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sábado, 5 de junho de 2010

SosoLolo


DEU A LOUCA EM GUERRA NAS ESTRELAS
Star Wars Holiday Special

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Para baixar o filme (sem legenda), clique aqui


George Lucas tem sempre o mesmo sonho recorrente. Melhor dizendo, pesadelo. Nele, uma drag queen de quatro braços, vestida de rosa (ou púrpura) com uma maquiagem tenebrosa, apresenta uma espécie de Mais Você do Terror. O pesadelo prossegue e a drag queen intergaláctica começa a preparar uma receita com carne de banta, enquando seus braços inferiores tentam, sem muito sucesso, acompanhar a sincronia do que está acontecendo ali. Em certo momento a drag queen vai espirrar e o braço inferior direito tapa o seu nariz. Seria engraçado, se não fosse trágico. A drag queen se parece ligeiramente com o comediante Harvey Korman, o que deixa a coisa mais medonha ainda.

Lucas acorda suado e respirando ofegante, dando graças a Deus que tudo não passou de um pesadelo. Depois de voltar a respirar normalmente, ele pensa melhor e sua cabeça volta a funcionar com clareza, fazendo-o lembrar que não, não era apenas um pesadelo. Era um trecho do maldito Star Wars Holiday Special. Lucas solta um grito dentro da noite... e chora.

Dizem que a ignorância é uma benção, e no caso desde "filme" ( na verdade um especial feito para TV em 1978) é uma grande verdade. Eu não sabia da existência de tal atrocidade, até encontrar por acaso, há tempos atrás. Como se trata de algo que nunca saiu em DVD, as cópias que circulam pela internet provavelmente são de algum VHS que alguém - há muito tempo atrás - gravou da TV. Então a qualidade não é das melhores, contribuindo ainda mais para o aspecto bizarro da coisa toda. Também não tem legenda em português. A única que existe, além de estar em português/PT, não sincroniza por nada. O problema talvez seja o fato de que o programa traga os comerciais incorporados. Não sei.

Outra máxima que se ouve muito é que "às vezes um filme é tão ruim que é bom". Star Wars Holiday Special desmente isso. Ele é ruim e pronto.

Para fazer este post, eu prometi a mim mesmo assistir os 1:57 do filme, para poder discorrer melhor sobre o assunto. Não consegui. Falhei miseravelmente. Se assisti 25 minutos foi muito. E esses 25 minutos parecerem 3 horas. Jack Bauer não deve conhecer essa pérola, senão usaria em suas torturas. Ou talvez conheça, mas ache que aí já é ultrapassar todos os limites.

O pouco que assisti mostrava que o começo era realmente a pior parte. Talvez eu devesse ter apenas adiantado. Han Solo e Chewbacca estão despistando tropas imperiais para que Chewbacca possa chegar em casa, seu planeta natal, para festejar com a família O Dia da Vida (uma espécie de Natal das galáxias). Aliás, esse é um dos pontos mais excruciantes do especial, a família de Chewbacca.

Se o peludão sozinho, com seu urros e gestos o tornaram querido entre os nerds, sua família gera um sentimento de assassínio. O esposa de Chewbacca - a menos pior da família - recebeu um nome de acordo com o especial, Malla. Assim ela pode fazer companhia ao Tenente Panaka e ao Conde Dooku, na galeria de nomes que, para nós, soam como piada. Além dela, temos o pai de Chewie, Itchy (que parece saído de um filme de terror) e sua filhinha, Lumpy. Agora, imagine: Chewbacca grunhe, então sua família grunhe também, e como eles passam muito tempo na tela, eles grunhem por bastante tempo. É o horror, o horror.

O pai de Chewie passa o tempo vendo programas hologramáticos que devem estar passando no SBT, tamanho o mau gosto. Acrobatas que parecem saído do Gala Gay e videoclips de gente que ninguém mais lembra hoje em dia, como Diahan Carroll e Jefferson Starship. Malla também assiste TV (esta não sendo holograma, deve ser CCE) onde ela acompanha o programa de culinária que citei no início do artigo, onde Harvey Korman travestido em uma horrível apresentadora de programa de culinária, com quatro braços e uma roupa rosa (ou púrpura) com capa, ensina a fazer um assado de banta. Tem que ter estômago.

Outro personagens aparecem no decorrer do especial, mas eu não tive coragem de assistir. É pedir demais. Mas, vi que ainda fizeram um desenho animado de Star Wars, onde nos é apresentado pela primeira vez Boba Fett (ele só apareceria oficialmente 2 anos depois em O Império Contra-Ataca). Me pergunto se Lucas aproveitou a idéia ao vê-lo no desenho ou se Boba Fett já existia antes disso, na mente de Lucas. Não sei. Se for a primeira opção é estranho, já que Lucas odeia o especial, dizendo que, se pudesse, destruiria cada cópia a marteladas.

Na verdade, Star Wars Holiday Special foi o precursor das grandes decepções que marcariam Star Wars depois de O Império Contra-Ataca. Vieram os Ewoks, as cosntantes mudanças digitais na trilogia original, depois a nova trilogia, totalmente decepcionante, veio Jar Jar Binks e, pra fechar com chave de outro, um Anakin Skywalker - o futuro vilão mais foda do universo - praticamente emo. Depois de tanta porcaria, Star Wars Holiday Special talvez seja o de menos.

Mas, se tiver coragem de ir até o fim, você será recompensado com a "bela" voz de Carrie Fisher, a Princesa Leia (com os dois donuts na cabeça) cantando uma música totalmente piegas, fechando assim o círculo de sofrimento.

Se fizerem um remake pelo menos teremos Natalie Portman cantando e Samuel L. Jackson dançando, provavelmente. Que a Força - para assistir - esteja convosco.

Para saber mais visite o site todo dedicado a Star Wars Holiday Especial.


ATENÇÃO PARA O PAPAIA CELESTIAL
Para baixar os filmes que estavam no FARRA




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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Farra is Fucking Dead, Baby!


TUTORIAL P/ IMPORTAR FILMES NA INTERNET
Como se 99,9% dos internautas já não soubessem!

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Lembra dos programas do Daniel Azulay em que ele ensinava a fazer dobraduras e outras coisas mais. Pois bem, vamos lá, aprender algo de útil - para quem não sabe, claro.

O primeiro filme que "importei" na internet foi Kung Fu Soccer. Eu queria muito assistir, mas minha conexão era pouco mais eficiente que uma discada. Eu assinava algum provedor desses que funcionavam a lenha e meu computador era um dos piores. Mas, eu queria muito assistir ao filme chinês que misturava Kung Fu e futebol.

Não lembro agora como o importei, nem de onde, nem quando. Mas, lembro que, quando consegui, depois de uma semana ou mais, ainda tive de assistir sem legendas. Talvez já existissem sites de legendas, mas eu era novato demais nessa coisa de importar, então eu não fazia idéia de como conseguir uma.

Mas, com a evolução da minha conexão e dos meus conhecimentos internéticos, as coisas foram mudando. Assistir filmes no computador - que antes era uma coisa quase mítica - se tornara comum, mesmo eu ainda não sendo um grande importador.

Para agradecer a estes grandes exportadores, coloco aqui um pouco do meu conhecimento sobre como encontrar e importar tais filmes, raros ou não. Um dos primeiros ingredientes que você vai precisar é de seu amigo, o
Google.


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01 - Acesse o Google (já que ele vai dominar a humanidade e nos salvar de 2012 mesmo) e escreva o título do filme, o ano, mais "download" e mais o servidor de download que preferir, no caso aqui "rapidshare", porque ainda é o que domina o mercado de importações, e clique em "Buscar". Mas se você quer baixar via torrent, coloque apenas o nome do filme, o ano, e "torrent". Mesmo colocando "rapidshare", servidores de torrent aparecerão automaticamente.

02 - Se prefere o download por link direto, vá clicando nos sites indicados na busca, e testando os links para ver se ainda estão funcionando. Muitos sites estão repletos de links mortos ou são "sementes" para torrent, então volte e tente em outro, até encontrar o que quer. Aqui no caso, o sétimo ítem da nossa busca, o site All You Like possui links funcionais, pelo menos até a data do lançamento deste post.

03 - Sempre salve os sites que encontrou, pois eles podem conter outros produtos de importação que possam intereressá-lo mais tarde. Alguns dos que encontrei nas minhas andanças foram o
Sinlesslinks, o Movie Download Catalog, o Portal de Filmes Dublados, o Cine Dark Side, o Foreign Movies, o Exploitation Film Collection, o buscador FilesTube, o DiVX Download, o Acervo Nacional, o Buscador File Search Engine, e, para torrents o Pirate Bay, entre tanto outros. O limite é seu tempo e paciência para procurar.

04 - Uma outra forma é procurar o arquivo de vídeo exatamente pelo release. Release quer dizer que o filme é idenficado com o grupo que ripou o tal arquivo: por exemplo: A_volta_dos_que_nao_foram_Grupo_RipamosMesmo, ou A_volta_dos_que_nao_foram_Grupo_FilmediGratis. Pode existir legenda apenas para um deles e, a menos que você saiba ressincronizá-las, você precisa baixar o release certo para bater com a legenda, ou vice-versa. Fora isso, baixar sem saber o release vai depender da sorte se a legenda vai ficar sincronizada corretamente com o que você importou. Essa forma de baixar funciona mais para quem baixa por torrent, mas, ocasionalmente, podem aparecer links para download direto.


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Figura 01

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Figura 02

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Figura 03

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Figura 04

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Figura 05


Figura 01 - Vá a algum site de legendas, como o Legendas TV, por exemplo (precisa se inscrever), e realize a busca do filme. no caso aqui "Ramayana", um anime em longa-metragem. Nem mesmo coloquei o nome inteiro, mas só uma parte e já veio.

Figura 02 - Encontre o nome do release - a parte que selecionei, em azul - copie aquele nome e cole no Google, como mostra a Figura 3.

Figura 04 - Procure nas entradas sugeridas o site de torrent que mais tiver seeds (sementes). Seeds aqui são as pessoas que têem sem seus computadores o filme que você quer. Se marcar 0 seed, nem tente e procure o próximo. De 1 a 2 seeds pode demorar bastante e vai depender tanto da sua conexão quanto daquela da pessoa do outro lado, além de depender de ela estar on line.

Figura 05 - O arquivo aqui em questão tem 6 seeds e é razoável. Arquivos mais populares, com muitos seeds, obviamente vem mais rápidos, dependendo, claro de sua conexão.

Se quiser que sejam links diretos, escreve o nome do filme diretamente no Google, o ano e "Download Rapidshare" (sem aspas), como dito no começo, mas as chances de que apareça na busca são menores.


Para saber mais como baixar por torrent, clique aqui. Se você tem uma boa conexão, é a melhor opção, pois diferente do eMule, ele não exige que você tenha pontos nem nada parecido. Eu demorei bastante pra confiar neste método, que achava difícil, mas depois que acostumei se mostrou bem simples. Uso o uTorrent. Para mais legendas, pode se acessar o GetSubtitle ou o Opensubtitles.

Deixo vocês por conta própria, pois vou cuidar apenas aqui do blog. Foram três anos de uma FARRA incrível, e agradeço a cada moderador e usuário que ajudou, fosse uploadeando, fosse deixando comentários pertinentes e incentivadores.


Para o pessoal que tá no escuro, eu estou tanto quanto vocês. Não houve justificativa dessa vez, e na verdade, não faço questão de saber. É a quarta vez que isso acontece. Não tô a fim de procurar respostas que não existem. Eu me diverti, espero que vocês também.

Nos vemos por aqui.




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terça-feira, 1 de junho de 2010

Bórgias and Love


O MAGO DA VELOCIDADE E DO TEMPO
Um homem, seu sonho e muitos (d)efeitos especiais


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Para baixar o filme (sem legenda), clique aqui


Mike Jittlov, conhece esse nome? Não? Nem eu, até então.

Quando vamos ficando mais velhos, qualquer lembrança, mesmo algumas até mais recentes, parecem "lembranças dos tempos de criança", e quando você vai pesquisar, vê que já era burro velho quando tal coisa distante aconteceu. Algumas vezes tendo sido mais burro do que velho. Uma dessas lembranças se refere justamente ao filme aqui em questão, chamado "O Mago do Tempo e da Velocidade". Encontrei-o ontem na internet e o assisti hoje. Apesar da lembrança, eu nunca o assisti. É quase o mesmo caso do filme Condorman, o qual já falei dele aqui.

Não lembro se passou nos cinemas, provavelmente não. Só sei que cansei de ver a chamada na TV para o filme que, todas as vezes, eu acabava por não assistir. Não lembro bem o motivo agora. Mas, como eu já era adulto quando ele passou na TV, pode ser porque eu estivesse trabalhando naquele horário. Também não lembro em qual canal exatamente ele era exibido. Me confundo entre SBT e TV Bandeirantes. Se era na Band, outro motivo para não ter assistido pode ser que eu não era grande fã do canal, então quase nunca assistia nada por lá. No entanto, não entendo como poderia ver tantas vezes a chamada para o filme.




Isso tudo era frustrante. Pelo pouco que se via, eu percebia que era um filme com muitos efeitos especiais e, uma coisa que sempre fui fissurado são filmes com muitos efeitos especiais. Mas, O Mago da Velocidade e do Tempo, eu parecia fadado a não ver nunca, principalmente depois que o filme sumiu da TV, assim como muitos outros clássicos, tanto do Cinema em Casa, quanto da Sessão da tarde e alguns poucos das sessões de filmes da TV Bandeirantes.

Mas, lembro também das vezes que via o comercial, de achar aquilo tudo meio surreal demais, parecendo que não tinha muito bem uma história a ser contada. Não era como nas chamadas da Sessão da Tarde, onde sempre "uma galerinha aprontava todas". Era apenas um cara com o que parecia ser uma capa de chuva verde, correndo feito o Flash. Não era muito mais que isso. Parecia meio sem sentido. Era como se não tivesse realmente uma história. Mas, quem se importava. Tinha efeitos especiais!

Depois que assisti, hoje, pude entender melhor, não só o filme, mas a própria história que gerou o filme. E, em parte, achei um pouco triste.

Mike Jittlov era um expert em efeitos especiais, badalado nos corredores da Disney, lá pela década de 70. Trabalhava fazendo curtas para a empresa, aberturas para o Disney Channel (que eles já tinham trocentos anos antes de nós) e tinha seus próprios sonhos nas horas vagas. Um destes - talvez o único - era fazer um longa-metragem em que ele escreveria, dirigiria e atuaria. Mesmo com seu prestígio, a Disney não quis bancar o projeto, e ele foi em frente assim mesmo, conseguindo realizar primeiramente um curta-metragem, em 1979, com o personagem Wizard (ele mesmo).

Quase dez anos depois, Jittlov conseguiu a grana para fazer o seu tão sonhado longa-metragem. Como não era muita grana, ele tinha que fazer um filme de baixo orçamento. Assim, os efeitos especiais que ele teria (e que dava sentido ao filme) talvez não fossem tão especiais quanto ele esperava. Mas ele não deixou se abater.

A história é, basicamente, a luta de Jittlov (interpretando ele mesmo no filme) para conseguir produzir seu longa. Algo como o filme dentro do filme.

Apesar de ser produzido em 1988, a história se passa em 1979, ano em que Jittlov fez seu curta-metragem, o que dá a entender que ele está contando a saga que precisou enfrentar para fazer o tal curta, que pode ser visto aqui. No fim do filme, ele mostra o filme pronto, que na verdade é apenas um remake do curta de 79.

Fiquei fascinado ao encontrar o filme mais pela nostalgia do que pelo filme em si. Assistindo alguns trechos no YouTube logo se vê que o filme está ultrapassado em todos os sentidos e, quando mostrei o vídeo a uma amiga minha, 15 anos mais jovem, deu pra perceber que ela não conseguia entender meu entusiasmo com aquilo, e seu comentário foi, "você vai assistir isso, não vai?", como quem diz, você é louco o bastante, eu sei.

Pesquisando sobre Jittlov, de quem eu nunca tinha ouvido falar, acabei achando essa matéria bem informativa sobre este mago dos efeitos especiais. No entanto, não diz nada sobre as atividades do cineasta nos dias de hoje. O
imdb informa que o trabalho mais importante depois deste filme, foi trabalhar na equipe de efeitos especiais de Ghost: Do Outro Lado da Vida e, em 2002, fazer a voz de Han Solo em um fan film de Star Wars chamado Darth Vader's Psychic Hotline.





Ele tem um site oficial, mas que não parece em nada ser de alguém que já foi considerado um mago dos efeitos especiais, e a informação mais atual dele, na Wikipédia, é que ele "é um prolífico praticante de origami".

Jittlov, em uma outra realidade, talvez pudesse ter sido um outro George Lucas ou um outro Spielberg. Mas, o fato é que, mesmo em 1988, ano que produziu este filme, as coisas já estavam mudando dentro do mundo dos efeitos especiais. Talvez ele não tenha acompanhado tais mudanças, ou talvez os problemas com a indústria cinematográfica e seus magnatas o tenham desanimado. Ou, quem sabe, ele realizou seu sonho e depois foi plantar uma árvore e fazer um filho.

O fato é que parece que O Mago da Velocidade e do Tempo parou, há muito, no segundo ítem.








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