segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Dia 21 de Novembro: 10 Anos de RA


JAMES CARTAGO'S SCI-FI STORIES: FRAGMENTOS
Como o Proto-site RA Prosseguiu sem Digitalizações

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O aventureiro James Cartago gostava de viajar pelo espaço e hiperespaço, sem se apegar a lugar algum. No entanto, entre os vários planetas que já visitara, um deles tinha um certo apelo e Cartago sempre voltava àquele lugar tranquilo: Nostalgic 1. O planeta era exatamente isso, um lugar nostálgico. Era possível encontrar ou vivenciar experiências antigas. Era muito útil a pesquisadores do passado e, acreditem, até mesmo do futuro. Nostalgic 1 não se restringia ao passado.

Umas das formas mais primitivas de obter conhecimento ali, era justamente de uma forma arcaica e, portanto, nostálgica: escutar velhas histórias sentados so redor de uma fogueira. E, foi assim que, depois de falar com seus amigos e estar já um pouco exausto, que Cartago resolveu escolher um dos acampamentos onde contadores de histórias desfiavam suas narrativas sobre o passado, o presente e o porvir.

Quando se instalou entre o círculo de pessoas (e não-pessoas) que ouviam a história que uma espécie de monge contava, notou que ela já estava avançada. como não tinha nada melhor para fazer, resolveu que escutaria assim mesmo, pois estava com um pressentimento de que gostaria. Skip, seu cão, se deitou e seu lado e deu um suspiro profundo, olhando para a fogueira que, apesar de holográfica, produzia calor. A noite estava fria e a fogueira era aconchegante. Cartago se sentou ao lao de uma menina centuriana e de um gigante peludo de Mitrêiades. Estavam hipnotizados pela história do estranho monge:

"... e foi assim que o blog parou com as revistas digitalizadas. Depois de vários meses disponibilizando aqueles velhos meios de entretenimento terrestre chamados quadrinhos, Eudes resolve que não há mais como continuar com os scans, devido a dificuldade de colocá-los para o arcaico método de aquisição, chamado download. Também, uma leve perseguição tivera início. Porém, foi o cansaço, aliado a esses problemas que o fizeram parar. E agora, o que seria do estranho Rapadura Açucarada, que em arcadiano significa "aquele lugar onde nem eu nem você entramos sem meias", mas há controvérsias quanto a isso.

O blog parecia fadado a morrer. A razão de sua existência se tornara os ditos scans e continuar sem eles, parecia algo impossível. Porém, o proto-site Rapadura Açucarada se recusava a morrer. O seu proprietário, Eudes, começou a disponibilizar tudo que encontrava pela web. Links de tudo que pudesse ser de inutilidade pública, já que era isso o que movia aquela primitiva versão da rede de computadores terrestre. Os terráqueos aqui presentes talvez saibam disso." - Cartago acenou levemente que sim.

"Colocar links não era nenhuma novidade, mas o público que fora arrecadado através dos scans, permaneceu, pelo menos a grande maioria. E os links serviam como fonte de distração. E, do mesmo modo que se dedicara aos scans, Eudes se dedicava a caça de novos e melhores links. O blog ia ganhando um novo aspecto e as pessoas nem mesmo perguntavam mais pelos quadrinhos. Mas, apenas links poderia ser ao mesmo tempo cansativo e monótono para o público e pare ele mesmo. Como um ser em constante mutação, o blog ganhava contornos diferentes a cada nova semana, mês, ano..

Eudes começou a colocar imagens eróticas, o que deixava os humanos do sexo masculino um tanto quanto agitados. Também começou a escrever textos diversos: memórias, contos de terror, ficção-científica e, pasmem, poemas. Sim, ele teve a coragem de colocar poemas, mesmo sabendo que seria motivo de piada para alguns de seus leitores. E, claro, isso aconteceu. Mas, nada que não pudesse ser contornado.

Apesar de também fazer resenhas de filmes, livros e quadrinhos, o blog voltara a ser como no início, antes dos scans, um lugar sem um tema central. E era assim que ele gostava. Poderia parecer que isso estava fadado ao fracasso, mas o contrário acontecia. Mais pessoas apareciam, fosse devido aos links, aos textos, às poesias, ou simplesmente devido às, vulgarmente falando, mulheres peladas. Como se não existissem sites-integrais sobre o assunto.

A coisa toda parecia estar dando tão certo ainda, que Eudes foi chamado para escrever em dois sites especializados. Um em entretenimento e outro em informática. No primeiro ele escreveu mais tempo, o Sobrecarga, e no segundo - que minhas fontes não conseguiram resgatar o nome- escreveu pouco, já que nada entendia de informática e até mesmo achou estranho o convite. Fez o que pode em dois ou três textos.

O homem parecia destinado a estar agregado ao seu proto-site por muito tempo. Assim, o tempo passava e o blog mutava. Deixando de lado os links, que se tornaram trabalhosos e cansativos de reunir, passou a escrever mais e por mais tempo. Deve ter escrito quase sua vida inteira, em vários e vários pequenos textos. Fazia algo bem parecido ao que fazemos aqui, só que de forma mais pessoal.

E assim prosseguiu até o dia em que o chamado dos quadrinhos digitalizados foi mais forte. Mas essa é uma outra história. Ainda falando sobre seus textos, Eudes acabou criando vida. Ou seja, personagens a quem se apegou e que passava a escrever constantemente sobre eles. Um deles, o mais constante, era um pistoleiro chamado Jerusalem Jones. As histórias se passavam no oeste do antigo Estados Unido da América, em alguma época do século 19 ou 20, não lembro bem. O outro era um aventureiro espac..."

O comunicador de James Cartago soltou um som agudo, um alarme, assustando a todos e calando o monge. Era seu sinal de chamado de emergência. Sabia que devia desligar todos os aparelhos de comunicação ao estar em Nostalgic 1, mas aquele ele não podia. Sentia os olhos acusadores sobre ele, enquanto se afastava, com Skip em seu encalço, feliz.

Na verdade, sentiu alívio que o comunicador tenha tocado. Estava se sentindo estranho ao fim da história e pensou ter visto o monge encará-lo, por baixo daquele capuz que escondia seus olhos. Correu para seu veículo, sua retro-moto, mas ainda olhou para trás, e pensou ter visto o monge a olhá-lo de longe, enquanto continuava sua história. Achou que estava vendo coisas, mas parecia que ele usava óculos e sorria maliciosamente para Cartago.

Nunca mais o encontrou.

********************

No próximo capítulo, sem James Cartago: O Retorno dos Scans.


PETER PARKER E SUA COLEÇÃO DA LULUZINHA
Um trauma nos 10 Anos do RA


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2 comentários:

joalfa666 disse...

Parabéns pela criatividade. Tenho que admitir que dei boas risadas.

Eudes Honorato disse...

:))))

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