sábado, 18 de julho de 2009

Ponyo, Ponyo!


SCOOBY DOO, ONDE ESTÁ VOCÊ?



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Um mês. Finalmente consegui voltar depois de um mês.

Não sei exatamente explicar tudo que aconteceu nesse tempo que se passou, pois nem eu mesmo entendi tudo. Sei que tudo começou com um vírus de computador que deletou todos os meu arquivos e depois me impediu de reiniciar. Depois de muitas tentativas de fazê-lo funcionar, telefonei para o meu técnico, o Ítalo. Talvez tenha sido a partir daí que tudo desgringolou de vez, não sei bem.

Se eu ficasse sem postar muito tempo, meus milhares de leitores começariam a pensar que eu fui viver a vida, andar na praia. E eu não podia deixar isso acontecer. Também acabariam enchendo de comentários perguntando onde eu estaria, se eu teria abandonado o blog e migrado para o Twitter, para ultrapassar - em seguidores - Luciano Huck e aquele cara careca, chato pra cacete que nunca lembro o nome. Mas não, a coisa não era tão simples assim.

Telefonei para o Ítalo várias e várias vezes e, quando ele atendeu, sua voz estava estranha. E as instruções que ele me deu, eram mais estranhas ainda. Ir à agência do Banco HSBC, no fim da rua, e pegar um CD de boot em um dos caixas eletrônicos. Pensei que fosse piada, mesmo não sendo esse o forte dele. Mas, pela sua voz, percebi que não era. Então, deixei de tentar entender, e fui até o banco, quase correndo.

Quando lá cheguei, o banco estava totalmente vazio, mesmo sendo ainda, horário comercial. O CD estava em um dos caixas eletrônicos. Quando fui pegá-lo, uma senhora fez o mesmo, e ficamos os dois ali, segurando, um em cada ponta, mesmo sabendo que CD não tem ponta.

Tentei argumentar com ela, dizendo que era meu, que esqueci ali, e que voltara para pegar. Ela, no entanto, não perdia tempo dizendo nada e apenas tentava puxá-lo de minha mão. O tempo estava passando e eu ficando cada vez mais impaciente e nervoso. Quando eu estava quase conseguindo arrancá-lo das mãos da megera, ela o soltou e eu caí. Rapidamente ela meteu a mão na bolsa para pegar algo. Na hora meu coração foi na boca, quando pensei que ela devia estar procurando uma arma.

Bom, não deixou de ser uma.

Se movendo como uma cheetah, ela puxou o taser de dentro da bolsa e enfiou-o em meu peito e eu recebi sei lá quantos mil volts daquele troço que eu nunca tinha visto antes. Meu estado depois que ela tirou aquilo de mim, não era nada agradável. Fiquei num estado humilhante que não vale a pena descrever. E apaguei. Só que pouco antes disso, vi sobre um outro caixa eletrônico, um outro CD que, em meio a toda aquela dor que sentia, deduzi ser o meu.

A mulher saiu do banco e eu mergulhei nas trevas... por um mês! Mas só percebi que se passou tanto tempo, depois.

Voltei a mim, e tentei me recompor o máximo possível. Minhas pernas tremiam como se eu ainda sentisse o choque percorrê-las. Eu sentia meus braços sem peso e minnha cabeça parecia vazia...mais do que o normal, quero dizer.

Na rua as pessoas passavam e olhavam pra dentro do banco, onde eu estava, como se eu fosse alguma espécie de bandido. Ninguém parou pra ajudar.

Eu ainda não entendi bem o que tinha acontecido. Nem mesmo entendi porque o Ítalo deixaria um CD de boot ali, no banco, onde, pelo jeito, algum desgraçado teve a mesma idéia de entregar outro CD para outra pessoa, o qual eu acabei confundindo com o meu.

Peguei o CD certo, abri a porta do banco e foi quando eu senti: tudo começou a passar mais rápido que o normal. Carros, pessoas, nuvens. Mais e mais rápido. Foi quando senti que a expressão "estar fora de mim", tinha se tornado literal. Só que não era nada como minha alma, nem um tipo de viagem fora do corpo, era simplesmente outro eu. E mais outro, e outro, e outro, e outro. A rua foi preenchida por várias cópias de mim... e eu conseguia ver tudo o que eles viam. E era normal!

Eu não sabia dizer se estava em algum estado de coma provocado pelo taser, e se aquilo tudo na verdade, era uma alucinação. Mas, não era, eu sentia tudo, e tudo era coerente, mesmo sendo tão sem sentido.

Todas as minhas cópias começaram a se distanciar, correndo até sumirem de vista. Quando fizeram isso, parei de enxergar tudo o que eles viam. Notei no entanto, que o CD de boot que estava na minha mão, sumira. O tempo estava correndo normalmente outra vez, e eu sentia uma estranha sensação existencialista, seja lá o que isso queira dizer. Mas, isso durou pouco. Logo me sentia normal de novo.

Quando cheguei em casa, o PC estava funcionando, como se nenhum vírus o tivesse atacado. Porém, a data estava marcando um mês a frente. Pensei ser defeito, então acessei outros sites, e todos marcavam que um mês havia se passado.

O blog estava sem ser atualizado há 30 longos dias.

É melhor eu dizer que peguei um vírus, o Ítalo veio consertar depois de dois dias, não consegui enviar novos posts porquê os programas de envio de posts para o blogspot não estavam funcionando direito, e que depois de uns dias desisti e deu preguiça de tentar novamente, até que se completou um mês. Afinal a história acima é muito confusa e nem eu acreditaria nela.

Opa! Chegou e-mail novo. "Quanto tempo, Eudes":

"Faz tempo que não nos vemos, mas lembra dessas fotos aqui, naquele churrasco? Clique aqui para ver as fotos".

Ah, claro.

Nãaaaooooooooo... de novo não.


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GHM #03: A ORIGEM DOS HERÓIS
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