segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Cripta Vol. 03

CRIPTA - VOLUME 03 de 04
Digitalização e Tratamento: Out Sider, The Z/HORDA Inc.

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Último post do ano, faltando pouco mais de uma hora para 2019. Detesto me repetir, mas aqui vai mais uma vez algo para os insatisfeitos com meus textos:

- O blog não é apenas sobre quadrinhos. Na verdade, o blog já passou mais de um ano, talvez dois, sem nenhuma HQ digitalizada. Isso foi entre fins de 2003 e começo de 2005. Vão reparar nos arquivos que existem poucos post, pois grande parte foi deletado, pois eu postava, além de textos, muitas imagens e links diversos que saíram do ar e então eu fiz uma limpeza. O blog não foi criado com intenção de postar quadrinhos, isso foi mero acaso e, até hoje, ele pode se tornar qualquer coisa que eu quiser. 

- O blog é minha casa, as pessoas que aqui vem são convidadas. Se a pessoa vem á minha casa e fala mentiras na minha cara, distorce o que eu escrevo, ou não lê os textos e tira conclusões do meio do cu, eu posso sim não aprovar seus comentários. O nome é 'MODERAÇÃO DE COMENTÁRIOS", justamente porque é para serem moderados por mim. 

- Se a pessoa se sente incomodada porque estou falando de seu candidato eleito, de sua ideologia de direita (e até alguns se incomodam porque falo da esquerda, também), ela não é obrigada a vir aqui,e se vem, nao tem direito de reclamar. Sério, direito NENHUM. Por quê?

- Bom, mais uma vez, porque eu não peço doações, não tenho adsense no canal, ou seja, não ganho nada com propagandas, não tenho lojinhas vendendo bugigangas, relacionada ao blog. E, também, porque não sou funcionário de ninguém, para que essas pessoas decidam o que eu posso e o que eu não posso postar.

- Se acha que estou usando o blog para doutrinar alguém, e se sente que este alguém é você, ora, tão simples, não volte mais, tire o blog dos favoritos, esqueça que ele existe. Se o incômodo é tão grande, então com certeza, gibis digitalizados não valem a dor de cabeça. Já tive problemas com site onde eu visitava e deixar de ir lá foi a coisa mais fácil do mundo. 

- Novamente, se vai rebater o que digo aqui, não faça parecendo um fanático religioso que repete coisas que aprendeu em vídeos de Olavo de Carvalho e Nando, e não me trate - ou a qualquer outro por aqui - como aqueles dois tratam as pessoas. Se quer seguir suas ideias, sigam, mas tenham modos. Aqui não é a casa da sogra.  

- Seja sucinto. Escrever um texto do tamanho de um edifício, falando coisas desconexas ou apenas gritando comunismo, marxismo cultural, petralha, e etc, como um louco alucinado, de nada adianta.

- Para quem acha que falar que estou tendo convulsões enquanto escrevo me ofende, só porque já leu meus relatos sobre minha epilepsia e síndrome do pânico, e agora tenta usar isso contra mim, apenas provando meu ponto, de que os extremistas de direita são um câncer, de pouco adianta. Me ofende a pouca inteligência dessa pessoa, que só faz confirmar muito do que digo em meus textos. O tempo que levo pra deletar é bem menor que aquele que você leva para escrever. 

- Eu faço isso aqui há 16 anos. Só em novembro deste ano, o mês de aniversário, foram 3400 páginas digitalizadas por mim, sem contar as contribuições que chegaram no mesmo mês, que devem elevar isso aí para umas 5.000 páginas ou mais. Ou seja, se quiser parar hoje, e só falar de política, religião e futebol, eu posso. 

- O tempo que o blog ficou parado lá atrás, não fez ele morrer. Eu até pensei em terminar com ele, por não estar podendo colocar scans, mas achei que valia a pena continuar. Achava que nunca mais iria poder colocar os scans e, com o tempo, consegui voltar com eles. nem por isso me dediquei menos ao blog. 

- As únicas pessoas a quem devo alguma coisa aqui, são as pessoas que colaboraram e colaboram comigo. Sempre agradeço por tê-las junto comigo nesta empreitada sem nenhum tipo de lucro monetário. 

Quanto à HQ postada:

Nas palavras do Primo Eerie, seu assombroso anfitrião: Sentiram saudade, funéreos fãs? Pensaram que ficariam relegados ao pobre pasquim do Tio Creepy? De jeito nenhum! Estamos de volta com mais um venal volume repleto de demônios, lobisomens, vampiros e outros integrantes da minha funesta família! 

Depois de um intervalo para multiplicar e tostar as tanajuras que serão seus petiscos, é um putrefato prazer reabrir minha tenebrosa tumba e oferecer a vocês, meus sectários do sobrenatural, o terceiro e terrificante volume de ''Cripta: Os Clássicos de Horror da Revista Eerie''. 

Como sempre, as pestilentas páginas da minha assombrosa antologia reúnem o mais danado desfile de terror, suspense e ficção científica da história dos quadrinhos. E tudo produzido por uma miríade de mestres do macabro: Archie Goodwin, Frank Frazetta, Alex Toth, Joe Orlando, Al Williamson, Jeff Jones, Gray Morrow, Wallace Wood, Reed Crandall, Eugene Colan, Angelo Torres, Rocco Mastroserio e muitos outros! Bem, como estou mortinho de vontade de apresentar esta aterradora antologia, as 240 pujantes páginas deste venal volume reúnem as edições 11 a 15 da Eerie Magazine, publicadas originalmente em 1967 e 1968. (Texto da Sinopse na Amazon)

Até o ano que vem!




Corrupto de Estimação

QUANDO MEU CORRUPTO É MELHOR QUE O SEU


A foto acima explica muito bem o pensamento do eleitor que defende seu corrupto até as últimas consequências. Para este, tudo é justificável, desde que o político corrupto esteja fazendo aquilo que interessa ao eleitor dele que, geralmente, não significa que ele está preocupado com este eleitor, e sim com seu próprio projeto de poder. O eleitor é apenas um detalhe. 

Este tema está bem ligado ao de um post anterior, sobre a idolatria de políticos, o culto a personalidade. A cegueira política faz com que a pessoa haja com,o um fanático religioso e defenda seu candidato mesmo que as evidências de corrupção sejam as mais explícitas. Alguns não perdem a fé nesses políticos mesmo depois que são presos, transformando-os até em presos políticos. 

Alguns apenas caem no oblívio, somente para serem substituídos por outros, iguais ou piores. Um exemplo disso é Collor de Melo, que deixou de ser o queridinho do povo assim que foi arrancado da presidência. Se havia quem acreditava ainda no ex-presidente, estes não tinham como se expressar, em uma época sem internet. 

Dilma, por outro lado, ainda tem muitos e muitos militantes a seu lado, pessoas que ainda a tratam carinhosamente como Dilmãe, e que nunca perdem a fé, mesmo que, sendo o impeachment justo ou não, foi quem nos jogou em uma crise econômica que ainda pode piorar bastante. Claro, o sucesso de Dilma se dá apenas por ela estar atrelada à imagem de Lula. 

Quando eu criticava Lula nas redes sociais, mais exatamente no Facebook, havia um seguidor que pipocava no post como que por mágica, a qualquer hora que eu escrevesse. Começando como a frase: "Não que eu seja petista, mas...", e começava uma defesa apaixonada, tentando desmontar ponto a ponto o que eu escrevia. Era bem irritante, pois isso era constante. Nunca havia uma crítica sequer. 

Outras pessoas faziam o mesmo, mas não com a mesma regularidade. O que eu não sabia era que, logo logo isso seria fichinha. Os bolsominions eram em maior quantidade e muito, muito mais fanáticos. Ainda o são. Mas, o impacto da diferença da regularidade e quantidade foi assustador. Assim como chegou uma hora que tive que bloquear o rapaz que "não era petista", e alguns outros militantes, também tive que bloquear, só que muitos mais. 

O discurso de defesa também era diferente. Enquanto os militantes petistas quase nunca apelavam para xingamentos ou para argumentos ad hominen, os bolsominions entravam nos posts muito mais para xingar do que para argumentar , se argumentavam, era mais um tipo de ataque verbal constante, ao qual você não conseguia responder, pois era tanta coisa sem nexo que era impossível redarguir. Isso não mudou em nada. 

A corrupção parece não ser a real preocupação do eleitor. Pois, para o candidato em ele votou, se há acusações e suspeitas, nada disso importa. A pessoa age como se nada estivesse acontecendo. E, como no caso de Lula, mesmo se o político vier a ser preso, será visto como um injustiçado. Mas, claro, apenas aqueles com um bom grupo de adeptos que o tratem como um líder messiânico. Afinal,  Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e outros não formaram suas seitas adequadamente. 

O poder de fingir que nada está acontecendo é algo perturbador. Pois, se percebe que, para proteger seu político, a pessoa é capaz de engolir qualquer coisa. É como se a luta pela corrupção fosse seletiva. A corrupção só vale se for a do molusco barbudo, ou de qualquer outro membro do PT. Isso quando não ficam medindo a corrupção, como se corrupção menor, não fosse corrupção também. 

Certo político disse que "ninguém quer saber de aluno com bom senso". Claro, o bom senso, se ensinado nas escolas, evitaria muitos problemas com políticos corruptos e, até nisso, o PT também é culpado. Afinal, não se preocupou em criar uma educação de qualidade que teria nos dado uma nova geração de pessoas conscientes. Porém, estava focado em se manter no poder, como é a intenção de TODO bom político de estimação.  

domingo, 30 de dezembro de 2018

O Discurso de Ódio

QUANDO O PACATO CIDADÃO DO BEM, DR. JEKYLL,
SE TRANSFORMA NO MONSTRO, MR. HYDE. 



Estava eu em um táxi, quando no rádio mais uma vez a notícia sobre o caso de João de Deus era comentado. Já contando mais de 300 mulheres, se tornava cada vez pior. Quando terminou a notícia, o taxista fez o seguinte comentário:

- Mas, também, tem cada mulher que, né..?

Um comentário incompleto dito de forma calma, sem ódio na voz, mas que esconde todo um cabedal de preconceito, afinal, "tem cada mulher que, né, pede por isso". Colocar a culpa na mulher estuprada é algo corriqueiro. Com essa atitude, a pessoa - geralmente homens - sentem mais empatia pelo estuprador do que pela mulher, afinal de contas, o cara foi "obrigado" a estuprá-la devido a suas atitudes ou roupas. É um discurso de ódio velado contra a mulher. Aquele comentário do Cidadão de Bem, defensor da família tradicional. 

O discurso de ódio não precisa ser gritado, vociferado OU ESCRITO EM CAIXA ALTA NA INTERNET, para ser chocante. Ele pode ser dito em palavras macias, muitas vezes incompletas. Mas, ele ganha mais força e raiva quando é no conforto de sua casa, por trás de uma tela de computador. A sensação de segurança proporcionada pode transformar o Cidadão de Bem em um nazista em um passe de mágica. 

O discurso de ódio pode estar em nossos "inocentes" comentários machistas, bairristas, xenófobos, homofóbicos e etc. A falta de bom senso para perceber que se está entrando por essa via, faz com que continuemos até um ponto sem retorno. 

O discurso de ódio também está na negação e relativização de certos preconceitos existentes na sociedade, mas que, aquele que é um propagador do ódio, procura dizer que não existe tal coisa. Ele diz que o racismo não existe no Brasil e que homofobia é uma invenção gayzista. Porém, essa mesma pessoa que nega estes fatos, acredita piamente que existe heterofobia e racismo reverso, onde o racista é o negro em relação ao branco. 

Isso tem um porquê. negar e relativizar fará com que aquele que é racista e/ou homofóbico se sinta no direito de continuar sendo. É como um comprimido que faz sumir qualquer sentimento de culpa, qualquer crise de consciência que possa, eventualmente, aparecer. 

Para o propagador do ódio, as minorias tem que se curvar à maioria. Afinal, os problemas do Brasil e, quiçá do mundo, são culpa dos gays, negros e feministas. Ser contra essas pessoas e seus movimentos por direitos iguais, é ser um Cidadão do Bem. Não é intolerância, é patriotismo.

Mas, a coisa fica mais bizarra ainda. Se você for contra essas pessoas do Bem, se mostrar fatos e argumentos, se tratá-las no mesmo nível que ela te trata, você é que estará fazendo o discurso de ódio. De repente, você é que está incitando a violência, pois está sendo intolerante com os intolerantes. Mas saiba, ser intolerante com quem prega o ódio, é um dever. 

Se você tolera os intolerantes você está não apenas sendo, de alguma forma conivente com eles, mas está também permitindo que essa intolerância se propague.

A raiva de um mundo que foi injusto com eles é a força motora do intolerante. E essas injustiças são culpa daqueles que são diferentes, seja o gay, a mulher independente, o negro que não se conforma com o racismo, ou o estrangeiro que foge para seu país. A culpa é de todos, menos sua. 

Um sentimento de pequenez diante do fracasso encontra no discurso de ódio uma fuga acalentadora para as decepções da vida. Agora você sabe quem são os inimigos e só precisa atacá-los. Para os nazistas os inimigos eram os judeus, para os stalinistas era o homem do campo. Tendo um alvo mais vulnerável, o discurso de ódio ganha força. O filósofo Karl Popper nos explica, para qualquer um entender, o que ele chama de Paradoxo da Intolerância:

"Tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos tolerância ilimitada até mesmo para aqueles que são intolerantes, se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante contra a investida dos intolerantes, então os tolerantes serão destruídos, e a tolerância junto destes."

E tenho dito.


sábado, 29 de dezembro de 2018

Torneio de Campeões

COLEÇÃO HISTÓRICA MARVEL: TORNEIO DE CAMPEÕES
Digitalização e Tratamento: Out Sider Z/HORDA Inc.

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Torneio dos Campeões é, curiosamente, uma das publicações mais importantes da história das HQs de super-heróis. De acordo com o editor original, Tom DeFalco, em seu texto para um encadernado em 1999 compilando a história completa, esta foi a primeira vez em que todos os personagens de uma mesma editora se juntaram para enfrentar um mesmo inimigo, e serviu de modelo para diversos outros crossovers de larga escala que o sucederiam, como Guerras Secretas, da Marvel, publicado três anos depois de Torneio e Crise nas Infinitas Terras, publicada quatro anos depois. 

Mais curioso ainda é o fato de que esta minissérie tão icônica tenha surgido originalmente como uma história temática para as Olimpíadas de 1980; plano este que foi frustrado um ano antes quando a Marvel recebeu a notícia de que os Estados Unidos boicotariam os Jogos realizados na União Soviética (não faria sentido promover a Olimpíada se eles nem estariam participando, correto?).

Mas o arte-finalista Pablo Marcos continuou trabalhando nas páginas desenhadas por John Romita, Jr. Dois anos mais tarde, Mark Gruenwald teve a ideia de reaproveitar as páginas finalizadas, dividir o que seria apenas uma grande edição em uma minissérie de três partes, e criar o Torneio de Campeões como o conhecemos hoje.

Claro, a tarefa de reaproveitar um trabalho de dois anos antes não viria sem suas dificuldades, como por exemplo a necessidade de ajustar o uniforme de diversos heróis, que haviam passado por uma mudança de design entre o projeto incial e essa publicação.

Além disso, o leitor mais atento, reparará em um certo "erro" na contagem doplacar do Torneio... erro que seria usado para causar a continuação do arco, que também faz parte deste volume. (Texto do Prefácio).





Culto a Personalidade

QUANDO O POLÍTICO SE TORNA OBJETO 
DE IDOLATRIA FANÁTICA


Com a demora de Moisés em descer do Monte Sinai, os hebreus fizeram para si um bezerro de ouro e o adoraram. Fizeram um deus que podiam ver e tocar. Mais adiante, Jesus ensina que não se deve servir a dois senhores, pois amará um e desprezará o outro. 

A pessoa quando idolatra um político ergue para si um bezerro de ouro, uma imagem que pode tocar e venerar. Para isso, acaba por servir a um senhor em detrimento do outro. Que outro seria? Aqui, neste texto, não é Deus. O outro é a própria pessoa. Ela deixa de servir a si mesma, para se tornar um mero objeto manipulado, perdendo o respeito por si mesma. 

Certa vez, no Facebook, aconteceu uma coisa engraçada. Um amigo de infância, que já tinha me adicionado há uns dois anos, e que, esse tempo todo, nunca dissera um olá, nem quando me adicionou, resolveu de repente se pronunciar. Ele disse em sua primeira  e única mensagem:

- Eudes, me desculpe, mas estou te retirando do meu Facebook, por causa das coisas que disse sobre Bolsonaro. - E só. 

Eu fiquei olhando aquilo, um bom tempo, tentando entender. A pessoa me adiciona, nunca fala nada, mas quando toco no político em quem ele resolveu votar, diz que vai me retirar, sem, no entanto, mostrar onde eu estava errado. Resolvi que não valia a pena me desgastar com aquilo, e só escrevi: "OK". 

No texto sobre como a política se torna religião já me pronunciei sobre o fato de os políticos serem venerados. Mas, aqui, quero falar das pessoas que os veneram. O acontecimento acima me deixou pensando nisso. As pessoas idolatram tanto um político a ponto de tudo o mais perder o valor. 

Pessoas fazem isso desde há muito, muito tempo. E é esse culto a imagem que eleva muitos políticos ao patamar de deuses, mesmo que sejam deuses de barro, cheios das falhas que acometem as próprias pessoas que os veneram. Mas, estes, agem como se o idolatrado, de alguma forma, estivesse acima das fraquezas humanas. É tudo que eles precisam que os idólatras pensem. 

Os dois casos mais recentes, aqui no Brasil são bons exemplos disso. Lula criou para si e para seu partido esta aura de virtuosidade divina, e deixou que seus eleitores parassem de pensar nele como humano, para pensar nele como uma ideia. Mas, o problema é que ele ainda era apenas humano. 

Por mais que sua prisão possa ter sido manipulada - e não vou entrar aqui em méritos sobre a justiça, já que não sou formado em direito e nada entendo disso - ainda assim não consigo vê-lo como um preso político, um mártir, pois ninguém sai ileso da corrupção. O nome já diz, corrupção, ela corrompe tudo que toca. Por menor que seja sua culpa, ela ainda será culpa. Não tem a ver apenas com triplexes e sítios. Isso é apenas o que podemos ver. Tem a ver com confiança. Se você a quebra vez após vez, você perde aquela parte de si mesmo que quer continuar sendo visto como imaculado. 

No entanto, é uma relação simbiótica. O povo alimenta o ego do político que alimenta o povo com aquilo que ele quer escutar, ou seja, palavras de consolo e sabedoria,mesmo que elas sejam apenas sepulcros caiados. Com o tempo, alguns fanáticos vão enxergar o erro e partir. Mas, depois de instaurada, a divindade de um político pode ser muito difícil de ser retirada. 

O novo governo, substituto do idolatrado PT, trouxe para seu rebanho milhares, talvez milhões, dos antigos cultuadores de Lula. Sob um novo líder, sob uma nova divindade, cometem os mesmos erros, desta vez, não apenas fazendo para si um bezerro de ouro, mas esculpindo um rebanho inteiro. E se colocam diante deles, para impedir qualquer dano a esta imagem tão bem construída.

Esses dias assisti um vídeo que levava isso ao literal, onde um homem, vendo Bolsonaro de longe, entrava em êxtase religioso, gritando que o amava, e se esvaía em lágrimas. Pode uma pessoa dessas saber a diferença entre o certo e o errado? Quando alguém transforma um ser humano em deus, poderá ela saber que políticos são feitos para servirem ao povo e não para serem servidos? Não saberá. Todo discernimento se esvai.

A divindade eleita ganha um exército de advogados que fazem malabarismos para tentar transformar o errado em certo, o dano em virtude. Se tornam criaturas furiosas se seu deus sofre posição. Oposição essa que TODO governo anterior a ele sempre sofreu. Mas, o deus de cada um é intocável, irrepreensível. Não erra. No máximo temos um leve "eu sei que ele tem defeitos... mas..." E só. 

O político, diferente de Deus, promete milagres palpáveis: acabar coma violência, com a fome, com a corrupção e etc. Mas, assim como um deus insaciável, o político quer apenas o poder. No entanto, seus devotos estão obstinadamente decididos a ajudá-lo nisso. Quem se opõe apenas não enxergou a luz da verdade dogmática. 

mal sabem eles, em seu culto à personalidade, que o político pode ser um deus que exige  sacrifícios e que entrega poucas bençãos. E, na sua cegueira, eles não se importam com isso. O importante é adorar, não cobrar. Ninguém cobra coisas a um deus.

O que leva a essa adoração? Não sei, não sou psiquiatra. Mas, posso chutar que deve ter a ver com figura paternal (ou maternal), sentir que alguém maior que a pessoa está no comando de tudo, por isso merece essa adoração sem reprimendas. Pode ser uma vida de fracasso que, de repente, se vê espelhada em alguém tão parecido consigo mesmo, mas que está lá no topo, governando o país. Um lugar onde a pessoa nunca irá chegar por ela mesma, mas que ela pode sentir  como seu, ao se colocar como subserviente. 

Claro,  pode ser apenas falta de opção mesmo, o que não é nenhuma desculpa, pois você pode votar em quem quiser, sem precisar transformar o político em seu bezerro de ouro particular. 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Heroes No Comics

FESTIVAL DE SUPER-HERÓIS DE FORA DOS QUADRINHOS
Uma Paródia, Um Homem Comum, Outro Indestrutível e Outros...




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Os super-heróis surgiram nos quadrinhos,  e tiveram seus precursores nos pulp fictions. Assim sendo, quando apareceram nas telas de cinema, nas matinés, vinham dessas mídias. O tempo passou e veio Superman - O Filme em 1978 e os super-heróis dos quadrinhos foram ganhando mais evidência. Daí, surgiram aqueles que foram criados originalmente para as telonas, alguns fazendo o caminho inverso, indo para os quadrinhos depois, como é o caso de Darkman. 

Aqui coloquei alguns desses, não todos, pois não consegui encontrar alguns e podem também existir outros que eu nem conheça. Mas, aqui já temos um bom começo para conhecer esses heróis, alguns sem superpoder algum, que nasceram direto no cinema. 

1980 - Procura-se um Herói (Hero at Large, Martin Davidson): Ator desempregado faz bico fantasiando-se de Capitão Aventura para divulgar o filme estrelado por esse herói. Um dia, ele evita um assalto e torna-se, de fato, herói. (BRRip/MKV/Áudio em português/Sem legendas/97 min./987 MB)

1981 - Condorman - O Homem Pássaro (Condorman, Charles Jarrott): Um autor de histórias em quadrinhos, Woody, é o criador de Condorman, o homem pássaro. À partir dai, resolve assumir a identidade de seu personagem e se envolve em várias aventuras de espionagem. (DVDRip/AVI/Áudio em inglês/Legenda separada em português/90 min./1.09 MB)

1990 - Darkman - Vingança Sem Rosto (Darkman, Sam Raimi): Peyton Westlake (Liam Neeson) é um cientista que descobriu recentemente uma pele sintética. Peyton é atacado por uma quadrilha e dado como morto, mas ele sobrevive e graças ao seu invento pode se vingar, pois pode ter qualquer rosto. Mas há um problema: a pele sintética só dura 99 minutos quando é exposta à luz. (DVDRip/AVI/Áudio selecionável em inglês e português/Sem legendas/95 min./809 MB)

1994 - Blankman - Um Herói Muito Atrapalhado (Blankman, Mike Binder): Darryl Walker (Damon Wayans), apesar de parecer um tanto bobo e infantil, é um verdadeiro gênio, que consegue inventar os mais engenhosos e bizarros aparelhos utilizando sucata. Quando, acidentalmente, consegue criar um líquido que deixa suas roupas à prova de balas, fogo e qualquer outro perigo, Darryl decide que é hora de alguém conter a intensa criminalidade que assola a cidade. Surge o bizarro super-herói Blankman, que deixa os bandidos apavorados, a população esperançosa e Kevin (Grier), o irmão mais velho de Darryl, preocupado com as novas aventuras de seu irmão. (DVD-RMZ/MKV/Áudio selecionável em inglês e português/Legenda separada em português/95 min./1.28 GB)

2000 - Corpo Fechado (Unbreakable, M. Night Shayamalan): Um espantoso desastre de trem choca os Estados Unidos. Todos os passageiros morrem, com exceção de David Dunne (Bruce Willis), que sai completamente ileso do acidente, para espanto dos médicos e de si mesmo. Buscando explicações sobre o ocorrido, ele encontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), um estranho que apresenta uma explicação bizarra para o fato. (BRRip/MP4/Áudio em português/Sem legenda/106 min./1.79 GB)

2008 - Super-Herói - O Filme (Superhero Movie, Craig Mazin): Após ser picado por uma libélula geneticamente alterada, Rick Riker (Drake Bell) tem sua vida alterada para sempre. Ele ganha superpoderes e passa a usá-los para combater o mal, sob a alcunha do Homem-Libélula. Entretanto Rick enfrenta um problema: sempre que tenta salvar alguém acaba matando-o acidentalmente. Apesar disto ele precisa enfrentar o Ampulheta, um vilão que deseja roubar a fonte de vida das pessoas para alcançar a imortalidade. (BRRip/MKV/Áudio selecionável  em inglês e português/Legenda separada em português/82 min./763 MB)

2009 - Heróis (Push, Paul McGuigan): Uma mistura de ação, suspense e ficção científica, o filme conta a saga de jovens americanos com poderes de telepatia e clarividência que têm de se esconder de uma agência clandestina do governo dos EUA. Eles precisam se unir e usar suas diferentes habilidades para escapar da agência de uma vez por todas. (BRRip/MKV/Áudio selecionável em inglês e português/Legenda separada em português/111 min./2.37 GB)

2010 - Super (Super, James Gunn): Quando Frank vê a sua viciada ex-mulher com outro homem, um narcotraficante sedutor, ele fica desolado e totalmente incapaz de lidar com a situação. Ele então decide tornar-se um super-herói chamado Crimson Bolt, para lutar contra o crime. Com um fato que ele próprio criou, uma chave inglesa e uma louca ajudante chamada Boltie, Crimson Bolt luta contra as injustiças das ruas do crime com a esperança de recuperar a sua mulher. (BRRip/MKV/Áudio selecionável em inglês e português/Legenda selecionável em português/96 min./737 MB)

2012 - Poder Sem Limites (Chronicle, Josh Trank): Três amigos ganham superpoderes após ingerir uma substância misteriosa. No início, usam estes poderes para brincar com os seus conhecidos, mas com o passar do tempo passam a assumir tarefas mais difíceis, adquirindo um senso de imortalidade e impunidade. A partir daí, são forçados a avaliar conceitos éticos e morais e a traçar o limite para o uso destas novas habilidades. (DVDRip/AVI/Áudio selecionável em inglês e português/Sem legenda/84 min./703 MB)

2015 - Turbo Kid (Turbo Kid, Anouk Whissell François Simard Yoann-Karl Whissell): Em um futuro pós-apocalíptico, O Garoto (Munro Chambers), um jovem catador de sucata solitário obcecado por histórias em quadrinhos, deve enfrentar seus medos e se tornar um relutante herói quando ele conhece uma garota misteriosa chamada Apple (Laurence Laboeuf). Apesar de seus esforços para ficarem sós, Zeus (Michael Ironside), o sádico e auto-proclamado líder de Wasteland, importuna O Garoto e Apple. Armado com pouco mais do que a fé cega e uma antiga arma sônica, O Garoto aprende sobre justiça e amizade e embarca em uma incrível jornada para livrar Wasteland do mal e salvar a garota de seus sonhos. (BRRip/MP4/Áudio em inglês/Legenda separaada em português/92 min./755 MB)

2016 - Meu Nome é Jeeg Robot (Lo Chiamavano Jeeg Robot, Gabrielle Mainetti): Enzo Ceccotti (Claudio Santamaria) é um ninguém, que vive em Tor Bella Monaca e ganha a vida com pequenos furtos na esperança de não ser pego. Um dia, fugindo da polícia, ele mergulha no rio Tibre para se esconder e acidentalmente cai em um barril cheio de material radioativo. Ele sai completamente coberto desse material, cambaleante e quase morto. No dia seguinte, no entanto, desperta com força e resistência sobre-humanas. (BRRip/MKV/Áudio em italiano/Legenda separada em português/117 min./1.73 GB)


NerdTeca: Quadrinhos e Arte Sequencial

QUADRINHOS E ARTE SEQUENCIAL - WILL EISNER
Digitalização e Tratamento: Out Sider, The Z/HORDA Inc.

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Will Eisner é um dos artistas mais importantes do século XX, um pioneiro no campo das histórias em quadrinhos. NEste clássico, ele condensa a arte de contar uma história em quadrinhos em princípios claros e concisos que todo quadrinista, cartunista, roteirista ou cineasta devem conhecer. 

Baseado no concorrido curso que Eisner ministrou por muitos anos na School of Visual Arts de Nova York, 'Quadrinhos e arte sequencial', desenvolvido para servir de guia prático para o estudante, o profissional e o professor de artes gráficas, é um trabalho essencial, repleto de valiosas teorias e técnicas fáceis de serem aplicadas. 

O Autor revela nesta obra os fundamentos da HQ. Ele aborda diálogo, anatomia, enquadramento e muitos outros aspectos importantes dessa arte. Criteriosamente atualizado e revisado para incluir procedimentos e tecnologias atuais, incluindo uma seção de mídia digital, esta introdução à arte da HQ é hoje um guia tão valioso quanto o foi na sua primeira edição.




quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

The First One

O PRIMEIRO GIBI QUE EU LI NA MINHA VIDA
Mestre do Kung Fu, #15 - 1976 - Editora Bloch

PARA LER, BAIXE A REVISTA AQUI
Digitalização by Viz/Jetscans

A quinta edição da Coleção Histórica Marvel: Mestre do Kung Fu, da editora Panini, é muito especial para mim. Ela traz as histórias em que Shang Shi enfrenta o Gato. Essas história foram publicadas pela primeira vez na revista Mestre do Kung Fu #15, da Editora Bloch, que foi a primeira revista em quadrinhos que li oficialmente. Eu tinha seis anos de idade. 

Antes dessa revista, eu tive contato com quadrinhos, até mesmo de super-heróis, porém, eu não sabia ler ainda. Certa vez, uma de minhas tias me deu uma pilha de gibis, para eu me divertir vendo as figuras. Tinha muita coisa legal. Mas, dois dos meus tios, os dois mais novos dos 12 tios e tias por parte de pai, foram aos poucos levando todas as revistas e me deixaram apenas com uma do Riquinho. Eu detestava Riquinho. Assim sendo, eu não considerava aquelas revistas como meu primeiro contato oficial com o mundo dos quadrinhos. 

Lembro perfeitamente até hoje como foi meu primeiro contato com a leitura de um quadrinho. Lá pelos idos de 1976, quando eu tinha de seis para sete anos, minha mãe chegou em casa, carregando bolsas de compras. Ela disse: "Tenho uma coisa aqui para tu, Eudes". Posso ver a cena em câmera lenta: ela metendo a mão dentro da bolsa de compras e puxando lentamente a revista do Mestre do Kung Fu. 

Imagino que ela tenha comprado a primeira que viu na banca, ou a mais barata, não sei. O que sei é que, não importava que título era, eu apenas tinha uma revista só minha, que ninguém poderia tomar, pois foi minha mãe quem me deu, e a porrada iria estancar se alguém tentasse levá-la.

Fiquei ali, "perprecto" diante da arte de Paul Gulacy e do roteiro de Doug Moench, mesmo sem saber o que era um roteirista. A revista era um tesouro que guardei por muito tempo depois de lê-la. Minha mãe sabia que eu ficaria feliz e ela adorava me incentivar a ler. Talvez, sem esse incentivo, eu não estivesse aqui, agora. 

Mesmo quando estava com dinheiro muito curto, ela comprava as mais baratinhas, como por exemplo, Pato Donald e Zé Carioca, as mais fininhas e mais acessíveis em tempos de vacas magras. 

Com meu pai se separando dela, ela continuou esse incentivo. Ela teve namorados e, parecia que era proposital, alguns deles liam tantos gibis quanto eu, e acabavam me dando ou comprando para mim. Lembro até hoje de ganhar um Disney Especial pela primeira vez, e quase surtar de ter um gibi dos mais caros na época. O tema era Os Cosmonautas. 

Com o tempo fui trabalhar, ainda bem novo, e usava boa parte de meu dinheiro para comprar gibis. Lá pelos 15 anos eu já tinha acumulado mais de 500. E havia de tudo. Desde Turma da Mônica e Disney até A Espada Selvagem de Conan e Aventura e Ficção. 

E todo esse início, depois de um breve hiato de 1990 a 1997, teve como objetivo me trazer até aqui, para digitalizar e compartilhar aquilo que mais gosto e que faz parte de minha vida desde tão cedo. E, graças a Dona Tiana, estou aqui agora, já há 16 anos fazendo isso. Viva Shang Shi!



quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Quem é Comunista?

SE VOCÊ NÃO FOI CHAMADO DE COMUNISTA AINDA, 
PROVAVELMENTE VOCÊ NÃO É UMA BOA PESSOA


O que vem a ser o comunismo?


Comunismo é uma ideologia política e socioeconômica, que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes sociais e apátrida, baseada na propriedade comum dos meios de produção. Wikipédia.

A direita em sua psicose passou os 14 anos do governo do PT jogando no Facebook "notícias" de um iminente Golpe Comunista que nunca veio. Muito provavelmente por o PT nem mesmo ser comunista na prática, apenas numa teoria muito longínqua, já que, assim como todo político, adorava um bom capitalismo e o que ele podia proporcionar, que o diga a capitalista Odebrecht.

Apesar de ser muito chegado aos governos comunistas  e ditatoriais, nunca teve a ideia de pedir ajuda a esses para implantar a ditadura comunista no Brasil, haja visto estar muito ocupado com mensalões, petrolões, pedaladas, sítios e triplexes. Os comunistas petralhas se mostraram incompetentes até mesmo para dar o golpe, mesmo tendo 14 anos para isso. Por sua vez, foram golpeados e presos.  Mas, na cabeça dos direitistas, o comunismo segue vivo. 

Mas, o comunismo tem sua utilidade para a política, em países onde ele simplesmente não existe. O comunismo é uma bela bomba de fumaça. Você pode jogá-la e as pessoas propensas ao medo irracional, se verão envolvidas pela fumaça da psicose. A grande maioria não faz ideia do que seja o comunismo, mas, se dizem que ele está a espreita embaixo de cada cama, a pessoa já se mija de medo e vota em quem quer que o acusador mandar. 

O comunista no Brasil é qualquer um daquele que discordar dos direitistas conservadores. A pessoa chamada de comunista nem precisa saber nada de comunismo. Eu mesmo nunca li Karl Marx, nunca li Gramsci, não sei como o comunismo funciona, a não ser por essa breve explicação da Wikipédia, mesmo assim, por ser contra políticas de ódio, logo, sou comunista. A palavra se tornou apenas uma espécie de xingamento. 

Se você luta contra a homofobia e contra políticos  que dizem EM VÍDEO que são homofóbicos sim, pois tem imunidade para dizer isso, você é comunista. 

Se você é contra o racismo, e sabe que não ser racista vai muito além de ter um amigo negro que saia em suas fotos, você é comunista. 

Se você, mesmo sabendo que é machista, pois é algo que foi incutido em você a vida toda, mas luta contra isso e tenta ser contra o machismo vigente, criticando a misoginia, você é comunista. 

Se você é a favor das minorias, pois sabe que as minorias não tem que se curvar á maioria, pois este é um conceito de governos totalitários, você é comunista.

Se você é contra a disseminação do ódio, se é contra matar opositores políticos, o mesmo se é contra matar o Fernando Henrique Cardoso, apenas por divergência política, você é comunista.

Se você é contra a corrupção de TODOS os políticos, e não tem corrupto de estimação, defendendo a corrupção de um em detrimento da do outro, você É SIM, UM MALDITO COMUNISTA, PETRALHA, ESQUERDALHA! 

Se você é a favor de direitos trabalhista, em vez de ser a favor de empresários milionários, que bancam eleições para tirarem esses direitos trabalhistas conseguidos ao longo do tempo, afinal, você também faz parte da classe trabalhadora e não quer votar contra si mesmo, você é um comunistinha safado. 

Se você é contra a violência contra a mulher, contra o negro, contra o pobre, você é comunista. 

Se você é contra perseguição a professores, como se fossem bandidos, pois sabe que, se a tal doutrinação comunista inventada pela direita existisse, ela não estaria no poder agora, você é comunista. 

Se você é contra a seita de Olavo de Carvalho, e contra seus livros pseudo-intelectuais, você também é comunista.

Se você criticar as falhas de um governo que nem assumiu ainda, o que torna tudo ainda pior, você não apenas é comunista, como não torce pelo Brasil, como os direitistas torceram no governo anterior a este. 

Se você não idolatra os políticos como se fossem deuses e não lambe o saco deles, você é comunista. 

Em resumo, ser comunista no Brasil é ser alguém que não aceita tudo calado, que sabe se expressar para mais além do que "Mas, e o PT?!", e é alguém que consegue usar o senso crítico que não é embotado por mentiras e promessas vazias.

Você é comunista se não vota em político que se alinha com seu desejo de ver alguém que apoie seus preconceitos no poder. Você é comunista, pois comunista é a única coisa de que poderão chamá-lo, já que não podem chamá-lo de fascista. 

Ser chamado de comunista passa a ser um elogio, pois quem assim o chama é algo muito pior. É uma pessoa que esqueceu o que é pensar por si mesma e apenas aceita as palavras de um líder qualquer como se fossem verdades incontestáveis. 

"Se um cego guiar o outro, ambos cairão no buraco" - Mateus 15:14

É um Pássaro...

É UM PÁSSARO... - STEVEN T. SEAGLE/TEDDY KRISTIANSEN
Digitalização e Tratamento: Out Sider, The Z/HORDA Inc.

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Pode um personagem ficcional salvar uma pessoa no mundo real?

A vida profissional de Steve nunca esteve tão boa. Ele recebeu a chance de escrever as aventuras do herói mais famoso do mundo: o Superman. Mas a vida pessoal dele está começando a desandar. Seu pai desapareceu, sua mãe está muito preocupada e um segredo sombrio voltou a assombrá-lo: uma doença genética fatal que ameaça  destruir outra geração da família.

Nos mundo que Steve cria e escreve, a salvação vem através das fantásticas demonstrações de força e poder. Mas, no mundo real, onde nem todas as doenças têm cura e o único Superman é um deesenho bidimensional no papel,. quem poderá salvar o dia?

Trabalhando ao lado do aclamado Teddy Christiansen, de Sandman: Casa dos Mistérios, o escritor Steven T. Seagle, de Sandman: Teatro do Mistério, criou uma trama semi-autobiográfica que explora os vários significados subjacentes do ícone que é o Superman.

Invocando uma variedade de estilos e vozes, É um Pássaro... é profundamente pessoal, alternativa e selvagemente experimental, sendo uma história forte a respeito da memória, família, perda e da nossa necessidade por heróis. 

Texto da contra-capa. 



Fake News

FAKE NEWS: QUANDO SUA MENTIRA É A ÚNICA VERDADE 
E OS FATOS SÃO JOGADOS NO LIXO JUNTO COM A ÉTICA


Durante as eleições de 2018, quando se aproximava o primeiro turno, as mulheres encabeçaram o Movimento #EleNão. Uma das manifestações foi na Cinelândia, Rio de Janeiro. Uma foto foi publicada no jornal O Globo mostrando a multidão que se aglomerou naquele lugar. 

Logo pipocaram pela internet "notícias" de que a foto seria falsa e a multidão não correspondia a realidade. Uma amiga minha me mandou pelo Facebook a "prova"  em que a mesma foto tinha um prédio atrás do Teatro Municipal circulada com a bombástica revelação de que era um prédio demolidos meses atrás. Ou seja, aquela foto era de alguma outra manifestação anterior e estavasendo usada pelos esquerdopatas para enganar o povo ingênuo. Só havia um problema: eu havia estado na manifestação! 

A foto realmente não condizia com a realidade. A multidão não estava concentrada apenas naquele espaço delimitado pela fotografia. Ela se espalhava muito mais. Para eu conseguir chegar no lugar onde a foto mostra, tive que andar muito, entre muitas pessoas, que não caberia naquela simples captação de algo muito maior. Mas, nada disso demovia minha amiga de sua certeza de que era falsa. Afinal, estavam tentando levar vantagem sobre seu candidato, Bolsonaro. 

Abri a postagem original, de uma página de direita, apenas por curiosidade. Comecei a ler alguns comentários e, em meio aquele caos de mentira e ódio, vi uma pequena luz, como uma pedra preciosa no lixo: um dos participantes da páginas comentou, "Pessoal, acho que erramos, acho que não é o prédio que desabou". Perguntem se alguém deu atenção ao rapaz. Não, nem curtiram o comentário. Era apenas alguém tentando exercer a ética que, ali naquele lugar, estava morta. 

Resumo da história, alguém apenas circulou um prédio aleatório, disse que era o prédio que desabou, e as pessoas aceitaram aquilo como a verdade, sendo que apenas uma, entre dezenas ou centenas, questionou se era verdade. E, ser não era, isso pouco importava, já que a fake news não tem a verdade como objetivo, mas, sim, o impacto nas mentes facilmente manipuláveis. 

Os boatos, hoax, fake news se tornaram uma arma poderosa no mundo da política, sendo usada por todos os lados no espectro ideológico. Para se ter uma ideia, um vídeo de Lula defendendo o nazismo circulou pela internet na mesma época. Os direitistas, na ânsia de tentar desviar o nazismo da direita, fizeram um vídeo tão porcamente editado, que quem acredita naquilo, certamente está desesperado.

Já a esquerda jogou um áudio na rede em que Bolsonaro xingava uma enfermeira e, de quebra, ainda deixava claro que a facada fora uma farsa. Até mesmo uma foto da suposta enfermeira apareceu depois. Quando escutei o áudio, pude perceber claramente que era um imitador, se esforçando para fazer sua voz parecer com a do candidato. Era preciso apenas atenção para entender isso. Porém, o querer acreditar geralmente atrapalha nesta horas e o que importa é que poderia ser verdade. 

A quantidade de fake nes dos dois lados oponentes na eleição estavam em um certo equilíbrio meses antes. Porém, com a aproximação da eleição e com a subida de Bolsonaro nas pesquisas, houve uma quebra nesse equilíbrio e a direita começou a produzir fake news em escala industrial, chegando mesmo a que se suspeitasse de implementação de uma força-tarefa coordenada pelo mesmo homem que ajudara Trump. Porém, nada foi comprovado. Mas, as fake news estavam lá, entupindo cada grupo de Whatsapp. 

Algumas de tão ridículas, como a lendária mamadeira de piroca, depois das eleições e da vitória garantida, era defendida pelos bolsominions mais criativos como tendo sido apenas uma piada que a esquerda levou a séria, afinal, mamadeira de piroca no cu dos outros é piada. 

O fato é que o fenômeno das fake news é de exclusividade nossa. Donald Trump também se elegeu com um ataque massivo de mentiras. Obviamente essa tática sozinha não garante uma eleição. É preciso várias frentes de ataque, sejam gurus conspiracionistas, Youtubers raivosos de extrema direita, cultos evangélicos, apoio de empresários fazendo pressão sobre seus funcionários para votarem em quem o patrão mandar e uma série de outras coisas.

O livro Pós-Verdade: A Nova Guerra Contra os Fatos em Tempos de Fake News, de Matthew D'Ancona, diz sobre o poder da mentira na internet:

"De fato, nunca houve um modo mais rápido e mais poderoso de espalhar uma mentira do que postá-la on line. "

Como isso foi de valia para a eleição de Donald Trump. O autor continua:

"Trump nunca foi um candidato simpático. As pesquisas de opinião mostraram que os norte-americanos estavam perfeitamente conscientes de suas falhas de caráter. No entanto, Trump passou para eles uma empatia brutal, enraizada não em estatísticas, empirismos ou informações meticulosamente adquiridas, mas em um talento desinibido para a fúria, impaciência e atribuição de culpa. A afirmação de que ele era 'franco' não significava - como poderia ter significado no passado - 'ele está falando a verdade'. Em 2016, queria dizer: 'Este candidato é diferente, e talvez resolva as minhas ansiedades e esperanças'".

Ou seja, Trump ia "resolver tudo isso que estava aí", não importava os meios que usasse para conseguir isso. Fake news era apenas mais uma ferramenta, um meio para um fim, não importando que. para esse fim, os fatos fossem atropelados e reputações fossem destruídas. 

O livro ainda nos mostra que, assim como Bolsonaro tem em Olavo de Carvalho seu guru, Trump tem em Alex Jones, apresentador do site Inforwars, um equivalente do mesmo. Assim como o guri brasileiro - que mora nos EUA - Jones também vai longe em suas teorias de conspiração, como dizer que cientistas então criando híbridos entre homens e peixes, ou dizer que os Clintons estão envolvidos em abuso infantil. O modus operandi dos dois são o mesmo, e talvez Jones seja apenas a inspiração de Olavo. 

A fake news são como as teorias de conspiração, só que num nível mais popularesco, atingindo a todos que tem um computador ou celular. Em épocas de campanha política são pandêmicas. Mentir desse jeito e/ou repassar essas mentiras dão uma certa sensação de poder. No livro, As Regras da Casa de Cidra, de John Irving, o personagem Dr. Wilrbur Larch, diz:

"Quando você mente, isso faz você se sentir no comando de sua vida. Contar mentiras é muito sedutor para os órfãos. Eu sei porque também as conto a eles. Adoro mentir.Ao mentir, você sente como se estivesse enganando o destino: o seu próprio e o de todo mundo"

Claro que não é todo mundo age como um grande mau caráter. Muitos, como aquela tia idosa, que repassa uma fake news, acreditando piamente naquilo, está apenas impregnada pelo medo que já foi devidamente implantado nela sociedade corrompida e, ao ver naquele candidato sobre o qual a fake news diz barbaridades, ela se vê acuada e obrigada a compartilhar seu medo com seus entes queridos. Outros porém, sabem, em seu íntimo que, coisas esdrúxulas como o governo tomar as crianças dos assim que elas completarem 15 anos, é mentira, haja visto que nos 14 anos anos de governo anteriores, isso não aconteceu. Mas ela repassa assim mesmo, pois a verdade aqui, é a menor das preocupações. 

A fake news é um fenômeno ao qual o brasileiro médio se adaptou perfeitamente, pois é apenas uma adaptação daquele velho adágio conhecido de todos: Quem conta um conto, aumenta um ponto. No caso aqui, um ponto a mais nas pesquisas de intenções de voto. E funcionou.



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