sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Mês de Aniversário: Cruzada Infinita

THANOS - CRUZADA INFINITA
Digitalização e Tratamento: Out, The Sider Z/HORDA Inc.

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E chegamos ao fim do Mês de Aniversário do Rapadura Açucarada, a Black Friday que vale. E, claro teria de ser com a terceira parte da trilogia Infinito (que depois teria mais infinitos Infinitos), totalizando 1230 páginas de Jim Starlin, mais 1705 páginas de outros especiais, num total de 2.935 páginas de presente de aniversário, isso sem contar com aqueles enviados pelos colaboradores. É, foi um aniversário e tanto. 

Depois de enfrentar Magus, no volume anterior, que é a parte maligna de Ada Warlock, já conhecido dos leitores há tempos, ele agora conhecerá sua parte benévola, conhecida como Deusa. Ela fará um recrutamento de várias super-heroínas e de alguns super-heróis, usando um método bem contujndente de lavagem cerebral. 

Um batalha entre os que a seguem e entre aqueles que não a seguem é inevitável, ainda que os motivos sejam um tanto obscuros. 

O volume traz a minissérie principal e edições de The Infinity Watch e Warlock Chronicles que entremeiam a edições da minissérie. A arte de Rom Lim é aquela mesma, na mini, mas temos Tom Raney e Angel Medina nas edições que complementam este tomo. 

Há uma decaída visível com relação às duas anteriores, principalmente com reçlação ao primeiro volume quye trazia George Perez em boa parte da arte e torna-se mais um volume de fechamento mesmo, ainda que Starlim pareça querer tornar esta saga... Infinita.



Mês de Aniversário: Nada a Perder

NADA A PERDE - JEFF LEMIRE
Digitalização e Tratamento: Renato PLT/HORDA Inc.

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O quanto nossas vidas podem ser afetadas por viver em um lar abusivo? O quando uma vida pode ser levada ao fundo do poço por ser obrigado a repetir os erros ensinados por outra pessoa? 

Derek é um cara grande que vive arrumando confusão na cidade onde vive, no meio do Canadá. Ex-jogador de hóquei, agora trabalha em uma lanchonete. Sua vida se resume a fritar ovos, beber muito e entrar em brigas. Isso parece ser satisfatório, não fosssem os fantasmas que o assombram. 

Porém, num dia como outro qualquer na vida de Derek, um desses fantasmas do passado aparece em sua porta e seu mundo vira de cabeça para baixo. Derek, que mal consegue ajudar a si mesmo, agora precisa ajudar outra pessoa. E ele não sabe fazer isso sem usar violência. É algo novo. Ou nem tanto assim. 

Nada a Perder é sobre estar no fundo do poço (o apelido da cidade onde ele vive é Pit), ter desistido de ter uma vida que valha a pena e, de repente, descobrir que vale a pena tentar escalar aquele buraco e, no processo, tirar mais alguém de lá. 

Nada a Perder é sobre se libertar de si mesmo. 



Mulher Maravilha - Vol. 02

MULHER MARAVILHA DE GEORGE PEREZ - VOL. 02
Digitalização e Tratamento: Out, The Sider Z/HORDA Inc.

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Continua a fantástica fase escrita e desenhada por George Pérez, com a ajuda de Len Wein.

Começa com uma recapitulação de tudo que a Mulher Maravilha viveu no lapso de tempo entre o primeiro e o segundo volume, incluindo a participação na primeira saga após Crise nas Infinitas Terras, a saber, Lendas. 

Logo depois, Diana enfrenta sua primeira grande inimiga no mundo dos homens, a Mulher-Leopardo. Um combate que faz com que a heroína precise enfrentar uma irmã, uma mulher.

Porém, o maior desafio da amazona virá mais adiante, quando, ao enfrentar Zeus, é julgada e obrigada a cumprir sua pena lutando para sobreviver.

Muitas surpresas a aguardam, incluindo um encontro de Diana com ninguém menos que... Diana.




quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Romeu e Julieta

COLEÇÃO SHAKESPEARE EM QUADRINHOS: ROMEU E JULIETA
Arquivo enviado por A Girl Without a Name/HORDA Inc.

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O papa é pop, mas Shakespeare é mais. No último volume desta coleção, temos a história de amor mais famosa de todos os tempos: Romeu e Julieta. 

Rivalizando com Hamlet em popularidade, esta peça do escritor inglês já foi cantada em prosa e verso, já tece várias versões cinematográficas e, mesmo em quadrinhos, esta não será nem a primeira nem a última versão. 

Eu mesmo, há milênios atrás, já li uma HQ com as versões de Romeu e Julieta, Hamlet e A Tempestade em único volume, do quadrinhista italiano - conterrâneo do casal - Gianni De Luca, que usava um estilo de quadrinização que já foi copiado até por Frank Miller. Mas esta é outra história. 

Esta versão brasileira da peça não resiste em que a arte seja no estilo mangá. Apesar de já ter perdido boa parte de meu preconceito contra o estilo, ainda achoque nem tudo dá paara ser "mangarizado". Mas, o que vale é a intenção. 

A história de amor proibido ganha esse ar ainda mais juvenil, por conta disso e, paraa o bem ou para o mal, torna a história mais acessível para os mais jovens, que talvez vejam nisso, uma chance de conhecer melhor a história escrita por Shakespeare. 





terça-feira, 27 de novembro de 2018

A Dinastia Pato e a Censura

HISTÓRIA E GLÓRIA DA DINASTIA PATO 
E A DITADURA MILITAR NO BRASIL
Digitalizações e Tratamentos: Out,The Sider Z/HORDA Inc.


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Vamos falar sobre censura nos tempos da Ditadura Militar. Mas, não pense que é sobre a censura a programas de TV, a artistas e suas músicas "subversivas" ou a filmes de cinema escandalosos, é a censura a quadrinhos direcionados primariamente a crianças, os quadrinhos da Disney publicados pela editora Abril. 

Hoje em dia, nós, nerds, sabemos que a grande maioria dos quadrinhos da nossa época, principalmente os da editora Abril, eram tesourados. Nos quadrinhos de super-heróis, isso tinha muito a ver não apenas com censura, mas com falhas de tempo entre a publicação nos EUA e aqui, o que criava problemas na cronologia das histórias. 

Outro problema era justamente o formato menor. O formato americano, ao ser reduzido para o formatinho, exigia que os textos também fossem mais reduzidos nos balões. O caso mais emblemático de censura, que provavelmnet já era de uma censura interna da própria editora Abril, haja visto a ditadura já estar em decadência, foram as cenas entre Tristã (Tristão em corpo de mulher) e Isolda em Camelot 3000, que foram deletadas. 

Quanto à censura da ditadura propriamente dita, deixemos a EditoralAbril nos falar sobre ela um pouco, em parte do texto publicado das reedições História e Glória da Dinastia Pato: 

"A saga dos patos estreou em português na edição 108 de Tio Patinhas, lançada em julho de 1974. Em plena ditadura militar e sob a vigência do AI-5 (um dispositivo arbitrário que dava plenos poderes ao governo federal e aos seus truculentos agentes), as editoras enfrentavam a marcação cerrada da censura e, caso o conteúdo de suas publicações desagradasse aos generais de plantão, corriam o risco de ver seus produtos recolhidos das bancas. 

Conforme a gravidade da situação , outras sanções mais contundentes eram aplicadas, incluindo prisão e tortura de supostos transgressores. Esse contexto sombrio ajuda a explicar os cortes e as alterações que o material ITALIANO sofreu na versão nacional. 

Logo no início do primeiro episódio, por exemplo, artistas brasileiros apagaram da mão de Donald o batedor de tapetes com que ele ameaçava espancar os sobrinhos. Mais adiante, na viagem espacial, os responsáveis pela edição do texto suprimiram a menção à bebida alcóolica que o Prof. Pardal oferece ao Tio Patinhas. 

Em respeito à intenção dos autores, a obra aparece intacta neste volume (a reedição em dois volumes). E o título Ribombo Lunar, fiel ao original, substitui aqui o nome O Segredo do Baú, dado a HQ em 1974."



Provavelmente a Abril já praticasse a auto-censura, se adiantando assim aos desmandos da ditadura, como fizeram por bastante tempo os editores de quadrinhos dos EUA unidos durante o uso do selo Comics Code Authority que, para não perder dinheiro, já faziam eles mesmos os cortes necessários, nesta ditadura imposta aos artistas graças ao psiquiatra Fredric Wertham.

Também cortaram várias páginas inteiras, num total de 26. Oito páginas,na história No Mississipi, renomeada Os Canhões do Missisipi no lançamento duplo e 18 páginas no capítulo final num total de 26 páginas. Quando os capítulos foram reunidos em um Disney Especial, o de número 100, essas páginas cortadas fizeram falta, já que a coleção Disney Especial devia ter um número de páginas que a saga, por causa dos cortes, não alcançava. A solução? Os artistas brasileiros tiveram que inventar um novo capítulo intitulado A Quinta Mosqueteira, com a participação da Margarida. Este capítulo não se encontra na reedição dupla, pois as páginas que faltavam foram restauradas. 



O que essa história toda vem nos mostrar é a arbitrariedade daqueles tempos, que viam até mesmo em histórias infantis, produzidas em outro país, uma ameaça à segurança nacional. Para se ter uma ideia da paranoia, uma das histórias se chamava originalmente, "O Rei da Arena", mas foi intitulada, em 1974, "O Grande Toureiro". É bem provável que a mudança do título se desse porque Arena era o nome do partido da ditadura. 

Este artigo é uma espécie de remake de um que fiz em 2012, e achei importante trazê-lo de volta. Não é apenas um copy/paste, então, se quiser lero original, ele continua AQUI. Eles se complementam.

Também serviu para eu repostar os scans, que servem para que você mesmo faça suas comparações e se "divirta" vendo o quanto perdemos quando crianças e o quanto podemos perder agora, quando adultos. Afinal, não podemos nos deixar ser feitos de... patos. 




segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Mês de Aniversário: Condado de Essex

CONDADO DE ESSEX - JEFF LEMIRE
Digitalização e Tratamento Renato PLT/HORDA Inc.

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Algumas histórias em quadrinhos são como experiências sensoriais. É assim com Watchmen, Maus, O Incal, Os Invisíveis, Crise nas Inifinitas Terras, e tantas outras que existem nesta vastidão de histórias. E, escrever sobre experiências sensoriais é um tanto quanto complicado para mim.

Mesmo a introdução do saudoso Darwyn Cooke demonstra bem isso que estou falando. Você sente ali, em seu texto, que ele está falando da experiência do ponto de vista dele e de como o afetou. Se uma HQ provoca esse tipo de experiência, ela é nada menos que uma obra prima, mesmo correndo o risco de parecer exagero. 

Condado de Essex é escrita e ilustrada por Jeff Lemire, autor canadense que já é conhecido do leitor brasileiro de suas HQs de super-heróis e por Soldador Subaquático e Nada a Perder. A primeira já tendo sido postada aqui no blog e a segunda, sei lá, quem sabe. 

Poucos autores conseguem transitar tão bem entre quadrinhos pop e quadrinhos autorais, como Lemire. E ele o faz com maestria. 

Em Condado de Essex temos histórias que se entrelaçam que, na verdade, foram publicadas originalmente como uma trilogia. Coemçamos com Lester, um garoto que, como todos nós, sonha em ser um super-herói e/ou desenhista de quadrinhos. Tão jovem, mas já enfrentou um sério trauma. 

Em seguida temos dois irmãos, jogadores de Hóquei. Ficamos sabendo da história dos dois através das lembranças, na velhice, de um deles. Acometido por Alzheimer e surdo, ele vai recolhendo as memórias de um tempo em que foi mais feliz e que também conheceu o amor, mesmo que de forma muito sofrida. 

No terceiro capítulo conhecemos mais da história da enfermeira que aparece no segundo capítulo e como sua história ali, no Condado de Essex, se liga às outras duas,  num passado bem distante. 

Lemire é melancólico, triste,  como aqueles momentos em que paramos e pensamos naquilo que poderíamos ter feito de diferente ou dito de outra forma, e não fizemos. E que, ainda assim, são momentos que fazem parte da nossa história e por isso merecem ser contados. 

Acho que é o máximo que consigo traduzir do que senti ao ler Condado de Essex. Uma contribuição da qual eu pude desfrutar como leitor. 





domingo, 25 de novembro de 2018

De Testemunha de Jeová a Ateu

CONHECEREIS A VERDADE: MINHA JORNADA DE 
TESTEMUNHA DE JEOVÁ ATÉ O ATEÍSMO

Em cima, como testemunha de Jeová, abaixo
já ateu convito, como todo bom marxista

Os últimos posts me trouxeram de volta o prazer de escrever aqui no blog, como eu fazia há anos atrás, tanto que foi assim que nasceu meu personagem de faroeste Jerusalem Jones, que tentarei retomar, também. 

Fica aqui o aviso: você não precisa ler o texto se gosta apenas de baixar as HQs. Não há nenhuma obrigação aqui. Eu mesmo não sou muito de ler textos longos na internet. Os textos servem também para o blog ter mais atualizações enquanto os quadrinhos não chegam. Dito isso, vamos lá. 

Vamos falar sobre manipulação. Com os acontecimentos dos últimos anos, que culminou nas eleições de 2018, vimos o quanto a manipulação pode ser uma forte aliada. Talvez digamos que nunca seriamos manipulados, nunca "iríamos pela cabeça dos outros", mas, a manipulação está além do nosso querer. 

Desde criança eu sempre fui arrastado pela minha mãe para todo tipo de religião: evangélica, católica, espiritismo, umbanda. Com o tempo, entendi o que ela queria, que era ajuda para criar quatro filhos sozinha, e qualquer ajuda seria bem vinda. 

Isso não deixou de ser um aprendizado. Desde cedo pude ver que as igrejas evangélicas davam muito valor ao dinheiro, isso muito antes da Igreja Universal existir. Parecia que o momento mais importante era aquele em que se "passava a sacolinha". As outras pareciam não ser assim, mas eu não me identificava com elas, mesmo assim. Desde cedo eu adquiri um senso crítico quanto a religião cristã, e achava que não havia lugar para mim ali. Ainda assim, acreditava muito em Deus, principalmente naqueles momentos mais doloridos, ou seja, quando estava envolvido em alguma paixonite. 

O tempo passou e eu fui trabalhar em uma padaria, ainda bem novo. Como era apenas eu e o dono e o movimento era fraco, eu tinha bastante tempo para ler. Ele adquiria algumas revistas religiosas, achando qque estava contribuindo para a causa das Testemunhas de Jeová. Porém, nunca se envolveu.   

As revistas eram A Sentinela e Despertai. Foram as primeiras sementes. Aos 15 anos eu parei de trabalhar lá. Apesar parecer ter se passado muito tempo, foi aos 16 anos que eu voltaria a ter contato com  as Testemunhas de jeová, desta vez de forma mais direta e novamente em um trabalho. A irmã do dono do bar onde eu passei a trabalhar era Testemunha de Jeová. Ela não era insistente, mas aproveitava alguns momentos para falar sobre a religião. Mas, nada do que ela falava fazia diferença para mim. Mas, quando eu ela me emprestava livros, a coisa mudava de foco. 

Muito mais do que ouvir alguém insistindo para que você se converta à religião dela, ler algo que estava, de certa forma, bem escrito, era muito mais impactante. Os livros pareciam saber do que estavam falando. Eles nunca colocavam nomes de autores, em nenhuma publicação, pois tudo vinha do "Corpo Governante das Testemunhas de Jeová", com sede no Brooklyn, em Nova York e, como aprenderia depois, o Corpo Governante eram como Deus na Terra, pois "recebiam" inspiração divina para interpretar as Escrituras, assim, não poderiam se considerar autores. Tudo isso mexeria comigo.  Mas, estou me adiantando.  

Mesmo ali, não foi a hora ainda. Tudo aconteceu quando eu tinha 20 anos. Eu andava numa espécie de adolescência atrasada. Indo a festa e bebendo muito, mas apenas nas festas. O problema é que haviam muitas festas. Eu já estava com Síndrome do Pânico - mas essa é outra história - e tive minha segunda tentativa com as outras religiões, pois minha mãe queria encontrar uma "cura". Hoje em dia estou bem, com remédios mesmo, como tinha que ser. 

Novamente as publicações deles cruzaram meu caminho. Era como uma perseguição através das épocas. Eu estava sem nada para ler, e peguei novos livros das TJ com um amigo que estava estudando a Bíblia com eles. Ele nunca se tornaria um membro. 

Abalado pela doença, por problemas no trabalho e talvez pela vida que parecia um pouco sem sentido, eu me deixei levar de vez por tudo que li e, decidi por mim mesmo que queria me tornar Testemunha de Jeová. Reencontrei aquela irmã do dono do bar e disse a ela que queria "ser testemunha de Jeová".  Devia ser raro para eles, quealguém fosse até eles, em vez de o contrário. 

Ela me explicou que eu precisaria estudar a Bíblia, junto com as publicações deles. E assim foi. Em seis meses eu estava sendo batizado num Congresso em que as Testemunhas de várias partes do estado do RJ se encontravam. E, assim fui um membro da religião ou seita, como preferirem, por longos sete anos.        

Tentarei resumir os próximos "capítulos", pois parece que eu não calculava que fosse ficar tão grande. O começo foi uma época extraordinária. Fiz muitos amigos e até mesmo a parte de ir de casa em casa, que eu tinha grande medo, por causa da timidez, eu consegui tirar de letra. O problema é que eu fui sendo abduzido por aquilo tudo,deixando de lado até mesmo minha família, já que apenas eu era Testemunha de Jeová.  E eu não questionava nada disso. 

Não podia mais ir a aniversários, nem festejar o Natal. Não podia ir a nenhum batizado,  e nada, absolutamente nada que envolvesse estar dentro de outra igreja que não fosse o Salão do Reino (como se chama os lugares de reunião deles). Nos estudos, nas reuniões e publicações fiquei sabendo também que não poderia mais cantar o Hino Nacional, votar e, o dogma mais polêmico de todos, não poderia receber transfusão de sangue caso precisasse.       

Todas essas coisas eram decididas pelo tal Corpo Governante nos EUA, que lia a Bíbli, interpretava e criava suas leis. A questão do sangue mesmo, era a interpretação de um ou dois versículos onde se falava em "não comer sangue", mas eles diziam que transfusão era o mesmo que comer, e nenhum de nós questionava isso.  Questionar seria sinal de estar "fraco na fé".  Apenas pensar em ler um livro que contestasse os ensinamentos deles, era flagrante pecado. Numa época em que a internet estava começando, vivíamos nas trevas. Mas, como eu saí?

Para muitos religiosos, sete é um número que simboliza perfeição. Depois de sete anos, eu decidi que precisava sair. Eu não aguentava mais pregar, não aguentava mais aquela expectativa deque eu teria que me tornar um "ancião" (pastor, padre, para eles) e, por fim, não aguentava mais ficar sem fazer sexo. É, esqueci de dizer que lá, eles levavam a coisa de sexo só depois do casamento extremamente a sério. E eu não pretendia me casar tão cedo. Precisava sair, mesmo achando que estava errado em ir embora. Mas, minha consciência não conseguia me deixar continuar lá e fazer o que eu precisava fazer. Então uma bela noite, eu não voltei mais. 

Ainda enviaram uma comissão até minha casa, mas eu disse que minha decisão era irrevogável. Assim, em 1997, eu me desliguei das testemunhas de Jeová para sempre. 

Vale lembrar que a montagem que abre o post se refereao fato de que eu parei de ler histórias em quadrinhos, que eram consideradas desvirtuadoras, imagina, elas tinham um "herói" chamado DareDEVIL! Ou seja, Diabo Audacioso ou Demônio Petulante, segundo tradução das TJ. Assim, eu não lia mais gibis e não podia fazer sexo. Era querer demais. 

Assim que saí, me sentia ainda meio preso aquele  lugar.Cheguei a visitar o Salão do reino que eu frequentava, e fiqquei na porta, em pé. A reação das pessoas foi, claro, pensar que eu voltaria. mas, era apenas a despedida final. Da religião e de todos os amigos quelá fiz, pois, por meio demais uma interpretação da Bíblia, nenhum deles poderia mais ter contato comigo, e não tiveram. Nunca mais.

Eu estava trabalhando e assim continuei. os anos se passaram e chegou o ano 2000. Eu conheci pessoas na internet, que eu começava a usar, que também foram TJ e saíram. Ver que sobreviveram me fez bem. Também pude pesquisar mais sobre o assunto e ver que eu estava totalmente cego e que muita coisa tinha sido encoberta ou simplesmente deletada por eles ao longo dos anos. Cada nova geração de Testemunhas de Jeová nada sabia do que realmente tinha acontecido no passado, a não ser a versão retocada deles mesmos. Por exemplo, eles já havia feitos previsões de fim do mundo sendo a última data, antes de desistirem disso, 1975. No meu tempo, eles faziam cálculos sem uma data precisa, que a esta altura também já foram ultrapassados. 

Aos poucos fui me desligando não apenas das Testemunhas de Jeová, mas da religião como um todos e inclusive de Deus. A verdade, por mais chocante que seja para quem é religioso e está lendo isso até aqui, é que eu não sentia mais necessidade de nenhum dos dois. Em grande parte eu ainda era um agnóstico. Eu não admitia abertamente o que eu sentia. Talvez por medo do que iriam dizer ou por medo de estar totalmente errado. 

Eu me casei em 2001, mesmo ainda me debatendo com meus problemas de saúde. Em novembro de 2002 comecei este blog e no começo de 2003 comecei um tratamento que, finalmente, depois de 12 anos, funcionou. As coisa estavam indo bem. 

Eu não pensava muito em crença ou descrença. Mas sempre lembrava de como foi fácil me manipular, mesmo que ao longo de muitos anos. As Testemunhas de Jeová não parecem pessoas fanáticas, costumo dizer que é um fanatismo light. A lavagem cerebral está presente, você faz tudo que eles querem, você não questiona, mas você parece uma pessoa como outra qualquer, a diferença é que você fala muito em Jeová. 

O blog me deu uma espécie de terapia ocupacional, a qual me dediquei bastante, como podem ver. Isso foi mais um ponto para eu não sentir necessidade de algo mais que isso. Lia, minha esposa, é católica, mas não é praticante e é desencanada com religião. Nunca tentou me converter a nada. Foi e é uma parceira essencial para este blog. Muito disso aqui devo a ela aturar um marido nerd. 

Os anos passaram tranquilamente, mesmo com alguns altos e baixos e eu não pensava muito nesta questão so ser ou não ser religioso. Eu já sabia, no meu íntimo, que não era mais. Sabia também que não precisava ser, para querer ser alguém bom. Bastava ser bom, e pronto. Meus erros eu teria de resolver apenas comigo mesmo... ou com a justiça se fossem erros do âmbito dela. Eu me sentia bem, mas ainda não me declarava abertamente ateu. 

Nesta nova década de 2010, em algum momento dela, eu recebi de presente de um amigo da internet o livro O Mundo Assombrado Pelos Demônios de Carl Sagan. Apesar de conhecer o autor e de saber que era muito conceituado, eu nunca havia lido nada dele, por pura falta de interesse mesmo. O livro não foi exatamente uma grande descoberta, não foi um blowmind, pois se eu não me declarava ateu, cético eu sempre fui, desde criança, o perído como TJ foi apenas uma espécie de experimentação, que quase me prendeu para sempre. 

Mas, ainda assim, a leitura me permitiu colocar as coisas em perspectiva. Um tempo depois, li Deus - Um Delírio, de Richard Dawkins. Então as coisas foram se arrumando dentro da minha mente. Cada coisa em seu lugar. Apesar de entdner tudo que Dawkins escrevia, e entender que ele estava falando comigo, achei que ele tinha uma arrogância que Sagan não tinha. E que tentava fazer uma espécie de proselitismo ateu. Enquanto Sagan queria divulgar a ciência para que as pessoas decidissem por si baseadas naquilo que aprenderia, Dawkins parecia querer divulgar a ciência para que as pessoas se tornassem ateus porque era assim que tinha que ser. Não é. 

O teceiro livro com o título bem enfático de Deus Não é Grande - Como a Religião Envenena Tudo de Christopher Hitchens fechou a trilogia para que eu entendesse que eu era agora um ateu assumido, que saiu do conessionário (entendeu? saiu do armário... confessionário... hein, hein! Ah, deixa pra lá). Contudo, eu nunca seria, nem serei um militante ateu. Isso me transformaria em Testemunha dos Ateus. Posso conversar sobre oi assunto se ele vier à baila, apenas isso. 

Com tudo que vivi, li, ouvi, aprendi, eu também entendi que a religião e Deus sempre será essencial para muitas pessoas. Claro,sempre vou criticar ferrenhamente qualquer religião que se aproveite dos mais ingênuos para fazer rios imorais de dinheiro. Mas, todo mundo que tem senso crítico sabem que essas pessoas não representam ao Deus cristão. 

Nunca mais deixei de pedir a benção a minha mãe - como parei de fazer para agradar a Jeová - porque como ateu, eu não estou praticando pecado algum fazendo isso. Posso ir aonde eu quiser, como hoje mesmo fui ao batizado da minha segunda sobrinha, Ísis. Por sorte saí das TJ a tempo de ser padrinho do meu primeiro sobrinho e ir ao batismo da minha primeira sobrinha. 

Por isso, só posso concordar com o versículo da Bíblia que diz, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Sou mais livre agora do que jamais fui antes. E mais feliz. E que cadsa um decida seu próprio caminho, em seu próprio tempo. 

O texto ficou gigantesco, e se você chegou até aqui, realmente está sem ter o que fazer (Risos) e é um herói! Obrigado e boa noite!

                                                                                                                                                                             

Otelo

COLEÇÃO SHAKESPEARE EM QUADRINHOS: OTELO
Arquivo enviado por A Girl Without a Name/HORDA Inc.

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Neste penúltimo volume da Coleção Shakespeare em Quadrinhos, uma produção nacional das peças do bardo inglês, temos agora Otelo. 

Otelo, conhecido como o Mouro de Veneza, é um general em Veneza por quem a jovem Desdêmona se apaixona depois de ouvir suas histórias e de conhecê-lo tão bem. Casam-se escondidos, mas isso desperta a ira do pai da moça, que é logo avisado. 

A partir daí começa uma trama de ciúmes, inveja, racismo, intrigas e traição. Talvez mais do que o próprio Otelo e Desdêmona, Iago é a força motriz de toda a ação, desencadeando uma série de eventos. Ele é o alferes de Otelo, homem de sua confiança, e é onde começam os problemas do mouro. Iago começa a tramar contra seu senhor após tersido preterido em uma promoção para tenente, perdedno para Cássio, jovem que foi uma espécie de cupido na relação de Otelo e Desdêmona. Iago não vai deixar barato.

Mais um belo trabalho de adaptação feito por artistas brasileiros, ainda que a arte não esteja a altura dos anteriores. Porém, isso passa desapercebido, devido a trama bem desenvolvida e ao fato deque a leitura nunca se torna cansativa ou enfadonha. 
                                           




sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Mês de Aniversário: Deuses Americanos

DEUSES AMERICANOS - SOMBRAS
Arquivo enviado por Muad'Dib/HORDA Gods

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Presente de aniversário que vem do novo colaborador, Muad'Dib. E em grande estilo. A obra de Neil Gaiman que já ganhou até mesmo uma série televisiva de sucesso, agora está no formato a que os fãs do escritor estão mais acostumados, os quadrinhos.

A editora americana Dark Horse publicou esta adaptação que tem a participação de Gaiman, juntamente com P. Craig Russell, Scott Hampton e Glenn Fabry. Uma turma da pesada aprontando altas confusões. A obra em quadrinhos abragerá três volumes. Apenas este foi lançado até agora. 

A história gira em torno de Shadow Moon, um ex-presidiário que que, ao ser liberto, só pensa em voltar para seu amor, Laura. Mas, os planos não saem bem como Shadow Moon pretendia e ele acaba meio que sem rumo. É quando ele conhece um misterioso homem chamado Wednesday, para quem vai trabalhar. 

Os dois embarcam em uma viagem pelos Estados Unidos, que acaba sendo reveladora para Shadow. Nessa viagem ele se depara com os deuses antigos e oa deuses atuais e descobre que uma guerra está em curso, uma guerra pelo poder de não ser esquecido. 




Atenção: Não Leia Este Post

QUANDO JOGO VIDEO GAME, NÃO MARCO 
NENHUM PONTO, MAS O KARL MARX
O Dia Que Fui Abduzido Pelo Marxismo


Eu nunca me importei com política, a verdade é essa. Toda ela. Lembro de muitas eleições no Rio de Janeiro, em que nem votava ainda, mas que eram memoráveis pela balbúrdia que se fazia em torno delas. E, mesmo naquele tempo, a zoeira não tinha limites.

Das nuvens de minhas memórias, surge o candidato Miro Teixeira, que sofreu nas mãos dos trolls da época, que traduziam a siga PMDB como Peguei o Miro Dando a Bunda, isso muito antes de existir internet. Às vezes sobrava para o Moreira Franco, também. 

Lembro muito do governo Leonel Brizola, por conta dos brizolões, escolas que seu governo implantou, que eram montadas quase igual como se fossem Legos.

Mas, o máximo que eu entendia de política era se o Senador Kelly continuaria a perseguição aos mutantes ou se o Capitão América concorreria ou não à presidência e, claro, que os gibis aumentavam por causa da inflação que derrubava os vários planos econômicos. Fora isso, eu era um zero a esquerda (ops...) em relação a política. E assim foi por muito, muito tempo naquela galáxia distante. 

Quando me tornei Testemunha de Jeová - é, sim, já experimentei drogas - isso se tornou menos relevante ainda, já que as TJ são proibidas de se envolver politicamente com o "mundo", ou seja, não podem votar. Então, eu não tive culpa pelo Collor, eu votei em Jeová. E assim foi por longos sete anos, congelado para tudo, como um Capitão América - de novo? - evangélico. 

No início do século XXI eu me casei, depois de já ter abandonado a religião há alguns anos. No ano seguinte eu criei o blog e estava bem enfurnado no mundo virtual. Mas, os assuntos eram apenas quadrinhos, filmes, e cultura pop em geral. Eu ainda muito aquém da política. As coisas começaram a mudar significativamente quando entre para o Facebook, migrando do Twitter. 

Não foi algo imediato. No início as conversas na plataforma eram bem superficiais ou eu usava apenas para postar fotos e os posts aqui do RA. mas, de acordo com os acontecimentos políticos envolvendo o PT, eu ia me tornando um anti-petista ferrenho. Porém, ainda meu conhecimento e interesse em política era quase zero. 

Mas, minha vida no Facebook quase que se resumia a brigar com petistas que defendiam o partido e Lula num nível de fanatismo religioso. Eu tinha de ler coisas como "Lula ladrão, roubou meu coração" e "Dilmãe", quando Dilma substituiu Lula. 

O Impeachment me deixou dividido, pois era evidente que havia ali um combinado de forças com interesses próprios, para retirá-la. Mesmo que eu não concordasse com a palavra "golpe", que, para mim, era mais uma palavra de ordem petista, eu sabia que a coisa toda não foi lá muito certa. E a entrada de Temer só fez as coisas piorarem.

Ing~enuo que eu era, não acreditava que as coisas poderiam ficar piores do que com os fanáticos por Lula/Dilma/PT. Mas, logo aprendi que tudo SEMPRE pode piorar mais. 

Como lava que vai descendo de um vulcão, Bolsonaro foi tomando conta da internet e das intenções de voto. Eu que, antes de 2011, não sabia quem era essa pessoa, comecei a ter o mesmo problema que tinha com os petistas, só que num grau aterrorizantemente pior. Se em todo meu tempo discutindo com petistas eu bloqueei 5 foi muito. No fim das eleições de 2018 eu já havia ultrapassado os 100 bolsonaristas bloqueados ou unfollowzados e parei de contar. 

Pessoas co quem eu tinha amizade virtual há anos se transformaram em gente sem qualquer tipo de pensamento crítico, sem nenhum tipo de curiosidade em pesquisar nada ou apenas em zumbis que não conseguiam mais ter vontade própria. Tudo que eu criticava nos petistas, eles faziam 5 vezes pior. 

De repente, eu que nunca me interessei realmente por política, fui obrigado a começar a tentar entender tudo, a parar de pensar de forma rasa e a tentar saber mais daquilo que eu estava falando. Cheguei ao ponto de votar no candidato do PT, Haddad, no segundo turno, sem nenhum problema, pois o problema que viria, seria muito maior. No primeiro turno votei em Ciro e realmente torci para que ele ganhasse, mas as eleições já estavam ganhas, devido a vários fatores. 

O fato é que isso tudo me fez mudar. A tentar entender o que era esquerda e o que era direita, e saber em que espectro político eu estava. Assim como a maioria das pessoas que não entendem de política, eu relacionava esquerda sempre com o PT, demonstrando o quanto eu realmente não entendi o que estava acontecendo. 

Provavelmente eu seja de centro esquerda, mas se, hoje em dia, me chamarem de esquerdista tentando me ofender com isso, não me sentirei ofendido, ao menos nunca poderei ser chamado de fascista, uma ofensa que considero muito pior. 

Ainda não consigo aceitar que os petistas não conseguem ver seus erros, não consigo aceitar que ainda tratem Lula como um deus, pois vimos no que dá tudo isso, essa idolatria, esse culto á personalidade. Dá nisso em que estamos. 

Ainda sou néscio em política, mas eu tô começando agora e tenho consciência de que preciso aprender, entender, pesquisar. Ninguém sabe tudo, nem mesmo os cientistas políticos. E não, eu não fui abduzido pelo marxismo, pelo simples fato de que nem sei o que é direito. O título é só para encher o saco. Nunca li Marx, mais valia a pena tentar. 

Snowden

SNOWDEN - UM HERÓI DO NOSSO TEMPO
Arquivos enviados por Muad'Dib/HORDA Dunes

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Sim, sim, o próprio Paul Atreides enviou esta HQ - ou seria eBook? -, colaborando com nosso blog adolescente. 

No livro 1984, de George Orwell, somos apresentados a Oceania, um páis tão totalitário que rivaliza com o nazismo e o stalinismo. A população perdeu qualquer tipo de liberdade individual, sendo vigiado dia e note pelas teletelas. 

Enquanto isso, no mundo real, muito depois de 1948 (quando o livro foi lançado), temos o jovem Edward Snowden trabalhando para a NSA (Agência Nacional de Segurança) nos EUA. Snowden descobre, através de seu trabalho, que a Oceania fictícia de Orwell se tornou realidade. Ela é o seu país. 

Em uma atitude controversa, ele coleta os dados que mostram que a NSA está espioando todos os cidadãos americanos, entrega para jornalistas e foge. Logo Snowden passa a ser procurado como traidor. 

Esta HQ detalha tudo que aconteceu e quem é Snowden e os motivos que podem tê-lo motivado a agir como agiu, para defender a liberdade do indivíduo. Ponto. 

E, por falar em liberdade, o post sobre as dicas de YouTubers que ando assistindo, e que estão de acordo com o momento que estamos vivendo, gerou - como eu esperava, mas nem tanto - um festival de esquizofrenia. Claro, tive grande apoio também, de pessoas que entendem o que faço aqui. Mas seguem alguns pontos rápidos que foram jogados nos comentários:

- Perder leitores: isso não me afetaria. O blog não monetiza. Nesses 16 anos ele nunca foi para ganhar dinheiro. Assim, ao perder leitores eu não perco absolutamente nada. 

- Mas o blog é de quadrinhos: o RA não nasceu como blog de quadrinhos, em seu nome ele nem faz alusão a quadrinhos. Já coloquei de tudo aqui, inclusive poesia - não queiram ver esses tempos novamente - e fatos sobre minha vida. Se eu fosse interditado e obrigado a parar com os quadrinhos, o blog continuaria existindo, como já aconteceu antes. 

- Ah, mas a esquerda, blá, blá, blá: Já teve tempo que eu considerava ser chamado de esquerdista uma ofensa. Com todos os acontecimentos recentes e palavras piores - extrema-direita, fascista, Alexandre Frota - eu considero um elogio. 

- Assim eu me decepciono com você: Acho que dá pra perceber que não estou aqui para procurar a aprovação de alguém e, se tenho, que seja daquelas pessoas que valem a pena. 

- Comentários ofensivos: Sei que é um pedido em vão, pois quem gosta de ofender vai ofender. Mas, quem for comentar sobre o assunto, seria legal colocar sua opinião sem ofender a mim ou aos outros comentaristas. 

- Ah, mas o blog é de quadrinhos 2: Pessoal, leu o post e percebeu que não gosta dele, porque fere a sua delicada posição política, não leia. Espere pelo próximo post de quadrinhos, eles sempre virão. Tentar decidir o que eu devo colocar no blog não vai rolar. 




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