domingo, 11 de novembro de 2012

E no Mundo Real?


E A VIDA NO MUNDO REAL
Enquanto o RA Nascia e Crescia?


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Acontecimentos que tiveram seu início em 1990, quando eu tinha 19 anos, teriam uma resolução durante a criação e ascenção do blog. Se foi coincidência ou não, nunca saberei com certeza.

Eu já estava casado há três anos, quando iniciei o Rapadura Açucarada. Desempregado, por causa justamente desses fatos de 1990, eu passava um bom tempo me dedicando ao blog e, exatamente por isso, ele cresceu tão rápido e teve tanto conteúdo nos meses de 2003. Outra coisa que acontecia durante essa época era que eu voltava a estudar, depois de uns dez anos afastado. Mas, e o que aconteceu em 1990?

Naquela época, eu estava trabalhando na Indústria de Massas e Biscoitos Piraquê. Meu primeiro trabalho de verdade. Por sorte fiquei na seção de material de embalagem, longe dos fornos e etc. O trabalho era pesado no início, mas depois se tornou mais burocrático, pelo menos para mim, depois que fui promovido. O que parecia ser uma melhora, pode ter sido o causador de uma espécie de surto, que me deixou com algo que eu não soube identificar de imediato.

Obs.: se tem problemas de ansiedade grave, não seria bom ler o que se segue.

Talvez tenha sido o estresse de acordar às 4 da madrugada, pegar dois ônibus e ter de chgar no trabalho às 6 hrs, sem poder chegar um minuto atrasado, aliado ao trabalho que se tornara burocrático, onde eu conferia todo material usado no dia anterior, vendo também o que fora estragado e fazendo cálculos e mais cálculos. Além disso, toda essa conferência ia parar nas mãos de ninguém menos do que um dos três donos. Isso era mais um fator estressante: o medo de errar.

Não posso dizer com absoluta certeza, mas é a minha teoria que, devido a tudo isso, eu entrei em colapso e teve início uma série de crises que durariam 12 anos. Isso mesmo. Fez as contas? Elas param exatamente em 2002, quando eu começo a entrar de cabeça no blog. Mas, que crises eram essas?

Na época, se a internet existia, era só um embrião, em algum lugar obscuro, para nerds obscuros. O fato é que, mesmo sem nunca ter lido nada sobre o assunto, eu sabia que estava tendo crises de pânico. Talvez fosse a natureza das crises: o medo. Medo de estar ficando louco, medo de estar morrendo, medo de nunca mais ficar bem novamente.

Lembro tão bem da primeira crise que é como se ela tivesse acontecido ontem. Eu terminara de almoçar no refeitório do trabalho. Já me sentia estranho. Não entendia tudo que as pessoas falavam. Não sabia o que era aquilo e isso me deixava nervoso. Quando estava escovando os dentes, o mundo desabou e eu fui junto. Minha mente entrou em uma espécie de pane. Eu olhava, nas não entendia o que eu via. A mesma coisa para o que eu escutava. Isso deve ter durado uns 10 a 15 segundos. Mas, para mim, parecia uma eternidade. Quando os segundos terminaram, eu apaguei. Não lembro que apaguei, mas ao acordar, entendi que tinha apagado.

Tinham me levado para as escadas, e me davam água. Eu sentia um gosto estranho na boca, e perguntei o que era. Me disseram que erasal. Pensaram que eu estava com pressão baixa. Tudo era muito estranho. Eu ainda não estava bem. Parecia um sonho. Fui levado para a enfermaria e fiquei lá até me sentir bem e voltar ao trabalho. Mas, os dias que se seguiram mostraram que aquela era a primeira de muitas.

Para louvor da Piraquê, posso dizer que nunca me despediram por causa dessa minha nova condição. E olha que ainda tive muitas crises estando lá. E fui levado de maca para a enfermaria muitas vezes. Mas, ainda trabalhei dois anos ou mais. Fui despedido por corte de pessoal, mesmo que a alegação tenha sido atraso.

O que entendi das crises era que o momento em que eu apagava, eu realmente não desmaiava, mas entrava em convulsões. Aquilo me confundiu. Eu achava que era Síndrome do Pânico, mas as convulsões eram um quadro epiléptico. E, foi assim que durante os 12 anos seguintes eu fui tratado, como epiléptico. O fato de que os tratamentos não funcionavam, me diziam que alguma coisa estava errada. Ou que, na verdade, alguém estava errando, no caso, os médicos.

Mesmo médicos particulares se mostravam inéptos. O tratamento era o usual, e ninguém entendia que o que eu tinha, não era algo a que estavam acostumados. Até hoje não entendem. Sempre que eu descrevia os sintomas, acaba indo parar em médicos neurologistas que só me entupiam de remédios para as convulsões, sendo que ninguém se importava com os relatos sobre o pânico que eu sentia, logo antes de apagar.

Nem mesmo quando eu dizia que tinha crises em que eu não pagava e, portanto, não entrava em convulsão, eles não se mostravam interessados. Para piorar, os exames diziam que eu tinha uma epiplepsia, mas apenas com "discretos sinais de disfunção cortical de caráter inespecífico". Era como se eu não tivesse quase nada, falando de modo claro. Porém, as crises não eram "discretas". As convulsões eram fortes e o pânico anterior a elas, mais ainda.

E os anos iam passando e os médicos também. Fui perdendo o ânimo. Uma última tentativa foi uma triagem num centro psiquátrico da UFRJ, chamado IPUB, na Zona Sul do RJ, lugar que eu não sabia ainda, mas iria morar lá perto em breve. Mas, tudo deu errado. Na triagem, ao relatar os sintomas, aconteceu o que já acontecia há uns 10 anos. Me mandaram para outro lugar, para receber tratamento neurológico, voltando a tomar remédios que não faziam as crises parar, apenas serem mais espaçadas, no máximo.

Mesmo assim eu fui. Depois de uns meses indo e apenas recebendo as receitas rabiscadas apressadamente, por médicos sem interesse algum no paciente, eu parei. Desisti. Resolvi aceitar que minha condição era permanente. Ah, o que esqueci de dizer foi que, como minha primeira crise começou durante uma refeição, lá na fábrica, quase todas as subsequentes aconteciam quando eu fazia uma refeição completa. Almoçar ou jantar se tornara uma fobia. Mas, nenhum médico se importou com isso. Para eles, eu era apenas epiléptico e pronto.

Claro que, em 12 anos eu entendi o que eu tinha: era uma junção de Síndrome do Pânico e epilepsia. A primeira acionava a segunda. Mas nenhum médico entendia isso, apenas porque nunca tinham visto isso antes. Então, eu me casei no ano de 2000, e fui morar bem próximo ao tal IPUB, que tinha me despachado uns anos antes.

Durante os primeiros anos de casado, as crises diminuíram, mas não desapareceram. Diferente da Piraquê, outros trabalhos que tive não resistiam à primeira crise, e eu era mandado embora. Não posso culpá-los. A visão da crise podia ser perturbadora, e ninguém ia querer se responsabilizar se eu sofresse algum acidente. Apesar de ser só durante as refeições e eu fazer apenas lanches, isso não era garantia de que não teria uma crise.

Então chegamos ao momento em que começo a me imiscuir no RA, a gostar de ser blogueiro. Ainda no começo, sem os scans, eu já me divertia com isso. Tomava meu tempo. Na mesma época, não lembro exatamente quem, mas me disseram que eu deveria voltar ao IPUB. Creio que talvez tenha sido alguém que não sabia que eu já tinha ido lá. E foi o que eu disse à pessoa, eu já fui lá e não deu certo. Mas, depois de um tempo, eu pensei, ah, quer saber, estou morando tão perto, dá para ir a pé, não custa nada tentar só mais essa vez.

Depois de ter uma crise enquanto estava sozinho no apartamento, essa idéia de voltar lá se tornou mais forte. Mas, eu faria diferente dessa vez.

O IPUB - Instituto de Psiquiatria da UFRJ - é especialista, entre outras coisas, na Síncrome do Pânico. Eu sabia que se, na triagem, eu repetisse tudo que tinha dito da primeira vez, aconteceria o mesmo, eu seria mandando para tratamento neurológico. Então tomei uma decisão: eu ia omitir os sintomas da epilepsia, citando apenas aqueles que eu já entendia, serem de uma quadro de pânico. E, elementar, meu caro Watson, funcionou. Eu estava dentro.

Quando tive certeza que não tinham como voltar atrás, contei todo meu quadro. Pela primeira vez em 12 anos, alguém me receitava um remédio específico para Síndrome do Pânico e, poucos meses depois, pela primeira vez em 12 anos, eu estava almoçando, aqui mesmo, em frente ao computador, enquanto cuidadva do RA, sem medo algum.

Enquanto almoçava, peguei o telefone e liguei para minha mãe, que foi quem mais presenciou minhas crises e cuidou de mim. Quando ela atendeu o telefone, eu parei de mastigar e disse:

- Mãe, tenho uma notícia para dar. - Ela ficou confusa, talvez achando que eu ia falar que a Lia estava grávida, mas aí eu completei - Eu tô almoçando. Tô comendo e não tô sentindo nada demais.

Senti quando ela prendeu a respiração e em seguida começou a chorar e eu, claro, chorei também, pois sou um manteiga derretida, acreditem. Fiquei feliz em dar essa notícia a ela, que sempre buscou comigo uma solução para o problema.

Tudo isso, na mesma época que comecei o blog. Quando ele estava no auge, lá nos primeiros meses de 2003, eu não tinha mais resquício de crises. Em 10 anos de blog e de tratamento, só tive umas 3 ou 4 crises sérias e nada mais. Geralmente por falta de remédios regularmente.

Por mais que eu saiba que o medicamento tenha sido, finalmente receitado corretamente e que o efeito tenha sido em poucas semanas, eu ainda acho que o blog, a forma como eu passei a me dedicar a ele e aos scans, tudo isso, pode ter ajudado, como uma espécie de terapia de ocupação. Infelizmente os médicos lá continuam sem se importar com a raridade da minha condição, talvez porque sejam médicos residentes, e ficam apenas dois anos cada. Não se comprometem com algo que é apenas temporário. Não sei. Mas, posso dizer que creio terem sido as duas coisas combinadas, o tratamento e a dedicação irrestrita ao blog, que me fizeram melhorar tanto, algo que parecia impossível, depois de tantos anos.

E, claro, o apoio da Lia, que está ao meu lado todo esse tempo em que me trato por lá.

Para pessoas que quiserem mais informações sobre o IPUB, como endereço, telefone e tratamentos, é só clicar
AQUI.


QUEM RAPADUREIA A RAPADURA?!
Um mistério para o detetive Rorschach


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27 comentários:

Questão disse...

minha irmã tem síndrome do panico, já teve varias crises,minha mãe também,tenho medo de ter tambem,mas ainda bem que hoje tem como tratar e saber mais sobre o problema,fico feliz que tenha triunfado sobre seus problemas é uma grande inspiração,especialmente seu casamento ter suportado isso,tem gente que não aguenta,vi a separação dos meus pais por causa de varios motivos,um a depressão da minha mãe (que depois descobrimos que não era depressão mas sim transtorno bipolar,só que na época tudo era tratado como depressão),bom é que apesar de tudo você conseguiu superar seus problemas

um grande abraço mestre eudes e força ai

Eudes Honorato disse...

Valew mesmo Olavo. Vc deve ter feito Leitura dinâmica, hein hahahahheuhauea

Luksfornication disse...

Nossa, tambem sou manteiga derretida eu acho, pq quase chorei na parte que vc ligou pra sua mãe hahahahahah
Mas que bom que você conseguiu.. Parabéns pra você e sua família e cara, esse blog gerou (e ainda gera) muita coisa boa!
Muita história!
parabéns rapadura 10 anos =D

Lucas Sawaris

Bruno Ferraz disse...

Acompanho o Blog a muitos anos e, de certa forma, sinto que o conheço a muito tempo. Fico feliz em ler esta história que tem um final feliz. Abraços e Sucesso!!!

Eudes Honorato disse...

Obrigado, Luks e Bruno. Ainda fico surpeso em existir quem leia esses textos que começo a escrever e não paro mais. Ficam enormes.

Paulo Almeida Prado disse...

Que bom que agora tá tudo certo!

Parabéns pela recuperação, pelo trabalho e pelos dez anos de blog!

Abraços

Canino Branco disse...

Estando do outro lado do cabo, desenhamos em nossa mente uma imagem das pessoas que acompanhamos pela internet, na maioria das vezes, errada.
Através de fragmentos de informação montamos um cenário que encaixa-se e alinha-se com nossa forma de pensar.
Parabéns pela coragem em contar sua história.
Sua imagem para mim é a de um Vencedor.

Move on!!!!

Eudes Honorato disse...

Valew Paulo, obrigado mesmo.

Canino Branco, tb acho que tive muita sorte, e muito apoio. Obrigado pelo comentário

Marc Gadelha disse...

Eudes... cara, que história incrível...Eu conheci o Rapadura em 2003, no laboratório de informática da faculdade, quando fazia uma pesquisa sobre comidas regionais(??). Fiquei fan logo de cara por causa dos super-herois e do humor peculiar. Naquela época eu também não tava numa fase de muita pressão também. Vadiar na net procurando rir era uma boa terapia. Depois passei a acompanhar o Farra por um bom tempo, sob o codnome de willianwalkeriii. A gente do outro lado da tela nem imagina o que os colegas passam no dia a dia. As histórias por trás das histórias. O Rapadura e o Farra me puxaram pra cima em horas que eu precisei. e sem nenhuma demagogia barata, agora eu sinceramente agradeço. Valeu,Sr. Rapadura...
Saúde, Felicidade e Paz, pra você e sua família, velho companheiro!!

Vitor disse...

Pode acreditar que lemos tudo isso sim Eudes!(apesar de ser o meu primeiro comentário em cinco anos te acompanhando) Obrigado pelos posts!

Benin disse...

Bela história de superação Eudes... lendo tudo isso me veio uma coisa na cabeça... vc só se curou quando estava fazendo o que gosta de fazer na vida...e acho que a mensagem que fica é essa.. não podemos fugir de ser quem realmente nós somos....

Grande Abraço
Henrique,o cara de chapéu e cadeira de rodas... kkk

Adriano Antônio disse...

Parabéns Eudes por ter superado tudo o que passaste, acredite todo mundo tem algum tipo de crise na vida, crises de medo, perdas e frustrações também tive e ainda de vez em quando tenho mas nada que não de para superar, afinal apesar de não sermos personagens de histórias em quadrinhos somos atores protagonistas de nossas vidas reais e nas lições de superação nos tornamos tão super quanto os super-heróis da imaginação ou da mitologia. Só por ter tido a iniciativa de scanear hqs e compartilhá-las na web já faz de você um Super-Herói e saiba que é muito querido e estimado pelos fãs da nona arte por isso.Parabéns e vida longa ao RA!!!

Eudes Honorato disse...

Obrigado, Marc, Vítor, Henrique e Adriano. Espero até que o texto ajude quem esteja passando por algo semelhante.

mundo da Samya disse...

Não sei o pq, mas, ainda não tinha entrando no seu blog..
Essa história rela foi emocionante, me senti como se eu estivesse vendo cada cena do que ocorreu..
É por isso q quando digo que vc é único é pq és! :)

Eudes Honorato disse...

Ô Sam, obrigado pelo carinho! S2

LucaTorelli disse...

Olá, Eudes

Eu tive e tenho algumas pessoas próximas de mim com problemas psicológicos, por isso sei como é difícil falar do assunto publicamente. Graças ao seu texto, muitos serão incentivados a buscar tratamento e a não desistir dele.

Você traz um bom exemplo: a partir de uma situação negativa é possível construir algo benéfico. Dedicando-se ao blog, aparentemente para fugir dos problemas que o atormentavam, você prestou um serviço a vários leitores de quadrinhos, além de desenvolver seu talento como contista e cronista.

Quando eu comecei a fazer traduções de scans (que aliás foi uma edição da Hellblazer, aqui para o RA), tentei fazer algo parecido. Em vez de afundar em meus problemas, busquei fazer uma atividade útil para os outros e que ao mesmo tempo me trouxesse conhecimento. Analisando agora, posso dizer que isso mexeu com minha vida. Cheguei até a fazer traduções profissionais para a Panini, e alterei meus rumos profissionais, mudando de curso na faculdade quando estava prestes a me formar (ainda não me estabilizei nessa nova caminhada, mas espero chegar lá).

Mudando de assunto, estou gostando muito das paródias que você vem fazendo, a do Super-Homem com a Supergirl, e agora essa do Watchmen. Estão muito engraçadas, espero que continuem.

Valeu,
LucaTorelli

PS. Como falaram nos comentários acima, muitos casamentos não resistem aos problemas pelos quais você passou. Por isso também deixo meus cumprimentos à Lia que, como podemos perceber nos seus textos, é muito especial para você.

Eudes Honorato disse...

Poxa, engraçado como são as coisas, né? Me lembro bastante da Hellblazer que vc fez, foi a #50, s não me engano. Uma tradução muito dificil.

E sim, eu não lembro qual revista da Panini foi, mas vi seu nome na tradução. Foi surreal!

Obrigado por tudo, camarada!

Chesco36 disse...

Olha Eudes, não é o mesmo problema,mas só quem sente sabe o que é: tenho crises violentas de enxaqueca desde muito jovem, daquelas mesmo de ver tudo distorcido, vomito,amortecimento da boca e lingua e vários outros sintomas, e infelizmente a maioria não entende,ou acha que é frescura ou somente uma dor de cabeça que tomando qualquer analgésico vai passar..já fui até em especialista, fiz exame da cabeça e nada...me solidarizo com o que vc escreveu,pois depois de muito tempo após passar por uma oftalmologista (que passa pelo mesmo problema),finalmente me receitou um remédio caro,porém que atendeu as minhas necessidades e é o que tem me ajudado até hoje em dia,porque isso não acaba, apenas tem controle ou reduz os sintomas...te falo isso porque os scans tem sido uma maneira de diminuir o stress do dia a dia...gosto de fazer restaurações, de escanear e postar no blog...sem dúvida assino embaixo de tudo que vc escreveu...grande abraço e fique com Deus!

Eudes Honorato disse...

Tb tive minha cota de gente que - até mesmo da familia - achando que o que eu tinha era bobagem, nada demais. mas o ruim mesmo é quando o médico é que pensa assim, e vc sai furioso, a procura de outro. Que bom que vc tb conseguiu um bom tratamento, Chesco.

smally disse...

Se eu, que a distância e sem te conhecer, ja me conseiderava teu amigo e fã cara, imagina depois de um texto emocionante desses. Muitas vezes em minha vida, quando algo difícil aconteceu eu liguei pra minha mãe e pude ouvir e chorar com ela. Você não sabe o quanto te admiro cara, parabéns pela superação Eudes. Um abraço forte desse seu amigo virtual que lhe tem em alta conta.

Eudes Honorato disse...

Obrigado, Smally! :)

Anônimo disse...
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duke disse...

Bom, agora só falta alguém se indignar a fazer a história em quadrinhos desta história!! tá ai uma meta-história em quadrinhos que vale ouro!

duke disse...

...alias... teu caso dava um artigo...

Carlos Eduardo Freitas disse...

Grato até aqui e sucesso em tudo, Eudes!!!

Eudes Honorato disse...

Obrigado, Carlos e Duke :)

meg balduino rodrigues disse...

Muito obrigada pela ajuda, meu marido teve exatamente a mesma coisa, o mesmo exame, e também deixou a antiga profissão, está quase 100% melhor. !! Que Deus te abençoe muito!

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