APELIDO: VOCÊ AINDA VAI TER UM
Dado Por Seus Amigos, Inimigos ou Familiares

Quando você navega pela internet, esse mundo virtual que veio para ficar, você dá a si mesmo um apelido (ou nickname), na maioria das vezes. Talvez fique conhecido por ele, talvez seja apenas mais um perdido entre milhões. Ainda hoje algumas amizades virtuais me chamam por "OutsizerZ", apelido que escolhi assim que comecei a andar por aqui. Com o tempo resolvi deixar Eudes mesmo que, na verdade, é um apelido também, que ganhei assim que nasci. Meu nome não é Eudes.
Certo, mas no mundo virtual ninguém te dá um apelido, você o escolhe, como eu já disse. Daí que isso não é realmente nada demais. No mundo real a coisa muda um pouco de figura. Os apelidos podem vir à sua revelia e em grande parte, pode não ser do agrado do ganhador do apelido. Não podemos contar é claro, os apelidos que os apaixonados dão entre si. Coisas como "Pitucho", "Fofucha", "Gatucho", "Mozequinha", e por aí vai. Os únicos que não suportam esse tipo de apelido são os que estão perto de um casal apaixonado que começa uma sessão de namoro em que os apelidos vão brotando como água numa fonte. Mas, mesmo esses são bem suportáveis.
Ontem, Dias das Mães, eu fui visitar minha querida mãezinha, e foi um domingo bem divertido, em que ficamos vegentando eu, meu irmão, e minha irmã mais nova, vendo bobagens na TV e curtindo esse friozinho que está fazendo. Já estávamos indo embora, meu irmão e eu quando, do nada, minha irmã pergunta:
- "Eudi", é verdade que teu apelido era "Caixote"?
Meu irmão danou a rir, eu caí na gargalhada, e minha mãe ficou injuriada ao lembrar que, realmente, alguns garotos me chamavam assim, até mesmo quando iam me procurar lá em casa e ela tinha de dizer, no jeito delicado dela:
- OLHA SÓ, O NOME DELE É EUDES!
Os garotos não saíam ganindo por pouco. Eu tentei parar de rir e esperei meu irmão parar de rir também, pra tentar explicar a ela sobre esse "problema". Aliás, eu pensei que ela soubesse desse apelido. Mas, não sabia. Então expliquei.
Eu tinha 11 anos quando ganhei o malfadado apelido. Eu estava em meu primeiro emprego, em um armazém, trabalhando, tranquilo, tirando as folhas velhas de alguns repolhos e jogando em um... caixote! Nisso, um garoto que me conhecia passou, viu e teve a "brilhante" idéia, sei lá o porquê de, por causa disso, começar a me chamar de "Caixote". E não sei como, o diacho do apelido pegou mais rápido que fogo na palha. E durou anos!!!
Eu mesmo não me irritava, já que foi criado de forma tão boba. Uma rua onde eu vivia muito, quase toda ela, só me conhecia por "Caixote". Acho que muitos nem sabiam meu nome, ou pelo menos meu nome pelo qual eu era conhecido em casa. Demorou muito para que isso fosse esquecido e, mesmo assim, como um pesadelo recorrente, se eu for onde eu morei e fui criado, tem um maluco que, se me ver, ele solta um sonoro:
- E AÍ, CAIXOTE?! - Ninguém merece.
Talvez seja sina de nordestino ganhar apelidos esdrúxulos, seja em conjunto ou individualmente. Os mais comuns, claro, são "paraíba" e "cabeção", sendo que esse último pode gerar respostas bem malcriadas envolvendo a mãe do remetente. Porém, alguns apelidos são verdadeiros mistérios. Onde eu morava havia um paraibano a quem todo mundo chamava de "Bill" e, com o tempo, percebi que esse era um apelido comum a nordestinos e, no entanto, nunca descobri o motivo.
Você pode ganhar um apelido devido ao lugar de origem, aspecto visual, personalidade, ou, o pior de todos, por alguma vergonha que passou, o popular "pagar mico". Os de lugar de origem eu já dei exemplo, os visuais mais comuns são "Quatro-olhos" (que são ditos mais na hora de pequenas rusgas infantis), "Rolha de Poço", que os mais "fofinhos" ganham e "Orelha de Abano", entre outros.
De personalidade não me vem nenhum agora à mente. Talvez "Atrasildo", "Sr. Explicadinho", mas esses são bem leves. Já os de micos são os mais clássicos. Lembro que uma vez, nesse mesmo maldito armazém ainda, eu conversava com os caras que trabalhavam comigo sobre uma garota e soltei uma frase - que não vou dizer, me recuso - que falei sem nem mesmo perceber, e eles imediatamente pegaram e, como moravam todos no bairro, espalharam rapidamente. Assim era "Caixote" numa ponta do bairro e "..." na outra. Na verdade, a frase era boba, mas os caras sabiam ser irritantes. Os mesmos gostavam de me chamar de Clark Kent, devido aos óculos e à cara de nerd. Na verdade é um apelido até lisonjeiro se for ver, mas não era o apelido que incomodava, mas sim quem o dizia. Nossa, como aquela galera sabia fazer "Clark Kent" parecer algo como "Quatro-olhos". Bons tempos.
Claro que num bairro como aquele, apelidos pipocavam por todo o lado, para quase todo mundo, e por vários motivos. Minha mãe mesmo lembrou de um que ela detestava, pois o pessoal o chamava bem alto na rua e ele já era conhecido assim: o querido "Xereca"! Sim, pode acreditar. Ele atendia tranquilamente ao apelido como se fosse seu próprio nome. Minha mãe disse que ele, hoje em dia, é advogado. Imagina, "Dr. Xereca". Na mesma rua tinha o "Calcinha", não sei se eram amigos, mas se eram, formavam uma dupla e tanto: Calcinha e Xereca.
Claro que se eu fosse tentar lembrar de todos os apelidos o texto ficaria enorme. E eu não pararia de rir como estou fazendo até agora.
Por mais que nos sintamos ofendidos às vezes, não adianta estrilar. É sabido que, quanto mais vocêf se sentir ofendido, reclamar, brigar por causa de certo apelido, mais rápido ele vai pegar. E, no fim das contas, fará parte da sua história de vida, mesmo que muitos deles você nao vá contar aos netinhos por serem esdrúxulos demais.
Eu mesmo nunca tive o prazer de dar apelido a alguém que pegasse. Porém, minha mãe, que não dá ponto sem nó, e era (e ainda é) querida no bairro onde fomos criados, não deixou passar quando viu o rapaz parecido com um famoso ator de comerciais de palha de aço e soltou: BOMBRIL!
E o pobre rapaz é Bombril até hoje para o bairro inteiro.
(Para ver como o pessoal sofre [e ri] com apelidos, clique aqui e/ou aqui)
TUDO SE TRANSFORMA, JÁ DIZIA ALGUÉM
Naná Hayne Mostra O Quão Isso é Verdadeiro

Clique para ir ao blog dela
A Nana Hayne fez um comentário no post anterior e, curioso, fui ao blog dela. Aliás, devo confessar aqui, que sou um péssimo blogueiro, e fico mais por fora da tal blogosfera que qualquer outro blogueiro que conheço. Daí que deixo de ver muita coisa interessante. Culpa disso é ter de cuidar do próprio RA, do fórum, dos scans e mais recentemente de filmes (tenta "traduzir" legendas de português de Portugal para nosso português para ver quanto tempo leva).
Mas, voltando à Nana, ela é artista plástica. No comentário ela disse que trabalhava com "Lixo digital", por um instante pensei que ela trabalha reciclando textos ruins que encontrava pela internet e, por isso, estava interessada nos meus (risada sem graça). Porém, não era isso, ainda bem. Seu trabalho é bem mais interessante e pode ser visto em seu blog, o Vem do Lixo: Arte e Artesanato do Lixo Digital.
Com tanta coisa se repetindo pela internet é difícil se surpreender, mas a Nana consegue!

Mas falando ainda sobre não ser muito ativo na blogsfera, essa coisa de propôr parcerias (não entendo muito o porquê desse termo) não é algo que eu me interesse. Eu linko outros blogs ou sites quando tenho tempo, e isso pode demorar bastante devido a tudo que faço, e devido ao fato de que eu quase não vou ao blogspot, pois posto pelo programa Zoundry. Não sei linkar por ele, apenas pelo blogspot. Enfim, é uma confusão só. Fora o fato de que não posso linkar todo mundo senão isso aqui viraria uma zona. Tá bom, sei que já é meio bagunçado, só ficaria mais. Mas deixo destaque aqui para dois blogs que visitei recentemente:
Chapeleiro Louco: Notícias sobre quadrinhos, cinema e muito humor. Um dos textos de destaque é o "As 100 melhores fases autorais dos quadrinhos". Aparentemente é mais um reduto para todo nerd que quer se manter bem informado.
Casa do Snoopy: Já este é mais um dos deliciosos blogs de tirinhas que antes líamos nos jornais, e que agora povoam a internet, dando livre acesso a muitas que nem mesmo existem mais nas páginas dos diários. Achei interessante que as tirinha, pelo menos na página principal, são uma espécie de Turma do Charlie Brown Babies. Bem interessante. Abra e leia.
SUPERMAN: PELO AMANHÃ - ENCADERNADO
Scans by Eudes Honorato

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Para mais lançamentos que não cabem
neste post, clique AQUI
ESTRADA PARA PERDIÇÃO - COMPLETO
Scans by Elrik de Melniboné

Volumes 01, 02 e 03
ZATANNA - DIAS DE MAGIA
Tradução: Blognâmbulo - Letras: Eudes

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Technorati : Apelidos, Casa do Snoopy, Chapeleiro Louco, Nana Hayne, Superman, Zatanna