sábado, 11 de maio de 2013

Terra de Gigantes


MICRO - MICHAEL CRICHTON E RICHARD PRESTON
O pai de Jurassic Park e seu último livro

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Michael Crichton nos fez acreditar que os dinossauros poderiam voltar a existir, e este é o seu maior legado. Mas, além de escritor de livros que se tornaram filmes, ele mesmo foi diretor de cinema, produtor e criador da série E. R. (Plantão Médico). Entre seus filmes está o clássico Westworld - Onde Ninguém Tem Alma, onde um autômato em forma de pistoleiro do velho oeste persegue um homem por toda a película. Outro filme seu foi a adaptação para as telas do livro Coma, de seu colega de profissão, Robin Cook.

Depois do sucesso que Jurassic Park fez, Hollywood saiu catando todo e qualquer livro seu para ser jogado nas telas. Isso criou uma enxurrada de filmes ruins, como Congo, Sol Nascente, Assédio Sexual, o 13o. Guerreiro, Esfera, Linha do Tempo e outros. Nem mesmo a continuação de Jurassic Park baseada no livro que dava continuidade à história, teve o êxito esperado. Mas, indiferente a isso, ele continuou a nos dar bons livros, pelo menos para os amantes da ficção-científica despretensiosa.

Em Linha do Tempo, Crichton dá sua versão das viagens temporais; em Presa ele nos leva ao mundo da nanotecnologia; e em Next somos apresentado à engenharia genética e ao que ela poderia criar. E Next (Próximo), ironicamente, seria o seu último livro, já que Crichton nos deixou em 2008, em decorrência de um câncer, aos 66 anos. Jovem ainda, e com certeza, com muitas tramas que poderia vir à luz.

Eu já estava conformado que nunca mais veria uma obra de Crichton, quando este ano encontro nas livrarias Micro. Obviamente uma obra inacabada do autor teria potencial de venda se fosse terminada, e para isso, foi chamado o escritor Richard Preston, que tem seu estilo, mas terminou o livro como se fosse o próprio Crichton que estivesse ali. Se os editores fizeram isso apenas por dinheiro? Pfff, claro que sim. Mas, a meu ver, valeu a pena.

Crichton ia onde o imaginário da ficção-científica o levava: clonagem, viagem no tempo, realidade virtual, micróbios extraterrestres, nanotecnologia e por aí vai. Seu último e inacabado livro nos levaria a um mundo onde ele ainda não tinha posto os pés, o micromundo. Se você gostava da série Terra de Gigantes e gostou também dos filmes O Incrível Homem Que Encolheu e Querida, Encolhi as Crianças, este é o seu livro. Sim, Crichton encolhe pessoas e, como em todo livro seu (com a ajuda de Preston, neste) ele tenta dar um ar de plausibilidade à empreitada.

Lembro de conversar no MSN com uma amiga bióloga e ela se irritar com o filme Jurassic Park, pois não era cientificamente correto, segundo ela. Claro, é um erro ler um livro ou ver um filme que se propõe apenas a divertir, como um se fosse um tratado de biologia ou de ciênca de modo geral. Seria o mesmo que assistir aos filmes de James Bond esperando que fossem um manual de espionagem.

Em Micro, um grupo de sete jovens cientistas está visitando a sede da Nanigen, empresa especializada em microtecnologia, que é usada principalmente para coletar, da natureza, toxinas e outras coisas que possam usar para criar novos medicamentos. A empresa está trabalhando no Havaí. O irmão de um dos cientistas é o vice presidente, mas ao chegar ao Havaí, Peter Jansen descobre que seu irmão, Eric, sofreu um acidente de barco e pode estar morto. A partir daí passamos a ver que Vin Drake, o presidente da Nanigen não quer que se descubra o que aconteceu a seu vice-presidente. Para isso precisa se livrar dos seis pesquisadores e de Peter Jansen. Como não pode simplesmente matar sete pessoas, Vin Drake... os encolhe e joga em uma floresta havaina.

É aí que começa a verdadeira aventura. Diferente do seriado Terra de Gigantes ou do filmes Querida, Encolhi as Crianças e O Incrível Homem Que Encolheu, acompanhamos os pequeninos cientistas em um mundo que eles compreendem, apesar de temê-lo. Os detalhes sobre insetos e plantas são descritos em pormenores e passamos a conhecer um mundo ao qual nunca estaremos lá, a não ser em teoria, ou em um livro de Michael Crichton.

Assim como em Jurassic Park e em outros livros seus, acompanhamos a luta pela sobrevivência dos personagens e vivenciamos cada vez que precisam entrar em uma batalha contra a natureza.

Não sei onde termina Michael Crichton e onde começa Richard Preston. O suspense e a ação são características dos livros do primeiro, o que faz parecer que estamos realmente lendo um livro escrito totalmente por Crichton. Provavelmente era esta a intenção de Preston. Mesmo assim, estar em segundo plano nesta obra não é algo que - alerta de trocadilho - o diminua.


2 comentários:

Anônimo disse...

É engraçado que foram citados varios livros e filmes que as pessoas são diminuídas. Mas ninguém cita o Monteiro Lobato, que fez um livro " A chave do tamanho" que era exatamente sobre este assunto. E muitos anos antes.

Regisclei disse...

Cara, você acaba de alegrar meu dia!
Também sou um órfão de Crichton.
E saber da existência desse livro foi o máximo!

Valeu, man!

Grande abraço e Vida Longa ao Rapadura!

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