quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Saudade Inconsquente

SAUDADE INCONSEQUENTE


Como um espoucar de luzes, sinto
Não minto
Nem jamais irei negar,
É ela, flashes que ecoam sem parar
Se é que um flash pode ecoar

É a saudade, retumbante como trovões
Saudade-clichê, saudade inconsequente
Culpa de tuas palavras referentes
Como um grito mudo em meus ouvidos

Me meto a poeta, metendo pés por mãos
Escrevendo loucuras enquanto estou são
Nem sei concatenar o que penso
Nem sei o que significa essa palavra por extenso

Talvez seja uma sequela, uma estrada de tijolos
Serão amarelos? Não sei
Só quero que me levem a teu colo
Pelo qual tenho profundo anelo

Deliro em minha sanidade
Disparidade de sentimentos
Revendo fatos inéditos
Em antigos documentos

Saudade inconsequente
Que não aceita mais que se protele
Então as palavras antes latentes
Se tornam poesia, uma carta
A espera que o destino a sele

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