sábado, 13 de março de 2004

OutsiderZ - A Biografia

OUTSIDERZ - A BIOGRAFIA


Bom aqui vai uma pequena autobiografia escrita por mim mesmo:

Nasci numa cidade do interior do Ceará chamada Reriutaba, mas fui registrado em Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro, pois meus pais vieram para cá logo que completei seis meses de idade e deixaram para me registrar quando chegaram aqui.

Talvez este lapso de tempo tenha causado duas confusões. A mais simples é que minha data de nascimento está com o mês alterado, no papel faço aniversário em setembro, quando na realidade é em maio. Outro mais complicado é que meu nome não é Eudes... não oficialmente. Mas é assim que sou chamado desde que nasci.

A teoria que formei (já que ninguém me conta uma história coerente) é que meu pai deve ter me registrado com o nome que ele escolheu, mas minha mãe resolveu continuar me chamando pelo nome que ela queria: Eudes. Nem mesmo para chegarem a um acordo e colocarem Fulano Eudes Honorato. Só descobri meu verdadeiro nome aos 6 anos de idade. Mas como dizem por aí, nome verdadeiro é aquele com o qual você foi criado.

Minha primeira paixão foi aos 8 anos. O nome dela era Ivonara. Meu primeiro beijo foi aos 10 anos, na Elizângela... enquanto víamos TV, sentados na cama em que o pai dela estava dormindo. Eu sempre gostei de viver perigosamente. Minha primeira namorada foi aos 12, era a Ana Carla. Ela tinha sardas!

Minha maior coleção de HQs atingiu mais ou menos 500 revistas. Colecionei ao longo de três anos, se bem me lembro. Ia de Turma da Mônica a Marvel e DC, passando por Disney, Tex, e quase tudo que aparecia.

Sou um colecionador compulsivo, mas não mantenho minhas coleções. Além de HQ já colecionei LPs (eu tinha o LP dos Simpsons), livros de Agatha Christie, CDs, fitas de vídeo que eu comprava ou copiava (pedindo a capa emprestada ao dono da locadora e fazendo uma cópia colorida, para ficar mais legal), fotos, colecionei muita fotos, DVDs (o máximo que chegeui foi a 150).

Tenho Síndrome do Pânico acompanhada de eplepsia, há 13 anos. Ter as duas coisas é muito raro. Minha médica disse que nunca viu caso registrado.Sortudo eu, não? Há mais ou menos um ano não tenho crises. O tratamento atual está sendo eficiente, mas devo confessar que foi há mais ou menos um ano que caí de cabeça nos scans e parece que funcionou como uma terapia ocupacional, sei lá.

Pra que não sabe como é a Síndrome do Pânico basta saber que é como morrer, e quando se tem durante 12 anos (cito 13 porquê a considero controlada neste último ano, não curada) é como morrer mil vezes. A maioria das pessoas que sofre desse mal não sai de casa, eu não tive esse problema. A maioria também não gosta de falar do assunto e se lerem isto podem achar que estou tratando do assunto levianamente, mas é apenas o meu jeito.

Continuando a saga da minha vida, numa certa época de busca espiritual, eu que nunca acreditei em religião, resolvi, depois de ler uns livros ao acaso, me tornar Testemunha de Jeová. Sim, aqueles que vão te encher logo de manhã. Foram 7 anos. SETE ANOS! Escrevendo isso aqui não dá para acreditar. Mas serviu pra reforçar a minha idéia de não acreditar em religião. Foi uma lição longa, eu sei.

Em 1999 entrei pela primeira vez na internet, com um modem emprestado, num computador 486. Um pouco tarde, um pouco lento. Três anos depois eu tinha um blog. Três anos depois de conversar muita asneira em salas de bate papo, em listas de e-mail de Síndrome do Pânico, em listas de e-mail de ex-Testemunhas de Jeová, em news groups de humor e/ou cinema do UOL e de me casar com uma garota que conheci pelo ICQ (é uma longa história).

Conheci muitas coisas legais como Weblogger, Kit.Net, Blogger Brasil, Globo.com. Muita gente boa como o Oggh e Sidney Gusman.

Quanto as pessoas que fizeram diferença pra que eu quisesse sempre levar esse blog adiante, seria uma injustiça tentar citar, são muitas. E não é força de expressão.

O texto ficou parecendo despedida...hehehhahuehuahaue.. mas não é. É apenas um restrospecto da minha vida. O blog continua firme e forte.

A Rapadura é eterna enquanto dura.

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