segunda-feira, 11 de março de 2013

Classics Illustrated 03: O Conde de Monte Cristo


CLASSICS ILLUSTRATED #03 DE 12: O CONDE DE MONTE CRISTO
Alexandre Dumas e uma história de vingança

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"O que é História", perguntou certa vez o grande escritor francês do século XiX Alexandre Dumas. "É o prego em que penduro minhas novelas". De fato, o prego no qual Dumas pendurou O Conde de Monte Cristo foi o de um crime real. Mas Dumas "elevando a história à dignidade do romance", recheou a história real, adicionou-lhe vários truques narrativos (incluindo fugas por um fio de cabelo, um mistério intrigante e vários duelos) e criou um elenco notável de personagens secundários.

Como muitas de suas obras, o romance foi antes publicado como uma série de jornal. Quando O Conde de Monte Cristo apareceu, em 1844-45, Dumas já era um dos autores mais populares da França, tendo aperfeiçoado seu estilo melodramádico numa série de novelas e peças teatraismuito bem-sucedidas, inclusive Os Três Mosqueteiros. Apesar de adorada pelo público, os críticos não gostaram da obra.

A novela tem mesmo certas fraquezas literárias: os personagens são simplificados demais - bons ou maus, sem nuances - a trama está cheia de implausibilidades, os diálogos são teatrais, há uma superpopulação de personagens secundários, com uma calamidade atrás da outra, fartos apunhalamentos, envenenamentos, quase-suicídios, raptos, grande abundância de duelos e, finalmente, um excesso de golpes de sorte.

Além disso, seus detratores acusram Dumas - que trabalhava copm colaboradores - de dirigir uma "fábrica de novelas". Refrindo-se às obras completas de Dumas em 301 volulmes (!) um crítico notou que "ninguém leu as obras completas de Dumas - isso seria tão impossível quanto escrevê-las...". Entretanto, já que todos os originais estão redigidos com sua caligrafia, reconhece-se hoje que, pelo contrário, Dumas realmente escreveu tudo e que seus auxiliares apenas lhe forneciam pesquisas e esboços ferais.

Outros críticos posteriores reavaliariam Dumas e, hoje, O Conde de Monte Cristo - tão popular como sempre entre os leitores - é tido como uma aventura de tirar o fôlego e uma janela que permite observar uma época astarrecedora. (Fonte: a prórpia edição)


6 comentários:

Anônimo disse...

Queria saber produzir scans com essa qualidade. Os meus sempre ficam amarelados ou, se tento editá-los, branqueando o que deveria ser branco, as cores perdem sua fidelidade e os tons de pele ficam muito claros. Como é que você faz para eles ficarem assim? Você tem algum tutorial?

Eudes Honorato disse...

Eu faço scans muito institivamente. E fazer um tutorial disso, é complicado.

Eu cheguei a fazer, e até estao aqui, nos arquivos do blog. Mas as magens se perderam, então é o mesmo que nada.

E, tb, eu mudei meu modo de fazer scans, aprendi uma ou outra coisa nova.

Tentarei fazer um novo tutorial, usando o formatinho como exemplo, já que são os mais dificeis, mais amarelados.

Breve estará aqui.

Anônimo disse...

O tutorial será muito bem-vindo. Quem sabe assim você naõ ganha uns reforços para essa árdua tarefa que é preservar e difundir os quadrinhos. Eu até já tenho uns scans prontos aguardando para serem editados. Só ainda não os postei em nenhum blog, pois decidi que, quando o fizesse, seria com a qualidade dos scans postados aqui.

Abraços.

Anônimo disse...

Só para complementar: eu até já conheço o antigo tutorial que você fez ainda no tempo do F.A.R.R.A - inclusive me foi de muita serventia e utilizei algumas das técnicas apresentadas lá - , mas, infelizmente, aquelas técnicas até são suficientes para quadrinhos infantis e outros com paletas de cores simples (se é que me fiz claro), mas, para os demais, a técnica do conta-gotas sozinha não é suficiente - não sem as custas da perda da fidelidade das cores e de detalhes em regiões de penumbra e/ou luminosidade.

Eudes Honorato disse...

Opa, então vejo que realmente terei de fazer sem demora!

A7n266 Gravior disse...

oba, mais um!

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