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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Johnston e Badham


ESSES ILUSTRES DIRETORES DESCONHECIDOS
Joe Johnston: De Pequeninos a Grande Feitos


Joe Johnston


O post anterior - sobre o novo filme do Capitão América - me lembrou que só a pouco tempo me dei conta de que o diretor da fita era ninguém menos que Joe Johnston. Porém, algumas pessoas - mesmo algumas que gostam muito de cinema - não devem conhecer muito este nome e de muitos outro diretores que fizeram nossa alegria "fabricando" vários clássicos da Sessão da Tarde.

Talvez por seus filmes serem apenas para diversão pura, e não para a pessoa descobrir o sentido da vida, - que pra quem não sabe é 42 - estes diretores tenham seus nomes tão pouco lembrados, ao contrário de um Steven Spielberg, Francis Ford Coppola, Woody Allen e outros. Mas, o fato é que a indústria cinematográfica sobrevive deles, com seus filmes que nos fazem escapulir da realidade para um mundo alternativo.

Johnston é cria de George Lucas, tendo trabalhado na equipe de efeitos especiais da Trilogia Clássica. Também fez parte da equipe de efeitos especiais de Galactica, a série antiga. Ou seja, Joe Johnston não é novato no ramo. Como diretor, seu primeiro trabalho foi pra Disney, e foi memorável. Logo de cara dirigiu o clássico infanto-juvenil, Querida Encolhi as Crianças. A partir daí, nunca esqueci seu nome.

Dois anos depois ele dirigiria sua primeira adaptação de uma história em quadrinhos, bem antes de Capitão América. Seria o não tão conhecido do público em geral, Rocketeer, que no Brasil teve apenas uma Graphic Novel publicada pela Editora Abrirl. Mesmo nos EUA ele teve pouca tiragem. O filme também foi feito pelos Estúdios Disney e se transformou num pequeno clássico. Afinal, quem nunca sonhou em voar com um foguete atrelado às costas.

Johnston tem pouco filmes em seu currículo mas, quase todos são marcos da diversão pura e simples. Jumanji, com Robin Williams e outro desses casos. O filme sobre um estranho jogo que transporta as pessoas para dentro dele, se tornou parte da lista de qualquer cinéfilo que goste de aventura. E, para não dizer que fez apenas filmes repletos de efeitos especiais, Johnston ainda mostrou que pode mais, dirigindo o filme Céu de Outubro, sobre adolescência de alguns dos cabeças da Corrida Espacial americana.

Johnston foi a escolha de Spielberg para substituí-lo na terceira parte da trilogia Jurassic Park. Talvez por se tratar de um filme que não era adaptado de livro algum, como os dois primeiros, ou quem sabe por ter de prosseguir o trabalho de outro, Johnston não foi feliz com este filme e ele foi um fracasso, pelo menos de crítica. Então, fugindo outra vez de efeitos especiais grandiosos, ele dirigiu Mar de Fogo (Hidalgo), sobre uma espécie de corrida de cavalos através do deserto. Filme excelente.

Afastado da direção desde 2004, quando concluiu Mar de Fogo, Johnston voltou com o remake de O Lobisomem, em 2010. Um filme arriscado, por tentar refazer um clássico da Universal, de 1941, onde Lon Chaney, Jr. era o personagem título. Nesta versão o papel coube a Benicio Del Toro. Como a maioria dos remakes, este também não foi muito bem recebido.

Com Capitão América: O Primeiro Vingador, Johnston volta aos velhos tempos de quando criava clássicos instantâneos. Espero que ele ainda faça muitos e muitos filmes, afinal, acerta mais do que erra!



JOHN BADHAM: TRAVOLTA, JOGOS E HELICÓPTEROS


John Badham


Se alguém perguntar quem é o diretor de Embalos de Sábado a Noite, talvez nem fãs acirrados do filme saibam responder. John Badham é um dos diretores mais desconhecidos do público em geral, que eu conheço! Sua carreira como diretor, diferente da de Joe Johnston, é mais extensa. Boa parte da década de 70 ele passou dirigindo seriados, sendo que o mais conhecido por aqui era Kung Fu, com David Carradine. Também dirigiu vários longa-metragens para a TV.

Mas, sua carreira como um diretor desconhecido despontou mesmo foi com o clássico Os Embalos de Sábado a Noite. Um filme com John Travolta que se tornou um nome tão conhecido quanto Joh Badham era um nome ainda estranho a muita gente. Logo após dirigir o drama Whose Life Is It Anyway, estrelado por Richard Dreyfuss, Badham iria agora mexer com um clássico, dirigindo sua versão de Drácula, com o canastrão Frank Langella. Estranhamente esse é o primeiro Drácula que lembro de ter assistido na vida.

Mas, Badham estava prestes a se torna um dos maiorais da Sessão da Tarde. Dirigiu dois filmes que falavam da alta tecnologia (para os anos 80): Trovão Azul e Jogos de Guerra. O primeiro sobre um super helicóptero cosntruído para combater o crime e o segundo, Matthew Brodderick quase detonando o Holocausto Nuclear ao acessar acidentalmente o computador do pentágono e quase começar uma guerra com a Rússia. John Badham sabia como aprontar "altas confusões".

Dando uma respirada, Badham dirige o drama Competição de Destinos (American Flyers), um filme sobre ciclismo com Kevin Costner no papel principal. No ano seguinte, 1986, mais combustível para a Sesssão da Tarde: Short Circuit - O Incrível Robô. Muito antes de Wall-E, Badham nos traz um robô com personalidade que, depois de acertado por um raio, foge de seus criadores. O filme ainda gerou uma sequência, mas não dirigida por Badham.

De 1987 a 1997 dirigiria nada menos que 8 filmes policiais, sendo que os que merecem destaques são Tocaia, com Richard Dreyffus e Emilio Esteves. Dreyfuss se apaixona pela mulher a qual ele esta vigiando. Alta Tensão, comédia que reúne Mel Gibson e Goldie Hawn. A Assassina, refilmagem do francês Nikita. Seu último filme para o cinema foi Incógnito, de 1997, sobre um falsificador de obras de arte. Daí pra diante, Badham voltou ao reduto da TV, novamente dirigindo telefilmes e séries, tendo dirigido episódios de Heroes e Pysch, entre outros. Talvez seja por isso que a Sessão da Tarde anda tão chata.

Bom, vou ficando por aqui e, quem sabe, escrevo sobre outros diretores de que ninguém mais lembra o nome. Até!




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1 comentários:

Canal Hinha disse...

Creio que 42 sentidos ocupem muito espaço no hd. Uso apenas um, de Fernando Pessoa: o sentido da vida é não ter sentido nenhum.













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