terça-feira, 28 de março de 2017

Documentários: Richard Dawkins

DEUS, UM DELÍRIO - O DEBATE/INIMIGOS DA RAZÃO
O Debate/Avi/Áudio em inglês/Leg: portguês/106 min./700 MB
Inimigos: Avi/Áud. em inglês/Leg: português/94 min./349-699MB

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Este ano completam 20 anos desde que deixei de ser Testemunha e Jeová, no período de 1990 a 1997. Mas, minha história com religião começa muito antes disso, ainda bem criança. 

Minha mãe sempre procurou por apoio nas religiões. Ela não via diferença entre elas, contanto que pudessem dar-lhe algum tipo de ajuda para resolver o problema de criar quatro filhos sozinha e, também, seus problemas pessoais.

Então, eis que nós quatro éramos levados juntos, fosse para Casa da Benção (evangélicos), fosse para igreja católica, espiritismo ou até mesmo candomblé. Onde ela quisesse ir, lá íamos nós juntos, querendo ou não. Geralmente era não. 

Aquilo meio que criou em mim uma aversão a religião. Não por culpa da minha mãe, mas das religiões, às quais, eu observava, não traziam nada do que ela procurava. Muitas delas, até tiravam o pouco que ela tinha. Mesmo sendo muito novo, eu não deixava de perceber isso. 

Deus para mim era algo distante, com o qual eu tentava me comunicar, mas nunca recebia resposta. Se ela vinha de uma forma misteriosa, não adiantav, afinal, eu era apenas uma criança. Não ia saber identificar os sinais.

Ao longo desse tempo, da infãncia e adolescência, eu entrava em contato, esporadicamente com as publicações da Torre de Vigia, editora das Testemunhas de Jeová, fosse com as revistas ou com os livros.

Aquilo foi meio que penetrando no meu cérebro durante anos. Até que, quando completei 20 anos, eu mesmo fui até um deles e pedi o que eles chamavam de "estudo". Em seis meses fui batizado e era oficialmente um religioso por minha própria vontade. 

Durante sete anos, fui passando a ser uma pessoa que não era mais eu. Mas, os anticorpos da minha personalidade pareciam ir contra isso e, depois de sete anos (umnúmero que sigifica perfeição segundo a Bíblia) eu já estava de saco cheio daquilo tudo e saí, antes que eu acabasse sendo expulso. 

Nos primeiros meses de minha saída, eu ainda tinha convicção de que eu era o errado e não a religião. Eu achava que era um fraco, e que Deus me puniria de acordo, num futuro não muito distante, segundo as profecias bíblicas. Mas, o tempo foi passando e fui tendo outra visão dos acontecimentos. 

Com o advento da internet pude ler escritos proibidos sobre a organização das Testemunhas de Jeová, entrar em contato com outros que saíram e assim, saber que eu não era um maldito pecador. E essa saída foi remoldando meu modo de pensar, pouco a pouco. 

Por um tempo eu devo ter sido agnóstico, sem nem saber o que significava tal palavra. Eu não acreditava tanto assim em Deus, mas também não tinha isso como certeza absoluta. E isso ia evoluindo.

No fim das contas, lendo Richard Dawkins, Carl Sagan e Christopher Hitchens minha mente foi entendendo melhor a armadilha em que eu tinha caído. Porém, se dizer ateu ainda era algo que dava medo. Não de Deus, mas das pessoas. Era como assumir que era gay para uma turba de homofóbicos enraivecidos. 

Mas, no meu íntimo eu sabia que isso não importava. Sair desse armário religioso era algo que dizia respeito apenas a mim, não era algo que eu precisasse ostentar. Meus tempos de doutrinação haviam passado. 

Dito isso, chegamos aos vídeos que postei aqui. O primeiro é um debate baseado no livro de Richard Dawkins, Deus - Um Delírio. Confesso que esperava um debate com religiosos intransigentes que tornariam a discussão impossível. Para minha supresa não foi assim.

Dawkins debate com o cientista cristão Dr. John Lennox que, mesmo não concordando com ele, admirei o modo consciente como ele debate, sem tentar se impor. Seus argumentos são lúcidos, dentro de seu campo. Em nenhum momento os dois partem para ofensas. Sente-se uma certa tensão, mas isso é de se esperar num assunto tão delicado. 

No fim das contas, passei a ter respeito por aqueles que levam suas crenças a sério, mas sem fanatismos prejudiciais. 

O segundo vídeo é dividido em duas partes e traz Dawkins discorrendo sobre a susperstição simples e pura. Astrologia, videntes, médiuns, pessoas que encontram água e etc. 

A superstição é, com certeza, a força motora que impulsiona a religião e aquilo que nos prende a ela. Nos livrar dela é essencial. Tudo bem que ainda hoje eu ainda desviro chinelos, mas não é pensando que minha mãe pode morrer, se tornou apenas um Transtorno Obsessivo compulsivo. 

Boa noite!


19 comentários:

Antonio Bedran disse...

Não é preciso ser ateu para se admirar a cruzada impressionante contra o obscurantismo de Richard Dawkins. Comprei o livro dele "Deus, uma Ilusão" e uma mente racional e esclarecida não consegue deixar de sentir que esse Biólogo e Cientista reconhecido tem carradas de razão em muitas de suas colocações quando descreve o despudorado viés da sociedade contra a Ciência a favor do fundamentalismo, incluindo programas escolares, Leis etc. em prejuízo da Saúde pública, do desenvolvimento humano e de tudo o que de bom nos trouxe a Ciência apenas nos últimos poucos mais de cem anos, após uma maior libertação do poder temporal do clero sobre o Conhecimento.

Às vezes ele, Dawkins, exagera, acredito. Quando mais novo, em um de seus filmes ele deu uma "rateada" no famoso "Caminho dos Dinossauros" no Texas, onde existem pegadas de dinos ladeadas pelo que parecem ser de humanóides - NESSE caso a Ciência ainda deve, pelo menos, dar um sonoro "não sei" na minha modesta opinião. Estudei Cristalografia e Mineralogia. Cheguei a cursar a Disciplina de Rochas Sedimentares e o princípio Estratigráfico que reconhece que o que está em uma camada sedimentar tem, pelo menos, a idade dela e que, ressalvadas movimentações invertedoras, as debaixo são progressivamente mais antigas etc. As análises cristalográficas das pegadas tidas como humanas tem NADA de falso ou de "plantadas" ao lado das do dino no tal lugar. Está "estabelecido" que humanóides não existiam contemporâneos à espécie de lagarto das pegadas na MESMA camada e com a MESMA idade. O "sai dessa, moço" não está encerrado e está MUITO bem detalhado no documentario, apresentado ainda por Charlton Heston, chamado "Os Mistérios da Origem do Homem" e outros questionamentos, gerados por "assunções" do tipo levaram pesquisadores como Michael A. Cremo a escreverem livros como "A História Secreta da Raça Humana" mostrando que ainda vai dar muito //pano pra manga// provar que o Brucutu não podia mesmo montar o Diny. Essa última obra que citei incomodou o meio acadêmico por que valeu-se de pesquisas e de registros cientificamente feitos, de acordo com o melhor e mais acurado padrão dentro do Método Científico, mas feitos alguns há mais de cem anos e que JAMAIS foram contestados em sua autenticidade - refiro-me aos dados coletados e registros de como e onde o foram coletados no campo, e isso não muda - e que as "conclusões" que em muitos casos falam por si, não podendo ser modificadas, passaram os atuais cientistas (arre!!) a terem que desqualificar os pesquisadores respeitados e catedráticos de dantes para forçarem a barra em prol do status quo atual!! - Isso é pura e simplesmente jesuitismo e DENTRO da Ciência e infelizmente o mundo acadêmico está cheio disso.
- Voltando a Dawkins, a quem admiro, ainda assim é preciso estar atento ao negar por negar, esquecendo que fazer Ciência é, sobretudo, incluir a capacidade de rever conceitos, conselho forte dado pela História da Ciência, ela mesma, como sabemos.

Uma das assertivas mais fortes de Dawkins no livro citado é de que as Religiões tem gestão centralizada, ação coordenada e PODER financeiro e político (basta ver os cânceres "evangélicos" votados aqui por conta desse rótulo, falso ou não e noutros países, além da nossa pérola local com 5US$ milhões na Suiça) mas os agnósticos, no exercerem de sua liberdade de crer em nada estão isolados e por isso são presas fáceis dos demolidores de imagem e de reputação. Sou membro de uma velhérrima Escola Filosófica e sei perfeitamente o que é a irascibilidade fundamentalista e a IMENSA diferença de quem pratica sua Religião como veículo de Amor e como padrão de Ética e respeito aos semelhantes.
Um presentaço essas duas peças.
Obrigado!!

Van Brand disse...

Religião é um problema difícil de se lidar. As vezes me pego policiando meu ódio a tudo que ela causa e aos seus fanáticos, penso que não devo atacar com a mesma moeda para não me tornar igual, mas é bem difícil ser imparcial com pessoas que vc tem certeza que estão fechadas a qualquer argumento e já te classificaram como condenado.

Antonio Bedran disse...

Verdade, Van Brand. Sei bem como é. Dureza. Mas seríamos iguais ao que nos incomoda.
Esse paradoxo de "darmos a outra face" simbolicamente, mostrando uma compreensão que não quero seja vista como soberba mas que me parece mais aderente, ainda que paradoxal, à ética (elevada e interna ou ESOtérica, no melhor sentido e ainda não desvirtuado do vocábulo) Cristã do que aqueles mais preocupados em usar tudo como alavancas de ódio do que em Amar e procurar ser melhor para si e aos seus e ao todo.
A compreensão de um Deus Incognoscível foi, por vários motivos, e o adjetivo já denota uma das razões, abandonada por várias linhas filosóficas para ocuparem-se de uma Ética do aqui e agora e conheço alguns cientistas simpáticos ao não-teísta Budismo por conta disso mesmo, da Impessoalidade das Causas e Efeitos em movimento no Universo e de que conhecê-las parece implicar em viver em mais sintonia com as leis que resultam nesse encadeamento. O contsto com os 4 pilares do Budismo não raro causa no mínimo admiração pela assertividade e por serem incontestáveis na sua observação da Vida.
Mas, como você disse, como argumentar quando não há ouvidos sequer para um exame a priori, sem nada assumir de cara, para pesar, por assim dizer o "seu" e uma proposição, qualquer que seja? No filme Avatar um diálogo marcou esse já quase sexagenário aqui, estudante do que alguns autores chamam de Arcanos, Filosofia Antiga, Esoterismo etc. Quando a Xamã da tribo vendo a renitência inexpugnável do humano entre eles disse algo assim: "como derramar algo dentro de um copo já cheio?"
O próprio Cristianismo, com seus mais de dois mil anos de inconciliáveis (com a verdade) Concílios em que expurgaram adulteraram e segregaram escritos da época de Jesus ao seu bel prazer tem, hoje, material pelo menos para suscitar um levante mais que acadêmico ou algo parecido diante de achados como os de Nag Hamadi e de Qunran, textos por milhares de anos intocados pela Roma que crucificou e depois se apossou do movimento, os primeiros principalmente que sequer foram traduzidos para o Português até hoje, que eu saiba, mostram coerencias com alguns chamados (e convenientemente rotulados assim) de heréticos manuscritos Gnósticos já de longa data circulando na Europa e depois para o resto do mundo, vindos da Palestina nos primeiros séculos da Era Comum. Um dos exemplos mais fortes, o lado misógino dos padres da época revelado na trevosa caracterização "por tradição" de Madalena como prostituta que era na verdade Discípula próxima e talvez a mais erudita dentre eles e que teve dores de cabeça com as manobras do cabeça de "pedra" Pedro, conta-nos o Pistis Sofia e outros textos longamente tidos como apócrifos e falsos e que Nag Hamadi mostrou agora a imensa possibilidade de que isso foi manobra de uma Roma ciumenta de seu poder fundamentado na ignorância da História, dentre outros.
Papo "pra mais de metro". Desculpem se me alonguei.

Dawkins tem uma série de filmes documentários. Vamos procurar listar por aqui?

Abraços!!

[Leitura interessante para quem quer conhecer a época do início do Cirstianismo e de como formou suas bases: o Pulitzer David Levering Lewis no seu livro "O Islã e A Formação da Europa", A "Santa Aliança" de Eric Frattini (este SUOU para poder manter os manuscritos intactos durante a elaboração. "Hackers"tentaram deletar TUDO inúmeras vezes) e o incomodativo Vol 3 de "Ísis Sem Véu" de H P Blavatsky]

Anônimo disse...

Minha mãe ficava muito agitada com a pregação dentro destas igrejas evangélicas. Resultado: chamaram o policial que fazia a segurança do "templo", e a internaram à força em um hospício. Depois negaram à família a informação sobre o paradeiro (só descobrimos depois). Ela quase não dava dízimo, era pobre; isso pra mim é a definição de igreja.

Marcelo disse...

Esse Dawkins é apenas um proselitista ateu. Nem cientista de verdade é. Mas em toda década o status quo ateu escolhe 3 ou 4 idiotas para manter a cruzada atéia em evidência e iludir os apedeutas. Um exemplo claro de ignorância e viês é o livreco "Deus um delírio" em que esse idiota cria um espantalho, chama esse espantalho de Deus e aí usa esse truque manjado para criticar Deus e as religiões. Só os iletrados caem nessa balela. Mas como meu comentário é odioso aos olhos do ateu, dono do Blog, serei censurado.

Eudes Honorato disse...

Marcelo, seus comentários não são odiosos, são só inuteis, pq eles não se baseiam em nada, a não ser na necessidade de atenção que vc tem, essa obsessão que uma parte de pessoas que visitam a internet tem, a ponto de coentar sobre qualquer assunto de forma negativa, apenas para causar um conflito.

Vc nem mesmo acredita no que diz. Se o post fosse louvando a religião cristã, vc viria dizer po contrário de tudo que vc disse acima. Então não sou obrigado a aprovar todo comentario desse tipo que vc faz.

Na verdade, vc já se sente feliz só em saber que eu li, mesmo apagando. Mesmo que eu não leia ate o final.

Se eu não moderasse os comentarios, a opção de moderação não serviria pra nada. Espero que sua vida não seja tão desprovida de propósito quanto parece.

Edson Dutra disse...

Eudes, É preciso ter muita fé pra não acreditar em Deus.

Eudes Honorato disse...

Edson, eu não discuto isso, pois acho que a vantagem de não acreditar em Deus é justamente vc não ter que se preocupar em provar isso a ninguém. Diferente da religião, onde qualquer questionamento é seguido de uma longa preleção, como eu fazia nos velhos tempos.

Van Brand disse...

A religião cristã fala de livre arbítrio, mas quando alguém usa dele para acreditar ou desacreditar na porra que quiser (sendo que essa porra algumas vezes se chama lógica) é logo criticado e reprovado pelos fiéis... Como disse Morpheus "Você precisa entender que a maior parte dessas pessoas não está pronta para acordar. E muitos estão tão inertes, tão dependentes do sistema, que vão lutar para protegê-lo."

Anônimo disse...

Eudes, sua resposta ao Marcelo é uma das grandes verdades do mundo virtual: a existência desses internautas que querem "causar" por "causar", a fim de obter a atenção não conseguida nas suas medíocres vidas reais. Seja qual o for o tema em voga, este é sempre do contra: só assim conseguirá se destacar da massa que o ignora. Antes eu não entendia os haters e trolls da internet, hoje imaginando sua condição de pária da sociedade sinto pena deles. Se ao menos tivessem habilidade de argumentação pra interagir nos comentários talvez recebessem outros comentários de aprovação, e isso é até esperado - o controverso, a oposição de ideias - mas nem isso conseguem, falta-lhes algo. Dá pena.

Eudes Honorato disse...

Alguns fazem disso o sentido de sua vida. Com 14 anos só de RA já conheci mais de um desse tipo. E mais, se vc xinga, esperneia, ofende suas mães, então é que se sentem realizados em seus objetivos. Ganhei atenção.

Não acreditam no que escrevem, pois não tem a ver com credibilidade, mas com alimentar o ego. Moderação de comentários é a morte para estes.

Wesley Leite disse...

Não tenho aqui intenção de causar polêmica. Apenas apresentar um outro ponto de vista. Sempre fui católico, mas busquei me aprofundar, de fato estudando e participando ativamente de minha religião a partir dos meus 14 anos(hoje tenho 38). Fiz teologia, assim como história como forma de me aprofundar naquilo que eu professava. Hoje a posição que tenho é a mesma defendida por Aristóteles há mais de dois mil anos: A virtude está no meio. De tudo o que li de Dawkins percebo que o mesmo se posiciona no extremo de uma intolerância atéia, o que, como qualquer fanatismo, seja ele religioso, político ou futebolístico é algo extremamente danoso. A superstição é a deturpação da religião e não a sua essência. Ao longo da história encontramos diversos exemplos de pessoas profundamente religiosas e que foram grandes pensadores e cientistas (Roger Bacon, Robert Boyle, Issac Newton, Michael Faraday, Charles Bells, George Mendel e Louis Pasteur só para citar alguns ), desfazendo o mito de que pessoas religiosas o seriam na medida de sua ignorância. Como nos apresenta o filosofo Mario Sergio Cortella : religião é coisa de "gente", e , como entre as variadas gentes, também há as que são tontas, confundem-se umas e outras. http://assuntoscotidiano.blogspot.com.br/2015/07/religiao-nao-e-coisa-de-gente-tonta.html
A propósito vale muito a pena para conhecer uma visão diferente do papel da religião na história, dar uma olhada nesses vídeos aonde o Thomas E. Woods, Jr, faz um resumo de seu livro “ Como a Igreja católica construiu a civilização ocidental” :

https://www.youtube.com/watch?v=ZKFD9ctq8QU

https://www.youtube.com/watch?v=aSbBtvyxbyk

https://www.youtube.com/watch?v=xrAuQwUQ6-c

https://www.youtube.com/watch?v=QBL_enxMVr8

https://www.youtube.com/watch?v=FqlSW2fgryw&t=5s

Daniel de Marins disse...

Boa noite, Eudes. E muito obrigado.

Antonio Bedran disse...

Eu já vi ser conjurada de volta a Inquisição Espanhola a "meu favor", já vi padrinho de casamento amaldiçoar casamento de irmão, já vi muita coisa horrível nos meus quase 60 anos e sempre fico triste com o desperdício de tempo e de energia e o RISCO tremendo do ódio fundamentalista solto: TODA a História do fascismo e do despotismo serviu-se disso como massa crítica de estupidez concentrada para se implementar. Eles não se contentam em aceitarem seus dogmas e credos para si mas se locupletam em derramar ódio e agressão até contra crianças que foram e são apedrejadas no Brasil ao saírem de seus cultos na Bahia (UM exemplo). Seu ódio tem NADA a ver com a História do Doce Nazareno e mesmo o que de mais elevado (e há) em seus credos, PRECISAM agredir, com palavras ou lâmpadas fluorescentes espocadas no rosto de "diferentes" deles, num acesso de loucura coletiva que muitos parecem querer esquecer que é repetição de fatos (não só de lá) ocorridos na nação mais escolarizada da Europa há menos de cem anos e que quase evaporou o ser humando do planeta e AINDA tem consequências e "filhotes" espalhados por ai aos milhões, um deles eleito como presidente da força bélica mais mortal e exterminador do mundo!!
- Giordano Bruno era "mi hermano" e a sua foi uma das histórias mais impressivas e tristes que já li, muito bem dramatizada e recontada na série Cosmos atual apresentada por deGrasse Tyson. Saber que a Inquisição assassinava seus desafetos usando FOGO para não incorrer no pecado de "derramar sangue" (evaporar pode...) foi algo surreal nos meus primeiros anos. Deixe uma fera atual dessas com Lei mundana, apoio midiático ou mesmo despótico por trás e verá que farão PIOR HOJE. Por isso sou ardente e inarredável da Democracia. Prefiro uma perfeita (mostre-me algo perfeito neste mundo...) do que qualquer outra forma de representatividade. Eles, os fundamentalistas, fazem de tudo para infiltrarem-se na política ansiosos de derrubar o Estado Laico que, iroia das ironias, nasceu também para dar-LHES liberdade de culto não raro, a algumas facções, para derrubá-lo e criarem um Estado despótico-religioso ao exemplo mais MUITO pior que o mais mal falado país vítima do mesmo mal hoje de fé islâmica.
- é sempre um desprazer ver um semelhante auto-entitulado "religioso" agir ao arrepio de liçoes de amor que, sabemos, ele tem as quais recorrer caso seu coração não fosse focado em odiar.
Minhas mais elevadas considerações meu amigo a você a às suas páginas. Sua resposta foi de excelente nível e ganhou, ainda mais, meus respeitos.
Abraços!!

Eudes Honorato disse...

Wesley, não sou um seguidor de Dawkins, apenas concordo com o que ele diz em bases cientioficas, que não são invenções ou descobertas dele. Não é a pessoa de Dawkins que está sendo discutida. Eu mesmo o acho um tanto arrogante e nervoso, mas isso não invalida o que ele propaga, que é, basicamente, ciencia.

A religião ela tem um papel importante na Humanidade, não discuto, porém, o maior papel que teve e ainda tem é o do controle das massas. Não é pq a astrologia deu origem a astronomia que eu aionda vou me apegar a astrologia. As coisas evoluem. A religião empaca.

Assim como a religião, a ciencia não é perfeita e cria horrores como a Bomba atomica e o Holocausto, mas a ironia, é que quiem usou a primeira vez, com certeza acreditava que foi Deus quem lhes deu esse poderio.

Em muitas coisas concordo com a Biblia, principalemnte quando ela diz que quando eu era criança falava como criança, mas agora sou adulto. E tb que a verdade liberta. Nunca me senti mais livre do que sou agora, mesmo claro que eu ainda esteja preso a leis naturais e às leis que regem um estado.

Antonio Bedran disse...

"As coisas evoluem. A religião empaca." - O Absolutismo, dada a origem divinal na mente dos que assim consideram a Religião, tornam-na imutável e por conta disso sempre procuro respeitar os que estão nesse conceito envolvidos. O que não é tolerável é a agressão e esse absolutismo como "justificativa" para exercícios de arrogância contra outras religiões ou mesmo contra sua ausência. O exemplo arrasta, já se disse e o de amor, compaixão e tolerância da parte de religiosos me falam de sucessos em transformar vidas mais do que apelar para o pavor da danação ou de uma reação "positiva" à imposição.
- por outro lado, considerar Dawkins "radical" ou outros adjetivos semelhantes parece um bordão mais fácil de repetir do que sustentar e eu confesso que já o tive nessa conta. Até pegar o livro dele mais conhecido e começar a ler.
O confronto (que ouso dizer NÃO parte, como tal, do //lado// ateu) é brutalmente desfavorável a quem defende o seu direito ateu de assim o ser e/ou de optar por divulgar sua opinião ou modo de vida por acreditar isso benéfico ao coletivo - e os argumentos nessa área são Históricos, assim, com letra maiúscula, sabemos. Claro que existem os "fundamentalistas policialescos" autodenominados ateus e que exercem seu ódio e pilhérias de péssimo gosto contra as religiões sem resultado prático outro que não o de acirrar ânimos já comumente inflamados no meio fundamentslista, ofendendo pessoas em boa fé no bojo de sua cruzada imbecil. Conheço tristes figuras assim e são, sim, tão execráveis quanto qualquer "oposto" que haja da mesma forma odiosa e odienta.
Abaixo um pequeno trecho de Douglas Adams, citado por Dawkins no seu livro "Deus, Um Delírio" - logo após ele avisar que seu livro não tratará da compreensão de Einstein (de Teósofos adiantados e VERDADEIROS estudantes de Esoterismo) sobre um Deus Impessoal, tomado como conjunto de Leis Naturais em operação etc. D. Adams acertou em cheio sobre essa desigualdade que tentei citar em meu pronunciamento anterior:

"Douglas Adams explicou tão bem, num discurso de improviso que fez em Cambridge pouco antes de morrer,que nunca me canso de divulgar suas palavras:

A religião [...] tem determinadas idéias em seu cerne que denominamos sagradas, santas, algo assim. O que isso significa é: "Essa é uma idéia ou uma noção sobre a qual você não, pode falar mal; simplesmente não pode. Por que não? Porque não, e pronto!". Se alguém vota em um partido com o qual você não concorda, você pode discutir sobre isso quanto quiser; todo mundo terá um argumento, mas ninguém vai se sentir ofendido. Se alguém acha que os impostos devem subir ou baixar, você pode ter uma discussão sobre isso. Mas, se alguém disser: "Não posso apertar o interruptor da luz no sábado", você diz: "Eu respeito isso".

Daniel de Marins disse...

O Dr. John Lennox é brilhante, realmente não é fácil debater com uma pessoa austera em suas convicções. Eudes se for pra tentar encontrar Deus onde justamente ele não está, nas religiões (entenda-se igrejas), é melhor você permanecer ateu.

duke disse...

Religião não se discute. No máximo se troca um lero, e deu. Senão vira briga :)
Mas teu texto está ótimo cara, colocou tua posição de maneira bacana, que sirva de lição para o pessoal que só quer comprar briga todo o tempo (tanto do lado dos religiosos quanto do lado dos ateus). A religião (crença, ou descrença) é antes de tudo uma busca pessoal e de identidade. Mas não custa nada desmascarar os falsos profetas. Alias, era o que Jesus mais tinha receio. Inclusive ele falou lá que o único pastor era ele, e que ninguém deveria ouvir a nenhum outro pastor além dele, ou seja, ele basicamente desautoriza todas as igrejas que existem depois dele a falar qualquer coisa que ele não tenha dito. Mas ok... agora fanatismo tem que ser combatido. O fanatismo árabe não é muito diferente de qualquer outro... só traz o mal. Grande abraço!

Duke disse...

Apenas um comentário a mais: ciência não é religião. No momento que tu não acredita em deus, tu deixou a ciência de lado, porque a ciência não é capaz de gerar conhecimento sobre deus (ou Deus, enfim, deuses...).
É uma armadilha clássica achar que ser ateu significa ser "da ciência". Ciência é apenas um método para produzir conhecimento baseado na dúvida e na experimentação. Um contraponto a fé, que é um conhecimento intuitivo do que é (ou seria) real. Usar a ciência é útil para avaliar a verdade até certo ponto: por exemplo, afirmar que a terra tem apenas quatro mil anos, é algo que a ciência pode demonstrar como errado, e não importam quantos livros santos digam algo em contrário (e a Biblia não diz isso, por sinal, tanto que adão e eva nem foram os primeiros, haviam outros vivendo fora do paraiso. Basta ler na Gênese. Tanto que Caim casou com alguém que não descende de Adão! Não só é um erro de tradução, mas um erro na própria concepção das lendas semitas). Por outro lado, a ciência demonstra como errado usando seu próprio método (científico). Você pode não considerar este método correto. A própria ciência não admite verdade absoluta. Ela existe justamente para duvidar e buscar melhorias constantes em seu próprio conhecimento. Einstein melhorou a teoria de Newton. As religiões ainda não aprenderam a incorporar o método científico. Algum dia elas vão fazer isso. Somos programados geneticamente para acreditar. Todos temos o gene da fé. É a única forma de sermos sociais, precisamos acreditar no outro. A ciência é apenas uma contramedida útil.

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