segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Hipnotista


O HIPNOTISTA - LARS KEPLER
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A certa altura de O Hipnotista, as pistas sobre um sequestro tem a ver com Pokemón e sua mitologia. Sim, pode acreditar. E um livro que pega uma porcaria como Pokemón e torna uma coisa interessante, merece ser lido. Porém, antes mesmo de chegar a esse episódio do livro, eu já estava totalmente imerso na trama engendrada por Lars Kepler que, na verdade, é o pseudônimo de um casal de escritores e este é seu primeiro livro escrito em parceria.

Assim como Harry Potter trouxe atenção aos livros de fantasia infanto-juvenil; assim como Código Da Vinci trouxe atenção aos livros de conspiração envolvendo algum elemento religioso; e assim como Crepúsculo (para o bem ou para o mal) trouxe novamente os refletores para os livros de vampiros, O Hipnotista provavelmente só está entre nós graças à Trilogia Millenium, do sueco Stieg Larsson. E graças a Deus por isso.

Só um livro muito bom para fazer com que eu escreva sobre ele, logo após um post sobre livro, no caso, Eu Sou Deus. Coincidentemente, O Hipnotista é da mesma editora, a Intrínseca. Eu só notei isso depois que já havia começado a ler. E, digamos assim, o italiano Giorgio Faletti tem muito que aprender com o sueco fictício Lars Kepler.

Um livro de suspense policial é realmente bom quando ele é perturbador. Quando faz o leitor se sentir incomodado, nervoso. E O Hipnotista faz isso, quase o tempo todo! A trama começa aparentemente simples: Um homem é assassinado longe de casa e sua família també é morta. Sua esposa e uma filha pequena são trucidadas. Porém, seu filho de 15 anos, milagrosamente, sobrevive, apesar das centenas de facadas que levou.

Entra em cena o detetive da polícia, Joona Linna, que descobre existir ainda uma filha mais velha, que não estava no local. Desconfiado de que alguém quer matar a família inteira, Linna quer que o menino ferido seja hipnotizado e diga o que aconteceu na casa, tentando assim conseguir uma pista de quem seja o assassino e evitar que a filha mais velha seja assassinada. Para isso ele chama o psiquiatra Erik Maria Bark.

Porém, Bark se recusa. Devido a problemas passados ele não usa a hipnose há mais de 10 anos. No entanto, Linna é insistente e convence Bark a hipnotizar o garoto e é aí que todos os problemas de Erik Maria Bark começam. Ou, quem sabe, recomeçam.

A história do assassinato da família de Josef Ek, em si, já é assustadora. O desenrolar dela mais ainda. Mas, a hipnose do menino é o gatilho para uma trama que abrange a maior parte do livro e esta é de fundo mais pessoal para Erik Maria Bark, o hipnotista. Sem saber, ele dá início a uma busca por vingança que está ligada a seu passado. Revelar mais do que isso estragaria a leitura.

É incrível como os autores nos levam por um labirinto de tramas e personagens em que ficamos nos perguntando, como diabos eles vão costurar isso tudo para que faça sentido. Mas, uma confiança implícita permanece, já que a qualidade do livro deixa claro que certamente todo aquele emaranhado terá um desfecho coerente. E tem.

Por alguns momentos, no início prolongado do livro, parece que o hipnotista não será uma figura tão importante assim no livro em que o título leva o seu "nome". Mas, ao prosseguir a leitura nos damos conta de que tudo tem realmente a ver com ele e com o fato de a hipnose ter sido o fator principal para colocar sua vida de cabeça para baixo.

O Hipnotista é um livro que comecei a ler tranquilamente, até que, de repente, eu não queria mais largar. Queria virar a noite lendo, mas o sono me vencia. Queria logo saber tudo sobre aquela história tão incrivelmente intrincada. Podemos dizer que o livro me... hipnotizou!

Um comentário:

Anônimo disse...

Também li esse livro, achei bastante interessante, mas devo confessar que me perdi em algumas passagens! Por exemplo, que fim teve Josef e Evelyn Ek? Quem era Annbritt?
Agradeceria se me esclarecesse essas dúvias, beijos e obrigada desde já!

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