sábado, 5 de julho de 2008

Entrevista

ENTREVISTA MINHA PARA O RAPADURA Como Falar de Si Para Consigo Mesmo

Devido à falta de compromisso do Sr. Neil Gaiman, que preferiu ir a Paraty e, com isso, não pôde dar a entrevista prometida ao RA, entrevistaremos então, Eudes Honorato, mais conhecido como o Alan Moore brasileiro, em uma piada interna que apenas o jpvolley vai entender.

Criador do blog que vos fala; do F.A.R.R.A. (fórum que, se não conhecem, deviam conhecer); criador de scans nacionais em escala industrial e, por fim, criador de caso, Honorato (como prefere ser chamado, sabe-se lá por que), aceitou de livre e espontânea vontade nos conceder esta entrevista, para preencher linguiça, e espaço que a maioria pulará e irá direto para os downloads.

RA: Sr. Honorato, pode nos dizer porquê escolheu o formato blog para expôr suas idéias na internet?

E.H.: Bom, porque era um novo formato, revolucionário que vinha surgindo, e muita gente de peso estava adentrando essa nova forma de se expressar na internet, deixando sua marca e... pfff... hahahaha... ok, brincadeira. Foi porque eu estava sem nada para fazer e porque nunca soube montar um site.
RA: Porque esse nome Rapadura Açucarada?

E.H: Assim, tipo, como vou dizer... eu estava com fome nesse dia e com saudades da minha terra natal, o Ceará. Uma coisa levou a outra.

RA: Mas o sr. sabe que rapadura é açucar, não sabe?

E.H: Claaaaro que... que... eu sei. Açucarada foi só pra... hmm... dar ênfase à idéia.

RA.: Seeei. Agora me diga, o que diabos rapadura tem a ver com quadrinhos?

E.H.: Rapadura é quadrada... dãaaaa!!!!

RA.: Oh. Não sei porque estou começando a ficar com dor de cabeça. Mas, vamos lá. Porque começou a escanear HQs?

E.H.: Na verdade foi acidental. Eu tinha um scanner. Na época eu não sabia por que comprei aquilo. Eu apenas comprava tudo que se referia a computador. Estava na moda mesmo. Então eu não sabia para que aquilo servia. Daí, um dia eu estava lendo uma HQ do Deadpool, quando de repente, atravessei uma rua e um tambor de produto radioativo me atingiu, derrubando o gibi de minhas mãos, fazendo com que ele caisse, aberto, no scanner, e gerou uma cópia da página. Então descobri para que servia aquele troço.

RA: Certo. Mas porque tantos scans?

E.H.: Vício. Tipo, eu não bebo, não fumo e não f... faço muita questão de ter um carro para lavar todo fim de semana. Também não gosto de futebol. Daí que me viciei em escanear.
RA: Mas não foi por amor aos quadrinhos, para distribuir cultura gratuita, lutar contra preços exorbitantes e pelos nerds oprimidos?

E.H: Hã... o que... quem... como? Que é isso de amor aos quadrinhos e cultura de graça? Tá lôco, é? Eu só escaneio porque eu gosto e me viciei, fora isso, as editoras podem cobrar o quanto quiser pelos seu gibis, se for caro demais eu não compro e pronto, oras. E quem quiser cultura de graça o Teatro Municipal tem sessões a R$ 1,00, todo domingo de manhã. É quase de graça. Faça-me o favor!

RA: OK. E quanto ao seus contos e memórias. Porque começou a escrever tanto, se o blog era basicamente voltado para scans de quadrinhos?

E.H.: Bom, ele não era, como eu disse foi um acidente. Depois tive de parar por um tempo com os scans e não ia terminar o blog por causa disso. Então comecei a colocar links de qualquer troço que encontrava. Também descobri que sabia escrever. Isso veio a calhar, pois eu tinha muita bobagem a escrever. Mesmo voltando com os scans, continuei escrevendo, mesmo sabendo que nem eu mesmo leria depois que terminasse o texto. No máximo para uma revisão dos meus muitos erros. Detesto textos longos.

RA.: E Jerusalem Jones, que aliás está sumido, como e porque o criou?

E.H.: Também foi acidental, mas sem a parte radioativa. Eu só escrevia vários contos e queria escrever um sobre faroeste. Era pra ser apenas um. Mas ele foi ficando, ficando, ficando.

RA: Bom, por último temos o F.A.R.R.A. Por que surgiu?

E.H.: Bom, foi por acidente. Eu sei, tá ficando chato isso, né? Mas é verdade. Eu queria um lugar para colocar os scans e que o pessoal que acessava o blog pudesse ajudar a manter os links funcionando, coisa que eu sozinho não estava conseguindo mais. Acabou virando mais do que um lugar para downloads e é uma casa legal. Às vezes parece um hospício, e o dono parece ser o pior dos loucos, mas no geral é um bom lugar para se vegetar na internet, ou ficar acessando do trabalho.

RA.: Para terminar, a última pergunta. Óbvio, afinal é para terminar. O Sr. é um nerd?

E.H.: Sei lá, já me chamaram de coisas piores.

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