domingo, 14 de abril de 2013

Livros Por Todos os Lados


LIVROS: AS VIAGENS DE EUDES
Por Mundos Nunca Dantes Navegados

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Os livros entraram na minha vida alguns anos depois dos gibis. Provavelmente não por uma opção consciente minha. Acostumado à leitura rápida e "com figuras" dos quadrinhos, acredito que pelo menos até os 11 anos de idade, eu não tenha lido algo mais consistente como um livro. Mas, como todo aluno, uma hora você precisa ler livros que a professora indica, para que possa fazer uma redação, um resumo, baseado no que leu. Eu devia estar na terceira série quando isso aconteceu pela primeira vez.

A professora nos deu o nome do livro que ela queria que lêssemos: As Viagens de Gulliver. Eu fiquei bem animado. Afinal, conhecia a história de desenhos animados e filmes que via na TV. Quer dizer, eu pensava que conhecia. Tão animado que estava, resolvi ir eu mesmo até a livraria mais próxima - que era longe - e comprar. Minha mãe me deu o dinheiro, mas não sabia que eu mesmo ia até lá.

Entrei em um ônibus e fui até Duque de Caxias. Não sei como, mas achei rapidamente uma livraria exclusiva da Ediouro. Apesar de pequena, para mim era um mundo. Os livros todos organizados em prateleiras giratórias, faziam com que eu as girasse como se fosse um baleiro. Eu já sabia que livro queria, mas devo ter ficado muito tempo ali, antes de levá-lo.

Creio que li o livro em bem pouco tempo, e fiquei fascinado. Enquanto em filmes e desenhos animados, Gulliver só viajada para a terra dos pequeninos e depois para a terra de gigantes, no livro ele ainda ia para muitos outros lugares, incluindo um lugar habitado apenas por cavalos onde aprendia a língua deles. Era algo muito mais denso do que as adaptações para cinema e TV. Era algo inesquecível e eu fui ali, capturado pelos livros.

Para minha surpresa, a professora trocou o livro pouco depois. Ela não ia mais usar As Viagens de Gulliver. Não lembro quanto tempo se passou entre ela pedir a primeira vez e eu comprar, mas eu acho que fui eu quem comprou rápido demais. Ninguém mais comprara. Mas, não falei nada. Ela queria agora O Príncipe e o Mendigo de Mark Twain. Em vez de reclamar, fiquei exultante. Eu tinha a desculpa perfeita para comprar mais um livro.


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E meu gosto pela leitura continuou a ser moldado pela escola. O próximo livro que me lembro ter sido objeto de estudo foi O Rapto do Garoto de Ouro de Marcos Rey, onde descobri não apenas uma empolgante história de mistério, como também uma coleção inteira de livros maravilhosos: A Coleção Vagalume da Editora Ática. Não demorou para que eu entendesse que Rapto era o segundo livro de uma trilogia (que mais tarde viraria uma quadrilogia) envolvendo os mesmos jovens personagens que agiam como detetives ocasionais. Assim sendo, saí à caça, por conta própria, de Mistério do Cinco Estrelas e Um Cadáver Ouve Rádio. E, claro, Marcos Rey se tornou meu primeiro escritor preferido.

Logo se tornaram poucos os livros que eu comprava para trabalho escolar, em relação aos que eu comprava para ler por conta própria. A Coleção Vagalume se tornara quase uma obsessão. Mas, ao menos era um ótima obsessão. Eu vivia indo às livrarias (ou às grande papelarias) de Duque de Caxias, e passava às vezes horas, escolhendo qual o próximo volume da coleção eu ia ler. Entre Cem Noites Tapuias e As Aventuras de Xisto, eu ia de aventuras dramáticas a fantasia. Até mesmo o denso Éramos Seis, eu li.

Porém, não fiquei preso a esta coleção. Fosse por conta da escola, ou por conseguir livros emprestados, eu acaba por me aventurar por outras editoras e estilos de literatura. Talvez, um livro que tenha me marcado muito foi Meu Pé de Laranja Lima de José Mauro de Vasconcelos. Por tratar de figuras paternais e eu praticamente não ter pai, o livro me deixava até mesmo deprimido. A capa em uma cor que parecia sangue, fez com que o livro nunca saísse de minha memória. Anos mais tarde assisti a novela baseada no livro - não a primeira - exibida pela TV Bandeirantes, mas o impacto não foi o mesmo.

Outros livros que li na mesma época e que devo ter lido devido aos temas tão surreais, foram: Memórias de um Cabo de Vassoura de Orígenes Lessa, que, como o título diz, trata das memórias de um cabo de vassoura e de suas peripécias. O outro foi A Galinha Nanduca de Ganymedes José, a história é sobre a confusão que é criada quando se descobre que Naduca, a galinha, tem dentes. Até mesmo a ficção-científica Perry Rhodan eu tentei ler por essa época, mas não gostei. Talvez fosse demais para minha idade.


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E foi exatamente isso que escutei quando tinha 12 anos, e pedi um livro de Agatha Christie emprestado a uma amiga, que também faz parte da minha história com livros. Com essa idade eu fui trabalhar em uma pequena padaria, onde já havia uma funcionária, Denise Coutinho, linda em seus 18 anos. Claro que me apaixonei, como todos os que a conheciam se apaixonavam. Leitora inveterada, era sócia do Clube do Livro. Quando pedi que me emprestasse um de seus livros de Agatha Christie - que ela amava - disse que eu não os entenderia. Se era uma desculpa para não emprestar não sei.

Com o tempo, não teve jeito, ela acabou por ceder e eu comecei a ler livros para "gente grande". Fui iniciado por uma mulher mais velha... na leitura de livros mais adultos. Nos tornamos grandes amigos e eu me tornei mais aficcionado por livros. Vivia uma paixãol platônica e me aventurava pelos livros de mistério e suspense de Agatha Christie. Até mesmo ia à casa de minha amiga, onde os livros me lembraram a organização da livraria Ediouro... em prateleiras giratórias! Aquela menina era de outro mundo.

Com o tempo ela foi embora da padaria e eu fiquei sozinho. Perdemos o contato, mas eu não perdi o gosto pelo tipo de livro que ela me ensinou a gostar. Eu comprava a coleção Agatha Christie que estava sendo lançada em bancas de jornal e devo ter lido ao menos metade da coleção de mais de 80 livros da escritora. E, como não era apenas Agatha Christie que eu encontrava nas bancas, eu acabava por comprar outros livros dos quais eu lia a sinopse e me sentia atraído. Foi o caso de Os Sete Minutos, de Irving Wallace.

Mesmo percebendo que o livro era demais para mim, para minha idade, eu não conseguia parar de lê-lo. Um caso de estupro é relacionado a um livro pornográfico chamado Os Sete Minutos, escrito por um tal de J. J. Jadway. O julgamento acaba sendo o do próprio livro, que relata os sete minutos de pensamentos de uma mulher durante uma relação sexual. Com um final inesperado, o livro ficou gravado em minha memória.


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Dos 12 aos 16 anos, devo ter lido tantos livros que eram lançados em bancas de jornal, que seria impossível lembrar de todos. Conviviam pacificamente com meu gosto pelos quadrinhos e um não se sobrepunha ao outro. Muito do que li eram livros que foram adaptados para o cinema, entre eles Tubarão, de Peter Benchley; Cemitério Maldito de Stephen King; O Poderoso Chefão de Mario Puzo; A Entidade de Frank De Felitta; A Profecia de David Seltzer, e até mesmo o caminho inverso, com E.T. O Extraterreste, que era um livro adaptado do roteiro do filme, do desconhecido William Kotzwinkle. Porém, dois desses livros foram marcantes: Rambo e Invasores de Corpos.

Apesar de nunca ter conseguido assistir ao filme Rambo: Programado Para Matar, por inteiro, eu li o livro, de David Morrelll, que deu origem ao longa-metragem. Não que eu ache o filme ruim, ou algo assim, apenas é um daqueles filmes que parecem amaldiçoados a não serem assistidos completamente. Sim, eu poderia baixar ou alugá-lo, mas sei lá porque nunca fiz isso. Talvez isso tenha sido bom, pois a leitura do livro pode ter se tornado mais interessante. O pouco que percebi do filme é que há o herói e os vilões, algo que no livro não é tão definido, mostrando que a vida não é em preto e branco. O livro tem um final totalmente diferente do livro, e um tanto inesperado.

Já Invasores de Corpos, de Jack Finney, se tornou um dos meus livros preferidos. Não o li apenas uma vez, mas várias vezes ao longo da adolescência e vida adulta, cada vez sendo como uma nova experiência. Não sei bem porque a história mexe tanto comigo. A primeira vez que assisti a um filme baseado no livro, eu era muito criança, e não o entendi muito bem. Era a adaptação feita na década de 70 com Donald Sutherland no papel principal, e eu só lembrava da aterrorizante cena final, com Sutherland abrindo a boca e apontando. A primeira adaptação e a mais fiel ao livro, feita na década de 50, eu vi apenas há pouco tempo. A útima, com Nicole Kidman, foi um desastre.

Os primeiros capítulos, em que o Dr. Miles percebe algo de estranho nas pessoas, principalmente devido ao olhar delas, é algo que eu sempre lembro, como se o tivesse lido ontem.


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Talvez Invasores de Corpos fosse uma alegoria para o que aconteceria a seguir em minha vida, devido aos livros. Como ávido leitor que eu sempre fui, lia qualquer coisa que me caía nas mãos e gradualmente eu fui catequizado através do que eu lia. Desde os tempos que ia á casa dos meus avós, já via ali um livro da religião Testemunhas de Jeová, Histórias Bíblicas, feito para crianças. Na padaria em que conheci Denise e Agatha Christie, o dono tinha assinatura das revistas Sentinela e Despertai, e quando eu não tinha nada para fazer, ou ler, lia aquilo mesmo. Aos 19 anos, sem ter o que ler, peguei uma leva de vários livros com um amigo que estava estudando com elas. Bastou para que aquilo que li fosse absorvdo por mim, que vivia cansado de tantas religiões que apenas pediam, e aquela ali dava... conhecimento. Era o que parecia.

Então, nem precisou que nenhuma delas batesse à minha porta, eu mesmo fui até eles e pedi para ser doutrinado. Dentro de seis meses, eu estava dentro. E os livros "mundanos" deixaram de fazer parte da minha vida. Porém, eu não parava de ler. Só que agora eu enchia minha estante com a literatura religiosa produzido pela seita, e não era pouca. Sem poder ler o que era produzido aqui "fora", eu comprava até mesmo compilações encadernadas de edições antigas de A Sentinela e Despertai... e devorava tudo. A cada reunião anual, em que eram lançados novos livros, eu me sentia no paraíso. Mesmo sabendo, inconscientemente, que eram apenas as mesmas palavras livro após livro, rearranjadas e com novas ilustrações. Eu estava num looping em que não lia nada de novo, apesar de achar que sim.

Mas, nem mesmo a religião impediu que eu relesse Invasores de Corpos mais uma vez. Talvez isso tenha despertado algo em mim, e dito, você está se tornando alguém que não é você, como no livro. Eu acabei saindo das Testemnunhas de Jeová sete anos depois, algo um tanto irônico, já que umas das coisas que aprendi lá é que na Bíblia, sete representa perfeição.

Era 1997 e eu estava enferrujado em relação á leitura secular, fosse com livros ou quadrinhos. Não lembro de ter lido nada relevante até que casei em 2000, e comecei a voltar á ativa aos poucos.


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Até 2004 não lembro o que li, se é que li. Era como se eu estivesse ainda congelado no tempo. Quadrinhos só voltei a ler com força total devido ao blog e ás atividades ligadas aos scans. Mas livros, esses eu ainda não conseguia encontrar nada que me interessasse. Até que, certo dia, vi alguém lendo um livro no metrô. Até aí nada demais. Mas, em outras viagens, vi mais pessoas com o mesmo livro. Aquilo me chamou atenção e, já tendo gravado o título, resolvi ir à livraria à qual ia apenas para comprar DVDs e resolvi saber do que se tratava. Depois de ler a sinopse, resolvi que ia ver se era bom mesmo, era O Código Da Vinci, de Dan Brown.


Eu não havia percebido que o livro era a modinha da época e, provavelmente, não o teria lido se tivesse percebido isso. Mas, era tarde demais. Eu estava capturado pelo livro que se tornou amado e execrado pelas pessoas, na mesma proporção. Assim como Parque dos Dinossauros, de Michael Crichton, que li anos antes, as pessoas queriam veracidade em uma obra de ficção, feita para entretenimento. E assim como Michael Crichton, eu me tornei fã. E foi o pontapé para que eu voltasse a ler como antes. Na verdade, até mais, muito mais. Nunca li como tenho feito nos últimos tempos. Seria complicado tentar relacionar tudo que li.

Descobri novos escritores como Sam Bourne, Tess Gerritsen, Matthew Reilly, Steve Berry entre outros. Li várias biografias, coisa que eu nunca fizera antes, entre elas Walt Disney, Joana D'Arc, Hitler, Van Gogh. Alan Moore e etc. E não consigo parar, e tampouco quero. Livros e mais livros acumulados, esperando serem lidos (sem contar as HQs).

Quando eu comecei a escrever neste blog, fossem poesias, contos ou memórias, percebi o quanto os livros me influenciaram e me ajudaram nisso. Se eu não fosse o leitor que sou, ávido e constante, não saberia escrever o pouco que sei. E, provavelmente nem saberia me expressar como como me expresso. Claro que ainda preciso melhorar muito. Ainda bem que sou jovem e ainda tenho muito, muito o que ler. Afinal, um livro que termina é apenas uma porta que se abre para o próximo.

Dedico esse texto à amiga Denise Coutinho, esteja ela aonde estiver.



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13 comentários:

Anônimo disse...

EUDES VC É UM BOSTA!!!! CUZÃO DO CARALHO

Eudes Honorato disse...

Se um anônimo não te xinga nos comentários, vc está não está fazendo isso certo.

Eudes Honorato disse...

Presente para o anônimo:

https://www.youtube.com/watch?v=5nxlnUK6NgY

Nitro disse...

Não aguentei a curiosidade (que fosse bom não começava com cu) e fui ver o link do youtube pro anonimo... ainda bem que o som do note tava desligado!

Uma das coisas que quero poder fazer um dia ainda é voltar a devorar livros. Houve uma época (curta porém) que eu li vários livros. Não só a internet mas a própria rotina cotidiana atrapalha a volta aos livros.

Anônimo disse...

De anonimo para anonimo: que imbecil! Você continua sendo um otário rs, independente de nos não podermos saber quem é você, você realmente continua sendo um ;D Esse é seu drama HAHAHAHAHAHAH

Uso "anonimo" para não ter que criar uma conta google. Mas to achando que não dá, não dá.

Eudeus, muito loca sua história. Gostei de ler ^^
Ao contrario de você, comecei a ler por uma imensa falta do que fazer (sou anti-esporte). Adoro ler. Comecei com livros que sustentavam e nivelavam minha mesa, hoje, sou um fregues dos sebos paulistanos. E temos ótimos sebos por aqui (SP).

Cara, Eudes, abração xD NÃO esquente com nós, anônimos, onde estivermos, somos pessoas tristes; ver pessoas fazendo algo ou realizando um trabalho que é do CARALHO, nos da INVEJA. É há nossa condição anonima. Nos perdoe! Não é nossa culpa, mas sim, de uma falta de amigos e carinhos ^^

Eudes Honorato disse...

hahahaheuhsuehsuea obrigado, outro anônimo.

Haley disse...

Genial, o texto, eu aprendia ler com 5 anos com Pato Donald... e logo vieram os livros, (mas eu virei fã do Perry Rhodan, adorava ficção rsrs), não existe mundo melhor que ler um bom livro.

Duke disse...

O rapto do garoto de ouro não é aquele que tem uma banheira cheia de ácido? que os caras ameaçam colocar o garoto (um gordinho por sinal) na banheira ?
Me lembro desta cena marcante, mas não me lembro mais nada.
Tb sou da geração ediouro hahaha...
memórias de um cabo de vassoura tinha até continuação! hoje em dia, onde estão os autores nacionais de ficção e literatura juvenil? E pensar que meu avô escrevia contos infantis. Hoje contos infantis é sinônimo de lixo colorido... as crianças são subestimadas. Outros tempos.

Anônimo disse...

Anônimo preocupado.

O que aconteceu com Quadrinhos Antigos?

Olho no rápa.

Anônimo disse...

Primeira vez que visito esse blog. Gostei daqui, e das dicas "não-intencionais" dos livros citados.


:******

Eudes Honorato disse...

Obrigado pela visita.

Nano Falcão disse...

Marcos Rey também foi meu primeiro autor preferido, aos 12 anos. Felizmente não tinha que comprar os livros - a minha família além de não ter muita grana, não gostava de estimular os filhos a lerem. Eles odiavam que eu gastava todo dinheiro que conseguia em gibis. Havia um mito de que "ler demais deixava a pessoa doida".

Na escola foram distribuidos livros da Vagalume como incentivo a leitura. Eu já era fã da Biblioteca Pública Municipal desde o ano anterior (onde tinha devorado todos os livros de Júlio Verne e Alexandre Dumas).

Sobre a Agatha Christie, por eu ter começado a ler Arthur Conan Doyle antes, embora eu goste de uns livros dela, acho que eles são "lugares-comuns", sempre a mesma coisa, e os mistérios envolvendo Sherlock Holmes eram mais variados. Eu achava bem mais desafiante Holmes ter que descobrir o assassino no meio de uma cidade inteira como Londres do que os sujeitos trancados dentro de uma mansão, barco, trem, acampamento, etc, e o assassino inevitavelmente alguém do elenco de coadjuvantes. O fato do "herói" ser um misógino, misantropo, arrogante e se injetar cocaína tornava ele pertubadoramente interessante, ao contrário do chato Hercule Poirot.

Mas estou divagando. O texto do Eudes é mais um relato de uma pessoa que dos quadrinhos partiu pra literatura. É uma coisa que sempre chamo a atençaõ que como a leitura de HQs incentiva a leitura, enquanto os maiores críticos dos gibis são pessoas que não lêem coisa nenhuma, a não ser revistas "desinformativas" como a Veja e passam o tempo assistindo novela.

Quem aprende a ver a leitura como entretenimento, como uma forma de lazer, graças aos gibis, tem menos dificuldade em ler coisas mais "úteis" e complexas, principalmente quando for estudar. Agora aqueles que vêem a leitura como um martírio e uma tarefa, esses são os que mais sofrem na hora de encarar (e entender) um livro.

Anônimo disse...

esta sua história é parecida com a de muita gente, por isso é tão atraente. Me permita adicionar algumas curiosidades. O perry Rhodan eu lia muito. Foi feito um filme destes livros, e hoje você pode achar no you tube. Um filme alemão de 1967. Quanto ao Gulliver, ele vai para ummundo que é uma ilha flutuante. Lá contam para ele que os habitantes da ilha acreditam que marte tem duas luas, e ele descreve as duas luas. O interessante é que a descrição bate com a realidade. Só que o livro foi escrito em 1937 acho, e as luas de marte foram descobertas em 1820 acho. Intrigante, não???

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