sábado, 28 de dezembro de 2013

Fábulas - Volume 03


FÁBULAS: VOLUME 03 - O LIVRO DO AMOR
Scans e Restauração: Onomatopéia/Os Invisíveis/SQ
Scans dedicados à Camila Pessôa

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No terceiro volume das aventuras fabulosas escritas por Bill Willngham e desenhadas por Mark Buckingham e Steve Leialoha, os nossos personagens dos contos de fadas voltam a enfrentar novos problemas para se manter às escondidas no mundo real. Um repórter de um jornal sensacionalista acaba "descobrindo" o segredo dos nossos heróis e vai revelar ao mundo. Agora, só um plano muito bem bolado para salvar a identidade do mundo das fábulas.

Em seguida, volta à ação Cachinhos Dourados. Escondida sob as asas de Barba Azul, não passa muito tempo sem ser descoberta, o que faz com ela e seu amante tomem medidas para que Branca de Neve e Bigby não saim vivos desta aventura. Para finalizar, Willingham amplia o conto de a Polegarzinha, criando uma nova história saída diretamente das páginas de Fábulas.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Presente de Natal: Um Sonho


SANDMAN EDIÇÃO DEFINITIVA - VOLUME 01 (614 pgs.)
Scans 2.0 by Onomatopéia Digital, dedicados à Déborah Otyg

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PARTE 01
PARTE 02
PARTE 03
PARTE 04


Confesso que, em 1989, quando Sandman foi lançado a primeira vez no Brasil, pela editora Globo, eu não notei a presença dele nas bancas. Um ano depois eu entrei num estado de animação suspensa e não li mais HQs até 1997, quando fui descongelado. Quando voltei a ler quadrinhos, Sandman já era um sucesso inegável. Porém, eu ainda não estava lendo gibis como eu lia antes. Precisou que eu entrasse no mundo das HQs digitalizadas, para que voltasse a comprar quadrinhos como nos velhos tempos. Menos as mensais, mas isso é outra história.

O fato é que eu fiquei sabendo de Sandman e notava um certo endeusamento à HQ e ao seu autor, Neil Gaiman. E, sempre fico desconfiado e exasperado com coisas que são eudeusadas e, consequentemente, viram uma espécie de modinha, com todo mundo babando por aquilo. Sandman era assim, na época que conheci. O fato de que parecia haver mais mulheres do que homens que gostavam da HQ, me fazia pensar que era algum tipo de HQ romântica. Então eu estava com aquela velha atitude perigosa de "não li e não gostei". E assim fiquei por muito tempo.

O que foi quebrando minhas defesas contra esse modo de pensar foi conhecer outras obras de Neil Gaiman, como Orquídea Negra, Livros da Magia e e todas as HQs derivadas de Sandman. Estas eram mais fáceis de ler porque se resumiam a algumas poucas edições, muitas vezes só uma edição especial. Sandman eram 75 edições. Elas até existiam em scans, mas não conseguria parar para ler todas. Assim, eu já gostava de Sandman, mas não lia, porque queria ler em papel.

Quando a Conrad lançou os encadernados da série, eu achava-os caros demais. Acabei não comprando nenhum. Tentei insistir e ler os scans, mas desisti logo. Além de tudo, não tinham uma boa qualidade. Isso irritava, na hora da leitura. Então veio a Pixel e lançou um encadernado com quatro edições. Sua capa mole e poucas páginas fez com que fosse bem barato e, assim pude começar a leitura das HQs do Mestre dos Sonhos. Porém, a Pixel não passou do segundo volume. E a Vertigo foi para as mãos da Panini.

Na nova editora, eles resolveram chutar o pau da barraca e lanças as Edições Definitivas, que englobavam 20 edições ou mais por encadernado. E com muitos, muitos extras. Isso fez com que o preço fosse para a estratosfera. Novamente me vi sem condições de adquirir e ler Sandman. E o primeiro volume esgotou antes que eu pudesse juntar as moedas necessárias para comprá-lo.

O tempo passou, e o segundo volume foi lançado, mas agora não adiantava mais. Sem o primeiro não havia porque comprar o segundo. Até que a Panini resolveu reeditar o primeiro volume. E, finalmente, eu consegui comprá-lo. Foi quando realmente comecei a ler Sandman por mais de quatro edições. E não parei até terminar todas as 75 edições que foram lançadas nos anos seguintes, culminando com o quarto volume, neste ano.

Sandman é uma saga monumental sobre um deus que é aprisionado aqui na Terra por décadas. Morpheus é o mestre dos sonhos e seu aprisonamento traz consequências terríveis. Assim que consegue se libertar Sandman parte para sua vingança. Neil Gaiman reformulou o personagem criado na década de 30, o super-herói Sandman, da máscara de gás, mas sem destruí-lo. É como se o Sandman de Gaiman sempre tivesse existido, literalmente falando.

Este encadernado traz as primeiras vinte edições, os outros virão, mas sem previsão, pois o tempo que se leva é grande demais, impedindo outros scans. Feliz Natal para todos vocês e para suas famílias!


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Piratas!


PIRATAS!
Uma pretensão de Eudes Honorato

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Isso são horas, garoto. Sua mãe precisa de você. Não posso cuidar dela sozinho. Já chega de ficar naquela banca de jornal lendo aquele gibi idiota de piratas. Como eu sei? Garoto, eu sei muito mais coisas do que você imagina. Não temos dinheiro para gibis idiotas. Precisamos de qualquer coisa que cair na conta, para tentar dar um tratamento melhor à sua mãe.

E não gosto de você sozinho por aí. Eu sei que você já é grandinho, mas as coisas estão estranhas. O cara azul foi embora da terra, ao que parece. É que ouço falar. Acho que agora a União Soviética vai cair matando em cima da gente. Quem mandou o idiota do presidente colocar todas as suas fichas num super-herói de merda.

Aquele cara esquisito com aquela placa de "O Fim Está Próximo" continua perambulando por aí? Sabe que mais do que nunca tenho que concordar com ele. Não gosto do sujeito, mas tenho que começar a concordar com o fulano. Outro dia ele ficou me olhando, com aquele jeito de maluco, como se soubesse alguma coisa sobre mim. Como se soubesse que estou fazendo algo errado. Ou talvez seja apenas um racista filho da puta.

E daí que fiz alguns trabalhos sujos? Sei que algumas coisas foram bem estranhas, mas pagaram bem e não fizeram perguntas, assim como não aceitaram nenhuma. Mas, dentro de mim, um comichão dizia que aquilo fazia parte de algo maior. De algo muito mais importante. Nossa, me dá calafrios só de pensar.

Achava melhor você não andar tanto por aí. Deixar de ir tanto à banca de jornais do velho gordo. Eu mesmo quase morri e você nem mesmo soube. Eu estava visitando o Harris quando um incêndio começou no prédio dele. Conseguimos sair, e depois soube que os mascarados malucos salvaram a maior parte dos que estavam lá. E eles estão proibidos de agir.Não sei mais quem está certo e quem está errado.

Sua mãe parece melhor hoje, isso é bom. Nem tudo está perdido. Sei que me acha um tonto, mas eu amo vocês dois. Mas faça de conta que eu não disse isso. Vá dormir e tire esse sorriso amarelo do rosto.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Pateta Faz História #04


PATETA FAZ HISTÓRIA #04: BEETHOVEN & DANIEL BOONE
Scans by Onomatopéria Digital/Rapadura Açucarada

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Beethoven e Daniel Boone são os ilustres satirizados em Pateta Faz História #4. Pateta como Daniel Boone, inédita no Brasil, reconta a história de um dos mais conhecidos desbravadores do território americano - também alvo de um seriado de TV nos anos 1960 e 70. A HQ não deixa de homenagear o também pioneiro Davy Crockett, cujas aventuras adaptadas para a televisão renderam à Disney rios de dinheiro. Mais detalhes no site Planeta Gibi.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Lobo Solitário - Volume 02


LOBO SOLITÁRIO - VOLUME 02 de 28
Scans by SabreWulf/Onomatopéia Digital

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Quando Ito Ogami é pego em flagrane - e preso - por um grande número de oficiais de justiça, a sua situação parece ficar sem esperança. Mas em pouco tempo descobrimos que tudo faz parte de um plano preciso e arriscado, organizado pelo ronin. Esta e outras história estão neste segundo volume escaneado pelo samurai SabreWulf!


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Não sou grande fã de escrever fanfics. Acho uma responsabilidade muito grande e admiro quem consegue. O grande fator, para mim, é escrever sobre personagens conhecidos sem ser clichê ou repetitivo. O Facebook tem sido meu laboratório parqa experiências com textos curtos e, se gosto de algum, trago-o para cá. Comecei a escrever esse e depois desisti. Fui comentar que desisti do texto e sobre o que ele era, e muitos amigos quiseram que eu terminasse. Obviamente eu não consigo escrever porque as pessoas querem. Tem que acontecer (claro, a menos que isso envolva contratos). Mas, a vontade de escrever algo continuou. E resolvi escrever outra coisa qualuqer. Mas, depois do primeiro parágrafo, o texto foi caminhando para o que havia sido abandonado. E então ele nasceu. Aqui dou-lhe o título de...


O GAROTO
Um Conto de Eudes B. Honorato

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O lápis quebrou, - por que insiste? - a tinta acabou, - você gosta de sofrer? - a máquina de escrever escangalhou. Eu estava fadado a não escrever sobre Bessie e tudo que me aconteceu. Não encontrava nenhum lápis por perto. Então resolvi sair para comprar. Ou tinta, tinta que não se apaga tão facilmente. A máquina só poderia consertar daqui há alguns dias. Eu não tinha dinheiro. Onde estaria Bessie a essa altura?

Avistei o garoto sentado no bando do parque logo assim que saí de casa. Poderia não ter nada de estranho com ele, não fosse o fato de ele estar lendo Shakespeare. Era A Tempestade. Ele devia ter uns seis anos. Era uma cena certamente insólita. Garotos dessa idade estavam lendo gibis. Aquelas coisinhas tolas, para crianças como ele.

Ele levantou os olhos do livro e passou a me seguir com o olhar. Eu devia estar extremamente assustador: cabelos negros tão desgrenhados, que parecia que acordei e saí com eles assim. Bom, a verdade é que acordei deixei-os assim. Meu sobretudo era preto também e, além de tudo isso, meus olhos deviam estar amedrontadores. Tive uma noite sem sonhos. Mas, isso não vem ao caso.

Comprei o que precisava e na volta percebi que o menino continuava lá, e continuava a me olhar. Então, fui em sua direção. Ele não demonstrou nenhum tipo de medo. Estranhei, pois parecia estar desacompanhado, e isso não era comum naquele lugar. O garoto ia pensar que eu era um degenerado.

- Olá, qual o seu nome?
- Neil.

Vendo que ele estava bem e sem nenhum tipo de preconceito contra a minha pessoa, sentei ao seu lado.

- Então o pequeno rapaz gosta de Shakespeare, já tão cedo assim?
- Acho que já passa das dez.
- Hahahahahahahaahahaaha. Entendi, entendi. Está gostando d'A Tempestade?
- É razoável.

Eu ia rir novamente, mas ele falou tão sério quanto a primeira vez, quando disse as horas e eu pensei que tinha sido uma piada.

- Eu sou escritor, também. Estou numa espécie de bloqueio criativo. Na verdade, parece que estou bloqueado de tudo. Não consigo...
- Por que insiste?
- Hã? Como...?
- Quem é Bessie? - Como... sabe?
- Eu... não sei... não tenho certeza. Mas acho que estamos em um sonho. O senhor não me disse seu nome. Qual seu nome? E quem é Bessie? Que livro é esse que está carregando?

Até então eu não percebera, mas eu estava realmente com um livro, e seu título era: O Senhor dos Sonhos Sonha? Quando eu o abri, não havia nada escrito. Não havia resposta.

- Quem é Bessie? - perguntou o menino. - Quem de nós dois está sonhando.
- Eu estou preso... em um bloqueio criativo.
- O senhor está sonhando comigo? Eu... não posso ficar no sonho de estranhos. Acho que minha mãe não iria gostar.
- Tudo bem, Neil. Tudo bem. Acho que ainda não é meu tempo. Você me fez entender.

Me senti péssimo. Enclausurado. Acho que isso não era um sonho. Não podia ser. Era algum tipo de alucinação. Eu não podia sonhar. Eu sentia falta de Bessie.

- Adeus, Neil.
- Espero que consiga terminar sua história, senhor.

Então abri os olhos.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Classics Illustrated #05


CLASSICS ILLUSTRATED #05: A ILHA DO DR. MOREAU
Scans by Onomatopéia Digital/Rapadura Açucarada

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As impressionantes realizações literárias de H. G. Wells foram extremamente variadas, mas sua fama advém dos chamados "romances científicos". A Ilha do Dr. Moreau (1896) foi o terceiro da longa lista de escritos do autor precedidos por A Máquina do Tempo e O Visitante Maravilhoso (ambos de 1895) e seguido por obras como O Homem Invisível (1897), A Guerra dos Mundos (1898) e Os Primeiros Homens na Lua (1901). Com elas, Wells definiu um novo e popular gênero, conhecido hoje como ficção científica.

As fantasias do escritor sempre se distinguiram pelo sucesso de crítica assim como de público. Enquanto os leitores se deliciavam com as histórias imaginativas, os eruditos se interessavam pela mistura de sátira - advertência sobre o perigo dos novos avançoes científicos - e previsões de mudanças sociais. As preocupações do romancista nestas duas áreas brotou dos grandes debates cietífico-religiosos do século XIX, nos quais a ética e a moral eram questionadas.

Wells tomou uma posição intermediária nessa luta filosófica. Ele apostava na ordem social, embora considerasse que a humanidade deveria estar pronta para abandonar velhos sistemas a fim de alcançar um padrão mais elevado de existência. Esse conflito é o que torna A Ilha do Dr. Moreau tão envolvente, tão assustadora - um "milagre atroz", como definiu Jorge Luis Borges.

A promessa da ciência de uma vida melhor é destroçada quando Moreau, um homem de lógica intransigente, abusa de seus conhecimentos. Ao mesmo tempo, a ordem social da ilha se desfaz quando suas criaturas irracionais não conseguem reconhecer na estrutura cultural a fonte de sua miséria. Para sobreviver, argumentava Wells, devemos considerar cuidadosamente os efeitos poteciais de qualquer ação ou inação.

Apesar de ser negra sua visão em A Ilha do Dr, Moreau, nela permanece uma luz, uma advertência - uma lição. (Fonte: página 2 da própria HQ).


sábado, 30 de novembro de 2013

Universo X


UNIVERSO X - 706 PGS 
Pelos 11 anos do Rapadura Açucarada

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"A Terra está em estado de guerra civil. A morte do embrião celestial no núcleo do planeta levou à repolarização do planeta, ameaçando extinguir a humanidade. Paralelamente, a população alterada pela ação das névoas terrígenas dos Inumanos insurge-se contra seus ex-protetores, os super-heróis, que desejam reverter as mutações eliminando as névoas da Terra com a ajuda das Tochas Humanas de Reed Richards. Em meio ao caos, uma figura sinistra parece manipular os eventos para atingir seus próprios objetivos. Os premiados idealizadores de Terra X, Alex Ross e Jim Krueger, estão de volta no segundo capítulo da trilogia que vislumbra o sombrio futuro do Universo Marvel."

Pois é, parecia uma missão impossível, mas foi concluída. Depois de amunciar Universo X e começar a realmente trabalhar nela, é que percebi que, para terminar no dia 21 de novembro, o aniversário do RA, eu teria de não fazer mais nada na vida. Um das peculiaridades da Trilogia X, são as muitas splash pages (páginas duplas), que são escaneadas em separado e depois emendadas via Photoshop. Imagine isso para um amador do amador em Photoshop. É o caos.

Cada capítulo da saga já abre com um conjunto de duas splash pages, fora as que aparecem no meio da história. Isso cria um impacto visual muito interessante, mas é o horror para quem escaneia. Se não fosse isso, com certeza a coisa teria ido mais rápido. Aliás, desculpem, mas minhas emendas de splash pages, em sua maioria não ficam perfeitas, como deveriam ser. Isso vai desde problemas na hora de arrancar a páginas, até a própria página ser torta já na impressão dela. Porém, nada me deixa mais feliz quando consigo emendar e deixar quase perfeito. É o meu Santo Graal.

Universo X é o segundo volume da Trilogia X, e ainda pode ser encontrado a venda. Seu preço padrão é de R$ 160,00, mas costumo fazer buscas por promoções usando o
Buscapé e o Extra tem o melhor preço, R$ 93,00. Dependendo do lugar o frete é grátis. Infelizmente Terra X não está mais a venda e nem no Mercado Livre a encontramos. Então, o jeito é fazer o download do clássico início da Trilogia X:

TERRA X - 476 PGS 
Há exatamente um ano atrás, ela chegava...

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"Terra X mostra um futuro alternativo distópico para o Universo Marvel, idealizado pelo consagrado ilustrador americano Alex Ross. A trama, originalmente narrada numa maxissérie em 14 edições, é ambientada num porvir no qual todos os habitantes da Terra tornam-se superpoderosos, e como esse novo status quo afeta os antigos heróis e a vida em todo o planeta."

Infelizmente Terra X já se acha esgotada em todas as livrarias e até mesmo no Mercado Livre não a econtramos. Mas, melhor assim, pois se tivesse por lá iam querer cobrar os olhos da cara, por ser uma edição já considerada rara. Esperamos que a Panini volte a lançá-la novamente um dia desses, para aqueles que a querem em sua coleção. Enquanto isso, este mês chegou às livrarias a última parte da Trillogia X:

PARAÍSO X - 664 PGS 
Este só nas melhores livrarias do ramo

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Numa livraria ou comic shop perto de você

"Reunindo os talentos de Alex Ross, Jim Krueger e Doug Braithwaite, "Paraíso X" conclui a saga iniciada por Terra X e Universo X. No volume anterior, o Capitão Marvel liderou uma cruzada contra a Morte e a derrotou. Mas agora que ela está "morta", ninguém mais poderá morrer: os doentes terão que permanecer agonizantes nos hospitais, com seu corpo alquebrado além de qualquer ajuda e redenção. Não há nenhum Paraíso à sua espera, assim como nenhum fim para seu sofrimento. Diante de tamanha tragédia e dor, e da constatação de que o fim da Morte acarretou um problema ainda maior, caberá aos super-heróis remanescentes buscar uma solução para esta triste sina, o que não será alcançado sem provação e sacrifício. "Paraíso X" reúne alguns dos mais importantes personagens do Universo Marvel, como o Homem-Aranha, o Capitão América, o Demolidor, o Justiceiro e muitos outros, lançando luz sobre um possível e sombrio futuro que aguarda os maiores personagens da Casa das Ideias."

A coclusão da saga de Alex Ross e Jim Krueger só pode ser encontrada nas livrarias, comic shops e lojas virtuais. Mesmo o menor preço ainda é um tanto salgado, R$ 120,00, mas a quantidade de páginas faz com que valha a pena. Enquanto você vai contando as moedas que tem, para comprar a edição, vá lendo ou relendo TerraX e Universo X, e até o próximo aniversário do Rapadura Açucarada!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Uma Parábola na Rapadura


DEUS E A CRIANÇA, UMA PARÁBOLA
Escrita pelo apóstrofo Eudes Honorato

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Um dia Deus estava entediado, coisa que acontecia de vez em quando, sendo que esse de vez em quando era separado por milhares de anos. Ele andava por lugares semi-desertos, sem ser notado. Não se disfarçava de velhinho, nem de mendigo, achava isso clichê demais. Vinha apenas como uma pessoa comum, simples, e essas são as mais invisíveis. Andava para lá e para cá refletindo sobre tudo. Desta vez, quando estava sentado em uma pedra, veio uma criança, pequena, e avistando-o, se aproximou e perguntou:

- Quem é você? - Deus decidiu dizer a verdade.
- Sou Deus.
- Aquele, do céu?
- Sim, sou seu Pai.
- Maaaas... eu já tenho pai.
- Também sou o Pai de seu pai.
- Então o senhor é meu vovô?
- Talvez, não tinha pensado nisso.
- Mas já tenho também, dois. E uma vovó. A outra foi para o céu. Tem visto ela?
- Não, não. Sou um pouco ocupado e são muitas pessoas por lá.
- O senhor criou tudo?
- Sim.
- Meu irmão mais velho não acredita no senhor. O senhor criou ele também?
- De certa forma sim.
- Ele vai pro céu mesmo se não acredita no senhor?
- O que você acha?
- Acho que ele vai pra onde ele quiser. É o que ele sempre me diz.
- Talvez ele esteja certo. E você, acredita em mim?
- Não sei. Eu esperei Papai Noel uma vez e ele nunca veio. Acho que ele não existe.
- Mas eu estou aqui, na sua frente.
- Faz alguma coisa de Deus. Uma mágica.
- Sim.

Deus pegou um punhado de terra e do meio dela fez crescer, aos poucos uma pequena flor branca, diante dos olhos da criança.

- Minha mãe também faz isso. Só demora um pouco mais. Ela tem um jardim. Ela também é Deus?

Deus olhou para a criança por alguns segundos e, por um momento se sentiu como se fosse ela, cheio de perguntas, pela primeira vem em sua eterna vida. Então respondeu:

- Provavelmente sim. Provavelmente sim.

E, depois de passar a mão na cabeça da criança, seguiu seu caminho.


AS PRESEPADA DO CABRA-ARANHA
Escrevinhada por Eudes Horonato

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Você pode se achegá
Porque agora vou contá
Uma história muito doida
Mas que vai te agradá

O garoto Peter Parke
Que aranha nunca viu
Quase teve um ataque
Quando uma nele caiu

Deu uma picada em seu braço
Pra piorar ninguém avisa
Que a aranha tinha um traço
De uma coisa radioativa

E o cabra estremeceu
E suou até pingar
E a aranha a ele deu
Superpodê pra escalar

Mas o xibungo foi lutar
Pra ganhar algum dinhero
E deixou foi escapar
Um ladrão muito fulero

Complicando essa história
O ladrão matou seu tio
Maldita seja essa escória
Que não tem lei e nem brio

Então assim teve de ser
Ele aprendeu com pouca idade
Que com esses grande podê
Vem grande responsabilidade.

E aí virou super-herói
E prendeu muitos bandido
Pois a verdade sempre dói
E agora é da vizinhança amigo


ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO UNIVERSO X
Uma mordida maior que a boca

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Nunca mais anúncio para breve uma HQ que tem 700 páginas. Foi uma baita idiotice. Mas, acalmem-se, faltam agora 200 páginas para terminar, bem menos do que quando comecei. Vamos que vamos.


domingo, 24 de novembro de 2013

ComicMania e Eu


COMICMANIA RJ, UM EVENTO QUE MERECIA MAIS
Eventos nerds no RJ são relegados ao mais ou menos

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Resumo da minha ida à ComicMania (clique)


A nova edição da ComicMania-RJ ainda vai até o dia 1o. de dezembro. Fui no segundo dia (23/11) e, assim mesmo porque o ilustrador Daniel HDR fez questão que eu fosse. O que aconteceu foi o seguinte: eu vi os anúncios sobre o evento e que o local seria um tal Castelinho do Flamengo. Quando falei com minha esposa, a Lia, que mora aqui há mais tempo que eu, ela disse que sabia onde era, e me descreveu o lugar. Quando me dei conta de onde era, pois lembrei assim que erla descreveu, levei um susto. Era um lugar minúsculo e apertado para uma convenção de quadrinhos. Se não fosse o fato de rever o amigo HDR, acho que não teria ido. Apesar de tudo a programação foi muito boa.


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Manoel de Sousa, editor da MSH


O Manoel de Souza deu uma palestra sobre como surgiu e como é feita a revista Mundo dos Super-Heróis, daq qual ele é o editor. Apesar da precariedade do local, foi uma palestra significativa, onde se podia ver e sentir a paixão pelo mundo dos quadrinhos de uma pessoa e como essa paixão se tornou um veículo de comunicação para todos os leitores de HQs, tanto os antigos quanto os iniciantes.

Deixando sempre claro a vantagem da revista para o conteúdo da internet, mostrou que é possível sim, ainda nesta era virtual, termos uma revista que informe e divirta bem mais do que ao se navegar por sites a procura de informação sobre o mundo dos super-heróis. Falou rapidamente também sobre como ela é produzida e o pequeno grupo de pessoas ali presentes se mostrava bem animado em ouvir.

Quando percebi de quem seria a paletra logo me lembrei de como próprio editor que ali nos falava, fizera uma pequena matéria no fim da edição #1 da revista, sobre o Dicionário Marvel e, no fim dela, citou o fato de ele existir em scans, feito por um tal Eudes. Estar presente na realização de um sonho desses, foi uma honra. No meio da palestra lembrei-lhe desse fato e, no decorrer dela, foi engraçado ele citar que muitas vezes pegava imagens para a revista do blog que vos fala.


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HQ de Guilherme de Souza


Andando pra cima e pra baixo (literalmente) parei em uma mesa de autores independentes. Quando eu estava olhando as HQ, um deles parou e perguntou se eu era o Eudes. Foi engraçado, mesmo que me deixasse sem jeito com essa inversão. As pessoas acabam me conhecendo sem que eu as conheça. Olhando as HQs me surpreendi com "Quer Dançar", de Guilherme de Sousa (o que me reconheceu primeiro). Uma história em quadrinhos sem diálogos que diz bem mais do que a capa dá a entender. É praticamente um conto de romance/terror/FC em 30 páginas.

Infelizmente não lembro o nome dos outros autores. Os motivos são: falta de memória e timidez. Não vou a esses eventos como se fosse blogueiro, que vai escrever sobre eles depois. Escrevo se dá na telha. Então não anoto nada, não gravo e não pergunto, por fico sem graça de perguntar vez após vez o nome da pessoa, já que me esqueço. Só gravei o do Guilherme Sousa porque está na HQ. Mas, quem sabe um dia tomo jeito.

Além dos quadrinhos independentes havia um pessoal vendendo action figures, camisas e quadrinhos usados, importados ou não. Algumas coisas em um bom preço, outras fora da alçada de um nerd pobre, como o batmóvel da série de TV da década de 60, que caí na besteira de perguntar o preço e o rapaz me disse, na maior calma, que era R$ 500,00. Quase engasguei com o susto. "Mas abre as portas". Ah, tá.


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Mano HDR


Conheci o Daniel HDR quando ele me adicionou ao Facebook e eu fiquei me perguntando porque diabos um ilustrador conhecido estava me adicionando. E pior, ele falava comigo! A coisa ficou mais surreal quando deu pra ver que ele conhecia mesmo o RA e sabia que eu escaneava. Bom, pensei, é só isso mesmo. Até que ele veio a uma escola de quadrinhos do RJ e nós nos conhecemos. Num mundo cheio de estrelismos, ficou difícil de acreditar que o cara era real e gente fina toda vida. Entre papos sobre super-heróis em tampas de margarina, José Garcia Lopes e uma participação no seu ArgCast, ficamos realmente amigos e não mais apenas conhecidos.

Sua mesa na convenção ontem, era muito mais uma reunião de amigos do que de fãs propriamente dito. Entre acontecimentos bizarros, como a aparição de um amigo sumido, que da última vez que vi era um moleque sem pelo na cara e agora aparecia com uma barba de filósofo, nós ríamos e contávamos cada um os seus causos, enquanto HDR ilustrava sketchbooks e dava autógrafos. Era quase uma palestra improvisada em que o tema não existia. Certa hora juntou tanta gente que um dos organizadores precisou arrancar as pessoas de lá para irem ver a palestra do Kyle Higgins, roteirista de Asa Noturna. Como eu já estava prestes a ir embora, fiquei por ali mesmo.

Apesar das minhas críticas, ainda é um evento nerd divertido. Só queria apenas não ter esse sentimento de "já que não temos nada mesmo, então vamos dar graças pelo que aparece". Precisar se deslocar para Belo Horizonte ou São paulo para eventos maiores é um tanto decepcionante. Fica minha torcida de que as coisas voltem a digivoluir.


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Ilustração de Iolando Valente (via Facebook)
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Rapadura Açucarada: Aniversário de 11 anos


RAPADURA AÇUCARADA 11 ANOS DE PERSISTÊNCIA
Não era pra ter sido, mas já que foi que seja duradouro

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Ilustração de Rick Braga


Quando o blog chegou aos 10 anos eu mal pude acreditar. O aniversário de uma década serviu para me reanimar a iniciar novos projetos de digitalizações e, consequentemente, isso animou pessoas a colaborar novamente. Chegar ao décimo primeiro aniversário é como ultrapassar um linha de chegada e começar uma nova corrida. Na verdade, uma caminhada, num ritmo mais calmo e mais pensado do que foi o início lá em fins de 2002.

Já contei tantas vezes as origens do blog aqui, que acho que isso não será necessário por um bom tempo. Todos já sabem sobre o grupo de cinema UOL, onde tudo começou; sobre A Toca do Carcaju que me inspirou e sobre a página da HQ de Deadpool, que despertou os scans em mim. Claro, que se fosse uma origem como nos quadrinhos, as coisas seriam bem mais emocionantes:

"Quando o planeta Scrypton estava prestes a explodir, os pais de Kal-Eudes o mandaram para a Terra, onde o sol amarelo lhe deixaria louco a ponto de rasgar revistas em quadrinhos para digitalizar. Assim surgiu o Super Scanner Man".

"Quando Peter Preudes estava em uma loja de informática foi mordido por um scanner radioativo, e passou a escalar vários gibis para serem detonados. Com a morte da Toca do Carcaju, praticamente seu tio. Preudes entendeu que com grandes HQs vem grandes scanners".

"Quando estava no deserto da inatividade, Robert Eudes Banner foi atingindo por uma explosão de raios scans, e a partir do momento que ficava entediado, se tornava uma criatura assassina de quadrinhos conhecida como Ruque".

"Durante a Segunda Guerra, o franzino, raquítico, esquelético - já entendi, porra - soldado Steveudes Rogers recebeu o Soro do Superscaneado e munido de um scanner feito de adamantium passou a enfrentar a falta de scans na rede mundial de computadores"

Bom, ao menos eu acho que seria assim, mesmo sendo muita prepotência minha. Claro que tempos depois eu enfrentei A Crise dos Infinitos Scans, mas essa é outra história. Ficamos agora com o presente para este dia de comemoração, o primeiro dele. Ainda teremos Universo X, ainda este mês, que foi adiado devido a realmente estar complicado terminar 700 páginas, mas vem sim.


LOBO SOLITÁRIO - VOLUME 01 de 28
Scans by SabreWulf/Onomatopéia Digital

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Lobo Solitário é um mangá que já faz parte da história do quadrinho mundial. Venerado por pessoas como Frank Miller é a saga que se passa no período Edo da história do Japão. Após uma conspiração que mata toda a família Ogami, menos Itto e seu filho Daigoro, os conspiradores acusam Itto de traição e exigem que ele pratique o sepukku, o suícidio cerimonial. Itto se recusa e passa a vagar pelo Japão, com seu filho, como um matador de aluguel, sendo contratado para matar alvos difíceis ou pessoas influentes.

Publicado aqui, pela última vez, em seus 28 volumes, foi a primeira vez em que o mangá foi corretamente publicado no país. Graças a um amigo que cedeu a sua coleção - imagine isso! - ao SabreWulf, nosso exímio colaborador, provavelmente teremos a coleção inteira a nossa disposição. Digo provavelmente, pois podem acontecer imprevistos, mas torcemos que não.

P.S.: ATENÇÃO - Ficou faltando a página 285, que pode ser baixada AQUI separadamente e já foi acrescentada ao arquivo, também.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O Cordel Sem Medo


A PELEJA DO DEMÔNIO CEGO
Cantada por Eudes Honorato

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Há muito não via uma história assim
Um homem que era igual ao capeta
Dando na bandidagem um fim
Mesmo sento totalmente cegueta

Mas vou começar do começo
Que é pra todo mundo enxergar
A verdade toda sem tropeço
De Matt Murdock vou falar

Era um menino ligero
Com um pai batalhador
Um cego em desespero
Ele do fim o salvou

Mas a que preço, minha gente
Que gratidão do destino
Um isótopo mal dizente
Tirou a visão do menino

Tirou um dom, mas outros surgiram
E ninguém vai acreditar
Quando os seus olhos sumiram
No escuro ele passou a enxergar

E mesmo uma batida de coração
O danada podia escutar
Então costurou com sua mão
Essa roupa estranha pra usar

Mas as desgraça nunca acabava
E seu pai, aquele que era lutador
Morreu de morte matada
E nasceu assim o Demolidor

E os bandido ele enfrentava
Nas ruas como um diabo enfezado
E de dia, nos tribunal não parava
Pois advogava pelos injustiçado

E enquanto isso, o tempo passava
E muitos amores também
Mas por essa ele não esperava
Uma mulher que valia por cem

Era Elektra, esse nome esquisito
Mas a diaba era linda que só
Lutava e matava bunito
Nem dos inocente tinha dó

Mas, eis que o Matt chegou
Com aquele uniforme vermeio
Ficou logo cego de amor
E as outra foi pra escanteio

E ela até parou de matar
E viveram uma grande paixão
Mas um Mercenário tudo veio estragar
Furando o bucho dela, o cabrão

E o Matt ficou um bagaço
Como ia terminar eu nem sei
Quase mandou um balaço
Na cara do bandido do Rei

E as feridas desse herói destemido
Desse verdadeiro homem sem medo
Foram cicatrizando, eu te digo
Mas ele nunca teve sussego

E suas aventuras nunca terminam
São coisas que eu nunca vi
Mas que a mim muito fascinam
Assim nos contou Stan Lee

**********

Para Camila Pessôa


ENQUANTO ISSO, NO DIA 21 DE NOVEMBRO

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Breve em todas as Rapaduras Açucaradas


Dia 21 de novembro é o já clássico Aniversário do Rapadura Açucarada. Seguindo a tradição que iniciei ano passado, vou lançar um scan que valha por vários que, no caso aqui, é o Universo X, sequência de Terra X, feito justamente no aniversário de 10 anos e que se encontra no Onomatopéia Digital para download. Universo X tem 706 páginas, por isso vai demorar bastante, talvez até passando do dia 21, devido ao volume de páginas para serem trabalhadas. Por isso essa enrolação com literatura de cordel com super-heróis e o que mais eu inventar, para que o blog não fique à deriva enqaunto estou preso no Universo X. Até lá.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Super Cordel


A HISTÓRIA DO CABRA DAS ESTRELAS
Da autoria do escrevinhador Eudes Honorato

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Xilogravura de João Birne


Fiquei sabendo aqui
No sertão do Ceará
Da história de Kal-El
Melhor cabra não há

Lá longe, naquele planeta
No tal de Krypton, ele nasceu
O seu pai era porreta
Jor-El que ele nunca esqueceu

Mas as coisas se complicaram
O planetar ia explodir
Então ele falou com a Lara
O menino vai partir

Vai pra onde, ô xente homem?
Vai pra Terra disparado
Eu sei que isso já nos consome
Mas lá ele será muito arretado

E assim foi o que aconteceu
O Ka-El menino singrou o espaço
Caiu nos States, e nem gemeu
E lá os Kent lhe deram abraço

Cresceu garboso, e muito forte
Passava os trem e até as bala
Ganhava tudo lá nos esporte
Mas salvar o mundo era a sua fala

De sua fazenda foi pra cidade
Botô uns óculos meio chinfrim
E acredite mesmo com alarde
Ninguém notava, acredite em mim

Era o Super-Homem e o Clark Kent
Um jornalista e o homem de aço
Mas até Lois Lane era indiferente
Ao caipirão que vei do espaço

E um careca veio tirar farinha
Era Lex Luthor, muito inteligente
Usava kriptonita, aquela bem verdinha
Pra deixar o Super assim mei doente

Mas no fim das contas era o bem que vencia
Mesmo que fosse assim um vilão novo
E um beijo na Lois ele mais uma vez daria
E se tornava sempre o herói do povo.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O Que Aconteceu ao Homem de Aço?


SUPERMAN: O QUE ACONTECEU AO HOMEM DE AÇO?
Scans by Hidok/Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital

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Alan Moore realmente deixou sua marca na DC Comics. Não apenas em Monstro do Pântano, Batman: A Piada Mortal e Watchmen. Se John Byrne foi o cara que deu uma nova origem ao Superman, alguém precisava dar um fim a ele, e esse alguém foi Alan Moore. Nas duas últimas edições de Superman e Action Comics, antes da reformulação, Moore nos traz as duas últimas histórias do Homem de Aço, onde ele nos conta seus último momentos. Com a arte do lendário Curt Swan, o artista que mais tempo ilustrou as aventuras do Filho de Krypton e arte-finalizada por ninguém menos que George Perez, essas edições foram memoráveis.

O Brasil só teve acesso a tal material em 1991, na revista SuperPowers #21, da Editora Abril e depois em 2003 por uma editora que fez a "gentileza" de editá-lo em preto e branco. Com o tempo a Editora Panini publicou uma edição especial com todas as histórias (excetuando-se Watchmen e Monstro do Pântano) que Alan Moore produziu para a editora antes de deixá-la. Entre elas estava as duas parte de "O Que Aconteceu ao Homem de Aço?" Com o passar do tempo essa edição se esgotou e hoje em dia é bem complicado encontrá-la. Assim ficamos mais uma vez sem essa preciosidade. Até agora.


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Capa de SuperPowers #21 publicada em 1991


Novamente a Panini trouxe à luz esses importantes contos do Homem de Aço, incluindo outros dois já conhecidos tanto da edição especial com Alan Moore, quanto de edições antigas que remontam à Editora Abril. São elas: "A Linha da Selva", um crossover com o Monstro do Pântano, onde o Superman é contaminado por um meteorito e "Para o Homem Que Tem Tudo", umas das melhores histórias já produzidas com o personagem, onde Mongul, um de seus inimigos, insere no peito de Kal-El uma planta alienígena que faz a pessoa entrar em um estado catatônico e viver uma realidade alternativa em que tudo acontece conforme ela sempre sonhou. Chegou até a ser transformada em episódio da Liga da Justiça Sem Limites, obtendo o mesmo sucesso.

Esta edição é para figurar entre a coleçção de todo fã do personagem ou todo fã de quadrinhos. Histórias que fazem com que ainda valha a pena ler gibi.


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Capa da edição em P&B publicada em 2003


sábado, 2 de novembro de 2013

The Umbrella Academy - Vol. 02


THE UMBRELLA ACADEMY - VOL. 02: DALLAS
Scans by SabreWulf/Onomatopéia Digital

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Os tempos estão difíceis para a família disfuncional conhecida como Umbrella Academy. Na esteira do quase apocalipse criado por um de seus pares e depois da morte de seu querido mentor, Pogo, o grupo se encontra bastante desesperançado. Cada membro da equipe desperta lentamente da sua apatia quando o perigo de outra catástrofe ameaça alterar a História ou destruir o mundo. O X da questão é que cada um deles tem que se preoucpar com seus problemas pessoais.

A violino branco está acamada graças a um fatídico tiro na cabeça. A Rumor pedeu a voz - fonte de seu poder. Spaceboy mergulhou num estado catatônico. E enquanto Número Cinco se vê às voltas arriscados na corrida de cachorro, Kraken começa a desconfia que seu irmão mais novo é a chave para desvendar uma sérue de massacres. Dallas é um épico que vai transformar a história - sem mudar absolutamente nada - numa jornada através do tempo, do espaço e do Vietnã, culminando no assassinato de JFK.

Este é o último volume publicado até agora no Brasil.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Graphic Globo #01: Dreadstar


GRAPHIC GLOBO #01: DREADSTAR
Scans 2.0 by Onomatopéia Digital

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Vanth Dreadstar é um dos poucos sobreviventes da explosão que devastou a Via Láctea, Vanth procurava paz. Porém, foi pego em meio à guerra entre a Monarquia e a Instrumentalidade, e acabou por ter sua companheira assassinada. A partir daquele momento, tornou-se inimigo ferrenho de ambos, e decidiu acabar com a guerra entre as potências. Sua fonte de poder é uma espada, forjada através de magia e possuidora de vida própria.


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Graphic Globo #03: Marada: A Mulher-Lobo


GRAPHIC GLOBO #03: MARADA - A MULHER-LOBO
Scans by 2.0 by Onomatopéia Digital

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"Sua mãe era a primogênita de César. Seu pai, de berço real, tornou-se escravo em Roma, onde foi torturado, estripado e esquartejado. Apesar da morte lenta, ele não emitiu um único som. Naquela noite, sua mãe fugiu da Cidade Eterna, levando-a para ser criada em liberdade, longe do lugar que reivindicou a vida de seu pai. Isso foi há vinte anos. A filha é uma mulher agora, uma guerreira temida e respeitada em todo o império. Seu nome... Marada. Também conhecida como a Mulher-Lobo."

Marada, a Mulher-Lobo, criação de Chris Claremont e John Bolton nasceu nas páginas do selo Epic, da Marvel Comics. Os personagens criados para este selo eram de propriedade dos autores. Infelizmente Marada não teve tantas histórias como merecia. Diferente, por exemplo, de Dreadstar, de Jim Starlin, que mesmo com o fim do selo, continuou tendo suas aventuras publicadas em outras editoras.

Marada conta com estes dois artistas consagrados, Claremont, o homem que transformou os X-Men em uma lenda e John Bolton, que viria a estar entre os artistas criadores de Livros de Magia, entre outros projetos. Claremont que era conhecido apenas por seus trabalhos com super-heróis parece se sentir em casa com esta aventura de Espada & Magia, ao melhor estilo Conan e Red Sonja.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Vórtice 13


VÓRTICE 12 - DIMENSÃO 123.3
Uma HQ de Eudes Honorato e Otávio Subtil (Óqui)

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De vez em quando escrevo pequenos contos diretamente no Facebook, no meu perfil e em seguida, os arquivo na página que nomeei de FARRA, em homnagem ao saudoso fórum. Lendo um dos contos, o Otávio Subtil, o Óqui - que até mesmo já fez uma caricatura minha há anos atrás, aqui para o RA - perguntou se podia quadrinizar um dos contos que ele leu e gostou. prontamente disse que sim, ora pois. Ele desenhou, arte-finalizou e letreirou em poucos dias o conto que eu reproduzo abaixo.


O CONTO QUE DEU ORIGEM À HQ


Vórtice 12. Dimensão 123.3.

Para nossos padrões era um mundo de classe D. Provavelmente foi daqui que vazaram algumas lendas para o mundo primário, a Terra. Localizamos o que se parece com fadas, duendes, dragões, elfos. Mas há também seres intocados, aqueles que nosso mundo não conheceu. Não saberia como nomeá-los, mas logo se vê quer são de ordem 14 a 230.

Alguns amigos meus fariam a festa por aqui. Ele é pelo menos duas vezes maior que nosso planeta, e uma viagem rápida ao seu redor parece uma tourné pela cabeça de J.R.R. Tolkien e Walt Disney. Sim, eu sei que você não conhece esses nomes. Estude mais os volumes virtuais na Biblioteca Moore.

Observamos que há classes e mais classes dos seres aparentados com as fábulas terrestres. Há toda um continente - entre os mais de 16 - que é praticamente onde Alice esteve. Penso se os escritores apenas não acessavam essas dimensões por outros meios que desconhecemos hoje.

O planeta tem três luas... habitadas. Uma delas apenas por dragões, ou o que seriam dragões, que fazem incursões ao planeta, numa espécie de simbiose. Eles simplesmente voam espaço afora, acreditem, prendendo o fôlego. As outras duas luas ainda não foram estudadas.

Não. Claro que não é algo sobrenatural, o que se denomina magia, aqui é algo perfeitamente explicável e fácil de se entender. Para eles. Não para nós. Pelo menos não sem algumas dezenas de anos de estudo. Coisa que não vai acontecer, sem o consentimento tácito, dos líderes desde e de qualquer mundo descoberto. No máximo, observação.

Oh, não acredito. Uma cidade inteira parecida com aqueles azuizinhos... de um desenho animado, acho que foram histórias em quadrinhos, primeiro. Avatar, não. Detesto essa sua fixação por esta película ruim. Ah, achei aqui, Smurfs. Mas não parecem tão pacíficos.

Sim, precisamos terminar e passar para o próximo. É que eu estava me perguntando se haveriam sereias. Entende, meio mulher, meio peixe, seminuas... PLAF.

Detesto essas missões feitas como casal. Vou pedir transferência.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

José Luis Garcia Lopez


UM AUTÓGRAFO EM ESQUADRÃO ATARI
De José Garcia Lopez To Eudes, via Daniel HDR

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"Eudes, tenho um presente pra te enviar. Acho que você vai gostar."
"Opa, fico agradecido."
"Quer saber o que é?"
"Bom, eu não ia perguntar, pra ser surpresa. Mas, quero sim."
"Esquadrão Atari #02 autografado por José Garcia Lopez... com seu nome."
"... ... ... ... ..."
"Eudes... Eudes... Eudes. 190! AMBULÂNCIA" EMERGÊNCIA!"

Esse é o relato quase real -a parte final quase aconteceu - da conversa entre eu e Daniel HDR, desenhista da DC Comics, professor de quadrinhos, dono de estúdio, dançarino de tango e agente da C.I.A. E, tudo isso começou por causa de tampas de margarina. Mas, é claro, quem tem menos de 30 anos provavelmente não saberá do que estou falando. Na verdade, até alguns que tem mais de 30 também não, já que é algo tão remoto que é complicado de se lembrar.

Em nossas primeiras conversas de pessoas do século passado, eu e HDR logo passamos a reminiscências sobre os velhos tempos e, não lembro agora se eu ou ele, falamos da época em que havia uma coleção de tampas de margarina em que vinham os super-heróis da DC Comics nelas. Como bom desenhista, ele sabia de tudo sobre as mesmas, inclusive quem as desenhou: José Luis garcia Lopez.


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Margarina Delícia e sua coleção


Daniel HDR relatou como sempre o encontrava nas Comic Cons dos EUA, e de como ele é uma pessoa acessível, falando inclusive português. Disse que, ao levar uma HQ em formatinho, para este autografar, o mesmo ficou encantado com o tamanho singular das HQs publicadas antigamente no Brasil. No entanto, apesar de todas essas conversas, não esperava a surpresa que tive sta semana.

Garcia Lopez, além de ter seus desenhos em tampas de margarina e álbuns de figurinhas, desenhou alguns clássicos como o inesquecível Esquadrão Atari e a minissérie Cinder & Ashe. Esquadrão Atari é lembrado até hoje com carinho pelos fãs. Publicada na época em que a Editora Abril assumiu os quadrinhos da DC, teve uma recepção postiva imediata. Logo depois, teríamos a excelente minissérie Cinder & Ashe, sobre um casal de detetives particulares, que é bem mais complexa emocionalmente. Os desenho de Garcia Lopez fazem jus ao roteiro.


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José Luis Garcia Lopez é espanhol e fez trabalhos para a DC por tanto tempo e tão prolificamente que seu traço era quase o padrão da empresa por um tempo. Como ele foi o desenhista de DC Comics Style Guide, na década de 80, esse material foi que serviu também para os produtos licenciados e de merchandising, como as nossas já famosas tampas de margarina. Ele se inspirou tanto em Harold Foster e Harold Foster, quanto em talentos como Alberto Breccia.

Seus desenhos estavam em cada cromo do álbum de figurinhas Super-Heróis em Ação, publicado também pela Editora Abril, na década de 80. Foi um dos muitos álbuns que colecionei por essa época, sem fazer ideia de que um dia teria uma HQ autografada pelo mesmo desenhista. Jose Luis Garcia Lopez é um clássico vivo e, provavelmente, o artista de quadrinhos que todo fã já sabia o nome assim que via suas ilustrações.

Só posso agradecer de coração ao amigo Daniel HDR por esse presente inesperado e, praticamente, sagrado. Ao menos para aqueles que tiveram uma infância feliz... e continuam tendo! Obrigado.


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José Luis Garcia Lopes e Daniel HDR


ME, MYSELF AND SIGNED ATARI FORCE

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O Que Aconteceu ao Batman?


O QUE ACONTECEU AO CAVALEIRO DAS TREVAS?
Scans by Hidok and Onomatopéia Digital

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"Eu morri?"
"Ainda não."
"Diga o que está havendo."
"Bruce, você é o maior detetive do mundo. Por que não descobre?"

Ele é o protetor de Gotham City, o espírito vingador da cidade, seu Cavaleiro das Trevas. Por anos, travou sua guerra de um homem só para manter as ruas seguras, mas esta noite, a guerra causou sua última baixa... o Batman.

O Cruzado Encapuzado descansa em um caixão no Beco do Crime, o lugar onde nasceu. Seus amigos mais próximos e seus inimigos mais mortais se reúnem para prestar uma última homenagem. Cada um deles conta uma história diferente sobre o Homem-Morcego que conheceram: como ele viveu... e como ele morreu.

Como uma sombra na noite, um misterioso personagem observa essa cerimônia macabra. Ele sabe que os contos extraordinários desses heróis e vilões não podem ser verdadeiros. E, antes que a noite acabe, antes que o pano caia para o Batman para sempre, ele deve responder à questão: O que aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?

Entrelaçando décadas da história do Cavaleiro das Trevas em uma inesqucível trama, o mestre da narrativa NEIL GAIMAN e o ilustrador Andy Kubert, trazem aos leitores uma tocante visão sobre um ícone mundial das HQs.

P. S.: O encadernado Batman: Descanse em Paz, anterior a este, será postado em breve.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Graphic Album #06: Elektra Vive


GRAPHIC ALBUM #06: ELEKTRA VIVE
Scans 2.0 by Onomatopéia Digital

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Para baixar, clique aqui


Ufa! Estou de volta. Várias coisas acontecendo ao mesmo tempo me impedindo de postar os scans que quero, inclusive dois que recebi para restaurar, que comecei e não consegui terminar ainda. Então fiz este, com menos páginas, para que não ficássemos mais tempo sem as gloriosas HQs digitalizadas. Esta, aliás, era um edição que eu vinha correndo atrás fazia bastante tempo. Quando a encontrei numa loja on line, infelizmente, estava sem dinheiro para comprá-la e, claro, ela acabou sendo arrematada por outra pessoa. Os primeiros scans eram antigos demais e precisavam dessa recauchutada. Eu já estava sem esperanças de encontrá-la de novo, quando entrei no sebo de luxo que há aqui perto de casa.

Apesar de não ser especializado em quadrinhos, sempre vou lá para, quem sabe, encontrar alguma pérola escondida pelas mal-arrumadas HQs que lá estão. Não deu outra, assim que fui passando as poucas que lá estavam, e que eu já sabia quais eram de cor, eis que lá no fim, estava Elektra Vive, me esperando. O preço salgado me fez pensar que se eu tivesse pedido on line acabaria pagando frete então daria tudo no mesmo. Levei-a sem pensar duas vezes.

Eu nunca tive esta edição antes, e o primeiro scan não fui eu quem fez. Logo notei que era uma revista gigante! Um alarme soou na minha cabeça: não vai caber no scanner. Eu quase tive uma síncope, só de pensar isso. Mas, depois de medir, vi que era pouca coisa que ficava faltando, então dava pra escanear sim. Algumas páginas perdem o contorno, mas nada que atrapalhe. É um clássico necessário para o grande museu internético de quadrinhos digitalizados.

Como nunca havia lido essa graphic novel, aproveitei e o fiz, antes de escanear. Frank Miller e sua esposa e colorista, Lynn Varley, trazem o que deveria ter sido a última aventura da mercenária. Matt Murdock ainda pensando em seu amor perdido, assassinada pelo Mercenário, acaba por se ver às voltas com o Tentáculo e desconfia que ela possa estar viva. Mas, quem pode saber a verdade?

Uma aventura que mostra o quanto Frank Miller evoluiu desde seus primeiros passos na série do Homem Sem Medo. Elektra Vive era para deixá-la morta de vez, assim Miller pensava, mas a Marvel, anos depois, pensou de modo diferente. O que Miller achou disso? Ele disse apenas "deixem-nos arrastar o cadáver para lá e para cá".


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Action Comics #01


ACTION COMICS #01 - SCANS 2.0
Uma Apresentação Guia EBAL/HQ Vintage

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Baixe aqui no HQV ou aqui


Uma das coisas mais legais que já postei no Rapadura Açucarada foram os scans de Action Comics #01, feitos com base em scans encontrados na internet, traduzidos e letreirados por algum anônimo. Claro, na época os scans de HQs estavam começando por aqui e nem nos importamos que a qualidade não era lá essas coisas. Mas, o tempo passou e isso passou a fazer diferença, a qualidade. Então acabei deixando de repostar os scans dessa edição histórica.

Com o tempo a editora Panini lançou um encadernado com as primeiras histórias do Homem de Aço. Porém, de Action Comics #1, só tínhamos as poucas páginas que compunham a primeiríssima história do Superman. Não havia como refazer uma Acton Comics #01 a partir desse encadernado, mesmo que alguns tenham feito isso, colocando apenas essa história.

O blog do Nano Falcão e equipe, o
HQVintage, se empenha em recuperar essas histórias da Era do Ouro dos quadrinhos e, claro, queria ter em seu acervo Action Comics #01, mas não aquele scan defasado, publicado aqui há mais de 10 anos atrás. Para sorte deles - e nossa - Dom Diego, do Guia EBAL, havia feito ótimos scans de uma edição comemorativa da Editora Brasil-América, da década de 70, que republicava na íntegra essa raridade.

Poderão notar que "faltam" algumas páginas, na numeração dos arquivos de JPG, se não abrirem direto no CDipslay. Isso não é um erro, mas foram as páginas de propaganda inseridas pela EBAL, que foram retiradas para que a edição funcionasse como um scan de Action Comics #01, e não da edição comemorativa propriamente dita. Só posso agradecer ao Guia EBAL e ao
HQ Vintage, onde aliás, poderão encontrar, como eu já disse, outros scans Marvel e DC dos primórdios dos quadrinhos.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Dois Contos de Sangue


DELANO

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Eu não queria ter filhos. Tivemos duas meninas. Então não queria perdê-las nunca. E as perdemos, pelos motivos que eu tinha medo de ter filhos. Quando Laura se matou semanas depois, durante seu enterro, eu já sabia tudo que iria fazer. Era um plano de merda, mas eu sabia que ia funcionar. Por quê? Porque eu queria morrer, e sabia que isso não ia acontecer.

Encontrar quem fizesse um uniforme de guarda de presídio foi complicado, mas não tanto quanto conseguir uma arma e o silenciador. Tive de praticar. Nunca havia atirado antes. E eu era péssimo. Era como segurar um tanque e levar um coice do mesmo. Mas tudo era prática.

Eu precisava entrar no presídio, e faria isso pela porta da frente. Tentei ser o mais vago possível no disfarce. O bigode teria de funcionar. Sempre usam bigode. O quepe, como é complicado conseguir um quepe de guarda. Ainda bem que existe a internet. Não consegui comprar, mas consegui um maluco que sabia fazer um. Não perguntou nada, só quis seu pagamento.

Deixei o carro muito distante e fui andando. Se me vissem entrar, estaria acabado. Aproveitei uma hora em que o movimento na entrada estava conturbado e entrei como se fizesse parte daquela entrega de prisioneiros.

Alguém ia me perguntar algo, mas foi chamado por outro guarda. Mantinha cabeça baixa. Encontrar Delano seria complicado em um lugar tão grande. Então levei algo que me ajudaria, algo para o qual só olhei uma vez: uma foto. Uma que consegui, com um jornalista. Ela nunca foi publicada. Mas rodava pela internet. Eram minhas meninas.

Entrei pelos corredores. Homens apinhados em suas celas. Delano não estaria ali. Os guardas me ignoravam. Pareciam sentir o cheiro da morte em mim. Par encontrar Delano, me aproximei e mostrei a foto a um grupo de presos, e disse:

- Delano.

Era estranho ver alguns daqueles homens, assassinos, muitos deles, se encolherem diante da foto. Dois ou três disseram onde ele estava, sem reclamar, sem me denunciar. Eu não sabia se conseguiria, e se não conseguisse, não me levariam preso. E isso parecia contar a meu favor. como imaginei.

Eu suava. A camisa do uniforme logo estaria denunciando meu nervosismo. Cheguei ao bloco. Celas com dois presos, cada. Fui até a cela que me indicaram e chamei.

- Delano.

Quando ele levantou da parte de baixo da cama, eu atirei. TUFF TUFF. O primeiro eu errei e o segundo foi na cabeça, quando ele se preparava para gritar. Seu companheiro de cela ia dar o alarme , mas eu apontei para ele antes e coloquei um dedo sobre o lábio. Joguei a foto para ele e disse:

- Se quer gritar, tome aqui um bom motivo.

E fui embora, viver a vida de um homem morto.


PAI E FILHO

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Drew custava a acreditar que tinha poucos meses de vida. Fora diagnosticado com um maldito câncer. Ele se entristecia com o fato de que ainda havia tanto a fazer. Se tornara um dos serial killers mais bem sucedidos da América. Chamavam-no de Chapeleiro Louco, Ele deixava um página de Alice no País das Maravilhas junto a cada corpo, ou o que sobrasse dele. Fazia aquilo apenas por diversão, não havia signifcado algum. Assim ele pensava.

Ele ainda estava apenas na metade do livro e morreria antes de completar sua missão. Mas, a solução veio quando seu filho apareceu a porta e perguntou se estava tudo bem com ele. Drew disse que sim, e o chamou, dizendo que queria lhe contar uma história. Seu filho reclamou dizendo que já não era mais criança, mas sentou-se a mesa e escutou seu pai.

Kenny foi entendo tudo aos poucos, e quando a dimensão de tudo que seu pai contou o atingiu, ele estava de olhos arregalados, mas manteve a calma e Drew viu a si mesmo em seu filho. E sabia que ele não o decepcionaria.

Ao longo dos meses seguintes, Drew foi ensinado a teoria a Kenny, já que a doença o estava debilitando, e não o permitia ensinar a prática, pelo menos não ainda. Drew se concentrava em deixar claro a motivação central daquilo tudo: não havia motivações. Era apenas algo necessário para se mostrar o quanto o mundo precisava de pessoas como ele, seu pai.

Kenny apenas ouvia, pouco falava. Sempre fora calado, o que era bom. Demonstrava já uma certa tendência para aquela "carreira".

Sentindo que seu fim estava perto, e que acabaria sendo internado de vez, Drew, mesmo debilitado, pegou seu carro e, depois de muito rodar, conseguiu capturar um garoto, e levar para seu lugar secreto. Era a hora da lição final.

Obviamente Kenny não usaria nada disso agora. Era muito novo. Sua mãe terminaria de criá-lo, sem saber que uma semente muito importante estava plantada dentro do filho amado.

Depois de amarrar e amordaçar bem o garoto - que parecia ter a mesma idade de Kenny - Drew explicou todo o ritual que era necessário para que se aquilo fosse uma obra de arte. Perguntou com qual "ferramenta" ele queria começar, e se surpreendeu ao ver Kenny dizer, "a faca de trinchar". Drew sentiu que fizera tudo certo.

Kenny segurou a faca em sua mão trêmula, o que era natural, e fechou os olhos, como se fizesse uma última oração ao deus da carnificina.

Drew só sentiu a facada no estômago dois segundos depois de tê-la recebido. Se não estivesse debilitado, poderia ter reagido. Sentiu a faca ser arrancada, e e caiu de bruços. Kenny se ajoelhou em cima dele e a cada facada nas costas, ponteava com uma palavra:

- VOCÊ... NÃO... É ... MEU... PAI... FILHO... DA... PUTA... DOENTE... DO... CARALHO.

Quando terminou, arrancou a última página de Alice no País das Maravilhas e enfiou na boca de Drew.

Soltou o garoto, que estava com tão assustado que havia se urinado. Eles precisavam sumir dali. Foram embora a pé. Kenny não sabia dirigir. Ele se separou do menino quando estava perto de casa. Este correu o mais rápido que pôde.

Kenny agora precisava libertar sua mãe da jaula em esteve presa por 8 anos enquanto ele era criado por aquele homem que aprendeu a odiar.


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Preacher - Volume 01


PREACHER: VOLUME 01 - A CAMINHO DO TEXAS
Scans 2.0 da Obra de Garth Ennis e Steve Dillon

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Conheci Preacher por causa dos scans. O problema era que... ele não existia em scan. Explicando melhor: quando os scans começaram, claro, as pessoas queriam ver tudo que existia em papel, digitalizado, principalmente as HQs mais fodas, e Preacher era uma delas. Mas, eu só pensava, que diabos de gibi é esse? Eu nunca ouvira falar e eu nunca o vira em bancas. A explicação era que, na época, ele era editado pela péssima Brainstore que, além de ter uma qualidade terrível, ainda se achava a tal, distribuindo seu material apenas em Comic Shops. Mas, o problema todo não parava aí.

Preacher tinha uma história editorial, no Brasil, que começava a seguir os passos de Hellblazer, ou seja, não tinha editora certa, mudava de editora toda hora e, como essas editoras na verdade eram as mesmas, mudando apenas a razão social, virava uma zona só. Para se ter uma idéia da bagunça generalizada, Preacher começara em um editora, essa deixou de existir, e ele continuou na editora seguinte, mas... apesar de a história continuar, as revistas começaram a ser númeradas do 1 em diante, novamente. Uma filhadaputagem só.

No meio dessa bagunça toda entraram os scans, Mas, como escanear uma HQ que nunca era publicada até o fim? Eram 66 números e eles nunca eram publicados pois as editoras estavam sempre caindo ou perdendo os direitos sobre o selo Vertigo. A solução foi escanear o que havia sido publicado e procurar os scans americanos e traduzir e letreirar o que faltava. Foi assim que eu e JPVolley fizemos a maior parte do trabalho, completando Preacher em scan e dando aos leitores o final da história, bem antes das editoras brasileiras.

Com o tempo, o milagre aconteceu: Preacher foi editado em seus 66 números, em nove encadernados. Este é o primeiro deles, pois, como muitos e muitos scans, os de Preacher, feitos por nós, estão defasados, antiquados e, comparados aos scans de hoje, mal feitos.

Peço que não tentem me apressar, solicitando os outros volumes, pois nem mesmo os tenho todos ainda, e tenho muitas outras HQs sendo digitalizadas. Vamos vivendo um scan de cada vez. Quem tiver pressa é só ler os scans - defasados - que se encontram no Onomatopéia Digital. É uma boa oportunidade para quem não conhece, ler esta obra prima da blasfâmia, onde um pastor desviado, procura Deus na Terra, na companhia de um vampiro e de uma assassina de aluguel.


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Scans antigos a esquerda e novos a direita


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

The Umbrella Academy - Vol. 01


THE UMBRELLA ACADEMY - VOL. 01: A SUÍTE DO APOCALIPE
Scans by SabreWulf/Rapadura Açucarada/Onomatopéia

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Em um inexplicável evento quarenta e três crianças foram geradas espontaneamente por mulheres que não apresentavam sinais de gravidez. Sete dessas crianças foram adotadas por Sir Reginald Hargreeves e formaram a Umbrella Academy, uma família disfuncional de super-heróis com poderes bizarros. Em sua primeira aventura, essas crianças enfrentam uma enlouquecida Torre Eiffel. Quase uma década depois, a equipe se separa, mas esses irmãos desiludidos se reúnem bem a tempo de salvar o mundo outra vez.

Criado e escrito por Gerard Way, da banda My Chemical Romance, The Umbrella Academy: Suíte do Apocalipse apresenta a arte do desenhista vencedor do prêmio Eisner, Gabriel Bá (10 Pãezinhos, Casanova), cores do premiado Dave Stewart e as capas originais da série foram feitas por James Jean. Este livro reúne a primeira série em 06 partes, além de histórias curtas.

Mais uma superprodução SabreWulf (Gotham City Contra o Crime).


sábado, 28 de setembro de 2013

Cabeça de Parafuso: A Animação


O INCRÍVEL CABEÇA DE PARAFUSO - A ANIMAÇÃO
Roteiro: Bryn Fuller, Direção: Chris Prynoski

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Para baixar a animação, clique aqui


Quando o filme Hellboy foi lançado, algum tempo depois apareceram duas animações baseadas no personagem de Mike Mignola, o mesmo autor de O Incrível Cabeça de Parafuso, que teve sua HQ colocada aqui alguns posts abaixo. Pois bem, conhecendo o trabalho de Mignola, seu traço característico e estiloso, era de se esperar que as animações de Hellboy viessem justamente baseados em seu traço. Mas, isso não aconteceu. Eram animações pobres em estilo. Apenas para arrecadar mais dinheiro em cima do sucesso conseguido com o filme dirigido por Guillermo Del Toro, este sim, muito bom. Nem perdi tempo terminando de assisti-las. Parecia que ver o traço de Mignola em movimento seria algo impossível.

Em 2001 ele foi o designer de produção de Atlantis: O Reino Perdido, da Disney, dando assim seu toque pessoal ao desenho. Porém, ainda não tínhamos todo os esplendor da arte de Mike Mignola. Até que apareceu o curta de animação baseado na HQ, também curta, O Incrível Cabeça de Parafuso: um agente de Abraham Lincoln para assuntos fantásticos. Sua origem não nos é contada, já que é supersecreta. Entramos logo na ação.

Logo pela capa do DVD percevemos que a arte é de Mignola, que trabalhou na produção artística, claro. Mas, uma coisa que faz dessa animação algo soberbo, além do estilo do artista, é o fato de que o roteirista, Bryan Fuller, ampliou a pequena HQ de Mike Mignola. Nem mesmo parece que só temos 21 minutos de duração ali. Acrescentou-se mais inimigos, a relação entre o cabeça de Parafuso e seu serviçal é mais aprofundada e até um romance do passado é acrescentado. Só ficou faltando mesmo a origem do personagem, mas essa é supersecreta, já seeeei.

Apesar de antiga - 2006 - venho escrever sobre esta animação agora, porque voltei a assisti-la e por ocasião também da publicação do scan da HQ de onde ela foi tirada. É só descer alguns posts que você a encontra. Pode-se dizer que a animação é melhor que a HQ. Porém, Mike Mignola está envolvido nas duas obras. Gênio em duas mídias.


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