quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

Deslizando


DESLIZANDO

Restos de batalha, deslizam pelos montes
Fazendo a neve se manchar
Tristes espadas, corpos vazios
Cavalgam agora para o Hattorah

Ninguém se despede, ninguém dá adeus
Os cascos não fazem barulho no chão
A romaria é a mesma, a cantoria também
Não há orações, nem pedidos de perdão

Ao passar pela arcada, o Pazir os conduz
Não há pastos verdejantes, nem túneis de luz
O falcão anuncia a chegada de todos
E uma hárpia que pia, congela sua alma

Apaches, romanos, tupis e atlantes
Dos restos de batalha que dos montes deslizam
Mathina os deixa embevecidos de dor
Pois sua beleza os faz relembrar

Sim, relembrar que a batalha deviam ganhar

Um vulto trespassa a fila incessante
É Temorius que ali, já é habitante

E os restos de batalha pelos montes deslizam
Sem saber que o fim ainda é um começo
Todos dizem assim, mas não sabe o que falam
Pois dizer é tão simples, mas saber é tolice

Zautânia, a caravela, aporta bem perto
Já levou tantos restos que nem consegue contar
E tais restos é que contam, cada um uma história
Que Zautânia não faz questão de escutar

Fecham-se os olhos, abrem-se janelas
E no topo dos montes a batalha não finda
Desliza pelos restos, o destino final
É o que resta àquele que for inimigo ou rival

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