segunda-feira, 18 de março de 2019

Umbrella Academy - Vol. 02

UMBRELLA ACADEMY: VOLUME 02 - DALLAS
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Inc.

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Umbrella Academy deixou sua marca, a ponto de, anos depois, ganhar uma série live action. Com o segundo volume Gerard Way e Gabriel Bá retornam para mostrar mais da família de super-heróis mais disfuncional que já existiu. 

Neste retorno, as consequências dos acontecimentos do volume anterior separam ainda mais a Umbrella Academy, porém, não pode se dar ao luxo de permanecer assim por muito tempo. O número 5 está sendo caçado por uma agência de controle da linha do tempo e não é exatamente para ser morto, pois apenas ele pode completar uma missão quase impossível: deter a si mesmo. 

Para chegar a até ele, a dupla de assassinos Hazel e Cha-Cha é chamada e logo entra em ação, levando um dos irmãos a ser capturado, torturado e... morto. Ainda assim, a missão está longe de ter um fim. 

Número 5 e Allison se mandam para 1963 para cumprir algo que pode ser bem complicado de se fazer e, atrás deles, vai toda a Umbrella Academy restante. Porém, eles vão parar em outro lugar. 

Nada mais será o mesmo depois desta aventura temporal, onde mudar o passado talvez não seja uma opção. 

Após longos dez anos depois é que a Dark Horse começou  apublicar o volume 3, Hotel Oblivion, em sete partes, cinco das quais já podem ser baixadas aqui no blog d'Os Invisíveis.




domingo, 17 de março de 2019

Toca discos e LP

LPs & COMPACTOS - A VIDA E A MÚSICA NA ERA DO VINIL


A TV, o Rádio e o toca discos. O trio de uma época muito, muito distante. Eu não cresci escutando rock'n roll, pois não era essa a realidade musical. A gente escutava o que meus pais escutavam, e depois que ele foi embora, apenas o que minha mãe escutava, que se resumia a Amado Batista, Genival Lacerda, José Augusto, Paulo Sérgio, The Fevers e outros do mesmo naipe. 

Devido a prioridades bem mais importantes, como comida e sobrevivência em geral, minha mãe comprava, quando podia, apenas compactos destes cantores, pois um LP (Long Play) já seria mais complicado. Lembro que um dos poucos LPs que havia em casa era de Paulo Sérgio, cantor que teve uma morte prematura - já era falecido naquela época - e que minha mãe adorava. Mas, haviam outros, que eu e meus irmãos escutávamos sempre. No fim das contas, nós gostávamos do que estava à mão. 



Tínhamos também dois discos de histórias infantis que não sei como não furamos de tanto escutar. Lembro bem que eram da Disney, pois as histórias eram nada mais nada menos que Branca de Neve e os Sete Anões e Cinderela, em uma versão compactada. Mas, na época eu não sabia disso, afinal, nunca tínhamos assistido esses desenhos. Nem se sonhava com videocassetes ainda. Lembro quem dos discos faltava um pedaço e, mesmo assim, escutávamos sem parar, apenas colocando a agulha depois da parte quebrada. 

Às vezes apareciam uns discos fora de contexto lá em casa, como o de Pat Boone, por exemplo que, na verdade, eu odiava, pois eram umas músicas melosas. Porém, havia uma das faixas que eu escutava constantemente pelo simples motivo que era uma música em homenagem ao Ligeirinho, como o título deixava claro, Speed Gonzalez. Também havia um único LP de The Fevers, que também era defeituoso, como se a beirada tivesse sido queimada e derretida. Era o mais próximo que chegamos de rock'n roll, com suas músicas que, em sua maioria, eram versões músicas em inglês da era da discoteca. 



Quando estava no meu segundo emprego, já aos 12 anos, estava em Duque de Caxias, quando entre em uma loja de discos. Uma música viciante tocava nos autos-falantes e eu perguntei ao atendente qual era o disco. Ele me mostrou o LP, mas não dava no meu orçamento. Então vi o compacto e levei. Foi meu primeiro disco do meu próprio gosto: Afrika Bambataa - The Soul Sonic Force: Planet Rock. Um começo e tanto. 

Minhas referências musicais passaram a ser as trilhas sonoras internacionais das novelas, as quais eu adorava comprar. Minha irmã do meio também gostava e lembro que ela comprou uma das que mais me deixou lembranças, a trilha sonora internacional de A Gata Comeu. Jim Diamond, Glen Frey, Men at Work, Freddie Mercury, Mick Jagger e etc. 



Gostava de comprar as trilhas pois assim, não podia ter músicas variadas. Acho que comprar LPs de um cantor(a) ou grupo(a) específico(a) não me enchia os olhos, pois o receio de achar com um monte de músicas que eu ia detestar era maior. Também tive uma fase estranha de comprar vários discos de Richard Clayderman, um pianista mauricinho que fazia cover de várias músicas ao piano. Não quero falar mais sobre isso. 

Um tempo depois um amigo me emprestou o LP Brothers in Arms de Dire Straits e fiquei fissurado. Já conhecia Sultans of Swing, mas, apenas do rádio. Estranhamente nunca comprei o LP nem qualquer um deles. Meus gostos eram mais estranhos.

Dois LPs que lembro bem e que guardo com carinho na memória são o Sing the Blues, com músicas cantadas pelos... Simpsons e Preto com um Buraco no Meio, do Casseta e Planeta. Na época que eu comprei este segundo, eu ia nas festas de um amigo do bairro que era DJ, o Don Aguina. Cheguei em uma dessas festas com o LP e disse, "coloca aí, no último volume". Foi épico. 



Os dois últimos LPs que fecharam a época do vinil, antes de começar a era do CD, foram, um álbum duplo do Oingo Boingo, o Boingo Alive, e o dos Titãs chamado Õ Blésq Blom. 

Não foi uma história de aprendizado musical cult com bandas de rock lendárias, mas ao menos eu aprendi que Pedro Caroço passava o dia na janela, fazendo aceno pra ela, porque ele tava de olho era na butique dela!





Umbrella Academy - Vol. 01

UMBRELLA ACADEMY: VOLUME 01 - SUÍTE DO APOCALIPSE
Digitalização e Tratamento (Scans 2.0): Outsider Z/HORDA Inc.

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Quarenta e três mulheres ao redor do mundo ficam grávidas de uma hora para outra e geram os filhos instantaneamente. Sir Reginald Hargreeves, milionário e excêntrico, consegue adotar sete dessas crianças que nasceram com poderes especiais... ou pelo menos seis delas os têm. 

Hargreeves as treina incessantemente para que sejam capazes de salvar o mundo, porém, no processo, faz com que cresçam magoadas por ter um pai ausente que pensa apenas em que uso fazer de seus poderes. Entre elas temos Vanya que, por não ter nenhum dom especial, é colocada de lado. Quando crescem, cada um toma um rumo diferente e elas passam a se ver muito pouco. É quando Sir Reginald morre. 

A morte do pai adotivo faz com que elas se reúnam novamente, se não para prantear, ao menos para ter certeza de que ele está morto. Spaceboy, o número 01 deixa sua base na lua e vai ao encontro dos irmãos na mansão de Hargreeves. Lá encontra Allison, Séance, Vanya, Diego e o número 5. 

Número 5 que voltou para o presente recentemente, pois estava preso no futuro, onde o mundo foi destruído e ele só tem alguns dias para descobrir o responsável e impedir. Porém, ele mesmo está sendo perseguido por uma agência reguladora do tempo. 

Gerard Way e Gabriel Bá criaram uma família disfuncional de super-heróis que, dez anos depois, ganhou uma série live action na Netflix.





sábado, 16 de março de 2019

Festival Mix 10

FESTIVAL MIXÓRDIA - PARTE 10
Invisibilidade, Coelhos, Beethoven, Monica, Cavalos e etc...



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1933 - O Homem Invisível (The Invisible Man, James Whale): Em Ipping, um lugar remoto na Inglaterra, chega um misterioso estranho que tem seu rosto coberto por bandagens. Ele é Jack Griffin, um cientista que pesquisa por uma nova droga e acaba tropeçando em uma poção que o torna invisível. Quando ele revela sua nova habilidade para seu velho mentor e sua noiva, fica claro que o efeito colateral da poção é a insanidade. Jack fica violento e a polícia luta para capturá-lo, fazendo com que ele precise criar um antídoto para reverter o processo. (DVDRip/MKV/Áudio selecionável em inglês e português/Legenda selecionável em português/70 min./622 MB/Preto e Branco)

1950 - Meu Amigo Harvey (Harvey, Henry Koster): Todos toleram bem as excentricidades de Elwood, menos a sua irmã Veta. Quando programa uma reunião em casa, com medo de que ele queira apresentar seu coelho invisível às amigas, ela tenta interná-lo num hospício. Mas o tiro sai pela culatra. (BRRip/MKV/Áudio selecionável em inglês e português/Legenda selecionável em português/104 min./3.59 GB/Preto e Branco)

1971 - Nicholas e Alexandra (Nicholas and Alexandra, Franklin J. Schaffner): Retrato dos anos que antecederam a Revolução Russa, que derrubou a dinastia dos Romanov e, consequentemente, o governo do czar Nicholas II (Michael Jayston) e da czarina Alexandra (Janet Suzman). Nicholas nasceu para ser um dos homens mais poderosos do mundo, pois governava milhões de pessoas em um império que tomava mais de um sexto do mundo, mas a revolução que abalou o mundo reservou para ele e sua família um trágico destino. (BRRip/MKV/Áudio selecionável em inglês e português/Legenda selecionável em português/188 min./4.71 GB)

1972 - Mundo Canibal (Il Paese del Sesso Selvaggio/Man from the Deep River, Umberto Lenzi): No coração da selva tailandesa, uma história de amor entre um fotógrafo capturado por índios selvagens e a filha do chefe da tribo. Quando decidem se casar, ele terá de cumprir rituais sexuais em piras funerárias e outros costumes. E, pior: terá que liderar a guerra contra uma tribo rival! Aventura sensacionalista que deu origem ao infame "ciclo de filmes de canibais" do cinema italiano, gerando obras populares como "Cannibal Ferox" e "Cannibal Holocaust". (BRRip/MKB/Áudio selecionável em italiano, inglês e português/Legenda selecionável em português/93 min./1.83 GB)

1994 - Minha Amada Imortal (Immortal Beloved, Bernard Rose): Ludwig Van Beethoven (Gary Oldman) morre e um grande amigo do compositor, Anton Felix Schindler (Jeroen Krabbé), decide cumprir o último desejo do maestro, que deixava em testamento tudo para a "Amada Imortal", sem especificar o nome desta mulher. Assim empreende uma jornada tentando encontrá-la, encontrando em sua procura um retrato desconhecido de Beethoven. (BRRip/MKV/Áudio selecionável em inglês e português/Legenda selecionável em português/120 min./2.73 GB)

2000 - Malena (Malena, Giuseppe Tornatore): Em 1941, numa pequena vila localizada na Sicília, um grupo de garotos de 13 anos de idade nutre uma profunda paixão por Malena (Monica Bellucci), a viúva de um soldado local, despertando uma história de amor, perda e coragem. (BRRip/MKV/Áudio selecionável em italiano e português/Legenda selecionável em português/108 min./1.73 GB)

2004 - Mar de Fogo (Hidalgo, Joe Johnston): Frank Hopkins (Viggo Mortensen) é um conhecido campeão de corridas a cavalo que é convidado pelo sheiq Riyash (Omar Sharif) a participar de uma competição contra os melhores cavalos árabes. Frank e seu cavalo, Hidalgo, precisam então enfrentar os perigos do chamado "mar de fogo", como é conhecido o deserto árabe. (BRRip/MKV/Áudio selecionável em inglês e português/Legenda selecionável em português/136 min./2.00 GB)

2011 - Eva - Um Novo Começo (Eva, Kike Maíllo): No ano de 2041, o engenheiro Alex retorna à sua cidade depois de 10 anos com a missão de criar um menino robô, e se deixa inspirar pela relação que trava com uma menina muito especial, Eva, filha do seu irmão David. (BRRip/AVI/Áudio em espanhol/Legenda embutida em português/90 min./1.36 GB)

2013 - Pais e Filhos (Soshite Chichi ni Naru/Like Father, Like Son, Hirokazu Koreeda): Ryota Nomomiya, um grande homem de negócios, obcecado pelo dinheiro e pelo sucesso, um dia descobre que seu filho biológico foi trocado por outro após o nascimento. Ele deve tomar uma difícil decisão, entre seu filho biológico ou o filho que ele criou. (DVDRip/AVI/Áudio em japonês/Legenda separada em português/120 min./1.35 GB)


sexta-feira, 15 de março de 2019

HMPM: Garota-Aranha

OS HERÓIS MAIS PODEROSOS DA 
MARVEL: GAROTA-ARANHA
Digitalização e Tratamento:
Outsider Z/HORDA Inc.

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O que aconteceria se...? Para os fãs da Marvel, é o prenúncio de uma miríade de incontáveis possibilidades, uma bifurcação na trilha do tempo em que situações e circunstâncias podem ter ocorrido de uma maneira diferente. Lançada pela Casa das Ideias em 1977, a série What If? (batizada no Brasil de O Que Aconteceria Se...?) pegava um determinado momento no Universo Marvel e imaginava as consequências se o destino tivesse permitido que ventos agissem diferente. O que aconteceria se o Homem-Aranha tivesse se juntado ao Quarteto Fantástico: Ou se Gwen Stacy tivesse vivido? Ou se os Vingadores nunca tivessem se unido? Todos esses e mais outros contos hipotéticos de heroísmo foram explorados dentro de suas páginas. 

Embora a maioria de suas histórias tenha sido autocontida numa só edição, isso se provou mais do que suficiente para mostrar não apenas um novo herói, mas todo um novo universo! What If? (Vol. 02) 105 levantou a questão de como seria se a filha do Homem-Aranha tivesse sobrevivido. Infelizmente, alguns anos antes, Peter Parker e Mary Jane tinham perdido sua filha durante o parto. 

Esta edição saltava 15 anos no futuro para ver o que teria acontecido ao seu bebê se tivesse vivido.  No melhor estilo das revistas em quadrinhos, o legado do Homem-Aranha tinha sido herdado por May "Mayday" Parker e sua vida ficou de cabeça pra baixo quando ela começou a desenvolver poderes aracnídeos. 

Para a equipe criativa formada por Tom DeFalco e Ron Frenz, esta edição envolveu um monte de conjecturas - e não apenas sobre como os Parkers iriam se sair! Eles exploraram um Universo Marvel muito mais amplo, uma geração depois, com grande quantidade de novos heróis e vilões, incluindo novos Vingadores e até mesmo um Quinteto Fantástico. 

Ficou claro para a Marvel que havia muito mais potencial para a personagem e todo mundo criado para ser contado numa só história. Assim, alguns meses depois, a Garota-Aranha faria um retorno triunfal numa nova série mensal escrita novamente por Tom DeFalco, mas, desta vez, com a arte de Pat Ollife.  Lembrando muito as primeiras aventuras  de seu pai como o Homem-Aranha, May se vê fazendo verdadeiros malabarismos para levar sua vida como super-heroína e seu dia a dia na escola...

No entanto, sendo bastante popular entre seus colegas de aula, seus problemas são quase o oposto daqueles experimentados pelo jovem nerd chamado Peter Parker. Ironicamente para May, a principal causa de sua angústia é seu pai, que não gostou nada da decisão dela em se tornar uma heroína lançadora de teias. 

As aventuras da Garota-Aranha aconteceriam por mais de uma década, durante a qual ela encontrou um monte de novos vilões, além de outras faces familiares da galeria de inimigos do Aranha que voltaram seguindo diferentes rumos. Durante esse período a revista Spider-Girl evoluiu para Amazing Spider-Girl e então relançada como Spectacular Spider-Girl, antes de ser enecerrada na Spectacular Spider-Girl (Vol. 2) 4, seguida pela edição especial Spectacular Spider-Girl: The End

Contudo, este não seria realmente o fim de May Parker. Recentemente, o escritor de Amazing Spider-Man, Dan Slott, trouxe May de volta para sua saga dimensional Aranhaverso (Spider-Verse). Daí, pouco tempo depois, foi envolvida no megaevento Guerras Secretas (Secret Wars), que alterou o Universo Marvel em 2015, e acabou na Terra "principal", da Marvel, consolidando seu lugar como um membro integrante do panteão de super-heróis da Marvel.

Então, continue lendo enquanto adentramos o desconhecido e descobrimos uma nova geração de aventuras escalando paredes e lançando teias, cortesia da Garota-Aranha! (Texto de Ed Hammond).





Este Ciclo Sem Fim

DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO - SEIS ANOS ATRÁS


Já pensei em printar meus posts de críticas ao PT e colocar aqui, mas, por dois motivos eu não fiz: primeiro, porque é complicado encontrá-los. Eu posto demais no FB e, mesmo usando o buscador dentro dos meus posts, não se encontra. Segundo, porque não iria fazer diferença para aqueles que só gostam de fazer mimimi. Quem quer defender Bolsonaro vai defender até o fim e, para isso, vai tentar desqualificar até  Deus, se precisar. 

Mas, este caiu de paraquedas nas minhas notificações. Um dos inscritos no meu perfil caiu nesse post e me marcou, por causa de algo que fica bem evidente nele: este ciclo sem fim. Já em 1 de março de 2013 eu lutava com essa coisa de polarização, sendo que desta vez eu era apontado como tucano, praticamente. Era o mesmo padrão de agora, só que há seis anos atrás, quando Bolsonaro ainda era apenas um... mito, uma lenda. Uma piada. 

Ainda assim, a quantidade de petistas fanáticos era bem menor que a de bolsominions. E, por incrível que pareça, havia até mesmo amigos que eu percebia, por seus posts, que eram fanáticos, mas que me deixavam em paz. Teve até uma que colaborou com aquelas vaquinhas que mensaleiros do PT fizeram, quando foram soltos. E ela, ainda assim, me deixava quieto, quando eu descia a lenha no Lulinha e na Dilmãe. 

Mas, por que criticar Bolsão aqui no blog e não apenas no Facebook, deixando os leitores bolsominions daqui em paz? Primeiro, porque o blog é meu, então as decisões sobre o que eu escrevo nele, pela lógica, são minhas. Segundo, no governo do PT eu criticava apenas a corrupção e a incompetência, então lá era o suficiente, neste governo nao basta o Facebook. Neste governo há mais de dois problemas, há:

Corrupção
Incompetência
Anti-intelectualismo
Olavismo
Racismo
Misoginia
Homofobia
Xenofobia
Milicianismo 
Discurso de ódio
Apologia à violência
Apologia a tortura 
Perseguição a professores
Doutrinação de extrema-direita
Teoristas de conspiração
Fanatismo religioso
Viés totalitário 

E, se a pessoa que os textos são um preço alto demais a se pagar pelos scans e filmes, ela não é obrigada a ficar, pois, com certeza, ninguém está colocando uma arma em sua cabeça. Todos aqui são livres para partir, assim como eu sou livre para criticar. No mais, cada um acredita na fantsaia que quiser, seja ela que Lula é inocente, seja ela que Bolsonaro é honesto. No mais, hoje em dia, ser tucano até que parece ser a melhor das opções, dada a loucura generalizada das outras duas opções. Avohai!




quinta-feira, 14 de março de 2019

Severed

SEVERED - SCOTT SNYDER/SCOTT TUFT/ATTILA FUTAKI
Tradução e Letras: A Man Without a Name/HORDA Inc.

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Se alguém me contasse, nos anos 1990, que a Image teria uma HQ com essa qualidade e de terror, sem super-heróis bombados e, algumas vezes, mal desenhados, eu diria que a pessoa estaria louca. Mas, lá se vão uns 25 anos desde esta época que arruinou toda uma década dos quadrinhos. Os dias agora são outros.

Jack Garron é um velhinho que vive com sua esposa, tranquilamente, até que seu neto entrega-lhe um recado de alguém do passado. A história por trás disso tem a ver com o braço que lhe falta. Ele volta suas memórias para 1916. 

Jack Garron nesta época era apenas um garoto que vivia tranquilamente com sua mãe. Jack foge de casa, pois recebeu cartas do pai que nunca conheceu e agora quer ir até onde ele está para conhecê-lo. Tem início uma aventura das mais macabras.

No caminho ele encontra Sam. Os dois se tornam grandes amigos e ele tem com quem contar, até que encontre seu pai. O que os dois não imaginam é que há um predador a solta e sua presa preferida são crianças. Jack e Sam cruzam o caminho dele. 

Com roteiro de Scott Snyder e Scott Luft, esta história tenebrosa conta com a arte impressionante de Attila Futaki. 






quarta-feira, 13 de março de 2019

HMPM: Madrox

OS HERÓIS MAIS PODEROSOS DA MARVEL: 
MADROX,  O HOMEM-MÚLTIPLO
Digitalização e Tratamento: 
Outsider Z/HORDA Inc.

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Ninguém conhece a fórmula mágica para se criar um super-herói de sucesso.  Embora muito já tenha sido escrito - com o benefício da retrospectiva - sobre de que maneira sujeitos como Thor, Hulk e Aranha tenham se tornado tão populares, cada um deles já foi um desconhecido que poderia muito bem ter desaparecido na obscuridade. 

Alguns heróis são um sucesso instantâneo, enquanto outros levam tempo para serem realmente apreciados. Para alguns poucos desses heróis "marcha-lenta", sua explosão de popularidade pode ser por causa  de um novo criador que consegue ver um aspecto diferente do personagem. Jamie Madrox, vulgo Homem-Múltiplo, é um ótimo exemplo disso. 

Este volume começa com sua estreia em Giant-Size Fantastic Four 4. Criado em isolamento, Jamie Madrox é um jovem um pouco confuso, cuja viagem até a Grande Cidade termina numa briga superpoderosa. Embora seus poderes tenham dado dado bastante trabalho durante o confronto com o Quarteto Fantástico, é justo dizer que sua personalidade não foi muito explorada além de "confuso e zangado". 

Fora algumas poucas aparições ocasionais nos títulos dos X-Men, Madrox quase não foi usado pela Marvel nos 16 anos seguintes, até a criação de uma nova superequipe de X-Factor em 1991, na X-Factor 71. O escritor da série, Peter David, transformou Madrox de um mutante de uma só nota em um personagem muito mais interessante, graças a uma simples mudança na natureza de seus poderes. De agora em diante, toda vez que Jamie criasse uma duplicata, além dela ser um clone, cada uma delas representa uma parte de sua personalidade. O potencial narrativo deste novo truque é imensurável e permitiu que Madrox evoluísse verdadeiramente. 

Outra grande mudança no multifacetado mutante surgiu em 2005, com a série de cinco partes Madrox, escrita por Peter David e desenhada por Pablo Raimondi. É nela que a reinvenção moderna de Madrox realmente tem início. No passado, Jamie tinha sido um herói compreensivelmente maníaco, com uma mentalidade rebelde e anárquica que mantinha seus amigos e inimigos firmemente a seus pés. 

Apesar de continuar adorando não seguir as regras, Jamie anda um pouco mais controlado, focando sua energia em se estabelecer como um investigador particular. A série foi aclamada pela crítica e marcou o ressurgimento do Homem-Múltiplo., além de gerar uma nova série X-Factor no processo. 

No final da série do X-Factor, em 2013, Madrox tinha passado por uma incrível evolução pessoal. É uma estranha coincidência que a última edição de X-Factor tenha sido lançada na época em que estávamos pesquisando material para este volume. Tendo lido Madrox e a edição final de X-Factor em tão pouco tempo serviu para destacar que trabalho fantástico Peter David fez com o Homem-Múltiplo, levando-o numa jornada emocional que o deixa a milhões de quilômetros de distãncia daquele mutante de um truque só da sua edição de estréia. 

Então, continue lendo, enquanto revelamos as muitas faces de Jamie Madrox, não o primeiro e, definitivamente, não o único Homem-Múltiplo! (Texto de Ed Hammond).





A Representatividade às Avessas

ULTRASEVEN ME ENSINOU SOBRE COM 
QUEM NOS IDENTIFICAMOS


Eu entendia bem superficialmente o que significava representatividade. Eu compreendia o conceito, mas não a ponto de sentir o que as pessoas que precisam de representatividade sentem. Até que eu me lembre do Ultraseven. Eu adorava o Ultraman, que veio antes dele, mas gostava muito mais do Ultraseven. E, apenas há pouco tempo, fui entender o porquê e isso me fez entender o que a representatividade representa.

Eu usei óculos quase a vida toda. Desde criança já estava lá com meus óculos. Relembrando como Ultraseven se transformava, eu entendi porque gostava mais da série dele. Ultraman usava para se transformar uma cápsula que ele erguia para os céus, já Ultraseven usava algo bem parecido com óculos. Levando minha memória até aqueles dias, eu sei que aquilo me fazia sentir especial, afinal, um super-herói usava um óculos para se tornar poderoso. 

Isso me ajudou a entender melhor porque as pessoas  pedem representatividade. E como elas se sentem quando isso acontece. Porém, me ajudou a ver, também, que a representatividade pode ser algo usava para o mal, talvez até com mais eficácia do que quando usada para o bem. Foi o caso da eleição de Bolsonaro, que ganhou porque ele fez muitas pessoas se sentirem representadas pelos seus discursos, por suas várias falas e por seu jeito "sincero" de se expressar. 

As pessoas queriam o fim da corrupção, mas, até aí, qualquer pessoa honesta quer. O discurso anti-corrupção de Bolsonaro não pode ser usado aqui como exemplo de boa representatividade, afinal, o combate à corrupção não é um favor, é uma obrigação de qualquer governo, assim como cuidar da segurança, educação e saúde. Prometer essas coisas é chover no molhado. Mas, algo mais fez com que as pessoas se sentissem representadas por Bolsonaro: o discurso de ódio. 

Obviamente não são todas as pessoas que votaram nele que se identificavam com esse discurso de ódio. Porém, foi uma quantidade suficiente para que ele ganhasse as eleições. E não foi apenas o ódio representado pelo anti-petismo, foi muito além. Foi o ódio às minorias, aos gays, às mulheres, aos refugiados, ao pobre, ao favelado, ao negro, ódio a tudo que seja fora de sua esfera de influência. Isso se manifestava em suas falas e é assim até hoje:

"As minorias tem que se curvar à maioria"
"O afrodescendente mais leve pesava sete arrobas"
"Ninguém liga para aluno com senso crítico"
"Prefiro que meu filho seja atropelado a que seja gay"
"Sou homofóbico e posso dizer isso porque tenho imunidade"
"A última foi uma fraquejada"
"Vamos matar a petralhada"
"O erro da ditadura foi torturar em vez de matar"
"A democracia só existe se as Forças Armadas assim o quiser"

Não caberiam aqui todos os ditos populares de Bolsonaro. Pensei em colocar as frases e os vídeos, mas é um trabalho inútil. TODOS já conhecem esses vídeos e essas falas. E quer saber? Foram essas falas que o elegeram. Essas falas que representam quem votou nele. Foi isso tudo que deu a vitória a Bolsonaro, talvez até mais do que o anti-petismo.

O interessante disso tudo, é que esses que adoram esse discurso de ódio, ao lerem esses textos, tentam reverter esse discurso para mim. É uma tática olavista, de "acusar os outros daquilo que você faz". Eu fico lembrando de apresentadores de programas policiais como o falecido Alborgheti. Ele gritava, espumava, era um cão enraivecido e isso era toda vez que falava de bandidos. Ninguém o acusaria de discursar ódio, pois estava falando de bandidos. Pois, é o mesmo comigo.Sou intolerante com discurso de ódio e com bandidos. E não falo nem 20% do que Alborghetti falava. 

Mas, voltando à representatividade. A frase "fulano me representa" ficou muito conhecida e falada nos últimos tempos e, com certeza, muitos bolsominions gostam de dizê-la quando falam de Bolsonaro. E estão falando a verdade. Como eu disse antes, creio que não são todos, ou assim espero sinceramente que seja, pois se esse discurso de ódio representar 55 milhões de pessoas, estamos completamente fudidos. Espero que a maioria tenha apenas acreditado no discurso anti-corrupção que, no fim das contas, era só a balela que sabíamos ser. 

No mais, o que eu espero é que o ódio seja vencido, mesmo que, para isso, precisemos nós sermos o Ultraseven. 

terça-feira, 12 de março de 2019

HMPM: Homem-Máquina

OS HERÓIS MAIS PODEROSOS DA MARVEL: HOMEM-MÁQUINA
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Inc.

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O homem artificial é um ícone recorrente nas narrativas de ficção científica. Tal como os melhores conceitos do gênero, é uma ideia que nos leva a fazer perguntas pertinentes sobre muitas coisas, desde como definimos nossa própria existência até como  tratamos aqueles que nos servem. O Universo Marvel teve sua parcela de autômatos batalhando tanto no lado do bem quanto do mal. Em 1977, um novo aventureiro robótico foi adicionado ao panteão mecanizado da Marvel, o Homem-Máquina! 

Curiosamente, o Homem-Máquina é um dos poucos heróis que não tem suas origens no próprio Universo Marvel. Seu criador foi o rei dos quadrinhos, Jack Kirby, que introduziu o personagem em 2001 - An Space Odyssey 8 - uma série spin-off do filme de Stanley Kubrik e do livro de Arthur C. Clarke que têm o mesmo nome. 

O único sobrevivente de uma unidade de robôs defeituosos que atacaram seu mestre, o "Senhor Máquina", como ficou conhecido no começo, foi capaz de transcender a falha de sua programação movido pelo amor e apoio de seu criador, dr. Abel Stack. 

Com o cancelamento da série, um novo título, Machine Man, foi lançado, estrelando o herói renascido. Novamente, desenhado e escrito por Jack Kirby, o robô justiceiro foge do exército, que teme seu potencial como uma arma mortal - algo que não poderia estar mais longe da verdade. O Homem-Máquina é uma das criações mais altruístas e de bom coração em toda a Marvel, usando suas habilidades para ajudar os outros, e é o poderio do exército que se mostra como uma força de destruição irrefreável, cruel e violenta. 

Para nossa p´roxima história, damos um salto de alguns anos para uam dose dupla de ação robótica na forma de Marvel Two-in-One 92-93, de 1982. Escrita por Tom DeFalco e com arte de Ron Wilson, o Homem-Máquina se vê preso numa batalha contra Ultron, enquanto tenta convencer sua "noiva" Jocasta a ajudá-lo em seus esquemas de conquistar o mundo. 

Agora, o Homem-Máquina, operando sob seu disfarce de Aaron Stack, desenvolveu uma aparência mais humana (e até conquistou um emprego na área de seguros), e fica claro que o coração da história é o laço que o Homem-Máquina e Jocasta formam a partir do modo como sempre foram tratados pelo resto do mundo. 

Nossa última história, a minissérie homônima Machine Man, de 1984, é verdadeiramente emblemática - um típico cenário de "O Que Aconteceria Se..?", passando no futuro na época distante de... 2020. Mais uma vez escrita por Tom DeFalco, vemos um Homem-Máquina revivido num mundo distópico e se aliando a um grupo de varredores de rua chamados Sucateiros da Madrugada. 

Apesar de menos humano que suas antigas encarnações, ainda há bastante para se  apreciar nesta história - provavelmente uma das artes mais fantásticas de Barry Windsor-Smith, trabalhando sobre os esboços de Herb Trimpe. O conhecimento firme de Trimpe quanto à disposição de painéis e páginas, combinado ao experimentalismo da arte e da paleta de Windsor-Smith, dá à história uma aparência e atmosfera únicas, diferente de qualquer produção da época! (Texto de Ed Hammond).





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