sábado, 27 de dezembro de 2014

Fim de Ano: Reino do Amanhã Ed. Definitiva


REINO DO AMANHÃ - EDIÇÃO DEFINITIVA
Scans by HORDA Comics (agradecimentos a Nadini F.)

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Porra! Demorou mas terminei. Era para ter sido o presente de Natal, porém, no Natal não estava nem na metade ainda. Então deixei para ser o post para fechar o ano no Rapádura Açucarada. Quer eu queira, quer não, o acréscimo de responsabilidades mudou meu modo de fazer scans, tendo que ir devagar e sempre, um pouco de cada vez, quando o dia, com todos os seus afazeres, permite. Então, não há do que reclamar, pois mesmo assim, ainda temos essas grandes HQs chegando por aqui, mesmo que demore alguns dias. Claro, eu poderia ter feito alguns posts para encher linguiça, um conto de James Cartago ou de Jerusalem Jones, mas nem isso foi possível. Mas, vamos lá...

Foli uma grande ironia e até mesmo algo simbólico que a primeira HQ importante que eu lesse ao abandonar a religião - que proibia a leitura de quadrinhos -, fosse Reino do Amanhã, um gibi com muitas citações bíblicas. Porém, muito mais que isso, uma obra prima gerada por Mark Waid e Alex Ross. Ou seja, eu recomecei bem.

No mundo de Reino do Amanhã, os vilões não saõ mais problemas. Os filhos e netos dos antigos super-heróis deram jeito neles, de modo radical. O modo como o fizeram desagradou aos antigos mitos, que se retiraram de cena, já que o povo em geral preferia o novo modo de se fazer as coisas. Porém, um desastre nuclear causado por um desses novos heróis radicais, mostra quão tênue é a linha entre a justiça com as próprias mãos e a catástrofe.

Superman e Mulher Maravilha tem a solução que acham perfeita para a situação: reeducar os novos superpoderosos instalando-os em um Gulag. Batman discorda. Além disso, os supervilões que restaram, entre eles Lex Luthor, voltam sua atenção para esta crise e novamente acham que podem tirar vantagem disso, até mesmo, quem sabe, para dominar o mundo.

Norman McCkay é um ser humano simples, um pastor protestante que acompanha o desenrolar dos fatos ao lado do sinistro Espectro. Norman tem sonhos apocalípticos que podem estar ligados aos acontecimentos caóticos ligados aos super-heróis antigos e novos. Teremos o Armageddon prometido na Bíblia. Um novo Reino está por vir?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Aventura e Ficção 2.0 #02


AVENTURA E FICÇÃO #02 de 21
Scans 2.0 by HORDA Comics


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E temos aqui, nesta edição, a aparição de Star-Lord, o Senhor das Estrelas, o intrépido líder dos Guardiões das Galáxias, no cinema. Mas, aqui, ainda é o herói espacial solitário que chega a um mundo dominado por um estranho homem que tem sua dominância ameaçada por estranhos homens-leão. Com a ajuda de uma gostosa seminua, ele tenta impedir que um massacre planetário aconteça. A arte de Bil Sienkwiecz aqui ainda era padronizada pela arte-final de Bob McLeod.

Em seguida Mike W. Barr (o gênio de Camelot 3000) nos traz uma história urbana e mística, onde um rapaz tem em si algo chamado o Caminho, que uma jovem logo identifica nele. Mas, os dois precisam lidar com a violência do dia-a-dia.

Na terceira história, uma vingança é levada a cabo, mas logo ficamos sabendo como tudo chegou àquele momento. Um homem tem seu irmão morto por um nazista, pouco antes de serem libertados pelos Aliados. A partir daí dedica sua vida a encontrar oalemão que conseguiu escapar. Porém, pode uma pessoa ter uma nova vida que apague seus pecados do passado? Por último, Trovão e seus amigos enfrenta a gangue dos Astecas.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Lobo Solitário - Vol. 05


LOBO SOLITÁRIO - VOLUME 05 Scans by SabreWulf/HORDA Comics

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Quando não se há mais nada a perder, quando tudo que possuímos nos é tomado e tudo em que acreditávamos nos é negado, certamente somos obrigado a rever certos princípios. Mais do que frustração ou desespero, a sensação mais visceral é a necessidade de identificar o que é realmente necessário para a vida. Nem luxos, nem posição, nem recohecimento, nem mesmo o pão de cada dia. O que importa, de fato, é a motivação que nos faz seguir adiante. Contentar-se apenas em sobrevive re, com isso ter somente uma pseudo-vida? Ou estabeler uma meta, mesmo que irreal ou inalcançável, para ao menos ter com o que sonhar?

São muitas as reflexões feitas ao longo deste volume em que acompanhamos o primeiro reencontro com a família Yagyu após três anos na estrada do Meimafudô. Nas histórias seguintes o ronin senyte uma ameaça que ronda seu filho, é envolvido em importantes investigações oficiais envolvendo os Ogami e os Yagyu e enfrenta as modernas armas de fogo dos Sakai. E, como se já não bastasse, ainda encontra tempo para dedicar-se ao plantio de arroz.

E assim começamos o caminho para o décimo terceiro ano de Rapadura Açucarada, com a colaboração de scans dos amigos que visitam o blog!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Jerusalem Jones: Chuva Obscura


JERUSALEM JONES: CHUVA OBSCURA

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De repente eu percebi que estava sonhando. Isso nunca me aconteceu antes. Talvez fosse o fato de que Billy Andrews já estivesse morto há uns 10 anos e agora estava ali, na minha frente, bebendo na mesma mesa, comigo. Sinto muito, Billy. Ao perceber que era um sonho, passei a prestar atenção com mais calma ao lugar onde eu estava. Era um salloon, com certeza, mas havia algo de diferente nele. Quero dizer, além do fato de ser um bar em um sonho. Na minha mesa estavam o Billy e mais alguns amigos que eu não via há muitos anos: Johnny Perneta, que na verdade tinha as duas pernas; Sally Salt, uma antiga namorada; Solomon, que ninguém sabia o sobrenome; e Mark Cara de Fuinha. Conversavam animadamente entre si.

O restante do povo eu realmente não conhecia. Sem contar que era uma turma muito estranha. Mas, como era um sonho, talvez isso fosse de se esperar. No balcão, um cara todo de preto, que parecia não gostar de se pentear, bebia e conversava com uma garota que tinha umas pinturas estranhas no rosto. Ela também gostava de preto. Pareciam irmãos.

No mais, havia uma mulher gorda que era uma das coisas mais feias que já vi na vida, e ela parecia estar pelada. Um outro ou outra que eu não sabia se era homem ou mulher e uma espécie de monge, que ficava num canto com um livro enorme, aberto. Eu não conseguia ver seu rosto.

Correndo pelo bar, com um cão, estava uma garotinha toda colorida. Eu gostava dela. De vez em quando ela me olhava de um jeito estranho e me chamava de tio Jones. Haviam muitos outros, mas eu realmente nunca vira aquele pessoal. A não ser a bartender, ela era a Gail. Eu a conhecia de alguma das cidades por onde andei. Ela me disse até seu nome completo: Gail Neyman. Ela tinha um sotaque engraçado.

Eu estava distraído, analisando esse povo todo, quando Billy, o Morto, me dirigiu a palavra;

- Jones, vai nos contar a história que prometeu?

- Eu prometi?

- Sim, algo sobre chuva e um cavalo, uma coisa assim.

- Ah, lembrei. - e realmente tinha lembrado, da história, mas não de ter prometido contar. Estranhamente o cara despenteado e a garota com ele se viraram para prestar atenção. Os outros não deram grande importância e continuram apenas a beber ou a brincar com seu cão, como era o caso da garotinha colorida. Eu me sentia estranho naquele sonho, mas queria mesmo contar a história:

Não gosto de chuvas pesadas. Me lembram de quando eu nasci. E, não me perguntem como lembro disso. Só sei que estava em Pecos quando desabou uma dessas chuvas que parecem o dilúvio de Noé. Eu estava em uma pensão e quando a chuva mostrou que não ia parar tão cedo, eu fui procurar meu cavalo que comprara há pouco tempo. E não me olhem assim, eu comprei mesmo. Era o Chase. E eu gostara dele logo de cara. Não queria que ele se afogasse lá fora. Saí para pegá-lo e levá-lo para algum estábulo ou coisa parecida. Mas, não o encontrei. Na verdade, a chuva parecia não deixar eu vê-lo, nem a nada mais. Era uma chuva esquisita, pesada e escura.

Eu saí da proteção onde me encontrava e senti quando ela caiu sobre mim. Em questão de segundos eu estava molhado até os ossos. Parecia que eu estivera naquela chuva maldita desde que nasci. Minha roupa estava encharcada e tive de me livrar do chapéu.

Chase não estava no lugar onde eu o deixara. Eu não podia perder o cavalo, era o primeiro que eu comprava em muittos anos. O cara do cemitério me vendeu barato, mas com o pouco dinheiro que eu tinha, ainda assim era caro. Pensando naquele momento, me perguntei quem vendia cavalos a beira de um cemitério. Não devia atrair muitos clientes.

>Mas, deixei esses devaneios de lado e continuei procurando Chase pelas ruas da cidade. A visão falhava devido à chuva e alguns lugares começavam a alagar. A água era preta. Não fedia, nem nada. Era apenas água... preta. Ninguém mais parecia se incomodar com aquilo. Por um momento me perguntei se apenas eu enxergava a água daquela cor.

Estava quase desistindo da procura, já que daquele jeito seria impossível, quando escutei um relinchar que eu já conhecia: Chase! Fui na direção do som, e avistei, entre a chuva negra que caía, um vulto de um cavalo a alguns metros de distância. Porém, na frente dele, haviam quatro caras perfilados. Não entendi o significado daquilo, e disse apenas:

- Podem me deixar passar e pegar o cavalo? Ele é meu. Podem acreditar. - falei isso gritando, já que a chuva tornava difícil a comunicação. Eles pareceram escutar, e os quatro falaram ao mesmo tempo.

- Acreditamos sim. Mas o cavalo é nosso. - aquilo arrepiou minha espinha de tal forma que gelei mesmo já estando totalmente frio por causa da maldita chuva. Tinha água nos meus olhos, boca, nariz, bunda. Em tudo. E agora eu corria o risco de perder meu cavalo novo.

- Olha, se o cavalo era de vocês, e foi roubado, não tenho culpa. Podemos ir até o xerife e ele pode encontrar o cara do cemitério para que resolvamos a situação.

- Já está tudo resolvido - continuavam falando em coro, com aquela chuva tornando suas vozes mais estranhas ainda - o cavalo é nosso, Jones.

Depois que os quatro disseram isso, um deles disparou correndo em minha direção. Não entendi o porque de tanta confusão por causa de um cavalo, mas não podia ficar ali sem reagir. Minhas armas não prestavam para nada. Estavam encharcadas. Quando finalmente o louco se aproximou o suficiente, eu levantei a perna direita para o pé encaixar certinho no peito dele. Ele caiu e eu também. Eu retirei o sobretudo molhado e me preparei para o pior.

Os outros três fizeram um círculo a minha volta, enquanto o que levou um chute nos peitos se levantava. A chuva parecia mais furiosa. e eu mal conseguia enxergá-los. Pelo menos atirar não podiam também. Pelo jeito ia ser na base da porrada. O primeiro e o segundo vieram correndo, eu agarrei o punho do primeiro e soquei a cara do segundo com o mesmo. O terceiro já vinha para ajudar. Me acertou no estômago, mas eu consegui evitar que fosse pior. O soco na cara veio sem eu esperar. Cambaleei para trás e quase caí. Fazia muito tempo que eu não enfrentava quatro. Meu nariz devia estar quebrado.

Antes que eu pudesse recuperar todo o controle da situação, dois me seguraram os braços e o que eu chutei devolveu a cortesia e me chutou nos peitos. Eu não caí, porque os dois malucos me seguravam. Antes que o quarto viesse me dar um chute também, eu me agachei arrastando os dois comigo e eles bateram suas cabeças. Fiz questão que fosse com muita força. Iam demorar um pouco pensando em como duas cabeças doem mais que uma. Os dois restantes se abalaram, mas não por muito tempo. Resolveram apelar para facas que, mesmo molhadas, funcionavam.

Quando o primeiro corte no braço veio, eu despertei como se a queimação fosse um balde de água fria. Eu estava perdido na briga até aquele momento. A chuva lavava o sangue e o sangue me dava nova energia. Agarrei o punho de um deles e fiz o que devia ser feito: torci e ele soltou a faca. Me abaixei para pegar no mesmo instante que o segundo vinha me esfaquear a garganta. Ele tropeçou em mim, eu levantei e levei-o junto. A queda foi fatal, com sua faca entrando pela barriga. Aquele de quem eu pegara a faca, arregalou os olhos. Os dois da cabeçada também procuravam facas em suas roupas. Eu joguei a faca que peguei em um deles, a chuva me atrapalhou e eu errei.

O de pulso quebrado ainda tentou revidar. Mesmo com o braço sangrando, eu dei um soco com toda a força que ainda me restava e o levei a nocaute. Não ia mais poder dar outro soco daqueles naquela briga. Os idiotas da cabeçada acharam suas facas. Eu peguei uma perdida no chão. Dois contra um. Dançavamos a dança da morte na chuva negra. Atrás de mim, Chase bufava nervoso. Parecia querer ajudar, mas não podia. Não notei se ele estava preso ou algo assim. A chuva parecia que não ia parar nunca mais.

Os dois correram para me esfaquear. Eu joguei a faca de novo, em um deles. Acertei o olho do que estava mais adiantado. Tinha mirado no peito. Dane-se, não vou reclamar. O segundo veio gritando, com a água da chuva entrando por sua boca, e fazendo um barulho bizarro. Eu tentei desviar, mas tropecei num dos malucos no chão e me desequilibrei. O desgraçado acertou a faca até o cabo bem no centro do meu peito. A minha faca, no entanto, estava enterrada bem no centro do seu crânio. Puro reflexo. Eu ia morrer, mas ia morrer feliz.

Ele caiu, e eu também. Chase bufava alto e batia os cascos na lama. Parecia inconformado. Bufava alto. Acima, até mesmo, da chuva. Então, ouvi uma voz no meio da chuva obscura:

- Ok, ok, cavalinho. Você tem razão. Ele acertou o enviado primeiro. O cavalo é todo seu, senhor Jones. Afinal, nem tudo se paga com dinheiro neste seu mundo, meu caro homem. Não que eu vá devolver suas moedas, nada disso. Mas, Chase não poderia ir assim, tão barato. A chuva vai parar em breve. Os enviados irão com ela. Vá para casa sr. Jones, e leve Chase, ele parece estar faminto. Adeus, meu caro amigo.

- Não... sou... seu... amigo.

- Sr. Jones, eu falava com o cavalo.

Eu nunca tive certeza, mas, parecia a voz do homem do cemitério. A chuva e a faca no meu peito não me permitia vê-lo direito. Quer dizer, a faca que antes estava em meu peito. Quando ele parou de falar, e foi embora, não havia mais nada lá. Nem faca, nem ferimento. Os caras ainda

Chase veio na minha direção, todo molhado, e me lambeu. Eita cavalo caro da porra. Subi nele e fui na direção da pensão. A chuva continuava, mas era normal agora. Uma chuva como outra qualquer, e eu levantei o rosto e me deixei lavar por ela. Chase parecia fazer o mesmo.

Quando terminei a história, o bar estava vazio, incluindo minha mesa. Quase vazio, quero dizer. O homem despenteado estava na porta, se preparando para ir embora e, olhou para mim com aqueles olhos estranhos e disse apenas:

- Belo cavalo, Sr. Jones.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

12 Anos de RA: Trilogia X Completa


ANIVERSÁRIO DE 12 ANOS DO RA: PARAÍSO X
Terceiro e Último Volume by Horda Comics


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E o Rapadura Açucarada está entrando na adolescência! São 12 anos de estrada, com idas e vindas, mas sempre estando por aqui. Nos últimos dois aniversários - de 10 e 11 anos - tivemos, respectivamente, a publicação de Terra X e Universo X. Então, como não poderia deixar de ser, o aniversário de 12 anos vem acompanhado do terceiro e último volume desta saga engendrada por Alex Ross e Jim Krueger. Foram 1.838 páginas digitalizadas e remasterizadas. Um trabalho da porra! Tanto trabalho que o post de aniversário nem foi no dia certo, 21 de novembro. Mas, o importante é o espírito.

Já tivemos de tudo nestes doze anos. Começamos com scans, depois tive de parar e colocar poesia - foi uma época negra - e, em seguida, o blog se tornou um repositório de links interessantes, ou não. Também tivemos as mulheres peladas, que provocavam alegrias e protestos. Depois de um tempo comecei a escrever vários acontecimentos de minha vida, em uma espécie de biografia fragmentada. Tendo descoberto que sabia escrever, passei a criar contos dos mais variados gêneros, incluindo faroeste. Isso rendeu um personagem que se tornou tão querido do público quanto os scans de quadrinhos: Jerusalem Jones. E, a vida é cheia de surpresas. O trabalho com os scans me rendeu um livro publicado justamente do personagem, como o pessoal que visita o blog já bem sabe. Uma recompensa e tanto!

Em longos doze anos, tendo sempre relatado como foi o início do blog e como os scans vieram parar aqui, talvez eu tenha esquecido algumas curiosidades ao longo do caminho. Algumas delas são:

- O blog me ajudou no tratamento da minha Síndrome do Pânico. Terapia ocupacional.

- No inicío, bem no início, os scans eram colocados página por página. Acreditem, eu não sabia o que era WinRar.

- Eu comprei todos os cinco volume de A Saga de Thanos, na Gibimania, do Marquinhos. Mas, quando vi o volume de trabalho que seria, fiquei apavorado e dei a coleção para um amigo da internet, o Fábio Negro. Muitos e muitos anos depois, eu adquiri a coleção novamente e encarei o desafio.

- Eu não sabia onde encontrar scans estrangeiros, para traduzir. Era um mistério, para mim, onde baixá-los. Um dos que me ajudavam com isso foi o dono do Immateria, Thiagaum. Ele era um tipo de atravessador. Ele também me conseguiu o fanfilm do Lobo e sextape da Paris Hilton. Tempos sem torrent.

- O nome Rapadura Açucarada surgiu porque eu achava que o blog precisava de um nome idiota.

- Antes de conhecer os scans de quadrinhos no site A Toca do Carcaju, eu não conhecia a palavra "scan".

- O fórum F.A.R.R.A. ganhou esse nome porque era uma sigla que eu inventara para uma rixa que estava tendo entre o RA e o GibiHQ. Eu não lembro o que significavam as letras na época, mas, o R e o A finais, sempre eram Rapadura Açucarada. Bons tempos!

- Só passei a conhecer o formato PDF depois que alguém pediu para postar os scans em seu site, neste formato. Eu nunca quis postar em PDF.

- Comprei A Balada de Halo Jones DUAS VEZES na intenção de escanear, mas nunca fiz, porque olhava a HQ e achava chata demais para ter esse trabalho. Acabava dando para alguém... a HQ, quero dizer. Ah, é do Alan Moore.

- Eu passei a comprar quadrinhos sempre pensando em digitalizar. Ler se tornou quase secundário. Com o tempo parei com essa mania. Hoje em dia faço isso apenas com HQs antigas, que compro em sebos.

- O blog ficou um tempo sem ter scans. Havia uma certa ameaça pairando sobre ele, mas no fim ficou tudo bem. O tempo que ficou sem scans pareceu uma década, mas na verdade se passaram apenas uns oito meses.

- O blog deixou de ter scans novamente porque esse trabalho foi transferido para o fórum F.A.R.R.A. por uns três anos (2007-2010). Mas o blog ainda funcionava como uma ligação com o fórum e os scans. Com o fim do fórum como um local para downloads, as HQs voltaram para cá.

- O blog Onomatopéia Digital foi criado para servir como um depósito, onde as HQs feitas aqui podem ser melhor organizadas depois, lá.

- No início do blog eu assinava OutsiderZ, que eu mesmo pronunciava errado: "Autisaider Zê". Liberdade poética. Mas, quem lia, pronunciava como se o Z funcionasse como S, "Outsiders". O que era até o correto, já que o apelido veio de Os Renegados, grupo de heróis que o Batman liderava. Os amigos me chamavam de OutZ.

- Antes de escanear a primeira página de quadrinhos, aquela célebre do Deadpool, eu nunca havia escaneado NADA. O scanner só estava aqui porquê a Lia, minha esposa, queria ter todos os periféricos que eram vendidos. Nunca o usamos até aquele fatídico dia.

- Pelo menos duas vezes eu tive doações de uma grande quantidade de HQs feitas por gente que acompanha e gostava do blog. Como muita coisa era formatinho, que já era feito por outros blogs e sites, eu simplesmente vendia, para comprar outros gibis que eu queria escanear. Também tive doações menores e agradeço a todos.

- Aprendi a aperfeiçoar minhas digitalizações ao longo desses 12 anos. Tive muitas dicas de muitas pessoas, a maioria delas de Cimerian Satan.

- Escaneei Camelot 3000 três vezes durantes esses 12 anos.

- Quando comecei a escanear, eu não sabia que tinha que limpar os scans. Nem fazia idéia do que era isso. Escaneava e mandava como estava. O primeiro comando que aprendi para "limpar" uma HQ foi CTRL + ALT + L. Semanas depois aprendi que com CTRL + L eu conseguia aperfeiçoar o que o primeiro comando fazia. Era só o começo de uma longa jornada.

- A primeira vez que escaneei Watchmen foi da edição em 12 números emprestadas pelo... dono do GibiHQ. Isso, isso, isso!

- A primeira vez que o RA foi citado na mídia impressa se deu na extinta revista especializada em games e quadrinhos Herói.

- Nunca consegui usar o DC++.

- A frase que começou tudo isso foi: "escaneia uma página dessa HQ aí pra a gente ver!"

- Eu criei o fórum F.A.R.R.A. porque detestava fóruns e detesto até hoje.

- Quando o fórum finalmente foi obrigado a fechar ele tinha 100.000 usuários que nunca tiveram que pagar ou doar um único centavo durante os três anos que ele existiu, naquele formato.

- Só sei usar o Photoshop para limpar HQs, mais nada.

- O blog começou no extinto Weblogger do portal Terra.

- Quando comecei o blog eu tinha 33 anos e estava casado há dois. Nunca tivemos filhos, por opção nossa, mas com todo apoio que Lia sempre meu deu, pode-se dizer que o blog é nosso filho de 12 anos. Claro, e os 3 gatos e dois cachorrinhos. Te amo, Lia!


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

James Cartago: Aventureiro do Infinito


JAMES CARTAGO: AVENTUREIRO DO INFINITO

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"James Cartago não tem uma origem esplendorosa como a dos antigos mitos. Ele deixou a casa dos pais aos 35 anos quando esta foi atingida por um fragmento de meteoro. Não adquiriu superpoderes e ainda perdeu seus pais e a boa vida. Foi forçado a aprender a viver e começou a vaguear pelos planetas e galáxias mais próximos. Um sem-teto espacial. Após receber uma moeda estranha, no planeta Holúnia, percebeu que esta dava-lhe o dom de entender o universo de uma forma diferente e passou a se travestir de fêmea e ganhar a vida nos bordéis de Paraninfa, o planeta das pir..."

PARA COM ESSA PORRA, ORLANDO!

Orlando é meu cão. Estou começando a me arrepender de ter lhe dado uma coleira indutora. Sua primeira frase ao perceber que podia falar e eu entender foi: "Não quero esse nome idiota, Skip. Pode me chamar de Orlando, como minha mãe fazia". Decidi que era melhor não discutir com um cão. Agora ele pegou essa mania de inventar uma origem diferente para mim, toda vez que está entediado. O pior é que gostei de Orlando. Ah, e numa dessas ele soltou "Aventureiro do Infinito" e acabei decidindo usar isso em meus cartões. Não que eu os use muito, mas ficou bom. Ele só não pode saber disso. Ficaria insuportável.

Recebi uma oferta de trabalho em Mara 1. Planeta descoberto há poucos anos e desabitado. Se tornou um pólo arqueológico. Descobriram que ele foi habitado há milhões de anos atrás e os arqueólogos logo se tornaram meros traficantes de relíquias. Alguns metais desconhecidos no universo conhecido só existem lá, e valem umas trezentas mil vezes mais que ouro. Claro que a morte acompanha a ganância e o planeta se tornou uma terra de ninguém, um lugar sem lei. Os últimos arqueólogos genuínos já viraram coisa do passado. Eu não deveria por os pés lá. Nigel Boss é o chefe da bagunça que aquilo acabou virando. Só não está morto ainda, por ter uma couraça muito forte, literalmente falando. E, claro, o chamado partiu dele.

- Vamos morrer.

Nada disso. Orlando é um cão pessimista. Nigel Boss quer que eu transporte uma pequena carga para seu planeta natal. Ele confia em mim, mais que em qualquer um de seus capangas. O fato é que eu salvei sua vida uma vez.

- Isso não é garantia de nada.

Sim, eu sei. É que foi logo após ele tentar me matar. Acho que isso conta. Um dia eu conto essa história em detalhes. Minha moto seguiu a toda para Mara 1. Meu traje me protegia de qualquer imtempérie do lugar e ar não era problema. O OxyCon ainda me manteria por dois dias, se precisasse. Porém, não precisou, Orlando estava certo. Morremos.

*****

- EST...IDOS... IM...CIS... SEUS...ORRA!

Eu escutava a voz de Nigel Boss, como num antigo rádio com estática. Tentava lembrar o que aconteceu, mas era tudo tão indefinido. Lembro de ter visto Orlando pular da moto e avançar, rosnando e babando, para atacar alguém. Fiquei alerta e puxei minha arma real, e nao a decorativa. A pulsar ainda conseguiu evaporar uns 5 atacantes, mas eram muitos. Orlando foi... nossa, nem gosto de lembrar. E eu senti apenas uma dor súbita na parte de trás da cabeça e depois senti que eu me expandia. Fora vaporizado. Nunca pensei que a sensação fosse tão... boa? Coisa estranha. Mas, ali estava eu, em cima de um cama de metal. Orlando estava num canto. Abanando o rabo, mas sério. Ele sempre esquece que o rabo o trai. Estávamos vivos novamente.

- Acho que estamos quites, Jimmy. Desculpe pelos meus homens. Eles são a escória da escória. Atacam qualquer coisa que entre no planeta e não esteja devidamente marcada e eu fui burro e não te dei meu marcador virtual. Como eu te devia um favor, aqui está você de volta. Todo dolorido, mas de volta. Seu cão é revoltado, hein.

- Esses devem ser os piores capangas do universo. Fico espantado de que ainda esteja vivo. Mas, me diga, ainda precisa que eu leve a mercadoria?

- Jimmy, eu perdi o material.

- Ué, como assim?

- Eu o gastei.

- E você me fez vir até aqui a toa? E ser morto? E ressuscitado?

- É, a questão é essa mesmo. Eu gastei ele com você. Era um aparelho estranho, que estava petrificado. Sal, nosso cientista-mercenário estudou o troço por três meses, depois que conseguimos limpá-lo. Em um resumo, que fiz Sal simplificar depois de umas três porradas, era um ressuscitador. Ele não tinha certeza se funcionaria. Mas, se funcionasse seria uma única vez. Eu ia enviá-lo...

Nigel parou de falar. Acho que não queria que seu pessoal perdesse o respeito por ele. Um frio percorreu minha espinha e meu estômago ficou estranho. O aparelho me reintegrou e ao Orlando. Funcionou mais de uma vez. O Sal estava errado. Eu sei para onde Nigel ia enviar o aparelho.

- Eu ainda posso levá-lo. Posso tentar...

- Não. Já disse que o gastei. Ele se desintegou após o uso. - Nigel falava com uma voz sem emoção. Você não me deve nada, Jimmy, nem eu a você. Não somos tão amigos para que você se preocupe com meus problemas. Está livre para ir. Mara 1 é tudo que me resta. Espalhe que o planeta é meu.

- Sem problema, Nigel.

Orlando e eu fomos em direção à minha moto - não uma simples moto, mas é como gosto de chamá-la - e partimos deixando Mara 1. Estranho como as pessoas podem agir de modo inesperado. Como alguns são movidos por uma honra, mesmo quando são assassinos inescrupulosos. E a honra pode ser dolorosa.

- Para quem ele ia enviar o aparelho, "Jimmy"? - perguntou Orlando.

- Para casa. Tenho certeza que ele ia ressuscitar a filha.

O resto da viagem foi em silêncio, como o espaço a nossa volta.


terça-feira, 25 de novembro de 2014

A Primeira Resenha


JERUSALEM JONES POR ADRIANO ANTÔNIO
O livro na visão de alguém que não seja eu


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JERUSALEM JONES - O DESERTO TE CHAMA*

E eu como todo bom leitor respondi ao seu chamado! O livro do amigo Eudes Honorato narra em forma de vários contos as aventuras e desventuras de Jerusalem Jones, personagem fictício que transita por vários gêneros da literatura durante seus 22 capítulos e 136 páginas. Originalmente o personagem foi criado através de pequenos contos publicados no blog Rapadura Açucarada, o nome Jerusalem lembra a cidade que é a capital de Israel e o sobrenome Jones remete à Indiana Jones, célebre personagem aventureiro do Cinema. O protagonista é uma mistura de bandido e mocinho que faz e vive como quiser, um típico fora-da-lei underground que só segue seus próprios interesses.

Nos contos estão quase (ou todos!) os gêneros possíveis e imagináveis (ou inimagináveis!), levando o leitor a uma viagem "noir" pelo faroeste com direito à comédia pastelão, horror, ficção-científica (pois inclui segundo o autor viagens no tempo em que o personagem encontra a si mesmo em diferentes versões), horror, drama, roteiro de seriado japonês, enfim pode se esperar de tudo e mais um pouco ao ler suas peripécias! Leitura altamente recomendada à todos os amantes e apreciadores da arte de uma boa leitura!

*Na minha humilde opinião, daria uma excelente história em quadrinhos e além do mais eu gostei do livro em "formatinho!


TÔ ATRASADO! TÔ ATRASADO!

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O surgimento de novas responsabilidades na vida pessoal fizeram com que eu nem mesmo fizesse um post de aniversário no dia 21, que seria quando postaria o Paraíso X. Deixarei para fazer o post junto com a HQ. O atraso também se dá devido ao fato de todas os três volume da trilogia terem págins duplas demais, que precisam ser escaneadas em separado e depois emendadas via photoshop. Para uma pessoa que não é profissional, imagine o trabalho que dá. São 650 páginas e faltam agora 200 cravadas. É uma verdadeira saga em si. Um certo perfeccionismo também atrapalha. Mas, estará aqui, já que foi começada. Entre um tempo vago da vida e outro, os scans continuam.


domingo, 16 de novembro de 2014

Livraria Cultura e Jerusalem Jones


JERUSALEM JONES NA LIVRARIA CULTURA
Peça pelo site e receba na Cultura mais próxima

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A amiga Aline retirou o seu na livraria


Ao comprar o livro Jerusalem Jones: O Deserto Te Chama pelo site da Livraria Cultura, a pessoa tem a opção de retirar em uma das livrarias físicas mais próximas. Só fiquei sabendo dessa possibilidade ao ser informado por três amigos que já haviam feito isso. Ou seja, a espera é bem menor que a informada quando é para se entregar em casa. Quando a amiga Aline postou uma foto no Facebook do seu livro recebido, mal pude acreditar. Além disso, ela me pediu para "autografá-lo", e eu fiz. Quer dizer, virtualmente, mas fiz.


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Meu primeiro autógrafo virtual


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Aventura e Ficção 2.0 - #01


AVENTURA E FICÇÃO #01 de 21
Scans by HORDA Comics

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Em primeiro lugar, HORDA Comics somos nós mesmos. São as iniciais de Honorato, Rapadura Açucarada e Onomatopéia Digital, que formam HRAOD. Embaralhei as letras em um anagrama e surgiu HORDA, assim eu juntei todo mundo em uma coisa só. O selo agradeço mais uma vez ao Caio Kwa.

Em segundo lugar, entre o post anterior e este, surgiu a oportunidade de renovar os scans de Aventura e Ficção em uma versão 2.0. A coleção inteira. Confesso que é trabalhoso e um desafio, pois o papel não ajuda muito. Tentarei fazer o que posso. E, já que estamos no mês de aniversário, fiz logo a número um, para podermos ter uma ideia de como será esta nova digitalização. Depois do aniversário pegarei firme nos outros números. E, se nada der errado, logo estarão aqui.

Aventura e Ficção foi feito anteriormente com a ajuda de pessoas como Cimerian Satan e Bob Cuspe Jr. Mas, como aconteceu com muitos scans, ficaram defasados devido ao avanço da tecnologia e ao fato de que fazíamos os scans sem pensar no futuro. Mas, o que importa é que fazíamos. E muitos tiraram proveito destes. A chance de renová-los apareceu e eu peguei.

A revista é um clássico entre os leitores da década de 80 e trazia contos em forma de quadrinhos, sendo que boa parte deles eram de revistas da Marvel.Com o tempo, e chegando próximo do fim da revista tivemos quadrinhos europeus e nacionais na mesma. O número que abre a coleção traz Shandra, uma rebelde em um mundo em guerra, de Lynn Graemme, John Buscema e Joe Jusko. Ataque a Madstar, de Peter Gillis e Gene Day, uma saga interplanetária. Espelho, Espelho Meu, um conto de suspense de Bruce Jones e John Buscema. Deus está Conosco, de John Byrne e Pizza, a estréia de Trovão, o personagem de Will Jungkuntz. Grátis poster com a ilustração da capa, editado por Miguel R.


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Novo e anterior


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A Mão Invisível


A MÃO INVISÍVEL - MINI EM 02 EDIÇÕES
Digitalização e Tratamento 2.0 by HORDA Scans


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E chegamos mais uma vez ao mês de aniversário. Não, não dos Supermercados Guanabara, mas do Rapadura Açucarada. Dia 21 o blog completará seus 12 anos de existência, entrando assim na pré-adolescência. Não posso prometer grandes presentes, mas ao menos um está garantido. Dois, na verdade. Um, sendo um presente para mim, também. O lançamento do livro Jerusalém Jones: O Deserto Te Chama, que aconteceu no dia primeiro. E, para fechar a Trilogia X, teremos Paraíso X, já que em cada um dos dois últimos aniversário fiz Terra X e Universo X. Então, não poderia faltar o fechamento da saga. E, continuaremos nossa programação normal, nos meses seguintes.

Também temos um novo banner, que na verdade é uma série de banners, em comemoração a este aniversário. Mas, continuaremos com eles mesmo depois. Foram uma gentileza do artista gráfico Caio Kwa, a quem agradeço muito.

Então, para começar este mês, temos A Mão Invisível do selo Vertigo Verité. Na malfadada década de 90, quando os quadrinhos de super-heróis sofreram com a baixa qualidade de roteiros e arte, o que salvava a lavoura era o selo Vertigo. Mesmo a pior história do selo ainda era melhor que a maioria do que se vinha fazendo fora dele. Esta minissérie publicada originalmente em quatro edições, fala de Mike Webb, um mero estudante de economia que, de repente, se vê envolvido em uma dessas teorias de conspirações que só existe na cabeça de pessoas paranóicas.

Mike descobre que o livre comércio pode ser apenas uma ilusão criada por um grupo de homens que vêm há séculos dominando o mundo através de manipulações na economia. Para seus desespero, ele descobre que sua vida pacata, monótona e serena nao é real, e que ele é filho de um desses dominadores do mundo. Mas, com seu pai morto, ele foi adotado e criado por um homem que escondeu a verdade dele, até agora.

Então, Mike é incumbido de levar a verdade ao mundo, verdade essa que seu pai verdadeiro, num momento de arrependimento, deixou em um disquete. Mas,não é tudo. Havia também uma irmã, que foi separada de Mike e levada para as entranhas da Rússia. E é para lá que Mike precisa ir.

Com roteiro de Terry Laban e arte de Ilya e Ande Parks, A Mão Invisível é uma HQ frenética que nos joga em um mundo onde, par sobreviver, é preciso tomar grandes decisões.


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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Ainda Sobre o Livro


AINDA SOBRE JERUSALEM JONES - O DESERTO TE CHAMA
Um pequeno lembrete para quem ainda não comprou o livro


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Para evitar o longo prazo indicado pela Livraria Cultura, é possível fazer os pedidos ou esclarecer dúvidas diretamente pelo e-mail de compras da Edusp (Editora da USP): eduspliv@usp.br. No link abaixo há todas as informações para efetuar o pagamento: www.edusp.com.br/compras.asp.


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Jerusalem Jones: O Lançamento


JERUSALEM JONES: O DESERTO TE CHAMA - O LANÇAMENTO
Um livro de Eudes Honorato, The Rapaduraman


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Para comprar o livro (136 pgs, R$ 20.00), clique AQUI
(A entrega nao é imediata ainda, há um tempo de espera)

Era um dia qualquer, quando eu abri os comentários de um post aqui no RA e vi o retorno de um amigo de longa data. Amigo que conheci aqui no blog. Fazia um bom tempo que não nos falávamos e, quando ele falou, veio com uma proposta inesperada: compilar em um livro os contos de Jerusalem Jones que aqui eu escrevi. Sem pensar duas vezes, e ainda incrédulo, eu aceitei sem pestanejar. Eu mal fazia ideia da saga em que estava entrando.

Por mais de um ano separamos e preparamos os contos que decidimos serem os melhores para a publicação. Revisamos exaustivamente e descobri o quanto se pode corrigir e melhorar um texto. Uma dinâmica nova foi acrescentada. E o livro ganhou um nome: Jerusalem Jones - O Deserto Te Chama.

O livro era um trabalho feito dentro da USP, e seria impresso pela sua editora Com-Arte. Seria um entre vários outros livros, por isso ainda levaria um tempo para ficar pronto. Havia também o problema da capa, que não chegamos a um consenso de quem a faria. Então, se decidiu que seria feita na USP mesmo. O tempo passou, e eu já nem lembrava mais do assunto "capa", quando recebo um e-mail com uma amostra da mesma, que é esta acima. O editor - o que começou tudo - disse que resolveu contratar um artista para fazê-la,
Juarez Ricci. E que decisão acertada!

Eu fiquei sem fôlego ao vê-la. A perspectiva, o impacto visual, a cena escolhida e até o pouco de Jerusalem Jones que aparece, era tudo perfeito, como tinha de ser. Apesar do livro ainda não estar totalmente pronto, era como se ali ele tivesse nascido.

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Sinopse na contracapa

Uma coisa que precisa ser dita é que o livro nasceu aqui no blog. E foi no blog que eu encontrei incentivo para continuar escrevendo as aventuras de Jerusalem Jones. Ou seja, preciso agradecer a cada visitante que se deu ao trabalho de realmente ler os contos e que, tendo gostado, agradeciam e pediam mais. Sim, esse incentivo me fez continuar e a querer escrever outras histórias. Eu estava gostando do personagem e as pessoas também. Foi a química perfeita para que o destino, ou seja lá o que for, nos trouxesse a este exato momento: o lançamento do livro JERUSALEM JONES: O DESERTO TE CHAMA.

Abro este espaço então para agradecer primeiramente à Lia, minha esposa, que em tudo me apoia, seja a loucura que for. Também, a todos os leitores do blog, que continuaram aqui mesmo depois que ele passou a ser muito mais que um blog de quadrinhos. E, claro, ao Martin Fernando e ao pessoal da Com-Arte, que tornou possível Jerusalem Jones ganhar um corpo! Obrigado.

No vídeo abaixo, faço um resumo de como nasceu Jerusalem Jones, mas, na introdução do livro isso é melhor explicado, sem gaguejar. A todos que o adquirirem, espero sinceramente que gostem e divirtam-se lendo como eu me diverti escrevendo.


P.S.: A verdade é que sim, me sinto estranho por não disponibilizar o livro para download, pois fica parecendo meio hipocrisia, não? Afinal eu não me "aproveito" do trabalho de terceiros? Por outro lado, não vejo assim. A tiragem é pequena e eu mesmo não vou ganhar nada em termos de dinheiro. Mas, é preciso pagar o trabalho que foi imprimir o livro.

Quem conhece o blog onde o livro nasceu, sabe o que faço lá há 12 anos, então vejo isso como uma recompensa por algo ao qual nunca cobrei nada - nem vou cobrar um dia - , e não me sinto um hipócrita. Quem comprar o livro nem mesmo estará me dando dinheiro, mas, sim, ajudando a cobrir os custos de um sonho que se tornou realidade.

P.S 2.: mas, nada impede que eu fique rico com os próximos livros.


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Jerusalem Jones: The Preview


JERUSALEM JONES - O DESERTO TE CHAMA: UMA PRÉVIA
Enquanto o dia primeiro de novembro não chega


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Baixe AQUI uma prévia do livro em PDF


Abaixo segue o texto sobre o lançamento on line do livro, conforme publicado na página do Facebook:

"À meia-noite de sexta para sábado (01/11) haverá o lançamento online do livro Jerusalem Jones, de Eudes Honorato, pela Editora Com-Arte.

Mas como funciona um lançamento online? No site da Editora Com-Arte (http://editoracomarte.com/) na hora exata será publicado o link para a compra do livro pelo site da Livraria Cultura e pelo site da Edusp. As entregas serão feitas o mais rápido possível e você terá em mãos o mais novo livro de Eudes Honorato logo no começo do mês de novembro, mês em que o blog do autor, o Rapadura Açucarada, faz aniversário. Não é sensacional?

Para quem quer ter uma ideia de como é o livro, aí vai uma resenha:

JERUSALEM JONES: O DESERTO TE CHAMA, DE EUDES HONORATO

Jerusalem Jones é um caubói do Velho Oeste, mas não exatamente um dos mocinhos. Trapaceiro e ganancioso, se contrapõe ao ideal hollywoodiano e se aproxima dos anti-heróis do faroeste spaghetti, como as produções dirigidas por Sergio Leone.

Com seu capote empoeirado e uma grande cicatriz no pescoço, Jerusalem vaga de cidade em cidade se aproveitando dos incautos para ganhar a vida, como um malandro, figura típica do nosso imaginário.

Eudes Honorato se diverte com os vários clichês dos filmes de bangue-bangue, adicionando também elementos de ficção científica, terror e fantasia em suas histórias. São contos curtos, de ritmo acelerado, conectando informações aleatórias como se navegasse pela internet. Entre várias situações inesperadas, seu personagem quase se transforma em zumbi, luta contra robôs gigantes, é atacado por criaturas do inferno e viaja no tempo.

Entre seus contos se destacaram os protagonizados por Jerusalem Jones, que acabou se tornando um personagem recorrente no blog do autor, o Rapadura Açucarada. Alguns desses textos foram reunidos e publicados pela Com-Arte, editora-laboratório da Escola de Comunicações e Artes da USP, com edição de Martin Fernando e capa ilustrada por Juarez Ricci."


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Gullivera


GULLIVERA - MILO MANARA
Scans by HODRA


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As Viagens de Gulliver foi o primeiro livro que li em minha infância. Claro, uma versão condensada, ironicamente, publicado pela Ediouro, a mesma editora que republicou o clássico de Milo Manara, Gulivera, pelo seu selo Pixel. O mundo realmente dá voltas.

Já Milo Manara eu descobri bem mais tarde. Acho que só o li seriamente a partir da saga dos Bórgias. Com o tempo fui lendo outros trabalhos seus, inclusive O Clic, todas as edições. Gullivera já havia sido publicado tanto na revista Heavy Metal, quando em uma edição própria, mas em 2006 foi republicado. Achei a edição por acaso, num sebo aqui perto.

A sinopse não é muito complicada. Temos aqui uma paródia às aventuras de Gulliver escritas por Jonathan Swift. Gullivera vive as mesmas aventuras, só que com muito mais sensualidade e sacanagem. É diversão garantida.

ELE ESTÁ CHEGANDO. FALTAM TRÊS DIAS!
O Livro Que Todos (Eu) Esperavam


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Dia primeiro de Novembro de 2014

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Fábulas - Volume 05


FÁBULAS - VOLUME 05
Scans by The Same People Ever


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Um das grandes sacadas de Fábulas foi colocar o Príncipe Encantado como ex-marido das principais princesas: Branca de Neve, Bela Adormecida e Cinderela. Ele era o príncipe encantado delas porque seu nome é.. Príncipe Encantado. Neste volume temos mais detalhes da vida no mundo real de uma de suas ex-esposas, Cinderela. Ela parece ser bem mais do que aparenta. Em seguida, dois capítulos de histórias de guerra onde Bigby Lobo tem pasticipação ativa lutando contra os nazistas. E, por fim, o nascimento dos filhos do casal Branca e Lobo e as surpresas que se seguirão a isso.



Vídeo sobre a  Mundo dos Super-Heróis deste mês que tem como assunto de capa as séries de TV baseadas, claro, quadrinhos de super-herói. Além disso, traz um poster interessante do Demolidor, em comemoração aos 50 anos do personagem. Aproveitando relembro a número um da revista e no final, algo que alguns que acompanham os vídeos pediram. 


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Rapaduraman

RAPADURAMAN: MEU CANAL NO YOUTUBE
Rapaduraman no Youtube





Sempre fui tímido e falar em público ou ficar diante de uma câmera, sempre foi motivo para me travar quase que por completo. Apesar de perder a timidez por completo quando conheço as pessoas melhor, esse coisa com câmeras e público nunca passa. Mas, se não dá pra perder a timidez, vai com timidez mesmo. 

Eu já tinha um canal no Youtube, mas não usava. Era só mesmo para poder comentar os vídeos de outras pessoas. Uns vídeos de Lucy, minha cachorrinha, e de Bebel, minnha gatinha, estavam perdidos por lá, mas era só isso. Então, me deu na telha de fazer alguns vídeos tentando dar uma de blogueiro de vídeo, porque não vou falar vlogueiro. 


Assim como no Rapadura Açucarada, o canal não pretende ser de um assunto específico, mas sempre vai pender mais para o lado dos quadrinhos. Por não saber editar vídeos - pelo menos por enquanto - eles serão enviados assim mesmo a seco. Quando eu aprender, quem sabe dou uma melhorada nos próximos. 

A minha articulação não é das melhores e, quem sabe, uma hora dessas eu resolva fazer um pequeno roteiro para seguir. Vamos ver. A verdade é que, em breve, teremos uma notícia que ficarei muito feliz de dar ela em vídeo. Ela deve chegar no dia primeiro de novembro, no mês de aniversário do RA. 

Bom, se vou fazer vídeos continuamente, não sei ainda. Vai depender mesmo da receptividade. Não há muita lógica em fazê-los para nada. Também quero ver se consigo melhorar os assuntos. Para continuar vendo novos vídeos, acesse o canal  ou minha conta no Facebook



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Sandman Edição Definitiva - Vol. 02


SANDMAN EDIÇÃO DEFINITIVA - VOLUME 02
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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E continua a saga do Mestre dos Sonhos. Temos neste volume dois arcos importantes que são Estação das Brumas e Um Jogo de Você. O primeiro envolvendo Sandman, Lúcifer a chave do inferno, o segundo é sobre a volta de alguns personagens agora envolvidos em uma trama maior e mais complexa. Temos também o primeiro aparecimento de Lady Constantine ajudando Orfeus, ou melhor, apenas sua cabeça. Temos ainda páginas e mais páginas de extras, como é de costume das edições definitivas. Não vou me alongar muito, pois vou deixar vocês curtirem esta criação de Neil Gaiman.

Atenção: As páginas de rascunhos que acompanham o roteiro, nos extras, são daquele jeito mesmo. Não deu para fazê-las melhor, pois são muito claras no encadernado. Até mais.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Batman: Asilo Arkham


BATMAN: ASILO ARKHAM
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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Tão emblemático quanto Batman, o Asilo Arkham também paira sobre Gotham City. E, dentro de suas paredes estão os criminosos insanos que o Cavaleiro das Trevas vez após vez coloca lá dentro. As revoltas dos presos são frequentes e eles sempre tomam o asilo e seus funcionários como reféns. Geralmente é Batman quem tem que colocar tudo em ordem novamente. Porém, uma dessas vezes tudo foi orquestrado por um dos loucos que não estava dentro de uma cela: Grant Morrison.

Com o auxílio do artista gráfico Dave McKean, Morrison nos traz uma obra-prima que faz trio com Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller e A Piada Mortal, de Alan Moore. Uma viagem caótica ao centro da loucura, ciceroneada pelo mais insano dos inimigos de Batman: o Coriga.

Com carta branca para ir até onde quisesse, Morrison não poupa a sensibilidade de ninguém ao mostrar que o sanatório pode ser muito bem um lar para o próprio atormentado Homem Morcego. Afinal, como diz o Coringa, porque tirar sua máscara, esse é o rosto dele. O rosto de um homem no limite da sanidade, lutando contra seus pesadelos.

Entremeando a narrativa, temos a história de Amadeus Arkham, o homem que deu origem a esta séria casa em um sério mundo. Arkahm foi tão atormentado quanto os pacientes que viriam a fazer parte de sua moradia. Exorciza os demônios não seria o bastante. Era preciso curá-los. Assim, ele achava ser possível. Mas, a loucura sempre faz jus ao seu nome.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

The Dynamite Art of Alex Ross


THE DYNAMITE ART OF ALEX ROSS - 2011
Scans EM INGLÊS de Cypher-Empire


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Quando Marvels foi lançada e catapultou Alex Ross para o estrelado quadrinhístico, eu não estava "presente". Conheci o artista em seu trabalho seguinte: Reino do Amanhã. Para meu deleite era uma história fascinante com uma arte deslumbrante. Foi como ter absorvido todo um universo em termos de algo novo. Não que histórias em quarinhos pintadas fossem uma novidade. Porém, agora, era algo conhecido por todo leitor de quadrinhos de super-heróis, desde que Marvels se tornara um clássico instantâneo. Assim, eu me tornara mais um dos muitos rossmaníacos espalhados pelo mundo afora.

Mas, para minha decepção, e de muitas pessoas, Ross se tornaria muito mais capista do que propriamente um desenhista de histórias. Também seria um exímio co-roteirista criando coisas como Terra X e suas sequências. Como capista de Astro City, daria mais visibilidade e imponência a essa HQ de Kurt Busiek, o roteirista de Marvels. Mas, não deixaria totalmente de nos brindar com sua arte nos quadrinhos. Junto a Paul Dini faria uma série de edições gigantes dos principais heróis da DC, culminando com a Liga da Justiça. Para o selo Vertigo, pintaria a HQ Tio Sam, de Steve Darnall.

Com o sucesso, Ross se torna um nome conhecido para além dos quadrinhos, fazendo artes para filmes como Corpo Fechado, de M. Night Shaymalan, e Spider-Man, de Sam Raimi. Até mesmo para a edição do Oscar de 2002 ele faz um cartaz. O homem se tornou uma lenda dos quadrinhos em pouco tempo.

Não demora muito e temos a minissérie Justiça, estrelada pela Liga da Justiça, onde ele arte-finaliza a arte de Jim Krueger, o que dá um toque diferente da sua arte usual. Em 2003 é lançado um livro chamado Mythology, contando sua história e repleto das artes que o artista fez para a DC Comics. Algum tempo depois o livro é ligeiramente ampliado, ganhando uma capa que se abre como se fosse um belo poster horizontal.

Trabalhando em vários projetos para a Dynamite, entre eles, muitas e muitas capas. acaba lançando o livro acima, The Dynamite Art of Alex Ross, que foi lançado este ano no Brasil como A Explosiva Arte de Alex Ross. O livro pode ser mais facilmente encontrado nas lojas de quadrinhos on line.

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Planetary: Crossovers


PLANETARY/BATMAN/LIGA DA JUSTIÇA/THE AUTHORITY
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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A longo da série, o Planetary colecionou três encontros com ouros supergrupos de heróis, aguns dos quais serviram para suprir a falta de edições mensais do grupo, que acabaram não tendo periodicidade bem definida após o primeiro ano de publicação.

Tanto Planetary quanto Authority foram criados por Warren Ellis e lançados em 1999. Em junho de 2000, os leitores puderam acompanhar Planetary/Authorty - Dominando o Mundo, um crossover entre os grupos que estavam fazendo grande sucesso entre os leitores e que, diferentemnente de outros encontros, podia ser lido indepnedente, mas estava encaixado na cronologia dos dois supergrupos, com várias referências às histórias de ambos.

Aqui abrimos um parêntese para falar das referências que Ellis adora pôr em suas edições. Neste crossover, o novelista mostrado no início é provavelmente H. P. Lovecraft, famoso escritor de livros de fantasia e principalmente terror. Ele morava em Rhode Island com duas tias e era racista. Além disso, suas obras eram recheadas de monstros de outros universos que tentavam invadir o nosso; inclusive o polvo gigante do começo da edição se parece muito com Cthulhu, famoso monstro/deidaade de Lovecraft.


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Voltando aos encontros, Planetary/Liga da Justiça - Terra Oculta é lançado em setembro de 2002 e o único material do grupo que os leitores viram em um ano e meio, desde o lançamento da edição #15 até o lançamento de outro especial e da edição #16. Ellis tinha ficado doente e Cassaday vinha trabalhando em outros projetos, um deles o Capitão América. Nesse encontro, houve mais uma enxurrada de referências, a maioria ao universo DC, Barry Alle, Átomo, Lanternas Verdes, Novos Titãs, Caçador de Marte e outros são citados ou mostrados. Mas o interessante é que alguns deles também são mostrados na série normal Planetary na edição #10, e aqui seguem a mesma cronologia na qual apareceram, antes. (Este texto e da edição Planetary/The Authority, e acho que essa última informação é meio equivocada. Veja nota no fim do texto, mas será spoiler).


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Em Junho de 2003, foi lançado o último encontro, Planetary/Batman - Noite na Terra, que finalmente foi seguido pelo lançamento da edição #16 da série normal, em agosto do mesmo ano. Esse especial foi aclamado pela crítica e pelo público como uma grande obra. Apesar de poder ser lido separadamente, dá para colocá-lo de forma cronológica entre as edições #8 e #12 de Planetary, pois Snow ainda tem os bloqueios de memória, mas ao mesmo tempo há menção a eventos ocorridos na edição #8. Além de ter uma trama ao estilo Arquivo X, que tem tudo a ver com o que os Arqueólogos do Impossível fazem, ainda é uma bela homenagem ao Batman de várias épocas, como o de Neal Adams, Alex Ross, Frank Miller eaté mesmo o do seriado estrelado por Adam West.

E no começo de 2004 a Wildstorm publicou o especial Planetary: Crossing Worlds, juntando em um só álbum os três encontros em uma bela edição de colecionador. (Texto publicado em Planetary/The Authority, Pixel).

*Nota: A Mulher-Maravilha não é a mesma que aparece na edição #10 da série normal, e que tem sua ilha destruída. No crossover ela é destruída pelo Planetary, na série ela é destruída pelos Quatro. Assim, não é a mesma Mulher-Maravilha, da mesma forma que na edição não é o mesmo Planetary. É uma outra dimensão paralela, linha do tempo, ou seja lá o que for.

P.S.: Assim, termina aqui as versões 2.0 de Planetary. Provavelmente a primeira série a ser reescaneada totalmente, por aqui. Divirtam-se.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Planetary Volume 04 de 04


PLANETARY - VOLUME 04 de 04
Scans by Onomatopéia Digital/Rapadura Açucarada


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E a Nova Era de Ouro durou de abril de 1999 até dezembro de 2009. Dez anos para 27 números de Planetary verem a luz do dia. Os motivos para a demora devem ter sido vários: John Cassaday passou a ser um ilustrador requisitado depois que Planetary deu-lhe visibilidade. X-Men, Capitão América, projetos até para outros países. Warren Ellis também estava atarefado. Planetary não era uma HQ de primeira linha. Quer dizer, comercialmente falando. Então, podia ficar para depois. Em parte isso deve ter sido ótimo, já que as histórias poderiam ser mais pensadas e o aglomerado de cultura pop que formavam uma única saga criada por Ellis, podia por fim, caminhar para um final interessante. E assim foi. Desde o fim de 2009 que não temos mais entre nós essa fabulosa HQ. Apenas na forma de encadernados que, finalmente, foram lançados aqui no Brasil. E eu não podia deixar de disponibilizá-las. Fazem parte da minha história com os quadrinhos. Da nossa história.

Quando os scans começaram a ser traduzidos em 2003, por falta de publicação aqui no país, os números foram sendo feitos bem rapidamente, já que muitos números haviam sido publicados. Porém, ao emparelhar, as coisas começaram a complicar. A crise no blog, que fez com que precisasse parar de fazer scans, fez com que eu parasse também de letreirar as traduções que recebia de Planetary. Eu achava que nunca mais voltaria às digitalizações de HQ. Porém, como era de praxe acontecer, os grupos que se formaram ao longo do tempo, tomaram para si a responsabilidade de continuar Planetary. Mas, eu sentia como se tivesse sido obrigado a entregar um filho. Mas, nada podia fazer. Como tudo na vida, os scans estavam sofrendo mudanças, e eu estava acompanhando-as.

Quando eu voltei a ativa, até mesmo fiz uma edição, a 24, mas acabou sendo apenas uma duplicação, pois já havia sido feita. Me conformei que eu não terminaria Planetary. Quando o último número foi feito em dezembro de 2009, eu estava tão envolvido com o fórum F.A.R.R.A. que nem notei. Só fui lê-lo muito tempo depois e, aquela defasagem meio que tirou toda a emoção da coisa. Com o lançamento dos encadernados com todos os 27 números, eu pude me redimir em duas coisas: ler o material todo em papel e fazer uma versão 2.0, atualizada, dos scans. Não podia ser diferente.

Bom, não vou fazer uma resumo do que o quarto e último volume traz. É o que fecha essa emocionante série. Leia e aproveite bem. Demorou mais devido ao número maior de páginas. Porém, ainda não acabou... aguardem.


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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Planetary - Volume 03 de 04


PLANETARY - VOLUME 03 de 04
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital

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E continuam as aventuras do Planetary, o grupo de arquólogos do impossível. Voltamos ao passado com Elijah Snow e seu encontro com o maior detetive de todos os tempos, Sherlock Holmes. Porém, não só com ele, como também com o lendário Conde Drácula. Snow descobre que os dois e outros personagens conhecidos, fazem parte de um grupo que interfere nas decisões mundiais, e que se consideram extraordinários. Elija Snow veio dizer que o tempo deles acabou.

Na história seguinte um cajado encontrado é bem mais do que aparenta, transformando-se em um materlo que também é uma porta par outras dimensões. Os Quatro descobriram esta passagem e Snow agora quer saber o que eles sabem. Porém, esta aventura custa-lher bem caro. No conto seguinte, lendas aborígenes sobre a criação do mundo tomam forma e os Quatro querem saber aonde elas levam. Snow, Jakita e batera precisam impedir que descubram.

Logo em seguida, ficamos sabendo mais sobre a linhagem dos Hark. Em uma história que nos remete diretamente aos filmes no estilo O Tigre e o Dragão, o visual e a ação mostram-se cinematográficas. Em A Cidade Perdida de Opak-Re, Snow conhece mais um do grupo de Doc Brass, Lord Blackstock, criado por animais selvagens e vivendo na selva entre nativos. E na cidade de Opak-Re que Snow conhece seu primeiro grande amor.

Para finlaizar este volume temos uma homenagem ao escritor de ficção-científica Júlio Verne, em uma referência ao seu Da Terra à Lua. Em resumo, Planetary é a HQ definitiva paraa os nerds que viveram a vida toda digerindo cultura pop e literatura fantástica.


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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Planetary - Volume 02 de 04


PLANETARY - VOLUME 02 de 04
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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No segundo volume de Planetary nossos heróis vão ao enterro de Jack Carter, um mago inglês, que é uma refrência a vocês-sabe-quem. Esta história, com Carter como centro, também é uma homenagem à "invasão inglesa' nos quadrinhos americanos. Invasão da qual o próprio Warren Ellis fez parte. No enterro do mago podemos nos divertir procurando as muitas refrências, muitas delas bem óbvias, outras nem tanto. Até mesmo Grant Morrison está ali, junto ao seu primeiro grande sucesso na Vertigo. Ellis aproveita para satirizar como o super-herói decadente perdeu campo para as HQs mais adultas do novo selo.

O capítulo oito faz uma bela homenagem aos filmes de ficção-científica dos anos 50, onde qualquer coisa podia vir a ser uma ameaça, desde formigas gigantes até mulheres de 15 metros. Esta história nos é apresentada por uma figura que não nos diz seu nome verdadeiro, mas que logo sabemos quem é. Afinal, sua morte não ficou envolta em mistérios? Ellis se aproveita disso e a ressuscita, mesmo que por apenas um curto período de tempo.


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Planeta Ficção nos apresenta Ambrose Chase, o homem a quem Elijah Snow substituiu. Nesta história, um grupo de cientistas criou um mundo fictício e enviou uma missão ao tal mundo, para trazer alguém de lá. Este conto parece fazer referências à Matrix, tanto no vestuário de Ambrose Chase, quanto nas cenas que acontecem em "câmera lenta" e nos moldes do filme dos irmãos Wachowsks.

Na sequência, Magia e Perdas traz referências mais reconhecíveis. Elijah Snow se depara com objetos que pertenceram a seres extraordinários. No capítulo onze temos o encontro de Snow com John Stone, um agente secreto que é um cruzamento de James Bond com Nick Fury. Inclusive, a capa é uma clara homenagem à arte de Jim Steranko, desenhista de Fury por muito tempo.

O último capítulo deste volume é uma história centralizada em Elijah Snow e em uma revelação arrebatadora... para quem não conhece Planetary, claro.


domingo, 31 de agosto de 2014

Planetary - Volume 01 de 04


PLANETARY - VOLUME 01 de 04
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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Era um dia qualquer de maio de 2002. Eu estava começando a voltar a ler quadrinhos, depois de perder toda a década de 90, o que não foi de todo um desastre. Algumas coisas eu estava apenas me atualizando, como Marvels ou Reino do Amanhã. Outras coisas estavam saindo naquele mesmo 2002, como Batman/Superman: Gerações, entre outras publicações. Mas, meu retorno ainda estava muito lento. Eu ainda não era o mesmo leitor de quadrinhos de antes de 1990, quando parei. Faltava algo.

Eu estava empolgado com os scans. Tanto para fazê-los, quanto para lê-los. Mas, ainda era aquele feijão com arroz. Eu ainda estava meio que numa espécie de piloto automático. Apenas fazia porque gostava. Eu os lia porque quadrinhos era algo que estava em mim, mesmo que eu tenha parado por um tempo. Mas, faltava o quadrinho que iria ser o símbolo deste novo começo. E, este quadrinho seria Planetary de Warren Ellis e John Cassaday.


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E foi nesse dia de maio de 2002 que au vi a HQ nas bancas. Porém, confesso que comprei por causa de The Authority. Planetary acompanhava o título, que era um mix com dois supergrupos. Era estilo flip: a capa de trás era Planetary de cabeça para baixo, e a HQ era assim, também. Nem o título, nem a capa me chamaram a atenção. Três pessoas em uma escada de mármore. Um deles de cabelos e roupa branca, o outro sentado e cabisbaixo, parecendo estar com depressão e uma mulher imponente vestindo couro. Pensei, já que está aqui, vou ler. Afinal, era assinada por Warren Ellis, o mesmo autor de The Authority. Eu não sabia, mas era o começo.

Mesmo nunca tendo lido pulp fiction eu era fã de Doc Savage. Talvez tenha sido por causa do filme com Ron Eli (que fez Tarzan em um seriado) que vi quando criança. O subtítulo era muito chamativo: O Homem de Bronze. E, lendo este primeiro número publicado aqui pela Pandora, vi que a revista fazia uma homenagem - uma referência direta - a Doc Savage, na figura de Doc Brass. No decorrer da leitura percebi que fazia referência a outros heróis dos pulps. Mas, Doc Brass era o centro daquele conto.

O Planetary era composto por três pessoas com poderes singulares: Elija Snow, Jakita Wagner e o Baterista. Eram auto-intitulados arqueólogos. Mas, o que eles desencavavam era muito mais complexo que ossos e pedaços de cerâmica. Era a própria história do século XX e suas coisas mais estranhas e escondidas. Para nós, era a cultura pop. Seja dos quadrinhos, livros ou cinema.


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O primeiro número trazia essa parábola sobre como o pulp fiction foi substituído pelos gibis de super-heróis. Era um acontecimento do nosso mundo real, representado graficamente. No fim, ainda temos o único sobrevivente, Doc Brass, como a lembrança que ainda temos dos pulps. Os dois números seguintes trariam referências a Godzilla, Mothra, o Corvo e aos filmes de John Woo. Aí então, a Pandora cancelou a publicação em seu terceiro número. E meu mundo desmoronou.

Mas, envolvido com os scans como eu estava, vi que a única solução era continuar eu mesmo, com a ajuda das pessoas que frequentavam o Rapadura Açucarada, e tentar traduzir e letreirar os próximos números, para não perder nada dessa HQ que já nascera clássica. Não fizemos os 27 números, mas eles foram terminados por outros fãs de Planetary, e eu os li todos.

Depois de a Devir e a Pixel tentarem lançar os encadernados e pararem no meio do caminho, finalmente eles foram publicados por completos pela editora Panini. Planetary estava, finalmente, completa em nosso mundo físico. E, foi assim que, em maio de 2002, eu voltara aos quadrinhos, com força total. Desde então, não parei mais. Os quadrinhos são um mundo estranho, e temos de mantê-los assim.


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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

100 Balas - Volume 04


100 BALAS - VOLUME 04 de 15
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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PARA BAIXAR, CLIQUE AQUI


Em quem você pode confiar? Nas periferias sombrias do mundo, a resposta é sempre a mesma: em ninguém. Brian Azzarello e Eduardo Risso têm ficado de olho nesses lugares sombrios com esta série ganhadora do prêmio Eisner. Com esta quarta edição eles apontam uma dura luz para a cara dos desesperados, desamparados e perigosos habitantes que se reúnem nesses cantos obscuros. De traficantes meia-boca aos mais altos escalões do poder, as pessoas escolhidas pelo agente Graves para receber uma licença para matar têm mais em comum do que a arma e uma mala com munições. E, se ainda não é nada claro do que eles fazem parte (nem quem está controlando), o que eles não sabem é ainda pior e pode até mesmo feri-los.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Daytripper


DAYTRIPPER - MOON & BÁ
Scans by Onomatopéia/Rapadura


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Para baixar, clique AQUI


Sinopse: Brás de Oliva Domingos tem só mais um dia de vida. Pode ser o dia em que ele conhece seu grande amor. Pode ser durante sua grande viagem da adolescência. Pode ser o dia em que ele começou a entender a família. Pode ser quando ele decidiu ajudar seu melhor amigo. Pode ser na velhice.

Os grandes momentos da vida, a família de onde você vem e a família que você constrói, ser filho e ser pai, ter amor e ser amado. No trabalho de maior sucesso dos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá, toda uma existência é contada em dez capítulos - dez dias - sob a sombra constante (e mágica) da morte.

A minissérie ganhou os prêmios Eisner e Eagle, além de ter sido indicada ao Harvey e ao Shel Dorf Awards e ficado duas semanas na lista de coletâneas em quadrinhos mais vendidas do The New York Times. É a HQ brasileira de maior sucesso que já se viu no exterior.


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Open Grave


OPEN GRAVE - UM FILME ESQUECIDO
Dirigido por Gonzalo López-Gallego


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FILME
LEGENDA


Gosto muito de encontrar ótimos filmes por acidente. Eu havia terminado de rever Immortel (ad vitam), do quadrinhista e diretor de cinema Enki Bilal, quando resolvi procurar no Filmow, quais outros papéis o ator que protagoniza a fita, Thomas Krestchmann, havia feito. Eu reconhecia seu rosto, mas não lembrava de onde. Logo percebi que já havia feito muitos filmes e, inclusive, é o Barão Strucker que apareceu no final de Capitão América 2 - O Soldado Invernal e voltará em Os Vingadores 2 - A Era de Ultron. Sem contar muitos outros filmes, bons e ruins. Porém, um título de 2013 me chamou a atenção: Open Grave.

E é este o assunto que nos interessa, não exatamente Krestchmann. Percebi que o título estava em inglês, ou seja, aparentemente não havia sido lançado por aqui nem em DVD. Era um filme desconhecido para mim. Era protagonizado por Sharlto Copley, de Distrito 9, que não vinha tendo bons papéis em filmes mais conhecidos que este. A sinopse me lembrava vagamente um outro filme que assisti, Modus Anomali. Uma película indonésia onde um homem sai de uma cova totalmente sem memória. Porém, Open Grave era bem diferente.


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As diferenças começam logo no início. Em Modus Anomali, um homem sai de uma cova em que foi enterrado. Em Open Grave, é como diz o filme, é uma cova aberta de onde um homem sem memória sai, ajudado por uma estranha asiática. Dentro da cova, dezenas (ou centenas) de pessoas mortas. A asiática foge e o homem, muito fraco, segue pela floresta até encontrar uma casa, onde está ela e mais quatro pessoas. Todas elas, assim como o estranho, acordaram sem memória. A única diferença é que ele acordou na cova, e eles na casa. Isso gera uma suspeita imediata.

Com eles estão suas identidades, assim sabem quem são. Mas, é apenas isso. Não sabem mais nada do que está acontecendo. A coreana que salvou o estranho tem um problema a mais, aliás dois: é muda e não entende inglês. Os desmemoriados não sabem se eles se conhecem, não sabem porque estão ali. Também não sabem porque apenas um deles veio de fora. Para todos os que acordaram na casa, o estranho vindo da cova aberta, é o mais suspeito.


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Conforme o filme vai seguindo, começo a me preocupar com os muitos mistérios que vão aparecendo ao longo da fita. Penso comigo mesmo, "ou teremos um final muito bom, ou teremos um final terrível, ao tentarem explicar isso tudo". Parece impossível que irão alinhavar todas aquelas pontas soltas e fazerem um final decente. Mas, por sorte eu estava enganado.

Não posso nem dizer quais são os elementos que vão surgindo, pois cada um é uma surpresa para o escpectador, que vai se perguntar o mesmo que eu: como isso vai terminar? Porém, mesmo antes do fim, as coisas começam a apontar para o que realmente está acontecendo. Flashbacks e cenas no presente, mostram que tudo pode ser bem mais complicado do que pensamos... ou não pensamos.

Open Grave é aquele tipo de filme que é melhor ver sem assistir nenhum trailer dele, pois o que vi (depois de ter assistido o filme) pode entregar alguma coisas da trama. O filme vai se revelando aos poucos e o trailer não é assim. Só posso agradecer ao Thomas Kreschtmann por me levar a encontrar um filme tão peculiar em meio a tanta mesmice. Obrigado, Barão Strucker!


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