quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Um Conto Elucidativo

UM CONTO ELUCIDATIVO - BASEADO EM UM SONHO

A noite estava fria demais. Havia gelo cobrindo algumas partes do asfalto. Eu nãoo sabia porque estava ali. Mas entendia que era para impedir algo. As pessoas me olhavam como se eu fosse a última esperança delas. Olhavam para o alto do prédio, onde o artefato atômico se encontrava. Eu não fazia idéia do motivo de uma bomba atômica estar plantada no topo de um prédio. Olhei para lá e vi. Era algo enorme, cilíndrica. Estava em contagem regressiva. De onde estávamos era possível vislumbrar o mostrador, mas não quanto faltava. Nessas horas ninguém tem um binóculo.

Eu estava ali para algum propósito relacionado àquela bomba, s não sabia ainda qu... Estranho, há um poste baixo, com uma alavanca bem rudimentar. Me aproximo e examino. Um símbolo de radioatividade marca o poste. A bomba é enorme e quase parecida com um foguete. Pode parecer loucura, mas acho que essa alavanca deve catapultar a bomba para o espaço. Ou não.

Eu não penso duas vezes. Não sei porque estou aqui, mas se estou e essa droga de poste apareceu na minha frente, deve ter algum motivo. Tento baixar a alavanca, mas parece emperrada. As pessoas olham para a bomba, esperando apenas o inevitável. Eu forço mais e mais, mas a alavanca nem se move. Uma pessoa da multidão vem me ajudar. Um cara. Ele tenta empurrar a alavanca junto comigo.

Quando eu desisto... ele consegue! A alavanca desce com um baque. A bomba no prédio disparara foguetes em sua base e começa a subir. Nessa hora as pessoas correm, talvez pensando que está explodindo. O frio se torna insuportável. Vejo a bomba subir em direção ao espaço, mas ainda assim sinto uma estranha inquietação. Algo parece não estar certo.

Vejo a bomba sumir entre as pesadas nuvens, de uma noite muito escura e fria. A multidão sumiu correndo. De repente eu escuto uma explosão e as nuvens são iluminadas. É quando eu vejo pedaços da bomba caindo. Então eu percebo. Ela não explodiu, mas se dividiu em vários pedaços. A alavanca era o que a acionava. Cada padaço explode separadamente, bem acima de nós. Um clarão cegante ocupa toda a extensão do luga onde estou. Um frio penetrante, congelante se faz presente. Um frio cruel, como gelo seco penetrando na alma. O frio da morte.

Um vácuo estranho toma conta de tudo, e sinto como se minha alma fosse sugada para dentro de um aspirador de pó. Minha mente parece ter sido colocada num torno, e sinto meus atómos se despedaçarem.

Quando abro os olhos, a cidade está inteira. Nada demais aconteceu. É um dia claro, e sinto um cheiro de terra molhada no ar, como quando depois de uma chuva fina. Nada aconteceu ou foi a bomba que causou isso?

Uma menina se aproxima de mim, me dá uma rosa, segura minha mão me leva embora, dizendo apenas:

- Não se preocupe, estou aqui para elucidar tudo. Me acompanha. - E, sem hesitar, eu vou.


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