Image and video hosting by TinyPic

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Transcende a Existência


QUE GIBIS ESTRANHOS SÃO ESSES?!
Lendo Tudo de Um Mundo Eclético Como a Vida

free image hosting
Não é scan


Estou em uma época de minha vida que parece reprisar o meu passado como leitor de quadrinhos, onde eu lia tudo que encontrava. Claro que, lá no passado, devido ao lugar onde eu morava, variedade não era algo muito constante. Mas, às vezes, aconteciam milagres.

Muitos anos antes de sequer saber o que era banda desenhada, numa galáxia muito distante...

Eu estava em Duque de Caxias, aqui no Rio de Janeiro, andando como sempre fazia, procurando alguma coisa nos sebos de rua, ou de banca, nos quais eu já estava acostumado a comprar. Lembro então que uma revista muito diferente das habituais estava perdida ali, naquele mafuá de gibis antigos, em um sebo em que o homem vendia as revistas no chão. Comprei imediatamente é claro. Era Shakespeare em Banda Desenhada (que muitos anos depois descobriria ser como se chama gibi, lá na europa).

A única vez que tentei ler um livro de Shakespeare não consegui devido aquele formato de peça que me irritava profundamente, então nunca me interessei. Mas, aquilo era gibi, e quando folheei, a arte me atraiu de sopetão. A edição englobava de uma só vez nesta ordem: Hamlet, Romeu e Julieta e A Tempestade. Os dois primeiros eu conhecia, claro. Mas, o último nem fazia idéia do que seria, pois não era profundo conhecedor do autor e até hoje não sou.


free image hosting


O que mais me impressionava naquela revista era como cada página não era dividida em quadrinhos, mas a ação acontecia toda na página "aberta". Como se vê na imagem acima, da história de Romeu e Julieta, os personagens passeiam pelo papel, sendo que os diálogos é que pontuam cada novo "movimento". Eu veria, mais tarde, essa técnica até em quadrinhos de super-heróis como Demolidor, só que... em apenas uma página ou outra. Aqui, toda a revista (ou álbum) é desenhada assim, sem nunca se recorrer aos quadrinhos. Isso me deixou impressionado.

Hoje, pesquisando na internet, descobri essas imagens e o nome do autor, Gianni de Luca. Italiano. Ou seja, o álbum na verdade é um fumetti, como são chamados os quadrinhos na Itália, e eu nem mesmo sabia que já lia fumettis, no caso Tex e Zagor. Tais termos eram desconhecidos para mim. Fosse o que fosse, este era diferenciado, e eu não sabia que era meu primeiro contato com os grandes artistas de Banda Desenhada, muito antes ainda de conhecer Moebius,
Enki Bilal, Milo Manara e muitos outros.


free image hosting


Meus contatos com quadrinhos que não fossem aqueles de sempre eram muito escassos. E eu não sabia que algumas das coisas que eu lia e considerava "comuns", não eram material dos Estados Unidos e na verdade, não me preocupava com isso. Alguns exemplos são: Mortadelo e Salaminho (Espanha), Lucky Luke (França/Bélgica), Iznogud (França). Já Asterix e Tin Tin, eu dificilmente lia, devido talvez ao preço e por ser difícil encontrá-los em sebos. Estranhamente, no entanto, eu sabia que as histórias da Disney eram produzidas também na Itália, Bélgica e no Brasil apenas lendo o código lateral. E, por uma outra estranha coincidência, as da Itália eram minhas preferidas (europeus novamente).

Com a chegada dos scans, me dei conta de algo importante. Uma HQ não precisava ser européia para ser instigante, diferente, bem desenhada, e ter algo a falar além de super-heróis. Além de (re)descobrir
Will Eisner, como já relatei em um post anterior, eu começava a descobrir e redescobrir outros autores americanos ou não, que faziam um trabalho tão diferente quanto Gianni de Luca e suas páginas com "movimento".

Com Robert Crumb descobri o tal movimento underground e, ao mesmo tempo, descobri que eu não precisava ser underground para gostar de algo assim. Algo como, não precisar usar óculos de intelectual para assistir a filmes iranianos, como faço às vezes. Crumb e seu Fritz, The Cat, suas mulheres bundudas e sua loucura extrema, movida muitas vezes por drogas, me cativava como qualquer história do Homem-Aranha e Cia. Mas, de outra forma, claro.


free image hosting


Mesmo sendo arredio quanto ao mangá e seus fãs que faziam o estilo parecer coisa de alucinados por cultura japonesa, acabei por ler obras que iam além de raios e esferas mágicas, descobrindo inclusive um de seus autores mais conceituados, Osamu Tezuka. Fosse pela sua biografia quadrinizada, fosse pelo mangá Adolf. Outro que acabei por conhecer nos mangás, depois de conhecê-lo por suas animações foi Hayao Myiazaki. Assistindo Nausicäa do Vale dos Ventos acabei por me empolgar e ler os dois primeiros volumes do mangá com o mesmo nome. Mas, neste campo ainda estou apenas começando.

E, mesmo que por meios tortuosos, vou descobrindo o mundo dessas HQs completamente diferentes do que cresci lendo. Quando a animação Persepolis foi indicada ao Oscar, acabei por comprar o volume completo da HQ de Marjane Satrapi. Afinal, se eu via filmes iranianos, porque não ler uma HQ de uma iraniana? E não me arrependi.

Os quadrinhos assim escritos e desenhados são mais que histórias de entretenimento, mesmo que sejam lidas como se fossem. Tais histórias mostram que quadrinhos vão ao infinito e além. Maus, HQ de Art Spielgelman é de uma qualidade espantosa. O autor conta as memórias de seu pai sobre os campos de concentração, representando judeus como ratos e alemães como gatos. Além disso, o autor se insere na história, entrevistando seu pai enquanto podemos ver o relacionamento dos dois, usando a metalinguagem de forma fantástica.


free image hosting


E, claro que, indo a tantos países eu também teria que interiorizar e redescobrir o meu também. Os scans me fizeram ir aonde eu nunca havia estado antes, do jeito certo. Eu pude ler de verdade coisas com as quais não tive contato quando era criança e adolescente, como por exemplo: Chiclete com Banana, Piratas do Tietê, a revista Circo, Níquel Náusea, tudo que foi publicado de artistas brasileiros na revista Animal. E, além do antigo, o novo foi surgindo e aproveitei o ensejo e acabei por conhecer e adquirir o que saía no circuito de HQs nacionais como Santô e os Pais da Aviação, Irmãos Grimm em Quadrinhos, Bang Bang, Prontuário 666, Jubiabá, entre outras.

Eu percebia que o mundo das HQs diferentes era muito mais vasto, talvez até do que o das HQs habituais. N próprio mundo das HQs ditas comuns, havia muito a ser explorado. Alguns gibis eram diferentes dentro da mesmice. Era o caso do idolatrado Watchmen, que falava do mesmo de forma totalmente diferente e inédita. Tínhamos Sandman que era um verdadeiro mundo a parte, mesmo estando dentro do Universo DC. E o selo Vertigo trazia mais e mais HQs que você se perguntava, como eu pude viver sem ler isso? Era o caso de Preacher, Hellblazer, Livros da Magia e etc.


free image hosting


Meu universo quadrinhístico se expandiu e até mesmo se dividiu em universos paralelos, fazendo com que eu entendesse que não havia isso de "quadrinhos de super-heróis" ou mangá, ou fumetti ou quadrinho europeu. Haviam apenas os quadrinhos, fosse de que nacionalidade fosse e as divisões só existiam para efeito de identificação, nada mais. Se fosse comprar uma HQ tinha de ver se eu gostaria dela não pelo país em que foi produzida, mas pela história que contava ou se a arte me agradava. A experiência contada no início mostrava isso. Eu não sabia de que país a HQ Shakespeare em Banda Desenhada tinha sifo feita, eu apenas queria lê-la. Eu só não sabia que a lição era essa, na época.

Muita gente que está acostumado a ler somente super-heróis torce o nariz para outro tipo de quadrinho, justamente por serem diferentes. E, alguns quem lêem quadrinhos diferentes, acham que são melhores do que quem lê quadrinhos de super-heróis. Um meio termo é necessário. Ninguém é obrigado a ler o que não gosta, mas se não experimentar não vai saber se gosta. Pelo menos foi o que aprendi com Shakespeare e Gianni de Luca.

No fim das contas, sejam de onde forem os quadrinhos, o que importa é a viagem e não o veículo. Ou vice versa.


free image hosting
Meu quadrinho diferente que estou lendo esses dias




Technorati : ,

domingo, 1 de novembro de 2009

Curto Muito Tudo Isso!


PARA O PASSADO E AVANTE
Porque Não é Um Pássaro, Nem Um Avião


free image hosting


Hoje em dia parece haver um consenso geral de que nerd que é nerd de verdade, fã de quadrinhos "arrojados" e "realistas" tem que, automaticamente não gostar do Super-Homem. Não, não, estou errado. Tem que não gostar e falar mal, senão está por fora do que é feito de bom nos quadrinhos.

Também tem que saber questionar o porque dele voar desafiando a gravidade, se não tem nem mesmo algum poder mágico. Como se fosse explicável aranhas radioativas, isótopos radioativos e raios gama não matar ninguém de câncer em vez de dar superpoderes. E como se mágica existisse.

Mas, digamos assim, sendo bem piegas, no caso do Super-Homem, a mágica existe. A maioria dos que questionam suas aventuras hoje em dia, cresceu lendo suas histórias e, talvez por isso, continuaram lendo e ampliaram seus horizontes quadrinhísticos. O Super-Homem foi o começo de muitos e de todos. Falando, é claro, dos super-heróis.

Uma das minhas lembranças mais antigas acerca do Homem de Aço, é eu estar em pé, na janela da casa da vizinha, assistindo aos epísódios em preto e branco das Aventuras do Super-Homem com George Reeves. Eu não me importava que fosse sem cor, diferente gibis, ou mesmo que o cabelo dele fosse estranhamente penteado para trás e parecesse fixado com algum tipo de gel. Não me importava nem mesmo com os efeitos especiais um tanto quanto precários, sabendo que mesmo naquela época o seriado já era muito velho. Para mim, aquilo tudo, era pura magia.


free image hosting


Eu lia qualquer revista do personagem que me caísse nas mãos e devorava em menos de minutos. Era uma época em que não importavam cronologias, sagas intermináveis, mortes, ressureições, ou mesmo se a sunga estava por cima da calça. Todo garoto, inclusive eu, pendurava uma toalha ou um pano de secar pratos nas costas e pulava de algum muro até torcer o tornozelo, sem se importar muito se isso era ridículo. Afinal éramos crianças e para criança nada é ridículo.

Quando o filme de 1978 surgiu, e todos pudemos acreditar que um homem podia realmente voar, eu podia apenas sonhar. Ir ao cinema para ver algo assim era impossível. Eu tinha nove anos de idade, e só cheguei a ver uma única cena do filme, numa lembrança que me é muito emblemática.

Eu esperava para entrar na escola e um garoto chegou com nada mais nada menos que o álbum de figurinhas do filme. A inveja só não me corroeu porque eu era feito de aço, como meu personagem preferido. Ele mostrava a todos, como se fosse um verdadeiro troféu. E era. Eu me meti entre a pequena multidão de outro meninos e consegui ver uma única figurinha, que nunca mais esqueci: o Super-Homem se colocando no lugar do trilho do trem quebrado. A figura que abre o post. Eu só veria o filme muitos anos depois na TV.


free image hosting


Mas, até lá, não faltou o que ler. Devo confessar que detestava com D maiúsculo os gibis publicados pela Editora Brasil-América. Hoje entendo a importância que a editora teve até mesmo para que alguns desses quadrinhos chegassem ao Brasil. Mas, mesmo quando criança, o tipo de diagramação de suas revistas me incomodavam. Nem mesmo fonte de HQs eles usavam, e eu ainda nem sabia o que eram fonte. Assim, foi com alegria que recebi a notícia (não lembro como) de que a DC Comics - e, claro, o Super-Homem - agora seriam publicados pela Editora Abril.

Quando cheguei à banca de jornal, no ano de 1984, e vi o Super-Homem voando praticamente em minha direção na edição publicada pela nova editora, eu sabia que uma nova era estava começando. E eu nem mesmo sabia o quanto seria nova. Óbvio que hoje também sei o quanto a Editora Abril mutilou as publicações que teve em mãos, mas na época tudo era ignorância, e os ignorantes se divertem mais.


free image hosting


Mesmo lendo tudo quanto era tipo de quadrinhos, tanto Marvel, DC, e o que quer que aparecesse, o Homem de Aço sempre estava presente e os eventos que reformularam o Universo DC trouxeram algo inesperado para mim. Um dos meus desenhistas preferidos, cujas histórias eu só estava acostumado a ver na Marvel em aventuras de X-Men, Quarteto Fantástico e Tropa Alfa, agora não apenas assumiria o maior super-herói de todos os tempos, como também refaria toda a sua origem, uma responsabilidade tão grande quanto o personagem.

Ler as aventuras nessa época era como estar na aurora dos quadrinhos. Novos tempos que estávamos vendo nascer ali, diantes de nossos olhos, mesmo que com alguns anos de muito atraso em relação a publicação nos Estados Unidos. Mas, quem se importava? Tudo era novidade.

Infelizmente Crise nas Infinitas Terras foi o pontapé inicial para que sagas e mais sagas, sempre mais complexas (em publicação, não em texto) fossem a ordem do dia. Talvez, essa seja a única sorte que tive ao ficar "congelado" por sete anos anos sem ler quadrinhos durante a década de 90. Eu perdi muita coisa que merecia ser perdida, entre elas o malfadado Super-Homem Elétrico. Mas, quem nunca ficou ligadão que atire a primeira pedra.


free image hosting


Os anos se passaram e, como é o caso de todo personagem que é publicado todo mês em mais de um título, durante 70 anos, muito lixo se acumulou. É o mesmo com Batman, X-men, Homem-Aranha. A necessidade de preencher os títulos fazem com que os criadores façam qualquer coisa para que as lacunas desses personagens sejam preenchidas. Mesmo que precisem matá-los algumas vezes e trazê-los de volta outras tantas.

A Morte do Super-Homem - que voltou encadernada este ano - foi uma destas muitas histórias. Acabou sendo marcante não como um Batman: Cavaleiro das Trevas ou Watchmen, mas como um evento da mídia. Um texto que chega a ser quase bobo, com um vilão surgido do nada, e muita fanfarra em torno da morte do Super-Homem. Como fã que sou acabei por comprar o Volume Um do encadernado e li de cabo a rabo. Fãs estão sempre ali mesmo nos piores momentos, vide os de Michael Jackson.

Mas, como todo personagem que tem seus altos e baixos, os altos sempre são os mais marcantes e interessantes. Tudo bem, o Super já lutou com Muhammad Ali, Asterix, He-man, Já esteve lado a lado com o Pernalonga, mas o que importa é que tivemos grandes histórias contadas por pessoas inspiradas.

Minhas recomendações são que você leia as coisas que valem a pena, como O Homem de Aço, de John Byrne; Superman: As Quatro Estações, de Jeph Loeb e Tim Sale; Superman: Entre a Foice e o Martelo, Superman: Britânico Legítimo e tantas outras.

Muita gente deixou de gostar das aventuras do Homem de Aço porque ele representa praticamente um outro tempo que não existe mais, um em que o Bem sempre triunfava sobre o Mal. Seguir acreditando nisso, mesmo que seja de um outro modo, que histórias boas sempre triunfam sobre as ruins, pode ser difícil nos dias de hoje, mas o mito permanece.

Tentar encontrar explicações lógicas para certas coisas como poder de voar, supersopro, superaudição, supervoltada no tempo, é o mesmo que tentar encontrar uma lógica em um cara que tem seus pais assasinados e sai por aí vestido de colante representando um morcego para exorcizar seus traumas.

Não curtir por razão de gosto pessoal é aceitável, não gostar porque virou moda curtir apenas anti-heróis com garras e cuecão de couro é deixar de aproveitar o que há de melhor em ser nerd, a capacidade de alçar vôos que só mesmo a imaginação permite, e para esses vôos não há lei da gravidade que resista.


free image hosting


PACATO: O GARFIELD-GUERREIRO

free image hosting


PINUPS E MUITO HORROR

free image hosting
Galeria de Robert McGinneys


X-NUTS E OUTRAS TIRINHAS HÍBRIDAS

free image hosting
Clique aqui para mais




Technorati : , , , ,













BLOGS DE SCANS:




Image and video hosting by TinyPic

Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic







BLOGS, SITES E FÓRUNS:



OMEdI:: O Maior Espetáculo da Internet
Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic