terça-feira, 20 de abril de 2004

O repente do Blog

O REPENTE DO BLOG


Tô na rede, tô deitado
Só navego, num balanço
Tô assim, tão chateado
Tudo velho, só tem ranço

Já chateei, já conversei
Até fui desconversado
Aqui de tudo encontrei
Até tudo ficá parado

Tudo igual, só falatório
As “notícia”, tudo besteira
Só pra rimá, vai mictório
Saí da rede, fui pra esteira

De repente, começô
Era um troço diferente
Um tal de blog, sim sinhô
Arrebanhava muita gente

Eu dizia: não me rendo
Mas o tal blog, aumentava
Todo mundo escrevendo
Alguns “ria”, outros “chorava”

Já estava me irritando
Tanto blog e eu na minha
Já estava afirmando
“Isso é coisa de ‘frozinha’”

Mas tava chato, tudo “quéto”
Eu num tinha o que fazê
Vi se tinha alguém por perto
E um blog eu fui vê

Quando tava tudo um tédio
Fui fazendo logo o meu
Mas não tive ôtro remédio
Quando o blog não rendeu

Apaguei o desgraçado
Com um tiro bem na nuca
Num sei escrevê do agrado
Pra esses filho... da mãe

Até tentei uma ôtra vez
Mas ainda foi uma desgraça
Num durou nem bem um “mêis”
Quase voltei pra cachaça

Mas daí eu me lembrei
Tinha de sê coisa engraçada
O nome eu num acertei
Então vai sê... Rapadura Açucarada!

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