BATMAN: A PIADA MORTAL
Scans 2.0 by Onomatopéia Digital
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Na minha vida existem muitos sonhos recorrentes. Porém, HQ recorrente acho que Batman: A Piada Mortal, é a campeã. Eu a li a primeira vez em 1988, quando tinha 18 para 19 anos. Um adutlo já. E, assim como a muitos fãs de quadrinhos, a HQ me marcou. Era uma época e tanto, com Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, Watchmen do mesmo Alan Moore e... A Piada Mortal.
A trama em si é conhecida da maioria dos leitores: Coringa tenta provar que um dia ruim pode deixar um homem louco e, para isso, usa o Comissário Gordon como cobaia, transtornando-o das piores formas possíveis, inclusive usando Bárbara Gordon, a filha do comissário, como "motivação' para que Gordon enlouqueça o mais rápido possível. Afinal, tanto ele quanto Batman são crias de um dia ruim em suas vidas. O de Batman já estamos carecas de saber, e o do Coringa, Alan Moore reconta a sua maneira, como seria a origem do palhaço do crime. No fim, ele terá a resposta a sua pequena experiência.
A primeira vez a ser publicada por aqui foi na série Graphic Novel, que a Editora Abril publicava majestosamente. Foi a edição número 5, publicada em formato americano, o que a diferenciava das outras Graphics, que eram maiores. Lembro de como levei a HQ para o trabalho e a deixei no armário da minha seção, como uma espécie de amuleto. De vez em quando pegava e a relia, nos momentos de folga. Acredito que esta edição acabou ficando por lá mesmo.
Mais de 10 anos depois, a mesma Editora Abril relançou a HQ, agora fora da série Graphic Novel, apesar do formato ser exatamente o mesmo. Eu não a adquiri. Mas, como numa espécie de karma, ela veio parar em minhas mãos agora, através de um leitor do blog, que me enviou uma caixa com HQs que ele estava doando, para serem escaneadas. Como o único scan que existia da HQ estava defasado em qualidade, eu o reescaneei justamente essa edição relançada pela Abril.
Em 2005 a malfadada e extinta Opera Graphica relançou Piada Mortal a seu modo, digamos assim, sui generis. Uma edição de bolso, com capa dura e em preto e branco, a R$ 24,90. Isso é caro até mesmo hoje em dia, mesmo tendo se passado seis anos. Não é a toa que a editora não existe mais. E não, eu não adquiri esse exemplar também. Apenas o vi de relance.
Mas, Piada Mortal estava longe de parar de ser republicada. Em 2006 a Panini lança Grandes Clássicos DC #09, somente com histórias escritas por Alan Moore, para a editora (com exceção de Watchmen, claro). Uma edição de encher os olhos que, entre várias outras histórias do barbudão, trazia novamente A Piada Mortal. Desta vez devidamente no formato americano e colorida. Porém a HQ se perdia entre tantas outras histórias. Assim sendo, ela retornaria mais uma vez.
Em 2009, a mesma Panini, relançaria uma versão estilo Definitiva, de A Piada Mortal. A capa dura me pareceu desnecessária para pouco mais de 50 páginas. Com prefácio de Tim Sale, era a edição de colecionador para quem perdera todas as outras oportunidades. E, ainda pode ser encontrada nas livrarias, se não me engano.
Quem não leu ainda, deve parar e se perguntar: aonde eu estou com a cabeça?! Para algo ser republicado tantas vezes assim um bom motivo deve ter. E há, claro: o argumento de Alan Moore e a arte de Brian Bolland.
Bolland que aliás, é o artista por trás de outro sucesso bastante republicado, Camelot 3000. Se quer começar a ler quadrinhos, essas HQs são um excelente começo. Se quer apenas reler, digo o mesmo. Avante!
BATMAN & CAPITÃO AMÉRICA
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A década de 90 foi um terror para o mundo dos quadrinhos. Por isso, nem dá pra acreditar que esta HQ seja daquela época (1996 originalmente, publicada aqui em 1998). Mas, em John Byrne sempre dava pra confiar, ou quase sempre. Esse crossover que se passa em uma realidade alternativa (a série Elseword da DC Comics, ou como era chamada pela Editora Abril, Túnel do Tempo) e é um dos melhores que eu já vi, com exceção do rompante patriótico do Coringa que dá uma certa vergonha alheia.
Byrne situa a aventura no ano de 1945, último ano da Segunda Grande Guerra, e Gotham City é alvo de espiões nazistas, ajudados por ninguém menos que o Coringa. Chamado para ajudar nos esforços de deter tais espiões, o Capitão América e seu parceiro-mirim, Bucky, vão parar na cidade do Homem-Morcego. Diferente da maioria dos crossovers, Batman e o Capitão não se estranham para depois ficarem amigos. Eles já se conhecem, pelo menos de fama. Mas, ironicamente, Bruce Wayne e Steve Rogers acabam tendo um entrevero.
Algumas boas sacadas são o Capitão América no front, ajudando o Sargento Rock e a Cia. Moleza e a troca de parceiros-mirins, quando Batman e Bucky vão atrás do Caveira Vermelha e o Capitão América e Robin tentam capturar o Coringa. Se alguém falar em torca de casais, é sacanagem, heim!
Para fechar com chave de ouro, Roger Stern sugeriu um epílogo interessante. Na época, Byrne publicou outro Elseworld, uma minissérie em que os heróis da DC envelheciam normalmente desde 1938. O epílogo desta edição se mistura à mitologia criada por Byrne para aquela minissérie. Muito bom!














































