DIAS FRIOS EM VENEZA
OFEGANTE
Batida na porta, abri com a certeza firme de que era você que iria entrar. Uma lufada de vento foi o que recebi. Parecia que o ar em movimento queria me engolfar. Senti que o ar estava quente, parecia vir de algum deserto. Quase cheguei a sentir pequenos grãos de areia em meus olhos. Não, apenas ilusão. Não era areia, e também não era você. Fiquei apenas com o vento que se dissipou. Olhei para mais além e a paisagem continuava intocada. Você não estava nem mesmo por perto. Fechei a porta atrás de mim e saí campo afora.
Uma voz eu ouvi por entre as árvores. Parecia me chamar, parecia sua voz, doce melodiosa. Quanto mais eu andava em sua direção, mais a voz diminuía. E ao chegar aonde parecia estar tal voz, me perdi em meio ao silêncio que sobrou. Não era você, não era ninguém. Talvez apenas minha fértil imaginação. Talvez pregando-me peças, um quebra-cabeça, quem sabe.
Fui em direção ao rio, desiludido, sem esperanças em te ver, não havia muito mais porquê esperar. De ventos e sussurros eu estava cheio. Mas depois de ouvir as águas do rio, de ver a água cristalina, tive certeza que nele vi teu reflexo, que logo escapuliu. Olhei na direção que eu achava que tu poderia estar, para o reflexo na água deixar. Atravessei pela parte mais rasa. Pisando em pedras lisas, quase caí. Cheguei ao outro lado ofegante. Não te vi.
Olhei em volta me preparando para voltar. Quando de relance consegui ver você e fui te buscar. A poesia ofegante que eu custava a encontrar.
Uma voz eu ouvi por entre as árvores. Parecia me chamar, parecia sua voz, doce melodiosa. Quanto mais eu andava em sua direção, mais a voz diminuía. E ao chegar aonde parecia estar tal voz, me perdi em meio ao silêncio que sobrou. Não era você, não era ninguém. Talvez apenas minha fértil imaginação. Talvez pregando-me peças, um quebra-cabeça, quem sabe.
Fui em direção ao rio, desiludido, sem esperanças em te ver, não havia muito mais porquê esperar. De ventos e sussurros eu estava cheio. Mas depois de ouvir as águas do rio, de ver a água cristalina, tive certeza que nele vi teu reflexo, que logo escapuliu. Olhei na direção que eu achava que tu poderia estar, para o reflexo na água deixar. Atravessei pela parte mais rasa. Pisando em pedras lisas, quase caí. Cheguei ao outro lado ofegante. Não te vi.
Olhei em volta me preparando para voltar. Quando de relance consegui ver você e fui te buscar. A poesia ofegante que eu custava a encontrar.
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