pelo Homem dos Patos, Carl Barks. Donald, Tio Patinhas e os sobrihos enfrentam magia negra, encontram um papagaio contador, tem que salvar uma cidade de ladrões de gado, entre outras coisas. Barks foi quem definiu toda a mitologia dos patos da Disney, nos quadrinhos.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O Mal Está Lá Fora


TUCKER AND DALE VS. EVIL
As Aparências Enganam e Podem Matar (de Rir)

Image and video hosting by TinyPic


Eu tenho um indicador para saber se um filme de comédia é realmente bom e esse indicador é quando a Lia (minha esposa) ri de verdade. Assim como ela não chora em qualquer filme de drama, ela também não ri em qualquer filme de comédia. Na verdade, em quase nenhum. Enquanto estou lá eu, ao lado dela, me debulhando em lágrimas, nos filmes de drama, ou morrendo de rir a toda altura, nos filmes de comédia, ela está lá, impassível, apenas me fazendo companhia. Assim sendo, quando ela dá uma risada alta e gostosa, eu sei que o filme realmente é bom! É o caso de Tucker and Dale vs. Evil.

O filme é uma pérola perdida que talvez muitos não conheçam, assim como eu não conhecia até ontem. O filme é uma comédia de terror, de 2010, que eu já havia visto por aí, de relance, mas que o título não me chamou atenção alguma. Mas, resolvi assistir quando vi a nota alta dada pelo
IMDB (7.6) e vi que eu devia estar perdendo alguma coisa boa aí. Também me chamou a atenção a presença de Alan Tudyk, um excelente ator, ainda mal aproveitado, que tem como destaque em sua carreira a comédia Morte no Funeral e Eu, Robô (onde ele empresta suas feições e voz ao robô perseguido por Will Smith).

Pois bem, o filme conta a história sob dois pontos de vista: o de Tucker e Dale, dois caipiras de bom coração, que estão indo para uma casa de campo, adquirida por Tucker, para passar o fim de semana pescando e o ponto de vista de um grupo de universitários que estão em férias no mesmo local, e que vêem tudo a seu redor com olhares preconceituosos, causando assim uma série de mal entendidos que levarão à morte.

Para o grupo de universitários - acostumados aos filmes de terror, onde geralmente caipiras são sinônimo de assassinos sanguinários - Tucker e Dale são mais do que suspeitos em seus modos grosseiros e jeito aparvalhado. Para Tucker e Dale, os universitários são apenas... universitários. Para piorar as coisas, um deles é obcecado pelo fato de que ali, naquele local, há muitos anos, houve realmente um massacre de universitários, como eles. Mas, isso foi há muito tempo.

As coisas estão indo bem, até que Tucker e Dale vão pescar no mesmo em rio em que os estudantes estão tomando banho, a noite. Quando uma das garotas avista os dois caipiras, toma um susto e cai na água batendo a cabeça. Quando resgatam a garota, salvando-a de morrer afogada, e a levam para sua cabana para que ela se recupere, começa a confusão. Os amigos de Allyson acham que os dois raptaram-na e vão tentar resgatá-la custe o que custar.

Daí pra diante, cada ação de Tucker e Dale parecerá cada vez mais supeita e assustadora. Nada dá certo, e a falta de comunicação entre os dois grupos piora tudo. A pimeira metade do filme tem cenas pra lá de hilárias, que apenas assistindo pode se ter uma idéia. É o tipo de coisa que sabemos ser impossível acontecer, pelo menos tantas situações assim de uma vez só, mas que não importa, afinal é um filme. Para os sobreviventes parece apenas que Tucker e Dale estão eliminando um a um com frieza e sadismo. Para Tucker e Dale, parece que os universitários enlouqueceram e resolveram colocar em prática algum tipo de pacto suicida!

No fim das contas, o filme ainda deixa essa lição de moral: não julgue alguém pela mera aparência ou você pode acabar metendo so pés pelas mãos. O filme em breve estará no Supersônico a Carvão, para download.


CHICLETE COM BANANA: CENAS DE SEXO, DROGAS E ROCK'N ROLL
Scans by Onomatopéia Digital, Uma Subsidiária RA


Image and video hosting by TinyPic
Para baixar, clique aqui


Sinopse: Coletânea de mais de 130 páginas, com as tirinhas mais engraçadas de Angeli e seus personagens Meia Oito, Benevides Paixão, Bob Cuspe, Ritapop,. Rhallah Rikota, Ritchi Pareide, Bibelô, Nanico, Tudiblú e Moçamba. O humor ácido e sarcástico de Angeli em uma edição especialíssima.


domingo, 25 de dezembro de 2011

Presente de Natal RA


CORAÇÃO DO IMPÉRIO: O LEGADO DE L. ARKWRIGHT
Scans by Onomatopéia Digital, uma subsidiária RA


Image and video hosting by TinyPic
Para baixar, clique aqui


Bryan Talbot, talvez não seja um nome identificável assim tão de repente. Este roteirista e desenhista de quadrinhos ingleses é mais conhecido por sua maior obra, As Aventuras de Luther Arkwright que, segundo a introdução da HQ acima, influenciou gente como Alan Moore e Neil Gaiman. Só aí dá pra ver que o cara não é pouca coisa. Pois, justamente Coração do Império é a continuação desta saga, como deixa claro o subtítulo do volume 1: O Legado de Luther Arkwright.

Porém, é possível ler esta HQ sem o ter lido previamente As Aventuras de Luther Arkwright. Mas, se preferir ler antes, pode baixar os dois volume AQUI. Esta continuação, se passa mais de 20 anos após a morte de Arkwright e a heroína é sua mimada filha, a Princesa Vitória. Nesta realidade alternativa, a Inglaterra ainda domina o mundo e uma mistura de passado e futuro se misturam num estilo steampunk.

A rainha, mãe de Vitória, é uma tirana que não sabe dos planos do Vaticano para depor a Inglaterra do poder, enviando um agente para, quem sabe, matar a rainha. Mas, Victoria tem seus próprios problemas, como uma mágoa profunda por não ter conhecido seu pai, e constantes enxaquecas que ela desconhece quais sejam os motivos. E, por trás de tudo isso, desse quadro de conspiração, tanto fora, quanto dentro do reino, uma espécie de catástrofe sobrenatural parece iminente, ameaçando não só a Inglaterra, mas o mundo inteiro.

Em breve colocarei aqui o volume 2 e último.


FELIZ NATAL COM MUITA RAPADURA PARA TODOS

Image and video hosting by TinyPic


Feliz Natal a todos os amigos que ainda insistem em visitar ese blog que é atualizado tão espaçadamente, mas que nunca é abandonado de verdade. Que não só neste Natal, mas em todos os dias da vida de vocês, tenham sucesso e tudo de bom que mereçam, tanto vocês quanto a família e pessoas a quem amam. Mesmo não tendo um sentido religioso para mim, a data serve para lembrar que devemos lembrar das pessoas que realmente importam, ou seja, as que estão perto, seja de que modo for. Abraço nos caras, e beijo nas meninas!




Technorati : ,











BLOGS DE SCANS:














Image and video hosting by TinyPic

Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic







BLOGS, SITES E FÓRUNS:



OMEdI:: O Maior Espetáculo da Internet
Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic