quinta-feira, 22 de julho de 2010

Área 7


ÁREA 7 - MATTHEW REILLY


Quando terminei de ler NEXT, o último livro publicado de Michael Crichton (autor de Jurassic Park entre outros) que morreu em 2008, me perguntei, e agora, quem poderá me defender? Que autor tão bom eu vou encontrar que se compare a ele? Tudo bem, temos Dan Brown, Robin Cook, entre outros que escrevem livros nesta mesma linha. Ainda assim, não era a mesma coisa. Então, quando olhava as estantes da Livraria Saraiva, me deparei com um livro que já vira anteriormente, chamado Área 7. Seu autor era completamente desconhecido pra mim. Sua capa não dizia nada (a capa nacional, não a acima). Uma espécie de pintura abstrata que não definia nada do que o livro poderia ser. Pra piorar, a sinopse realmente não empolgava tanto. Só deixava claro que um fuzileiro naval e o presidente dos EUA estavam no mesmo livro. E que esse fuzileiro - Shane Schofield - vinha de um livro anterior, chamado Estação Polar, que não tinha ali na livraria. Porque então comprar? Bom, o livro era pesado, talvez tenha sido por isso. Porém, quando comecei a ler, só consegui largar, quando terminei as exatas 500 páginas, dois dias depois. Estava exausto, mas sentindo-me recompensado. Michael Crichton tinha um substituto.

Imagine os elementos dos seguintes filmes (e série) condensados em um livro de 500 páginas, por ordem de relevância: Duro de Matar, A Rocha, 24 Horas, A Fortaleza, Força Aérea 1, Silêncio dos Inocentes e Akira (sim, tem uma pitada de Akira). Sendo que, com tudo isso, não é um plágio de nenhum deles (diferente do que James Cameron fez em Avatar). A história do livro é mais ou menos a seguinte:

Um general da Força Aérea implanta em cada potencial candidato a presidente dos Estados Unidos, um chip detonador para 14 bombas atômicas escondidas em hangares dos principais aeroportos em cidades dos EUA. Assim, quando o novo presidente eleito assume, ele tem um dos chips implantados em seu coração.

Durante a visita a base secreta Área 7, junto com agentes do Serviço Secreto e de fuzileiros que o protegem - incluindo Schofield - o tal general tranca a todos na base, e propõe um jogo em que o Presidente é a presa e quem mais estiver com ele. Querendo provar que a presidência é uma instituição falida, o general diz que o presidente (e seus protetores) serão caçados através da base, e se conseguirem sobreviver à tropa de elite de 50 homens altamente treinados (e quimicamente mais fortes) que obedecem apenas ao general, estarão livres.

No entanto, se o general vencer e conseguir matar o presidente, o cessar de seus batimentos cardíacos fará com que o chip em seu coração emita um sinal e detone as 14 bombas em todo país. Shane Schofield, seus companheiros fuzileiros e alguns poucos agentes do Serviço Secreto que sobreviveram à primeira investida, precisam agora proteger o presidente e evitar que ele morra, a qualquer custo.

Mas, ainda está fácil demais. O general capturou o agente que carregava a mala que o Presidente mantém sempre perto de si, para o caso de precisar ativar bombas nucleares em caso de uma guerra. A mala agora está programada para detonar as 14 bombas. E está armada. Além de evitar ser morto, o presidente precisa colocar a palma de sua mão na mala, a cada 90 minutos, para evitar que as bombas sejam detonadas e o país volte ao tempo das cavernas. Só que a mala está com os bandidos.

Moleza demais? Pois bem, o que afinal a Área 7 faz? Porque é tão secreta? E porque o presidente estava lá? Isso é revelado logo no começo do livro. Ficamos sabendo que a Área 7 produz armas biológicas e, também, contra-medidas, ou vacinas, contra armas biológicas de outros países. O complexo está trabalhando justamente na vacina contra uma arma biológica chinesa que mata brancos e negros, mas não afeta asiáticos. A vacina é testada em animais e... prisioneiros dos mais perigosos, em sua maioria serial killers, que tem várias penas de prisão perpétuas acumuladas e que se ofereceram para "experiências científicas". Mas o complexo ainda guarda segredos mais obscuros que esse. E o presidente sabe...

Matthew Reilly não é nenhm novato, apesar de ser jovem, 35 anos. Eu que não o conhecia ainda. Ele é australiano e seu primeiro livro foi publicado em 1996. O segundo livro, Estação Polar, onde Shane Schofield aparece pela primeira vez, foi o que o alçou à fama e o fez se tornar escritor em tempo integral. Shane Schofield já apareceu em 4 livros do autor. Outro personagem que já tem 3 livros é Jack West, Jr.

Aqui no Brasil parece ter sido publicado apenas Estação Polar, Área 7 e Templo (que se passa no mesmo universo das aventuras de Shane Schofield, fazendo até mesmo menção a eventos de Estação Polar, mas não tem a participação do personagem). Estranhamente, Estação Polar trata de um mistério alienígena na Antártida e, alguns anos depois, Dan Brown escreveria Ponto de Impacto, que também trata de um mistério alienígena no Ártico. Mas, nunca ouvi nada sobre acusações de plágio.

Pretendo ler em breve Estação Polar - e quem sabe até ganho de presente - e Templo, que na verdade já está aqui ao meu lado. Na verdade, o cara escreve tão bem, que eu simplesmente saí e fui procurar o livro. Não quis perder... templo. Tu dum tchiii.



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6 comentários:

luiz arnaldo disse...

Eudes,

Já li Estação Polar e Templo e posso dizer que são excelentes. O ritmo é alucinante e a ação é fantastica. No caso de Templo você terá pitadas de Indiana Jones e outros filmes do genero além de alta tecnologia e criaturas e tribos antigas. Ainda não li Area 7 pois sei que lerei tão rápido que não terei outra opção tão boa de leitura por algum tempo. Não faço ideia de quando as próximas aventuras de Schofield serão lançadas no Brasil. Mas já li boatos que Estação Polar está sendo roteirizado para o cinema.
Resumindo, todos os livros de Matthew Reilly são uma excelente leitura.

Murilo Andrade disse...

Nunca li Michael Crichton e nem Matthew Really. Mas confesso que sua resenha me deixou com vontade de ler. Mas só lerei se for emprestado, esse tipo de livro é daqueles que você só ler uma vez porque na segunda já sabe todos os mistérios.

E depois me diga se o Matthew Really consegue ser original em todos os livros e não se prende à formulas como Dan Brown e mais ainda Robin Cook.

Lagarta disse...

Curioso que acabei de pedir sugestões no Twitter.
Precisava de um livro empolgante pra acalmar o tédio, parece que encontrei.
Adorei o post. Amanhã, livraria.

Rodrigo Harlan disse...

Obrigado pela dica de leitura.

guadelupe disse...

muito boa dica.

consegui um Estação Polar.

muito bom mesmo.

regifirl disse...

Cara do jeito que você fala deve ser ótimo...tô perdendo de ler...vou procurar um já.

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