quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Papel, Scan, Tablet


PAPEL, SCAN, TABLET!
Diferentes opções, para situações diferentes


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A primeira vez que li um scan de uma história em quadrinhos foi um momento mágico. Sim, foi. Afinal, quando eu imaginaria que poderia ler coisas como Marvels, Cavaleiro das Trevas, A Piada Mortal, entre outras, ali de graça. E eu baixei página por página, lendo em uma qualidade bem diferente da de hoje em dia. No entanto, parecia que eu estava num paraíso nerd, para onde eu fora lançado, sem precisar me explodir. Tudo bem, sem as virgens, mas era querer demais. Daí que fui inspirado a fazer o mesmo. Mas, assim como a origem do Super-Homem ou Batman, o povo já está careca de saber isso.

Eu passava mais tempo fazendo o scan do que lendo o que outras pessoas faziam. Como era eu que tinha a revista em papel, nada mais natural do que lê-la antes de digitalizá-la. Assim, eu lia poucos scans. E, quando o fazia, fui percebendo uma coisa: ler no computador era problemático. Assim, eu lia apenas aquela HQ que eu realmente sabia que seria impossível encontrar nas bancas ou livrarias, ou que não havia previsão do lançamento do título por aqui. Foi assim no caso, por exemplo de Planetary, Preacher, Akira. Então era fácil enfrentar o incômodo da tela. Nem mesmo os quadrinhos on line oficiais eu consigo acompanhar por conta de não gostar de ler no computador e acabo perdendo muita coisa boa.

Dois exemplos de quadrinhos on line muito bons, que nunca vou aos sites para ler são: Malvados e Um Sábado Qualquer. Na verdade, são tirinhas, o que torna até mais fácil a leitura, e mesmo assim, eu não encaro. Certo, um dos motivos é que sempre fui um pessímo internauta, navegando pouco, não visitando até mesmo sites sobre assuntos do meu interesse, como cinema e quadrinhos. Mas, voltando aos dois sites, a verdade é que, quando os autores lançaram edições em papel de suas tirinhas, eu fui o primeiro a comprar e li de uma tacada só.

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Mas essas ao menos estão lá nos sites e, quem quiser lê-los, é só passar um tempo por lá. Mas, os scans vieram principalmente para os quadrinhos perdidos. Sejam porque sairam de circulação, ou porque não foram publçicados aqui, ou porque, algumas vezes é simplesmente impossível comprá-los pelo preço que estão sendo lançados. Então, melhor do que não ler é lê-los assim mesmo, na tela do computador. Assim sendo, o scan acaba cumprindo seu papel, sem querer fazer trocadilho, mas já fazendo.

Vou usar um exemplo que se aplicaria a mim. Só que faremos de conta que eu não li o scan. A série Preacher teve sua publicação atribulada aqui no Brasil, nunca chegando ao fim, no número 66. Até que a editora Panini publicou toda a série em 9 volumes. Não sei se a editora publicará os especiais e a minissérie Santo dos Assassinos em um décimo volume, mas ao menos a série toda já foi publicada, pela primeira vez, aqui no país.

O problema é que cada volume sai em uma média de R$ 65,00, por ser capa dura e sempre com muitas páginas. A editora até mesmo está republicando o volume 1, que aproveitei e adquiri, já que na época que saiu a primeira vez não pude comprar. Se vou conseguir comprar os outros, não sei. Esse tipo de dúvida faz com quem muitos se virem para os scans, para ler esta saga e saber o fim da mesma. Isso se dá porque as pessoas preferem o scan ao papel? Não. Se dá porque não há uma opção de se comprar a HQ com uma capa comum, por um preço menor, como foi feito, por exemplo com Watchmen e Daytripper.

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Isso tudo porque, apesar de serem divertidos de se fazer, e até mesmo de se ler, os scans tem suas limitações espaciais. Mas, será que com os tablets, ler uma HQ terá o mesmo efeito que estar com uma revista nas mãos? Digo só uma coisa; NÃO! Pelo menos não agora. Quem sabe daqui a alguns (muitos) anos, quando a geração de leitores de quadrinhos atuais for substituída e quando as pessoas não se importarem em armazenar seus gibis em um tablet para ler no banheiro ou na cama. Por enquanto, o leitor de quadrinho mediano, aquele que cresceu lendo gibis, ainda é uma coisa que torna dificil isso acontecer. Ele é, antes de tudo, um cheirador de papel, um colecionador! Com um tablet repleto de publicações digitalizadas, oficiais ou não, a cena abaixo não será mais possível:

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Mas, claro, o tablet será bem melhor para ler os scans a que estamos acostumados, do que um notebook ou um computador de mesa. Além do caso de Preacher, ainda há Planetary que não foi publicado inteiramente, Promethea, e Sandman, que é um material excelente, mas que, mesmo valendo a pena, o preço é pesado para quem tem outras responsabilidades a mais do que apenas comprar gibi. E olha que o os scans do Mestre dos Sonhos estão defasados, ruins de ler.

O fato é que ainda vou gastar muita bufunfa comprando HQs em papel. Nem tablet eu tenho ainda. Os scans tem seu lugar, o tablet sendo usado para ler quadrinhos também, mas papel ainda é insuperável para quem quer ter sua coleção de HQs, com seus cheiros característicos. Afinal, é sério, cheirar tablet não dá barato. Ou não é barato, tanto faz.

9 comentários:

Anônimo disse...

grande eudes
digo o seguinte, se no note ou comput com tela de 15 ou 17 polegadas éruim de ler, imagine num tablet? nao dá, eu leio no comput porque aqui na minha cidade nem banca tem.
mas é uma boa reflexao...
hsm

Anônimo disse...

Caríssimo Eudes,
Mesmo como fã tarja preta e "cheirador de papel" confesso sou forçado a admitir que sucumbi às vantagens dos scans. Não que eu tenha deixado de comprar quadrinhos, mas com certeza reduzi consideravelmente minhas compras. Não sei precisar se isso aconteceu pela absoluta falta de espaço para armazenar tanto papel ou pela mesmice que se abateu em boa parte dos títulos regulares que apaixonadamente acompanhei por tantos anos, mas o fato é que abandonei os títulos regulares e passei a me dedicar a acompanhar apenas pelos encadernados, boa parte apenas de títulos que já tinha em formatinho ou versões em papel vagabundo (odeio o pisa brite). Por outro lado, como leio bem em inglês, e a qualidade dos scans gringos (sem ofensa) são praticamente perfeitos, com o lançamento do novo iPad com qualidade retina leio mais hq virtual do que de papel. Cheguei a comprar algumas edições nos aplicativos da Marvel e DC e não sinto saudade quase nenhuma do papel. Claro que de vez em quando aparece uma edição Absolute tipo a do All-Star Superman de Grant Morrison só pra contrariar, mas isso é a regra, não a exceção. Enfim, concordo que scans e papel se complementam, mas afirmo que, para mim, a migração para o modo virtual é irreversível. Como não pretendo impôr minha opinião à de ninguém (principalmente de quem não tem um iPad), sei que a discussão irá se prolongar por muitos anos. Fraterno Abraço.

Anônimo disse...

Olá Eudes.
Além de ler e-books, também tenho lido quadrinhos no meu KINDLE, obviamente só faço isso com quadrinhos em preto-e-branco (não quero ler nada colorido transformado em grayscale), ex: A Espada Selvagem de Conan, Vagabond (Manga), TMNT, Xenozoic Tales (Cadillacs and Dinosaurs), The Walking Dead... O resultado é ótimo, recomendo o Kindle à todos!

Reza a lenda, que a Amazon estuda lançar um 'Kindle colorido' visto que já foi comprado um lote de 'color e-ink' (já disponível no Japão e China para testes. Inclusive já existe uma alternativa ao color e-ink, é uma tela LCD de baixo brilho, tecnologia que está noFlepia, da Fujitsu (1000 dólares p/ enquanto).

Quem sabe num futuro próximo né? Pra mim seria uma ótima.

Ah, também li preacher pelo notebook, rs.

Abç!!!!

Djinn disse...

Comecei no mundo das HQs tem pouco tempo, e o que me fez realmente gostar foi os scans. Foi por meio deles que conheci 2 obras que me fizeram correr atrás de outras coisas, Sandman e Preacher. Há pouco tempo comecei a comprar HQs e como todo leitor, seja de quadrinhos ou livros, compartilho da opinião de que não há uma melhor maneira do que ler segurando o papel e sentindo aquele cheiro que torna essa mídia tão única ! Ainda baixo scans, afinal não é possível comprar tudo e muita das vezes uso o scan como um teste para a história que estou lendo, foi assim com fábulas e com Transmetropolitan, por exemplo. Valeu Eudes pelo post !

Jonny Boy disse...

Logicamente, também gosto muito de HQs convencionais... mas os preços, indisponibilidades e até a dificuldade em achar alguns títulos fazem com que procuremos por formas alternativas para saciar nossa sede. Recentemente comprei um Tablet de 10,1 polegadas... principalmente para ler The Walking Dead. Vou dizer uma coisa... foi muito bom e como você disse... "li de uma tacada só". Ter a revista (livro) física é muito bom, mas vou te falar... que meu braço dói quando fico deitado na cama lendo o livro Guerra Dos Tronos... mas com o Tablet (lendo Scans) está muito tranquilo. Portando, compro HQs e livros quando possível... e quando não leio no Tablet (gosto muito e vale muito a pena ter um, mas tem que saber comprar o Tablet certo). Yo!

Anônimo disse...

Grande parte do problema são os mixes das revistas no Brasil. É foda ter que comprar Superman por exemplo, pra ler uma história boa do Morrison e duas outras toscas...

Anônimo disse...

Economizo uma boa grana baixando scans, mas ainda tem alguns quadrinhos que compro, muio raramente. O formato digital é mais prático, fácil de transportar e o preço compensa muito.

criticoazul disse...

Ola, caro Eudes sou colecionador antigo desde heróis da TV 1, assinante da Panini, com um acervo de umas 10000 revistas, e graças a deus tenho um bom emprego que me permite gastar com quadrinhos, mas esse bom emprego me tomava todo o tempo e já a uns oito anos comprava tudo que saia mas não lia nada, até que comprei um Ipad 3 com tela retina, esse ano, e lhe digo que minha vida mudou. Hoje compro os capa duras pra por na estante e leio no tablet com uma qualidade melhor que o papel sem contar que não preciso de luminária pra ler, o que incomodava a minha esposa a noite, e leio em qualquer lugar podendo levar nele mais de 1000 revistas, incluindo todos os novos 52 da DC, que apesar de não ler todos, tem umas 15 séries muito boas.

Um abraço e fica a dica, se for pra comprar um tablet recomendo o novo ipad só por causa da resolução da tela.

Outra coisa

Acredito que a Panine só lançou o Preecher do encadernado 7 em diante e agora é que começou pelo 1.

joalfa666 disse...

Eudes, com certeza quem provou do cheiro de papel recém impresso tem dificuldades para abandonar o vício. É algo que sempre dá recaída e abstinência. Mas com o tempo e a idade, sejamos claros, e o fato da situação financeira não colaborar sempre, o tablet é a opção dos sonhos para leitores compulsivos como eu. Comprei, quando saiu na banca, a coleção inteira de Sandman, ESC, o PRIMEIRO capitão América, o PRIMEIRO Heróis da TV, e muitas outras coisas nos meus 41 anos de idade. Mas uma separação me obrigou a deixar toda minha biblioteca para meus filhos. Fiz um bom negócios pois os dois garotos seguiram meus passos e se tornaram compulsivos.
A nostalgia sempre me perseguiu e voltei a ler em scans, mas o computador é um saco, te obriga a ficar em uma posição durante muito tempo. Quando conheci o tablet, foi amor a primeira vista e todo aquele desejo represado durante tanto tempo veio à tona. Leio muito mais do que antes. No metrô, no ônibus, na fila do banco, no trabalho, em casa. Onde vc imaginar. Hoje tenho um acervo de mais de 4,000 scans de Hqs e 2,000 de ebooks e continuo baixando sem parar. quero ter o que fazer na minha aposentadoria.

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