terça-feira, 7 de agosto de 2012

Crossovers


CROSSOVERS: SEMPRE UM ENCONTRO DE TITÃS Desde Superman Vs. Homem Aranha Até LJA Vs. Vingadores

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Para baixar alguns, clique aqui

Crossovers, para quem não sabe, são encontros de personagens de editoras diferentes em uma edição especial. Antes, porém, já aconteciam entre os personagens de uma mesma editora, mas de modo tão comum que não eram levados em conta como crossovers. Há ainda a possibilidade de um herói se encontrar com alguém do mundo real, como veremos mais adiante.

O crossover mais antigo que eu lembro de ter lido é, justamente, o primeiro desse tipo: Super-Homem Versus Homem-Aranha. E mais, eu o li a primeira vez que foi lançado no Brasil, pela EBAL, na série Almanaque do Superman, que eram justamente edições anuais em que o Super-Homem enfrentava alguém diferente. Não sei quantas edições foram lançadas, mas lembro das três que li, que eram Super-Homem Versus Mulher-Maravilha, Super-Homem Versus Homem-Aranha e o terceiro, que foi o que mais me chamou a atenção, e que falo dele já já.

Além do fato inusitado de ver o Super-Homem lutando com amigos de sua própria editora e com personagens da Marvel, o que me chamava a atenção nestas edições eram o tamanho. Eu devia ter pouco mais de uns nove anos quando as li a primeira vez e, para um garotinho, a revista parecia que ia me engolir, de tão grande. Só aquilo bastava para que eu ficasse deslumbrado. O encontro de titãs que foi Homem de Aço contra o Cabeça de Teia viria a ser republicado mais duas vezes pela Editora abril, mas sem a mesma grandiosidade.

O argumento era de Gerry Conway, roteirista constante do Homem-Aranha na década de 70, e o desenhista era Ross Andru, outro que trabalha com o personagem. Neal Adams e John Romita deram alguns retoques. A trama não era nada de muito elaborado. Assim como os heróis eram de editoras diferentes, os vilões também o eram. Lex Luthor e Dr. Octopus se unem contra os dois heróis. Aliás, outra coisa que caracteriza um crossover é que SEMPRE os heróis entrarão em atrito um com outro gerando assim o "versus" do título. Em seguida se entenderão e se unirão contra seus inimigos. A fórmula já é bem desgastada, mas as editoras não desistem dela.

Mas, alguns podem se perguntar, e a diferença de superpoderes entre o Super-Homem e o Homem-Aranha? O gibi terminaria antes de começar se os dois lutassem. Mas, para roteiristas que ressuscitam heróis que viraram pó diante de nossos olhos, isso é fichinha. Para casos assim sempre há uma "gambiarra" para equilibrar as coisas. No caso aqui, um raio de radiação desenvolvido por Lex Luthor que dá, temporariamente, o mesmo nível de força ao Homem-Aranha, para enfrentar o Super-Homem.

Porém, com tudo isso, não foi este crossover que mais me cativou de início e sim o terceiro Almanaque do Superman, o de 1979: Super-Homem Versus Muhammad Ali!

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A diferença de tamanho da edição da EBAL e da Panini

Para minha mente infantil era um tanto complicado entender como o Super-Homem estava enfrentando Muhammad Ali que, mesmo naquela época, eu já sabia quem era. E ele era do mundo real. O roteiro era de Denny O'Neil e Neal Adams, parceiros constantes desde Batman e Lanterna Verde. Os desenhos do mesmo Neal Adams, que poucas aventuras do Homem de Aço dsesenhara. A arte-final era de Dick Giordano e Terry Austin. Uma equipe de ouro para um combate de titãs.

A capa já deixava claro que haveria uma luta e, por mais incrível que pareça, no ringue. Uma raça alienígena quer a Terra para si e aceita que os dois ícones terrestres lutem entre si para definir qual dos dois enfrentará o campeão alienígena e, assim, ver quem levará a Terra como prêmio. Novamente nos vemos no problema da diferença de forças óbvias entre Super-Homem e Muhammad Ali. Isso é resolvido em um piscar de olhos quando o local da luta escolhido é um planeta de sol vermelho, onde o Super-Homem não tem poderes. Agora imagine um homem que nunca teve treinamento de lutador de boxe enfrentando o melhor nesse ramo. Sim, é um massacre.

Diferente de Super-Homem Versus Homem-Aranha, que chegou até mesmo a ter um segundo encontro publicado pela Editora Abril, esta edição com Muhammad Ali não foi republicada pela Abril e ficou desde 1979 sem ver terras brasileiras. Isso até o ano passado quando a editora Panini teve a gentileza de republicar este clássico em tamanho ligeiramente maior que o formato americano e com capa dura. Para ver como as edições da EBAL eram grandes é só ver a foto acima e a diferença entre as duas edições.

Dos crossovers considerados como clássicos, apenas mais dois são dignos de nota. Um deles é Os Fabulosos X-Men Versus Os Novos Titãs:

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Publicado aqui pela primeira vez em Grandes Heróis Marvel #09, já começava errado. Afinal se era um encontro entre duas editoras não poderia ter sido lançado na série Grandes Heróis MARVEL. Para piorar um pouco mais, o artista ideal para ilustrar esse encontro épico seria George Pérez e, no entanto, ficou a cargo de Walt Simonson, mais conhecido pelo seu trabalho em Thor. O roteiro era de Chris Claremont e a arte final de Terry-Austin, ou seja, a equipe criativa era toda da Marvel. Mesmo assim, não houve crossover mais esperado naquela época.

Os dois grupos de super-heróis eram os xodós de suas respectivas editoras, cada um deles estando no auge de sua forma. Juntá-los em uma edição especial era mais do que necessário, era uma obrigação. Os vilões eram Darkseid da DC Comics e a Fênix Negra da Marvel. Um páreo duro, já que apenas um dos dois sozinhos já seria problemático para os dois grupos juntos. Apesar de tudo, a arte de Simonson não decepciona e a interação entre os personagens é perfeita, graças a Claremont.

Anterior e asse ainda aconteceu mais um, que não gosto tanto como os citados, mas que devemos citar graças ao artista envolvido na arte, José Luiz Garcia Lopez. É Batman Versus O Incrível Hulk:

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Com o sucesso alcançado pelo encontro de Super-Homem e Homem-Aranha era natural que as duas editoras quisessem reunir mais dois ícones de suas respectivas galerias e, os nomes mais óbvios na lista seriam Batman e Hulk. O roteiro ficou a cargo de Len Wein e os desenhos do já citado José Luis Garcia Lopes, com seu traço limpo e fácil de reconhecer. A edição chegou a ser publicada ainda na EBAL, poucos anos antes de sua falência. A Editora Abril a republicou na série Grandes Encontros Marvel & DC. Os vilões eram o Coringa (como não poderia deixar de ser) e o obscuro inimigo do Hulk, o Figurador. Coringa convence o Gigante Esmeralda de que Batman é seu inimigo e o embate é inevitável. Valeria uma republicação só para ver a arte de Garcia Lopes restaurada.

E, enquanto as editoras DC e Marvel se mantiveram supremas, os crossovers se davam apenas entre as duas. Aconteceram crossovers entre Batman e Homem Aranha, mais de uma vez, assim como Batman e Justiceiro, também mais de uma vez. Mas tão fracos que não são dignos de nota. Batman ainda chegou a se encontrar com o Capitão América em uma aventura que se passava na Segunda Guerra Mundial e em um universo paralelo, pois apenas assim Bruce Wayne existiria nesta época. O roteiro e a arte de John Byrne faz com que seja uma edição a ser lembrada. Coringa e Caveira Vermelha são os algozes que aqui se tornam parceiros.

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Com a ascenção de editoras como a Image e Dark Horse, entre outras, os crossovers se tornaram cada vez mais constantes e numerosos, tanto entre as duas principais editoras, como entre elas e as outras novatas. Sem falar das novatas entre si. Era uma enxurrada de crossovers que banalizava o tema, gerando mais edições ruins do que boas. Batman enfrentou o Predador, personagem dos cinemas levado para os quadrinhos, um sem número de vezes. Os Aliens do filme de Ridley Scott se tornaram praticamente saco de pancadas de todo e qualquer personagem. Tarzan teve encontros tanto com Batman, como com Super-Homem e, claro, Predadores. Houve edições em que Batman e Super-Homem chegaram a lutar contra Predadores e Aliens. O Lanterna Verde enconttrou o Surfista Prateado e os Aliens, também. Inúmeros encontros que seria impossível numerá-los a todos.

Dois crossovers importantes, mas não necessariamente bons, foram as vezes em que os universos DC e Marvel se encontraram em duas minisséries. Como quase tudo dos anos 90, não foi lá grande coisa. Mas, ao menos gerou o curioso universo Amálgama, em que um evento cósmico unia aos pares os principais personagens das duas editoras, gerando assim um terceiro personagem novo e único. Exemplificando temos a união de Wolverine e Batman gerando O Garra das Trevas e Capitão América e Super-Homem, gerando o Supersoldado.

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E os crossvers pareciam assim, fadados à monotonia, se não fosse um ou outro encontro um tanto quanto esdrúxulo, como Superman Versus Asterix, Superman Versus He-Man, Superman Versus Pernalonga(!!!), Justiceiro Versus Archie e Justiceiro versus.... hã... Eminem.

Mas, nem tudo estava perdido. No meio de tantos crossovers inúteis, as duas maiores editoras se juntaram novamente para lançar um que fizesse a diferença: Liga da Justica Versus Vingadores era uma minissérie que colocava os personagens frente a frente como se fosse a primeira vez, descartando assim todos os crossoovers anteriores, incluindo Marvel Versus DC. A equipe criativa não poderia ser melhor, Kurt "Marvels" Busiek e George Perez. Foram quatro edições de um embate de forças único em uma epopéia cósmica digna de Jim Starlim. Publicada aqui duas vezes pela Panini, primeiro como minissérie, depois como encadernado, é uma HQ difícil de ser encontrada hoje em dia e merecia ser publicada uma terceira vez.

Enfim, crossovers se tornaram parte das histórias em quadrinhos. Até mesmo na Turma da Mônica os super-heróis dão as caras em pequenos crossovers não-oficiais. Mas, são poucos os que são digno de nota hoje em dia. Um que se pode contar como um bom crossover de tempos recentes é Planetary Versus Batman, onde o grupo de Arqueólogos do Impossível enfrenta nada mais nada menos que várias versões do Homem Morcego, incluindo a versão de Cavaleiro das Trevas de Frank Miller e, pasmem, a versão do seriado da década de 60. O roteiro de Warren Ellis e a arte de John Cassaday fazem com que a HQ valha realmente a pena. Fora isso, só se o Wolverine enfrentasse o Justin Bieber... e vencesse.

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Um comentário:

TUBA disse...

Muito foda esse post!!

valeu, eudes!

óqui.

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