Image and video hosting by TinyPic

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Assim fico com vergonha!


"ASPAS NOIR"

free image hosting



Se eu ganhasse um real para cada blog que eu crio, bom, eu teria uns 6 reais apenas. O "Aspas Noir" vem para abrigar os scans que já passaram aqui pelo RA, em links que tentarei fazer com que não expirem. A denominação "Scans do Rapadura Açucarada" não quer dizer necesariamente que os scans foram feitos aqui. É mais para indicar quem é originador do blog. Para inaugurar o blog, fiz um novo scans, chamado Zombie World: O Campeão dos Vermes,. que pode ser baixado lá, entre outros scans antigos:


free image hosting
Para baixar, vá ao "Aspas Noir"


SE QUISER ENVIAR SEUS SCANS PARA O RA/ASPAS

free image hosting


Se quiser enviar seus scans para cá (onde serão publicados nos dois blogs), mande-os para eudes_norato@yahoo.com.br , sendo que se não souber ou não quiser tratar a imagem, eu mesmo me encarrego disso. Porém, alguns pontos devem ser observados:

- Não escaneie em páginas duplas, a não ser que a imagem esteja assim. Escanear de duas em duas páginas, faz com que eu tenha que dividi-las, e dá muito trabalho.

- Não envie scans de HQs que sairam recentemente nas bancas. O que conta em uma HQ digitalizada é se ela é dificil de encontrar ou se não há possibilidade certa de ela ser publicada aqui (no caso de traduzidas).

- Faça scans legíveis. Não os faça pequenos. Procure seguir o modelo de scans que você já tenha baixado. Se quiser uma certa ajuda, siga esse tutorial para fazer scans.


OUTROS SCANS POSTADOS "NO ASPAS NOIR"

free image hosting free image hosting
free image hosting free image hosting
free image hosting free image hosting
free image hosting free image hosting
free image hosting free image hosting
free image hosting free image hosting
Para baixar todas elas, vá ao Aspas Noir




Technorati : ,

domingo, 5 de dezembro de 2010

Clark Kent


O VELHO
Um Conto de Jerusalem Jones

free image hosting


O velho acabou com todos. Ele se entrincheirou em uma vala seca, e matou cada um dos que vieram atrás dele. O xerife e seus dois ajudantes e 4 voluntários. Eu vim atrás da recompensa, que só entendi porque era tão alta depois que já estávamos a caminho e me disseram o que ele fez. Comecei a rir, quando me contaram que ele havia chacinado uma família inteira, sem poupar nem mesmo duas crianças pequenas. Eu achei que fosse uma piada. Pensei que o auxiliar Bradley estava tentando gozar com a minha cara. Afinal a família era chefiada por ninguém menos que Sanford Couper, caçador de recompensas aposentado, que resolveu casar e construir família. Mas, não deixou de ser o mesmo Sanford por causa disso. Mas, o velho acabou com ele, e com todos o que ele amava. E olha que Sanford nunca amou ninguém. Quando o auxiliar Bradley não riu junto comigo, percebi que a coisa era séria, e fiquei sem jeito.

Quando estávamos quase o alcançando, o velho se entrincheirou e como se estivesse possuído, matou logo dois dos voluntários, Jonesy e Foley. Pulamos para rochas próximas e nos escondemos meio sem entender o que estava acontecendo. Mas, o que esperar de um sujeito que matou Sanford Couper.

Depois de alguns minutos de tiroteio incessante (que aliás, ninguém entendia como a munição do desgraçado não acabava) o xerife Joachim Rose - que detestava ser chamado pelo sobrenome e por isso nós chamávamos - resolveu tentar uma emboscada, indo por trás, com um dos auxiliares enquanto nós dávamos cobertura. Claro, não funcionou. Rose e o auxiliar Potts foram para o inferno. E, sem o xerife no comando, os quatro voluntários não quiseram obedecer as ordens do último auxiliar e tentaram fazer as coisas de seu jeito. Morreram antes de entender o que deu errado. Sobramos apenas eu e o auxiliar Johnson. O velho estava conseguindo me preocupar.

Não pude culpar Johnson quando resolveu que era hora de bater em retirada e foi, de fininho, até o seu cavalo. Tentando se manter fora da visão do velho. Foi quando aconteceu algo estranho. Quando Johnson já havia cavalgado alguns metros, caiu, como que fulminado por algum tipo de ataque do coração ou algo parecido. Tenho certeza que não ouvi nenhum tiro. E, mesmo assim, Johnson estava fora da mira do velho. Se não fosse dia claro, eu teria ficado arrepiado. Agora, eram apenas eu e o velho. E foi quando, depois de matar a todos em silêncio, ele começou a falar comigo, mesmo sem eu entender como diabos ele sabia quem eu era:

- Não vai correr para a mamãe também, Jones? Seria algo assim que o seu pai faria, numa situação dessas. Você é como ele? Faz muitos anos que não o vejo e a você, bom, devo confessar que é a primeira vez que ficamos tão... próximos assim. Ele nunca falou de mim pra você, de seu amado avô, Jericho Jones?

- Seja lá como sabe meu nome, só posso dizer que meu avô morreu bem antes de eu nascer. Se quer se divertir antes de morrer, não tem problema, eu tenho todo tempo do mundo - disse eu, num dos piores blefes da minha vida. O calor estava acabando comigo e eu estava quase desmaiando. Provavelmente não teria chance contra aquele velho dos infernos.

- Jericho Jones, não é irônico? Bom, quem sabe seu pai não me odiasse tanto assim. Mas, dizer que eu morri, certamente foi algo que me magoou. Tudo bem, eu não guardo rancores, Jerry. Seu pai não era dos nossos. Algumas maldições, assim como certas doenças, pulam uma geração. E eu sei que você é amaldiçoado. Já escutei muito sobre suas histórias, de como se mete com as coisas mais estranhas, inclusive irritanto até os demônios. Isso me faz sentir orgulho de que você seja um Jones. Por outro lado, me cria certos problemas.

A única coisa que eu podia pensar era que o velho, de alguma forma, sabia quem eu era, e estava se divertindo, antes de acabar com a minha raça. Ele falava tanta asneira, que eu simplesmente desliguei meu cérebro, enquanto tentava imaginar como matá-lo e receber a maldita recompensa, que agora parecia ser muito pouca. Eu só podia fingir que estava caindo na conversa dele e fazê-lo falar mais. Quanto mais ele falasse, mais tempo de vida eu tinha.

- Meu pai era um homem corajoso a seu modo, Jericho, ou seja lá quem diabos você for. No seu modo de ver, um homem só tem valor se viver como um assassino, matando pessoas sem nenhum propósito.

- Oh, Jerry! Nada é sem propósito nesta vida. Os Couper não morreram em vão. Tudo faz parte de um plano maior. Eu sabia que você estava na cidade, sabia que viria com os outros, atrás de mim. Eu sei como você pensa e age. Somos sangue do mesmo sangue, e é do seu que eu preciso, e devo dizer, não fui eu quem escolheu assim, foi o destino.

"Jerry, Jerry. Eu tenho 637 anos. Sim, pode rir. Seu pai foi meu último filho. E o único propósito dele nesta vida, foi trazer você ao mundo e escolher seu nome. Pra viver tanto tempo é preciso se fazer acordos perigosos. Não posso nem imaginar a quantidade de descendentes que eu tenho por aí, mas nenhum deles era mais esperado por mim, que você. E, de certo modo, foi difícil encontrá-lo em meio a tantos. Pra viver eternamente eu não queria vender minha alma. Afinal, o que eu sou depende de quem eu sou por dentro, depende de minha alma. Era um jogo muito astuto que o demônio estava propondo. Se eu vendesse minha alma, seria um casca vazia que viveria eternamente. Babando, numa cadeira, como um débil mental, para todo o sempre. Mas, uma alma que fosse mais ou menos minha, eu podia vender.

"O demônio gostou da proposta. E concordou. Mas, novamente, tive de me cercar por todos os lados. Eu sabia que podia viver eternamente... se alguém não me matasse. Coisas como, cortar minha cabeça fora e tudo mais. Eu soube de casos assim, me informei. Então, deixei o demônio com água na boca quando prometi ao demônio que seria um descendente meu, vindo da Cidade Santa. Sabe qual é a Cidade Santa, Jerry? Bom, tenho certeza que alguém já lhe disse isso. Jerusalem.

"O problema é que eu nunca estive lá. Mas, podia ser alguém com o nome da mesma. Outro problema era que eu não podia simplesmente dar esse nome a um filho. O demônio não é tão idiota assim. O destino seria meu fiador. E o destino nunca me deixou de calças na mão.

"Meu tempo estava se esgotando. Eu já estava quase me conformando com o fato de que não podemos ter tudo que queremos. Eu estava bem longe daqui, e tinha até mesmo me esquecido de seu pai, entre tantos filhos espalhados. Mas, o destino trabalha de forma organizada. Tinha de ser a semente da minha última semente a trazer minha salvação. E minha vida eterna. Graças a Deus, o demônio também tinha seus interesses pessoais nesta história, já que me parece que você andou mexendo com amigos dele. Se não fosse isso, creio que eu já estaria morto. Agora só precisamos esperar anoitecer, para que as condições certas tragam meu amigo até aqui para podermos acertar nossas contas. Na verdade este é o lugar exato onde fizemos o nosso acordo. Destino, Jerry. Dest..."

- Velho, nossa, você fala demais. Seja ou não meu avô, você ao menos sabe contar histórias pra criança dormir.

Surgi atrás do desgraçado, que simplesmente acreditou que um chapéu e um revólver atrás de algumas pedras não se mexem por tanto tempo. Cravei a faca, que trazia no cinto, em seu pescoço e, com ele se debatendo e atirando pra todos os lados, forcei o máximo que pude, até ele parar de se mexer. Resolvi não me arriscar, e com uma pedra grande, que usei como marreta, bati com firmeza na faca, fincada em seu pescoço, até arrancar a cabeça do desgraçado, seguindo as regras que ele mesmo me ditou. Precisaria dela para receber a recompensa, então estava sendo prático também.

De tão cansado e com medo de ser morto por um velho decadente eu estava, que não registrei quase nada do que ele falou. Eu estava coberto de sangue e depois de enterrar seu corpo, me preparei para ir embora, avisar a quem quer fosse ser eleito o novo xerife, para vir buscar os homens mortos ali naquele deserto maldito.

Demorei mais do que deveria e acabou anoitecendo. O frio que fazia foi substituido por um vento morno e senti que era observado, mesmo que não pudesse ver por quem ou pelo que. Talvez fosse minha imaginação, talvez o cansaço junto com todo aquele sangue em cima de mim. O fato é que levantei o saco com a cabeça do velho e disse em voz alta, para o vento:

- O destino é uma via de mão dupla. - E fui embora daquele lugar maldito, assoviando uma canção que meu pai me ensinou.


GRANDES HERÓIS MARVEL #01: VINGADORES
Scans by F.A.R.R.A.

free image hosting
Para baixar, clique aqui

ASTERIX ENTRE OS BRETÕES
Scans by F.A.R.R.A.

free image hosting
Para baixar, clique aqui

OS MAIORES CLÁS. X-MEN #05: NEAL ADAMS
Scans by F.A.R.R.A.

free image hosting
Para baixar, clique aqui

CONAN: O SENHOR DAS ARANHAS
Scans by Soldado Desconhecido


free image hosting
Para baixar, clique aqui

ARMY OF DARKNESS VS. REANIMATOR - 04 ED.
Trad. e Letras by McBenzi


free image hosting
Para baixar, clique aqui

TANGENT COMICS - 03 ED.
Trad. e Letras by Rock'nComics

free image hosting
Homens Metálicos, Eléktron, Lanterna Verde

ALIENS: TRIBOS (POSTERS)
Scans by Warlord/Vertigem

free image hosting
Para baixar, clique aqui




Technorati : , , , , , ,

sábado, 4 de dezembro de 2010

Dig Dig Joy


MÉDICOS E MÉDICOS
Dr. Antônio Carlos Mayall


free image hosting
Procedimento parecido com o da Lia


Em todos os segmentos de profissionais sempre existem os ruins, os bons, os excelentes e os péssimos. Os péssimos se caracterizam apenas por um detalhe: parecem odiar profundamente o que fazem, como se alguém os tivesse arrastado para aquela profissão, apontado-lhes uma arma. Não duvido que alguns pais oprimam os filhos para que sigam certa carreira pela qual não sintam a mínima atração. No entanto, acho que, depois que se tornam adultos, a maioria está apta a escolher seu próprio caminho, ajudando a si mesmo e às pessoas que seriam mal atendidas por alguém que não gostasse da profissão que exerce. Porém, no mundo da medicina, parece que a maioria detesta o que faz. Doze anos de "pesquisas" forçadas, me fizeram chegar a essa conclusão. Mas, toda regra tem sua exceção. Mas, vamos por partes.

Por 12 anos eu estive numa condição complicada de ser diagnosticada. Uma Síndrome do Pânico se associou a uma eplepsia, parecendo, no entanto ser uma doença só. Isso, para um leigo, com certeza é difícil de diagnosticar, para um profissional da área de saúde não deveria ser, na teoria. Demorou 12 anos para que um médico entendesse o que eu tinha, sendo que tive de mentir de início (depois de entender que só assim eu teria uma chance de diagnóstico correto) suprimindo os sintomas de uma das duas condições, no caso, a eplepsia. Depois desse tempo todo é que tive a "brilhante" idéia. Antes, porém, vivi um inferno na mão de médicos incompetentes, indolentes, péssimos e outros adjetivos nada agradáveis.

Ser atendido como se nem estivesse ali presente, com o médico preocupado apenas em rabiscar a receita e me entregar, às vezes nem levantando a cabeça para ver quem estava na sua frente, me deixava cada vez mais cético quanto a qualquer tipo de médico. Quando tentei passar por um atendimento psicológico, a falta de interesse da médica, que não mantinha nem mesmo um prontuário, ou sei lá, um bloco de anotações para se lembrar na semana seguinte do que eu dissera antes, me fez simplesmente abandonar essa idéia para sempre.

Na verdade, esse foi apenas a gota d'água. Eu já havia tentado uma vez anterior, em que fui a uma psiquiatra recomendada por uma chefe minha, que o fez até de muita boa vontade, quando viu uma de minhas crises. Fui lá todo pimpão, me sentei e relatei tudo que acontecia comigo. Depois de me ouvir, ela parou, me olhou bem sério e disse (para minha total incredulidade): "Isso que você tem é apenas algo da sua cabeça, não existe". A tentativa posterior citada acima, só me fez enxergar que ninguém conseguiria me ajudar psicologicamente.

Mas, 12 anos depois de tentar ser honesto demais, fiz o que já disse, menti sobre minha condição, omitindo alguns sintomas e deixando apenas os que indicavam uma Síndrome de Pânico. Assim, consegui fazer com que parassem de me jogar para lá e para cá, para atendimentos cada vez piores. Fui aceito no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, o
IPUB. Apesar do nome, o atendimento é mais medicamentoso. Minha segunda tentativa com a psicologia foi lá e, como falei, não deu certo. Porém, ao omitir a eplepsia, consegui que me administrassem um remédio que eu nunca havia tomado nos 12 anos anteriores, a imipramina. Ele foi conjugado ao remédio que eu já tomava pra epilepsia, a carbamazepina.

Depois de anos tendo crises sucessivas, principalmente durante as refeições, elas foram diminuindo até parar por completo. Eu conseguia comer sem ter uma convulsão. Peguei o telefone, uma tarde em que eu almoçava, e contei a minha nãe que eu estava ali, naquele momento, almoçando tranquilamente. Senti quando ela prendeu a respiração e começou a chorar. Tendo acompanhado e sofrido com a maior parte de minha condição, ela merecia saber o quanto antes de minha melhora.

Porém, penso se eu não tivesse entendido que teria de omitir uma parte do que eu sofria, se teria dado certo. Depois de alguns meses eu contei todo o restante do problema, detalhando os sintomas de eplepsia também. Relatando como a Síndrome do Pânico ativava a epilepsia, mesmo que ela pudesse ocorrer sozinha, em raras ocasiões. Maa, geralmente, a segunda era uma consequência da primeira. Obviamente, não havia mais como me transferir mais para outro lugar e estou em tratamento lá até hoje, já há 8 anos.

Não posso reclamar do tratamento, mesmo que no fundo ele pareça um tantor formal, sendo que a cada dois anos mudam os médicos, que estão, na verdade, fazendo uma espécie de estágio ali. Uns são melhores, outros piores. Mas, ao menos, dá resultado.

Tive experiências decepcionantes com médicos de outras áreas também, mas cabe aqui apenas mais uma, antes que eu relate a experiência que realmente vale a pena. Quando fraturei alguns dedos do pé esquerdo fui, logicamente, atrás de tratamento. Passei por nada menos que três profissionais nesta área, todos fazendo a coisa errada, até que um quarto, que consegui indo a uma clínica particular, a Ossotrauma,conseguiu dar jeito. Para se ter uma idéia, em um dos hospitais, engessaram minha perna até perto do joelho, me impossibilitando de andar corretamente... E DEIXARAM OS DEDOS FRATURADOS DE FORA!

Bom, esses dias (mais de um mês já) foi minha esposa, a Lia, quem se acidentou, só que muito pior do que apenas alguns dedos quebrados. Na escola onde ela dá aula, alguém derramou detergente em uma escada, sem iluminação (mesmo sendo de dia fica mal iluminado), sem corrimão e ela prestava atenção nas crianças, alunos seus, que ela levava para baixo. Escorregou violentamente e seu pé esquerdo virou num ângulo de uns 45 graus para o lado esquerdo.

Nada podia ser feito com gesso, precisaria sofrer uma cirurgia. Conseguimos que um ortopedista viesse aqui avaliar a situação e ele disse que sim, seria necessário uma cirurgia logo que fosse possível. Para isso, no entanto, exames preliminares precisariam ser feitos. Muitos exames. Entre eles o chamado "risco cirúrgico" que um médico precisaria dar, sendo que não seria ele. Ela teria de fazer exames de sangue, eletrocardiograma e mais algumas radiografias. E tudo teria de ser feito em casa, ela não tinha condiçoes de se locomover, pois mesmo se eu a colocasse numa cadeira de rodas, colocá-la e tirá-la em um táxi poderia acarretar pequenas batidas com o pé que estavam fora de questão, devido a dor.

Então, entrou em cena o Dr. Antônio Carlos Mayall, clínico geral e angiologista. Médico, por assim dizer da família. Mais conhecido por ela como "Dr. Carlinhos". O Dr. Mayall cuidou da avó da Lia - na verdade, sua mãe de criação - que morreu aos 105 anos de idade, algum tempo antes de eu me casar com ela. Lia sempre me contava sobre como ele a atendia bem, e sempre aqui, no apartamento. Até mesmo o atestado de óbito ele emitiu, sem cobrar nada por isso.

Lia sempre o elogiava e, estando casado há 10 anos com ela, eu já a havia acompanhado em algumas consultas a ele. Ela até mesmo pediu que eu me consultasse com ele, sobre minha condição e ele nos indicou um especialista que ele conhecia. Não continuamos o tratamento com ele, devido ao preço exorbitante, fora de nossas codições. Mas, ao menos o Dr. Mayall tentou.

Todo esse tempo, ele até mesmo veio aqui uma ou duas vezes, atender a ela ou à Tia Adhamyr (tia de criação de Lia, filha da avó dela que morreu aos 105 anos), que mora conosco. Mas, nada que fizesse meu ceticismo com médicos ser debelado. Pra mim, não era nada demais o que ele fazia. Até que aconteceu esse acidente com a Lia, e precisamos dele para os exames preliminares. Ele não faria todos, mas daria o laudo final e o risco cirúrgico. Foi então que o Dr. Mayall me surpreendeu.

Novas radiografia tiveram de ser feitas em casa. O sangue para exames vieram coletar. Mas, eu ainda não sabia como se faria o eletrocardiograma aqui. Até que chegou o Dr. Mayall e o vi examinando a Lia, e segurando um aparelho retangular que, quando percebi, estava fazendo o ECG. Além disso, fez os exames de praxe, os quais ele os faz metodicamente. É um exame completo. Quando os resultados das radiografias chegassem e os exames de sangue também, ele viria dar os laudos e o risco cirúrgico. O preço da consulta foi quase simbólico, principalmente se comparado ao preço que o ortopedista cobrou por atender em casa.

Então, assim que todos os exames e radiografias estavam aqui, o Dr. Mayall veio novamente, sempre no horário certo que ele combinava. Novamente examinou Lia totalmente, leus os exames de sangue e as radiografias e deu o risco cirúrgico. Apesar de não ser muito falante, o Dr. Mayall mostra em suas atitudes, como se preocupa com seu paciente. E isso ficaria provado mais tarde, de forma contundente.

Depois de escrever por mais ou menos uma meia hora, os laudos, e de ter aceitado o pequeno lanche que a Tia Adhamyr ofereceu, ele estava já indo embora. Porém, ao se falar em pagar sua nova consulta, nada conseguimos fazer para que ele aceitasse, querendo dizer que essa ainda era uma extensão da primeira visita. E ele não recebeu. Outro médico não teria feito isso. O Dr. Mayll fez uma nova consulta, quisesse ele admitir isso ou não.

Em todo o caos que se formou com o acidente de Lia. Todo o medo do que estava acontecendo do que estava por vir com a cirurgia e com os gastos que só aumentavam, em tudo isso, o único que nos deixava mais calmos, era o Dr. Mayall. Principalmente à Lia, que sempre o admirou, e se fazia bem a ela a mim o fazia.

Por fim, chegou o dia da cirurgia e, apesar do hospital não ser dos melhores, mesmo o atendimento tendo sido particular (Casa de Portugal), tudo correu bem. Para ser ter uma idéia da qualidade do hospital, uma das enfermeiras se escondeu no banheiro no quarto de Lia para nada mais nada menos que fumar. E ainda pediu pra ela não dizer nada. Estupefata como estava e mais preocupada com sua cirurgia do que com qualquer coisa, ela nem registrou a coisa direito.

Bom, quando eu estava em casa, e Lia no hospital, com sua tia, o telefone tocou aqui. Era o Dr. Mayall. Vale dizer aqui que meu ceticismo com médicos, me fazia pensar que o Dr. Mayall achasse que já tinha cumprido seu dever neste caso e que tudo agora estava a cargo do ortopedista. Mas não.

Numa ligação dificil - além do fato de o Dr. Mayall não escutar muito bem - eu escutava ele perguntando, gritando, como se estivesse em meio a muitas pessoas, como estava a Lia, se tudo tinha ido bem na cirurgia. Aquilo em si, me pegou de surpresa, e eu, meio estupefato, disse que sim, que tudo tinha ido bem, foi quando ele disse algo que, confesso, me fez chorar.

- É que estou saindo de um congresso agora, depois eu ligo pra saber mais.

Eu estava sozinho em casa (com Lucy), e era noite já. Guardei o telefone e fiquei meio pensativo. Pensava, que médico lembraria, assim que saísse de um congresso, de um de seus muitos pacientes. Que méidoco lembraria que ela estaria fazendo cirurgia naquele dia e, que tiraria de seu tempo para telefonar e perguntar como tudo correra. Fiquei emocionado por um bom tempo.

Lia veio para casa e hoje faz um mês de sua cirurgia. Nesse meio tempo, o Dr. Mayall não cansa de nos surpreender. Pedimos a ele que indicasse um novo ortopedista de sua confiança, para continuar o tratamento e deixamos com ele as últimas radiografias (bem parecidas com as da figura no topo do post). Na verdade, ele veio aqui buscá-las, sendo que eu poderia ter levado ao consultório dele.

O mais interessante foi que ele apareceu às 7:00 da manhã, pois disse que passaria aqui, já que tinha alguns problemas para resolver em Botafogo. Disse que veria com algum dos ortopedista que conhecia se eles poderiam atendê-la em casa. Ele levaria e mostraria as radiografias e viria aqui dar a respostas ou segunda ou sexta. Ele apareceu 8 da noite no mesmo dia. Sua resposta foi que o médico que ele conseguiu, não atendia em casa, então ele mesmo se comprometeu a fazer a ponte entre Lia e o ortopedista. Creio que isso é quase um abuso da nossa parte, mas ele parece não ver assim.

Analisando estes últimos acontecimentos, comentei com a Lia que um profissional de verdade é aquele faz além do que se é exigido dele. Claro que não precisa ser como o Dr. Mayall, mas ao menos fazer o que se é exigido dele. Ter uma preocupação genuína com cada paciente e não pensar apenas em ser pago. Algumas profissões são verdadeiros sacerdócios, mas alguns parecem que são ateus por excelência.


WHOA, NELLIE!
Scans by Grimm Jack

free image hosting
Para baixar, clique aqui


A expressão que dá o nome a este álbum - Whoa, Nellie! - foi cunhada pelo apresentador comentarista de lutas Dick Lane e era usada toda vez que algo "ruim" acontecia no ringue. Esta é a história de profissionais da luta livre. Mulheres que lutaram dentro e fora dos ringues para alcançar status similar ao dos homens, poder participar de competições, fazer da luta seu meio de vida. É, mais especificamente, a história de Xochitl Nava e Gina Bravo, duas amigas que partilhavam o sonho de serem campeãs da luta livre. Continue lendo aqui.


MONSTRO DO PÂNTANO: IRMÃOS
Scans by: Soldado Desconhecido


free image hosting
Para baixar, clique aqui

MULHER-GATO: UM CRIME PERFEITO
Scans by F.A.R.R.A.


free image hosting
Para baixar, clique aqui

OS MAIORES CLÁSSICOS DO CAP. AMÉRICA
Scans by F.A.R.R.A.

free image hosting
Para baixar, clique aqui

JUSTICEIRO ENCONTRA ARCHIE
Scans by Soldado Desconhecido

free image hosting
Para baixar clique aqui




Technorati : , , , , ,

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Frutas na Redação


A TRILHA SONORA DA MINHA VIDA

free image hosting
Para baixar, clique aqui


free image hosting
Para baixar, clique aqui

free image hosting
Para baixar, clique aqui

free image hosting
Para baixar, clique aqui

free image hosting
Download Vol. 01e Volume 02

AND MAIS ALGUNS SCANS IMPORTANTES
Nexus: Justiça Alienígena

free image hosting
Para baixar, clique aqui

O TARZAN DE RUSS MANNING

free image hosting
Para baixar 5 volumes, clique aqui
Para baixar mais Tarzan, clique
aqui

TORPEDO: AMIGO É PRA ESSAS COISAS
Scans by Grimm Jack


free image hosting
Para baixar, clique aqui




Technorati : , , , ,

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Apertando as Notícias


VALE A PENA LER DE NOVO
Do Inferno: Alan Moore/Eddie Campbell

free image hosting
Para baixar, clique aqui


Quando conheci Do Inferno, os quatro volumes, o preço de cada e o parco tratamento gráfico dado a ele, me desanimaram de comprá-lo. Na verdade, parecia impossível dar cerca de 160 reais na obra. Não que não merecesse, mas o dinheiro andava curto e eu achava que uma HQ toda em preto e branco não deveria custar 40 reais cada volume com 200 páginas, mais ou menos, cada um.

Porém, apesar de todos esses entraves, é uma HQ que vale a pena ter. Mais uma obra prima de Alan Moore, entre tantas. E, como tantas, estraçalhada, como um inseto em um pára-brisa, nas telas do cinema.

Para começo de conversa, a versão cinematográfica de Do Inferno se resume ao clichê de nos "surpreender" com um gran finale revelando a identidade "verdadeira do assassino de Whitechapel, Jack, O Estripador. Se ele visse gente morta eu não me surpreenderia. Oh, droga, ele via!

Bom, o fato é que na HQ, Alan Moore não tem essa intenção: desvendar quem é o assassino e nos revelar isso apenas no final. Logo no primeiro volume (se não me engano) já fica patente quem é o criminoso (e se você não viu o filme. e não quer saber, não leia daqui para frente): o médico particular da Rainha Vitória, William Gull.

O "bom" doutor tem uma tarefa dada pela Rainha que é justamente se livrar de algumas prostitutas que podem causar embaraço no seio da família real. O problema é que Gull é bom no que faz, e o que ele faz não é nada bonito. Alan Moore nos leva pela mente do homem que ele escolhe como o rosto do famoso serial killer, o que é baseado em uma teoria de um escritor que, por incrível que pareça, Moore não concorda com o mesmo. Ou seja, de que fosse William Gull (uma pessoa que realmente existiu e que era mesmo o médico particular da rainha).

Moore não tem intenção de desvendar o mistério que até hoje não foi resolvido. Quer apenas escrever uma história em quadrinhos... ao seu modo.

Os desenhos de Eddie Campbell ajudam na atmosfera da HQ. Seus quase rabiscos parecem querer nos deixar mais incomodados com taquele mundo sujo dos becos onde morriam prostitutas, sem saber o porquê. E consegue. Aliás, consegue muita coisa que o filme apenas destrói.

Um detetive gorducho vira um Johnny Depp vitoriano; uma prostituta que, se é bonita, seus andrajos não deixam isso fácil de se perceber, vira uma linda Heather Graham que precisa ser salva pelo herói. Personagens importantes são suprimidos, e até seria perdoável se o filme tivesse ficado bom, no fim das contas.

Por tudo isso, esqueça o filme, mesmo se já o tiver visto. A HQ é tão densa, tão gritante em seu horror, que não existe praticamente nada dela no filme. É como a Mulher-Gato de Halle Berry, um filme que de baseado só tem a maconha que os realizadores fumaram.

Algumas coisas só fazem mesmo sentido na obra de Moore, pois é como se apenas ele tivesse coragem de dar vida aquilo, sem parecer ridículo. Na tela (principalmente num filme que já começou ruim), pareceria insanidade patética. Na HQ é uma insanidade genial. Contar mais do que isso, estragaria o impacto que eu senti ao ler.

Do Inferno é aquele tipo de HQ para se ler várias vezes e em cada vez, se encontrar algo novo, como é típico de Alan Moore.


FANTASMA: CASADO E PAI!
Scans by Quadrinhos Antigos e Márcio Adriano

free image hosting
Para baixar, clique aqui

free image hosting
Para baixar, clique aqui


UM NATAL DE 31 ANOS ATRÁS
Scans by Quadrinhos Antigos

free image hosting
Para baixar, clique aqui


CORINGA FILES: 3 ANOS DE SCANS

free image hosting
Para visitar o blog, clique aqui


O Coringa-Files é o típico caso que mostra como eu procrastino para colocar alguns links aqui no blog: três anos! Nem vou pedir desculpas, porquê nem dá pra desculpar. Mas, antes tarde do que nunca. O fato é que o Coringa-Files é um do blogs que distribui os scans de forma que se torna mais um na grande "blogoscanfera", ou algo assim. Fácil e rápido de baixar, você vai encontrar muita coisa que já passou por aqui e de outros lugares que, talvez, não estejam mais ativos hoje, também. Parabéns (atrasados), pelos 3 anos de blog e de scans! Longa vida.




Technorati : ,













BLOGS DE SCANS:




Image and video hosting by TinyPic

Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic







BLOGS, SITES E FÓRUNS:



OMEdI:: O Maior Espetáculo da Internet
Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic