terça-feira, 31 de outubro de 2006

JJ e os Contos Rejeitados

JERUSALEM JONES - TEXTOS REJEITADOS





De Volta Para O Exterminador do Futuro:

Jerusalem Jones sente o ar do deserto crepitar e um gosto de ozônio se instala em sua boca. Não que ele saiba como é o gosto de ozônio, na verdade, ele nem sabe exatamente o que é ozônio, mas é o que acontece. Acordado no meio da noite, de seu sono no deserto, Jones vê uma bola de fogo branco se formar quase que à sua frente. Depois de todo misancéne (não sei como se escreve isso), uma mulher aparece ali no meio do nada e vai em direção a um Jersusalem Jones estupefato:

- Venha comigo Senhor Jones, o futuro depende de sua salvação!
- De que diabos a madame tá falando? Quem raios é você?
- Meu nome é Sarah Connor, fui enviada de 1987, onde o mundo é dominado pelos nazistas desde 1938. Mas um homem nos deu a esperança, e ele é seu filho. Os nazistas estão enviando um robô exterminador para que o senhor não gere um filho, o nosso salvador, Indiana Jones!
- Mas pera lá... Eu nem mulher tenho!
- Senhor Jones, porque acha que fui enviada pelada?!


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O Ataque dos Tomates Verdes Fritos:

Jerusalem Jones fecha o livro que acabara de comprar e ler. Sentado em sua casinha recém-adquirida de cerca branca, passa os dias a ler romances água com açucar e fingir que não está chorando, para que seu cão de estimação, Murdock, não perca o respeito por ele. Tudo corre tranquilo na vida de um Jerusalem Jones aposentado, que viveu tantas aventuras. Ele escreveria um livro, se sua letra não fosse tão horrível que nem ele mesmo consegue ler os recados que deixa para sí.

Jerusalem Jones sabe que, mesmo aposentado, as coisas não costumam ficar tranquilas para ele. Tanto sabe que não se espanta quando vai até sua plantação de tomates e leva uma mordida que não sabe de onde vem, até ver um tomate quicando à sua frente. E mais outro, e mais outro, e mais outro!

Jerusalem Jones sai em desabalada quando dá um encontrão em uma mulher:

- Venha comigo Senhor Jones, o futuro depende de sua salvação!
- Peraí... tem coisa errada. Por que você tá pelada?


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O Dia em Que a Terra Parou... Olhou Para os Dois Lados e Atravessou:

O eclipse estava assombrando a todos na cidade de Deckard Town. Todos olhavam para cima, boquiabertos, enquanto Jerusalem Jones bocejava em uma mesa do Saloon Goldmine. Eclipses.. bah... quem precisava deles. Jerusalem Jones precisava de dinheiro urgentemente. O pouco que tinha não dava nem para pagar mais uma bebida. Foi pensando nisso que Jones sentiu uma sensação estranha. Olhou para frente e viu que tudo estava parado demais. Literalmente. Tudo e todos estavam impassíveis, imexíveis.

Jones se levantou, saiu do saloon e quando pôs os pés para fora, uma mulher o agarrou:

- Venha comigo Senhor Jones, o futuro depende de sua salvação!
- Ah, chega disso! - E dizendo isso, empurrou a mulher para longe que cambaleou atônita sem entender nada.

Jones andou mais um pouco e via que as pessoas realmente estavam estáticas. Somente então é que sua mente, que trabalhava devagar, entendeu que aquilo era um sinal dos céus. Era para que ele pudesse recolher a grana dos incautos paralisados. Para não ser injusto deixaria os doces das criancinhas intocados. Quando meteu a mão no bolso do primeiro transeunte ouviu um grito em uníssono:

- PEGADINHAAAAAAAA!!!!!!

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