segunda-feira, 16 de julho de 2012

Daniel HDR


"TODO MUNDO TEM SEU DIA DE FANBOY"
Ou, Daniel HDR in Rio


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A Liga Hanna-Barbera de Daniel HDR

Dois fatos acontecidos recentemente estavam prestes a colidir, como em uma grande saga quadrinhistíca. O primeiro deles foi o surgimento, aqui no bairro, de uma escola de quadrinhos da Impacto Quadrinhos. Criada em 1998 por Luke Ross, Klebs Jr. e outros, vem formando ilustradores de quadrinhos que desejam adentrar esse mundo emocionante da Nona Arte, ou morrer tentando. Foi uma surpresa estar indo em direção ao pet shop onde Lucy toma banho e me deparar com a escola bem ali, a duas quadras de onde moro. Surpresa sim, pois aqui no Rio de Janeiro parece não haver tanto investimento nessa área, seja em eventos ou escolas assim. A própria Rio ComiCon está de volta a dois anos, depois de 17 sem eventos dessa grandeza por essas bandas.

O segundo evento aconteceu meses depois, quando estava eu no Facebook e fui verificar os pedidos para adicionar e dei de cara com um pedido de
Daniel HDR. Ilustrador da "terceira geração de desenhistas" que começara a trabalhar no mercado americado, segundo suas próprias palavras. Trabalha para as grandes Editoras DC Marvel, Dark Horse e outras. Dono do Dínamo Estudio e professor de quadrinhos na PUCRS e, provavelmente, deve ser super-herói nas horas vagas, mas mantém a identidade secreta.



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Daniel HDR desenhando e autografando

Sim, por mais blasé que eu quisesse parecer com esse acontecimento, não teria como. Não é todo dia que alguém que trabalha com aquilo que você gosta desde criança, que se tornou criador junto com outros grandes nomes, vem e envia uma solicitação no Facebook. Eles é que recebem isso... todo dia! O meu perfil se tornou bastante conhecido por causa do compartilhamento de muitas imagens e alguns artistas andavam me adicionando para poder usar as imagens como referência. Ainda assim, foi uma surpresa.

Além de tudo o HDR interagia, coisa que mesmo pessoas que conheço há anos no mundo real não fazem. Ele agradecia quando eu compartilhava alguma arte sua ou os podcasts do qual ele participa, coisa que nem precisava. Mas, enfim, ele já se mostrava ser aquele tipo de pessoa que conhecemos vulgarmente como "gente fina".

Pois bem, esses dois acontecimentos colidiram semana passada. O Daniel já tinha me avisado, via Facebook, que ele viria ao Rio de Janeiro (ele é do Rio Grande do Sul) para um workshop na escola Impacto Quadrinhos e que em seguida ele faria uma sessão de autógrafos. O que ele autografaria? Entre outras coisas uma edição limitada de 50 unidade do pôster acima, colorido. Uma homenagem de HDR à capa clássica da Liga da Justiça de Giffen e Maguire. Bom, se eu tinha dúvidas se iria, elas acabaram ali. Eu precisava do pôster!

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Daniel HDR e um extraterrestre

Então o sábado (14/07) chegou e eu me arranquei para a General Polidoro. Subi as escadas da Impacto e me vi em uma sala de aulas sobre quadrinhos. A voz do Daniel HDR (que eu já conhecia dos podcasts) vinha do outro lado, onde várias pessoas prestavam ateção à sua palestra. Mais umas duas ou três pessoas esperavam, assim como eu, pela sessão de autógrafos. Vi que além dos posteres da Liga, haviam outros do Batman, Batgirl, Vingadores e algumas HQs. Por um momento pensei que haveria pouca gente, me esquecendo que o pessoal que assistia à palastra TAMBÉM estaria na seção de autógrafos. E, é claro, foi assim que se deu. Se bobeio ficava sem o poster.

Uma erro enorme que cometi foi não comprar o sketchbook que, só depois que a sessão começou, percebi que ganhava um desenho ali, na hora, exclusivo, feito pelo artista. Coisas de novato nessa área.

Terminado o workshop, HDR apareceu e me cumprimentou, como se já fôssemos velhos amigos e percebi que isso era apenas o jeito dele mesmo. Algo que já faz parte da sua índole, essa camaradagem. Não entrei na fila para os autógrafos, em vez disso me sentei na outra ponta da mesa e fiquei por lá, observando, escutando e conversando.

As dicas que ele dava ao alunos eram sinceras e sem se preocupar com o tempo ou com fila. Do mesmo modo os desenhos exclusivos que ele fazia em cada sketchbook eram sem pressa, com a consideração necessária para com cada fã. E eu sem o meu. Aliás, falando em sketch book, quando eu estava comprando o poster, escutava o pessoal que atendia dizer: "Quem vendeu um disquete? Quantos disquetes foram vendidos? Alguém mais quer disquete?" E eu pensando, mas que porra é essa, por que diabos estão vendendo disquetes? Aí me liguei que era o "sketch" de sketch book.

Uma coisa que ficou patente ao conhecer o HDR é como ele não é apenas o ilustrador de HQs da Marvel, DC e outras editoras de super-heróis, mas como ele ainda é leitor das mesmas. Um fã de quadrinhos exatamente igual àqueles caras que estão pegando seu autógrafo. Talvez seja pelo fato de essa ser a primeira vez que tenho um contato direto com alguém desse meio e não me dê conta de que todos os outros talvez possam ser assim também. Mas, ser desenhista e fã de quadrinhos não é garantia nenhuma de simpatia e de saber lidar com o público.

A mesa de autógrafos se transformou também em uma mesa de bate papo onde falávamos de John Byrne; de como a Estelar foi criada para despertar a libido dos leitores e depois, só de sacanagem colocaram ela para namorar o Robin; Cavaleiro das Trevas (a HQ de Frank Miller); o que se ler hoje em dia; Ponto de Ignição; cosplay; de como o volume 3 de Gerações de John Byrne publicado aqui pela Mythos fedia a merda, entre outras coisas legais que fogem à memória agora.

Eu teria ficado até o fim, mas já havia passado da hora que eu disse que voltaria pra casa e minha esposa poderia pensar que tudo que eu disse tinha sido desculpa pra dar uma escapulida. Então me despedi do camarada Daniel HDR e fui para casa. Chegando em casa, minha esposa estava jogando sinuca no Facebook, e nem moveu a cabeça quando cheguei. Não, ela não estava preocupada. Ela sabe que eu sou nerd até o último fio de cabelo.

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5 comentários:

Paulo Almeida Prado disse...

Muito legal!

Uma dúvida: esses pôsteres eram dados ou vendidos?

Se eram comercializados, quanto custava?

Eudes Honorato disse...

Paulo, 20 reais um, 15 reais cada se comprasse dois.

Blog's Fora! disse...

Oi Eudes, grande coincidência! Estava ouvindo o último podcast do MDM quando comecei a ler o teu post. O podcast da última semana é sobre o John Byrne e tem a participação do HDR. Grande abraço.

Paulo Almeida Prado disse...

Ah sim, então era um preço justo, compensava bastante!

Valeu!

Lucas disse...

Sempre divertido ler um texto desse blog \o/

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