terça-feira, 5 de abril de 2016

Thriller - A Cruel Picture

THRILLER - UM FILME CRUEL
DVDRip/AVI/868MB/Legendas Separadas/106 min.

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Quase todo mundo que conhece este filme, o conhece por causa de Tarantino e suas referências a ele em seus filmes. O filme também é conhecido como "They Call Her One Eye" (Ele a Chamam de Caolha). 

É a primeira vez que o assisto e ele me fez lembrar de um cinema que havia aqui em Botafogo (Rio de Janeiro), onde eu, quando garoto, passava e ele estava sempre fechado, mas dava para ver os cartazes de filmes lá dentro. Eram sempre uns filmes que eu nunca vira na vida, nem na TV, nem nos cinemas normais da vida. Davam medo.

Com o tempo vim a saber que são os chamado grindcore e/ou sexploitations, dos quais não sou nem um pouco conhecedor e nem tento fingir que sou. Para mim, são apenas filmes muito estranhos, embora, muitas vezes, divertidos a seu modo. 


Este aqui é sobre uma menina que é estuprada (ao menos é o que se dá a entender) por um velho, quando ainda era pequena. Isso lhe causa um trauma que faz com que ela não fale mais. Ao crescer, depois de sair do trabalho na fazenda dos pais, ela vai dar uma volta e acaba aceitando a carona de um estranho [mesmo já tendo tido problemas com estranhos no passado] e aceita ir ao apartamento do mesmo estranho(?) e bebe o que ele lhe oferece(?). Creio que sem isso, não teríamos história, deve ser a desculpa. 

O fato é que acontece o que tinha que acontecer: ela é drogada pelo maníaco que a torna uma prostituta dependente de heroína. Segundo o malandro, se ela não obedecer, ele não dá a heroína e ela morrerá sem mais uma dose. 

Madeleine tenta lutar contra ele nas primeiras tentativas de ele trazer clientes e ele a castiga furando um de seus olhos (por isso a chama de Caolha). Diz a lenda que  na cena do olho sendo furado usaram um cadáver. Mas, quem é que sabe. 


O maquiavélico vilão, um ator muito do ruim, escreve uma carta para os pais da garota, como se ela estivesse renegando-os, dizendo que não quer mais saber deles. Eles respondem à carta e isso me faz perceber que eles o genial vilão colocou o endereço real e, pior, mesmo sabedo onde a filha está, os pais não fazem questão de ir lá tentar convencê-la a voltar. 

Mas, tudo bem. Rola o rolo: sem opção, Madeleine resolve fazer o que o homem quer, se prostituir. Ela recebe uma parte do lucro, para que não fique totalmente insatisfeita. Quando dois acontecimentos trágicos se abatem sobre ela, a vingança começa a ser planejada. 

Apesar de ser uma prisioneira, Madeleine pode sair, pois seu captor sabe que ela voltará por causa da heroína. Mas, ela aproveita o tempo fora para se tornar perita em direção, artes marciais e tiro. Os instrutores aparecem do nada e são pagos com o dinheiro que ela recebe se prostituindo. 


O filme contém algumas cenas de sexo explícito que, provavelmente, não foi a atriz que as fez. São sempre closes de, digamos, penetrações e nenhuma cena indica que ela mesma as encenou. 

Mas, não estamos aqui por isso, e sim, pela vingança. O filme entra em seu clímax quando ela vai atrás não só de seu captor, mas de cada um com qual foi obrigada a trepar. Não são muitos, então o tempo tem que ser preenchido com ela atacando policiais em câmera lenta. 

Ela rouba o carro dos policias sem nenhum motivo aparente, já que ela possuía um carro que ainda estava inteiro. Quando vão atrás dela, começa a cena de perseguição digna de filmes dos Trapalhões. Não se sabe exatamente porque, mas os carros que a perseguem ou que desviam dela são de péssima qualidade e explodem à mínima batida. A certa altura, dois carros batem de frente e eu penso, "ah, bom, ao menos não expl..." BUUUUMMMMMMM!


Falando assim, parece até que não gostei do filme, mas, a verdade é que gostei bastante. Há a beleza da atriz que casa muito bem com seu silêncio, dando um ar de suspense que nos faz esperar que aconteça o pior. A roupa que ela usa  quando se torna a vingadora é quase um uniforme de tão foda que é. O tapa olho complementa tudo. 

Tudo bem que ela mata pessoas extremamente idiotas que parecem não saber o que significa correr. Ou talvez seja a maldita câmera lenta que os atrasa e acabe dando a vantagem a ela. Mas, ver bandido (ou apenas gente que queria transar) sempre é legal. 

O epílogo, onde ela enfrenta o seu algoz é algo perturbador, mas satisfatório. Nos filmes  americanos (este é sueco) de ação ou mesmo de suspense, o vilão costuma fazer o diabo, matar, estuprar e etc, para no fim, morrer de repente, com o pescoço quebrado ou com uma bala na cabeça. Madeleine, não faz isso. Ela ensina como realmente se deve matar alguém que sequestra mulheres para prostituí-las. 

No fim, fica aquela sensação de que o filme transita entre a genialidade e a idiotice e, mesmo assim, você não consegue parar de assistir. 




4 comentários:

Wagner Alfradique disse...

Só faltou dizer o nome do cinema em Botafogo...

Demetrius Santos disse...

O filme é meio simples nas explicações mesmo. É o custo do pioneirismo. É cru, mal acabado. Mas é espetacular.
É realmente um cadáver que está na cena quando ela perde um olho e são atores pornôs que fazem as cenas de sexo.
E essa é uma das mulheres mais bonitas na história do cinema, na minha opinião.
Mais informações, visite o o episódio do Podtrash. http://td1p.com/podtrash-243-a-vinganca-da-caolha/

Massega disse...

hehe me senti lendo o site do Felipe Guerra,ou até o "filmeslixo".
Eudes escreve bem TUDO, até resenha de filmes assim..
POSTA MAIS!

Daniel de Marins disse...

Que surreal. Realmente não é para todos os gostos. Também gostei do final.

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