segunda-feira, 24 de maio de 2004

Por Todos os Lados

POR TODOS OS LADOS




Olhar eterno sobre o infinito

Estou olhando para o infinito, talvez até mesmo mais além
Estou refletindo minha imagem do alto de uma sacada
Estou impaciente pelo retorno deste eu ou de alguém
Estou rememorando o futuro de forma meio embaçada

Jogo cartas de baralho ao vento, que faz o seu próprio jogo
Recito a letra de uma música que nunca foi escrita
Retiro uma jóia sem igual do fundo daquele lodo
Ela brilha sobre meus olhos parecendo meio aflita

Reencontro paixões antigas, que eu sempre amarei
Repasso todos os beijos, até mesmo os perdidos
Da boca de tantos amores, que jamais esquecerei
O beijo roubado, ousado, descarado e o beijo que foi cedido

Revejo amigos antigos que estão aqui presentes
Reconto velhas histórias como se fossem todas novas
Cada rosto, cada pessoa, uma saudade diferente
Saudade que o tempo não mata, pois resiste a toda prova

Reescrevo minha história numa pedra incandescente
Para mandá-la ao infinito que agora observo
Pois estarei lá esperando, esta pedra referente
Descrevendo o infinito eu, que agora é eterno.

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