sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Minha Vida


MINHA VIDA - ROBERT CRUMB
Scans 2.0 Zeradíssimos


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Robert Crumb é outro autor de quadrinhos que, assim como Will Eisner, eu vim a me aprofundar em suas obras devido aos scans. Antes disso, era um nome que eu sabia estar ligado aos quadrinhos, e que eu até mesmo sabia ser underground. Fora isso, eu não sabia mais nada.

Essa falta de conhecimento de autores mias diversificados se dava por vários fatores, entre eles fatores monetários e até geográficos, já que onde eu vivia e crescia, esse tipo de quadrinho era inexistente. Mais ou menos como ter filmes iranianos em locadoras que só conheciam filmes de ação e pornôs. Impossível.

Claro que, com o tempo, me mudei para uma área do Rio de Janeiro onde o acesso a coisas assim era mais fácil. Para se ter uma idéia, só quando vim morar aqui, consegui assistir ao filme Meninos do Brasil, ainda em VHS, que consegui numa locadora aqui perto. Isso é apenas para exemplificar a dificuldade que eu tinha para encontrar coisas fora do padrão vigente. HQs de Crumb e Eisner então, nem pensar.

Mas, como disse, me mudei. Mas, já estava há 30 anos sob a dieta dos quadrinhos mais comuns, fossem de super-heróis, fossem de humor. A falta de contato com pessoas que gostassem de algo assim e com quem se pudesse trocar sugestões, tornava tudo mais difícil. Então, a internet é que veio trazer para mim Crumb e muito mais.

Na verdade, eu não cheguei a baixar nenhum scan de HQ de Robert Crumb. Não existia nenhum - em português - ainda. Não que eu soubesse da existência. O que se deu foi que ao procurar mais quadrinhos de Will Eisner, que conheci mais através dos scans, eu me deparei com os de Robert Crumb, nas livrarias onde se podia encontrar os de Eisner. Ou seja, uma coisa levou a outra.

E, o primeiro que adquiri, e li avidamente, foi este que aí esta: Minha Vida. Uma autobiografia escrita e desenhada por Crumb, e em alguns capítulos, por sua esposa, Aline Crumb, também.

Mais do que uma biografia, a HQ é a história nua, crua e, de certo modo, divertida, de um cara que virou o ícone dos quadrinhos underground. Com seu estilo de desenho quase grotesco e ao mesmo tempo belo, Crumb traçou sua vida através da década de 60 até os dias de hoje, de maneira permanente. Um cara esquisito que deu certo.

Crumb não tem uma visão cínica apenas do mundo a sua volta, mas também dele mesmo. Sabe rir de si próprio, mesmo quando esse riso é nervoso, neurótico. Fala pouco da relaçao com seus pais e irmãos, centralizando mais no próprio Crumb e suas experiências com sexo, drogas e... blues. Por ter se tornado famoso, não faltam experiências interessantes para rechear este álbum. Todas elas vistas pela sua ótica cáustica e com seu humor ácido.

Alguns capítulos são desenhados por ele e por sua mulher, juntos. Crumb desenha ele e ela, desenha ela. Mas, qualquer uma que não seja fã xiita de Crumb - e, por tabela, de Aline - terá de admitir que ela só está ali, desenhando, por ser esposa dele, já que ela não sabe desenhar de verdade. Mesmo assim, faz carreira como cartunista e há pouco tempo a Conrad lançou uma HQ só dela. Parabéns pela coragem da Conrad. Mas, temos de admitir que só venderá por ser "a HQ da mulher do Crumb". Mas, eu não li, então posso estar enganado.

No mais, eu espero que mais pessoas, que não o conhecem, leiam. Quem sabe começando pelo scan e, se gostarem , procurar em papel. Para quem está acostumado apenas a super-heróis, mangá, ou mesmo a band desinée, Crumb é algo totalmente diferente e estranho de início. Não há tramas mirabolantes, nem sofisticadas. É só a mente e os desenhos de um cara muito, muito maluco. Quem for ler, verá.

Um comentário:

Anônimo disse...

thanks for share.

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