domingo, 30 de junho de 2019

Repost: Eu, Wolverine


EU, WOLVERINE - CLAREMONT/FRANK MILLER
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Inc.

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História que serviu de base - pelo menos foi divulgado dessa forma - para o filme Wolverine: Imortal, 'Eu, Wolverine', de Chris Claremont (roteiro) e Frank Miller (arte), é um excelente ponto de partido para qualquer leitor que deseje conhecer mais a fundo, só que de maneira objetiva, as características que compõem o personagem Logan/Wolverine. 

Ambientado no Japão e explorando a dualidade animal/homem de Logan, a trama de 'Eu, Wolverine' é agil e instigante, mas sem deixar de aprofundar a discussão acerca do personagem título, tratando toda a desventura de Logan pela fechada e ímpar cultura japonesa como reflexo da natureza do personagem. Há ação e aventura, mas também filosofia e estudo social. Não que esta minissérie seja totalmente cerebral, mas há uma discussão inteligente na obra e esta é sustentada aparte da trama em si. 

As duas últimas partes deste encadernado - a edição envolve os quatro primeiros números da revista Wolverine, mais duas edições de Uncanny X-Men - podem ser tidas como o ponto fraco do volume, pois não mais enfocam apenas na personagem Wolverine, até por que se trata de uma história dos X-Men. Sendo assim, não há um desfecho bacana, pois a intenção de uma série mensal é a continuidade em cima de continuidade, portanto, o fechamento de uma história marca o início de outra e, de certa forma, o caminho sugerido ao final da história dos X-Men se afastam um pouco do desfecho mostrado na última das quatro edições de Wolverine. Não estraga, mas também não acrescentam. 

No fim das contas, eis então uma história bacaníssima do baixinho canadense, que realmente inspira (levemente) a trama do mais novo filme do personagem, mas este não traz tanta profundidade quanto a versão em quadrinhos, que também não é tão profunda assim (como dito acima). No mais, uma leitura recomendadíssima para os fãs do personagem em qualquer uma das mídias na qual ele está presente.

Texto de Teo, no Skoob.





Venezuela? Não, não...

EU FALEI QUE GOSTO DE MORTADELA. 



sábado, 29 de junho de 2019

Conan - As Jóias de Gwahlur

CONAN - AS JÓIAS DE GWAHLUR - P. CRAIG RUSSELL
Digitalização e Tratamento: D. Fabian/HORDA Barbarians

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Recém egresso da Costa Negra e seduzido pelos relatos de um lendário tesouro que supera em brilho até riquezas dos reis turanianos, Conan, o Cimério chega ao reino de Keshan com um objetivo fixo em mente: apoderar-se das inestimáveis jóias denominadas Dentes de Gwahlur.

Para conseguir seu intento, Conan se infiltra no Reino de Keshan como treinador do exército para a batalha contra o reino inimigo. Porém, um velho conhecido seu tem a mesma ideia e faz uma proposta mais tentadora. Agora Conan terá que mudar seus planos e consegui as jóias a qualquer custo, mesmo que tenha de enfrentar uma deusa, para isto. Abaixo segue a explicação do D. Fabian do porquê de uma Versão Original e uma Versão Coerente:

"São dois arquivos, na verdade. Um com a versão original, tal como publicada pela Mythos, e outra que chamei de 'versão coerente'. Explico: na versão original, na página 62, depois de golpear o monstro, Conan recebe um contragolpe e cai. Sua espada cai no precipício e se perde, enquanto ele se segura na beirada (isso podemos ver nitidamente nos quadrinhos seguintes). 

No entanto, a partir daí, em alguns quadrinhos seguintes, a espada reaparece embainhada inexplicavelmente e, em outros, ela não está em cena. Então decidi remover a espada dos quadrinhos onde ela, por questão de coerência, não deveria aparecer mais, uma vez que se perdeu no abismo. Na página "fim" da história, no penúltimo quadrinho, em que ele cavalga com a mulher na garupa, ao remover o cabo da espada que aparecia, tive que refazer parte do braço esquerdo do Conan, para preencher a lacuna que ficou, caso contrário, ficaria estranho."

Baixem a que acharem melhor. 





LDHDA: Superman de Gil Kane - Vol. 02

SUPERMAN - LENDAS DO HOMEM DE AÇO - GIL KANE - VOL. 02 de 02 
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Collections

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Um dos grandes nomes dos quadrinhos por décadas, a carreira do desenhista Eli Katz, mais conhecido por seu pseudônimo Gil Kane, englobou os períodos conhecidos como Era de Ouro e Era de Prata dos quadrinhos. Kane nasceu em Riga, Letônia, um país da Cortina de Ferro. Sua família mudou-se para os Estados Unidos em 1929, estabelecendo-se no Brooklyn. 

Aos 16 anos, enquanto estudava na High School of Industrial Art, começou a trabalhar em estúdios como assistente. Primeiramente em trabalhos maçantes (como desenhar as bordas dos quadrinhos). Mas depois de um mês, Kane já começara a desenhar e a colorir ilustrações, e logo deixou a escola para poder trabalhar o dia inteiro. Nos anos seguintes ele se empregaria em diversas editoras (inclusive na Timely, que mais tarde tornaria-se a Marvel), aprendendo com artistas de destaque como Jack Kirby e Joe Simon. 

Kane interrompeu sua carreira brevemente para alistar-se no exército durante a II Guerra. Já no final dos anos 50, participou intensamente das publicações da editora DC, ajudando a modelar a Era de Prata dos quadrinhos ao tornar-se artista principal de uma série de novos títulos de super-heróis baseados em personagens dos anos 40, como Lanterna Verde (1959) e Eléktron (1961). Ele também continuou a trabalhar para a Marvel, ilustrando muitas das principais revistas da editora nos anos 60, como “Homem-Aranha”, “Hulk” e “Capitão América”. Kane, no entanto, não gostava quando Vince Colletta, um dos principais arte-finalistas da Marvel na época, passava tinta no seu lápis. 

O estilo distinto de Kane, que combinava as figuras detalhadas de Frank Frazetta com a violência estilizada e os movimentos exagerados de Kirby, influenciou bastante outros artistas da Marvel na época. Entre os projetos paralelos de Kane estavam dois longos trabalhos que ele escreveu e ilustrou: “His name is... Savage” (1968) e “Blackmark” (1971). Fugindo dos padrões da época, as duas obras foram publicadas em um único volume ao invés de em série, sendo consideradas exemplos de protótipos do formato “graphic novel”. Kane também trabalhou para a TV, modelando o visual de vários personagens de desenhos animados. 

Kane também trabalhou para algumas agências distribuidoras de quadrinhos para jornais. Em meados dos anos 50, foi “ghost” (assistente anônimo) de Frank Giacoia em “Sherlock Holmes” (confira em www.comics.org/issue/244678/). Anos depois, criou uma tira de jornal, “Star Hawks”. Em 1979 substituiu Russ Manning nas páginas dominiciais de “Tarzan” — os roteiros ficaram a cargo de Archie Goodwin —, onde ficou até 1981 (no Brasil, o “Tarzan” de Kane foi publicado também no “Globinho Supercolorido”, o suplemento dominical do jornal “O Globo”, em 1981). 

Em homenagem a seu trabalho de mais de cinco décadas, Kane foi incluido tanto no Hall da Fama do Prêmio Eisner quanto no Hall da Fama Jack Kirby do Prêmio Harvey em 1997. Gil Kane morreu em 2000, aos 73 anos, na Flórida, em decorrência de complicações resultantes de um câncer.

Fonte: Guia dos Quadrinhos





sexta-feira, 28 de junho de 2019

Repost: Watchmen

WATCHMEN - ALAN MOORE/DAVE GIBBONS - EDIÇÃO DEFINITIVA
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Inc.

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Este ano Watchmen completará nada menos que 30 anos [em 2016, ano deste texto] desde a primeira vez em que foi publicada nos EUA. Trinta anos desde que Alan Moore dividiu as águas dos quadrinhos de super-heróis, mesmo já tendo balançado as estruturas com Miracleman. Claro, Watchmen teve muito mais visibilidade e impacto devido a sua quase imediata publicação no mundo todo. 

 Juntamente com Frank Miller e seu Cavaleiro das Trevas, Moore deixou os quadrinhos mais sérios e empolgantes de uma nova forma. Não é a questão de que eles não eram mais para crianças e sim de que eles eram para crianças que estavam prestes a crescer de forma impactante.  

Não que eu entendesse tudo que Watchmen representava quando li na época de sua primeira publicação no Brasil. Eu era um pós-adolescente ainda tão ingênuo quanto qualquer garoto. Mas, alguma coisa parecia ribombar naquelas páginas, como a cena do copo d'água em Jurassic Park, anunciando que algo grande estava chegando. 

Mesmo hoje em dia, após nova leitura, ainda parece que estou naqiela primeira vez, sabendo que há algo a ser descoberto. E claro, sempre há. Mesmo com o filme de Zack Snyder tendo feito relativo sucesso e dado um olhar hollywoodiano sobbre a obra, ainda a leio como se o filme não existisse, apesar de - pasmem - eu gostar do mesmo. 

Por mais blasé que alguns tentem se manter diante desta história, por mais chato que às vezes Alan Moore seja, nada disso afeta o fato de que Watchmen é de imenso valor para os quadrinhos contemporâneos. Isso, até os dias de hoje. 

A saga do grupo disfuncional de super-heróis mais realistas, sem superpoderes, onde apenas um deles acaba se transformando em um semideus, é lida e relida quase que milimetricamente a todo momento. Roscharch e suas palavras cruas, Ozymandias e sua inteligência fria, Coruja e sua ingenuidade perante o mundo, Silk Spectre e sua relação com o vigilantismo, o Comediante e seu sarcasmo cruel sofre o impacto de algo pior do que ele. E, por fim, Dr. Manhattan e sua indiferença perante a humanidade. 

 Watchmen é uma história clássica de super-heróis dentro de algo completamente novo, bruto, inteligente e cativante. Uma história que nos lembra a todo momento momento da pergunta crucial, afinal "quem vigia os vigilantes?"






quinta-feira, 27 de junho de 2019

Demolidor de Bendis e Maleev - 04

DEMOLIDOR: BENDIS/MALEEV/BRUBAKER/LARK- VOL. 04
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Inc.

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Brian Michael Bendis e Alex Maleev encerram sua participação em Demolidor não sem deixar o herói em maus lençóis. Quando Matt reata com Milla, sua esposa assustada com os fantasmas do passado do advogado, tudo parece estar se encaminhando, até a hora em que o Rei resolve fazer uma delação premiada ao FBI. 

Com a ajuda de Elektra, Viúva Negra e a Enfermeira da Noite, ele ainda tenta se esquivar da prisão, mas seus esforços se mostram ineficientes e o Demolidor vai parar da Ilha Riker, entre os piores bandidos, muitos dos quais ele mesmo colocou ali. É nesse estado que Bendis e Maleev deixam nosso herói ao passarem a bola para Ed Brubaker e Michael Lark. 

Com um texto e uma arte a altura da equipe anterior, Demolidor simplesmente não perde o pique. Enquanto Murdock está na cadeia, um novo Demolidor está nas ruas e ninguém faz ideia de quem seja. Mas, as coisas ficam muito mais complicadas, ainda mais quando Murdock perde mais uma pessoa querida para a violência que permeia sua vida e, desta vez, ele simplesmente estava impedido de fazer qualquer coisa, pois estava preso. 

Em seguida temos a prisão do Justiceiro que é colocado no mesmo bloco que Murdock e o vigilante parece não estar interessado em rusgas com o herói e sim  em ajudá-lo a sobreviver na cadeia. Enquanto isso, uma trama da qual Murdock e o Rei são o centro está se desenrolando lá fora e um inesperado desfecho se aproxima. 440 páginas eletrizantes. 





quarta-feira, 26 de junho de 2019

Diana

DIANA PRINCE E O COMPLEMENTO DO CORAÇÃO


Tudo começou em um dia que eu passeava com o Guerrero - um de nossos três filhos caninos, contando com ela - e me deparei com um sem teto em uma cadeira de rodas, e no chão, dormindo, uma filhotinha branca. Me abaixei para acariciá-la e percebi que um de seus olhos parecia menor. Ele disse que era assim mesmo, que tinha um problema. Na verdade, percebi depois, era apenas uma pequena mancha que circundava um e o outro não tinha nada, isso criava uma ilusão de um olho menor que o outro. Me levantei e fui embora, apesar da vontade de levá-la comigo. Não podia pegar todos. 

Em casa estavam Lucy, nossa primogênita canina, a que compramos, pois não tínhamos consciência ainda sobre adoção. Essa consciência ganharíamos por causa de Lucy, uma bichon frisé (se parece com poodle). Guerrero estava ali comigo, passeando. Foi resgatado pelo meu sogro e quando ele se mudou, nós ficamos com ele e com minha sogra. Além desses dois, havia os felinos: Bebel, adotada da escola onde Lia trabalhou; Kira, adotada de um pet shop; Milu, pegamos da minha sogra antes dela vir morar conosco; Julieta, uma mãe de aluno deu à Lia (faleceu há três meses); Margarida, adotamos de uma pet shop; Skyzinha, adotamos de um abrigo (já faleceu e contei a história dela aqui); Pompom (uma colega de Lia pediu que a adotássemos, pois ela não tinha como ficar); Selina Kyle (veio da mesma colega, que a encontrou na rua); e, or fim, Juca Bala, o caçula, resgatado de cima da barriga de um bêbado que dormia. Quando vi Diana ainda não tínhamos Juca Bala. 

Bom, achando que não veria mais Diana, fui embora. Alguns dias se passaram e eu e Lia estávamos andando pela mesma rua, indo pra casa. O homem na cadeira de rodas estava no mesmo lugar. Estava com Diana, um cotoquinho, nas mãos. Quando nos aproximamos, ele estendeu ela paara nós e perguntou se eu queria, pois devia se lembrar de como eu havia gostado dela. Eu titubeei, pois sabia que era mais uma responsabilidade entre tantas que já tínhamos. Mas, claro, Lia não pensou duas vezes e disse um sonoro sim. Nós a pegamos e levamos pra casa. 

O que mais me chamou a atenção foi o fato dele não ter pedido nenhum dinheiro por ela, coisa que eles costumam fazer com relação aos cachorros que pegam e querem passar adiante. Logo entendi mais ou menos o porquê: Diana era da pá virada. Ou sejaa, não devia estar dando sossego a ele. Porém, mais tarde descobriria que ele me deu sem que a esposa e os netos soubessem, o que me renderia uma cena de terror mais tarde. 

Diana logo se apegou a Guerrero e o tomou como um irmão mais velho. Lucy não fazia questão de amizade e os gatos a aturavam. Pompom que tinha quase sua idade, era a que mais "sofreu", pois Diana adorava brincar com ela... do seu jeito. E Pompom gostava. 

Diana crescia rápido e era hiperativa. Dormir se tornou uma batalha, pois era a hora em que parecia que sua bateria estava no máximo. Mas, isso nunca nos fez desistir. Kira, uma das gatas, era o cão chupando manga para dormir, correndo por cima de nós de garras abertas... e sobrevivemos. Esse era apenas mais um desafio que venceríamos. Mas, outro problema apareceu que nos deixou mais preocupados, Diana adoeceu gravemente. A certa altura ela estava tomando dez remédios diferentes. Mas, seguíamos firme e forte. 

Um pouco depois que ela melhorou, eu estava passeando com ela, quando aconteceu a tal cena de terror. A esposa do sem-teto me viu na rua e pediu para segurá-la - eu ainda não sabia que ela não tinha concordado com a entrega dela - e quando eu, inocentemente a entreguei para ela segurar, de repente, ela não queria mais soltar. Dizendo que sentia falta e etc. Eu me apavorei, pois Diana ainda estava se recuperando e se tivesse recaída poderia simplesmente morrer. Eu gaguejei algo sobre ela estar melhor conosco, mas ela não ouvia. Eu coloquei a mão sobre o corpo dela, mas ela segurava a guia. Então, a única coisa que pensei em fazer foi soltar a guia e deixá-la para trás. Como se acordasse, a senhora viu que era o melhor me devolveu a guia. 

Por vários motivos Diaba estava melhor conosco. Lembro que o lugar onde eles ficavam com ela, onde a vi com ele, era em uma calçada que tinha menos de um metro de distancia entre a cadeira e a pista onde carros passam aos montes. E nem sempre ela ficava presa, apesar de estar com a coleira. Outro detaalhe foi qque, quando a peguei, notei que eu seu peito havia pequenos pontos pretos que, raspando com a unha saía, mesmo que com dificuldade. Não sabia o que era aquilo. Porém, lembra que, um tempo antes, quando uma senhora a viu comigo, disse:

- Ah, que bom que ela está com você. Eu vi uns garotos arrastando ela. 

Ou seja, aquilo era resquício de asfalto ou qualquer outra coisa do chão que grudou nela. Eles entregavam ela aos netos para que brincassem e eles a tratavam como se fosse um carrinho ou algo parecido. 

O tempo passou e Diana já fará 2 anos agora em agosto, pelos meus cálculos. Eu a peguei em outubro de 2017, quando ela tinha dois meses. Hoje em dia comparo Diana ao celular: quando não tinha, não sentia falta, agora que a tenho, não imagino minha vida sem ela. Ela completou o trio canino e conquistou a todos, inclusive a própria Lucy, nossa mais velha que, mesmo um pouco ranzinza, foi laçada pelos olhares pidões de Diana. 

Ela é forte e inteligente. Sinto que várias vezes ela tem uma profunda decepção por não conseguir falar. Outro dia aconteceu uma coisa incrível: minha sogra depende que eu a levante, para levar ao banheiro, e etc. Geralmente é a tia da Lia - que mora conosco, também - que me avisa. Mas, desta vez ela não estava próxima e eu estava aqui no quarto do computador. Diana apareceu, como sempre faz, só que desta vez começou a me cutucar com a pata, coisa que ela nunca fez. Foi quando escutei minha sogra me chamando. Por incrível que pareça, minha sogra me disse que falou a Diana para me chamar. Diana é tudo, menos treinada. Na verdade, ela que me treina. 

Ah sim, como cheguei ao nome para ela? O homem a chamava de Princesa. Eu não queria que fosse um nome tão corriqueiro. Então pensei, que seja Diana, de Princesa Diana, a Mulher Maravilha, não a Princesa Di. Diana também é dominante. Pelo menos a nós aqui ela já dominou completamente. 

Meses depois ela ganharia um novo irmãozinho, o Juca Bala, a quem se apegaria fervorosamente, e de quem falarei em um post futuro. Diana manda mordidas carinhosas a todos. 


Diana e o caçula, Juca Bala


A Culpa é das Estrelas




terça-feira, 25 de junho de 2019

Tex - O Herói e A Lenda

TEX: O HERÓI E A LENDA - PAOLO ELEUTERI SERPIERI
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Inc.

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Serpieri - o criador da divina Druuna - ilustra essa edição especial de Tex, uma espécie de graphic novel, a cores. O autor escreve e desenha uma história do passado do herói, uma em que ele ainda estava nos seus primórdios de lenda.

Tex está no encalço de um índio que cometeu um massacre e raptou uma moça branca. Ao encontrá-la, sozinha, Tex descobre mais sobre o autor do massacre. Logo após, soldados do exército chegam para saber o que aconteceu ali, é quando Tex encontra pela primeira vez seu amigo, Kit Carson. 

O traço forte de Serpieri nos entrega um Tex ainda mais heróico e, até mesmo, brutal, como é do estilo do autor. 





segunda-feira, 24 de junho de 2019

O Pensamento Infantil de Bolsonaro





Texto abaixo de André Haguette Sociólogo e professor titular da Universidade Federal do Ceará - UFC haguetteandre@gmail.com.br. Completo no seguinte link. 

Observei que o modo de pensar do presidente Bolsonaro não evoluiu além do terceiro estágio, o operacional-concreto. Assim, frente a uma usina de dessalinização em Israel, ele pensa ter encontrado a solução para a falta de água no Nordeste; ao saber de uma pesquisa realizada na Universidade Mackenzie, ele conclui que são as universidades particulares que pesquisam; imagina equacionar a indústria do turismo ao transformar Angra dos Reis em uma Cancun brasileira; diante de evangélicos, ele se lembra que o STF precisa de um juiz evangélico; para seu prazer de dirigir, ele elimina os radares de velocidade; aborrecido por ter sido multado, ele abole a proteção ecológica da área onde pescava; por gostar de armas (afinal é artilheiro), pretende generalizar a posse e o porte de armas; reformula um projeto de lei, porque "geralmente um pedido de primeira-dama é atendido"; prolonga a validade da carteira de habilitação de motorista de 5 para 10 anos e dobra a pontuação mínima para sua cassação, já que ele, seus três filhos e sua esposa foram multados 44 vezes em 5 anos. 

Isto é, as iniciativas de Bolsonaro partem de motivações, de experiências e de materiais pessoais e não de questionamentos e soluções hipotético-empíricos. Ele não pensa a convivência com a seca, o turismo, a pesquisa científica, a religião na política, a mortalidade no trânsito, a proteção do meio ambiente, a segurança pública como questões abrangentes e teóricas que precisam ser equacionadas de forma geral, impessoal e rigorosa. Limita-se a seus caprichos, desejos e experiências. 

Não surpreende que essa falha cognitiva o incapacite a elaborar políticas de médio e longo prazo para solucionar problemas estruturais. Ele enxerga somente árvores sendo incapaz de avistar a floresta. Ao contrário do estadista que governa de olho nas consequências futuras para o maior número possível de pessoas, Bolsonaro cuida do individual, do imediato, do trivial.

Old Gamer: Master System

COLEÇÃO DOSSIÊ OLD GAMER - MASTER SYSTEM
Digitalização e Tratamento: Renato PLT/HORDA Inc.

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Devo confessar de que video game não é a minha praia. Eu entendo muito pouco e joguei menos ainda. Minhas memórias mais antigas sobre esta mídia vão de tentativas fracassadas em fliperamas, com um Pac Man e Space Invaders a um game portátil em que bombeiros salvavam pessoas de um prédio em chamas. Isso lá na década de 1980. 

Nessa mesma época meus tios, que sempre gostaram bastante de video games, estavam com um Atari (creio eu) e eu tentei jogar aqueles jogos que eram bem jurássicos. O game de vôlei e basquete eram nada mais que bonecos de palito, praticamente. No entanto, ainda assim, lembro que gostei e jogava muito bem o de tênis de quadra. Porém, nunca me apeguei.

Com o passar do tempo fui tendo contatos esporádicos, fosse na casa de amigos ou com meu irmão, que gosta bastante. geralmente eu gostava de jogar os de luta: Mortal Kombat, Tekken e etc. O motivo era simples, eu não precisava me preocupar com táticas, eu simplesmente apertava os botões aleatoriamente e acabava ganhando muitas vezes. 

Com o advento do computador pessoal, ainda assim tive pouco contato, mas, tive uma época em que caí num jogo viciante chamado Gunbound, em que passei um bom tempo "preso" a ele. O mesmo teve até notícias na mídia de gente sendo roubada por causa dos pontos no jogo, ou algo parecido. Fora isso, tive um outro tempo, mais light, jogando sinuca pelo Facebook e, mesmo assim, com o tempo fui enjoando, até que o joguinho saiu de fez do FB.  Gostava desse em particular porque era muito parecido com a sinuca real, que eu sempre gostei de jogar. 

Bom, tudo isso é para dizer que, mesmo sem ser grande fã de games (o que é estranho para um nerd, eu sei), ainda assim achei boa ideia colocar essa publicação aqui, já que os leitores do blog, com certeza são, em grande parte, gamers. Assim, quando o Renato perguntou se valia a pena me enviar os scans, eu disse que claro, valia sim. Então, temos aí essa fonte de informação, neste primeiro número, sobre o Master System. Bom jog... quer dizer, leitura para vocês.





Bastard - Vol. 05

BASTARD - VOLUME 05
Digitalização e Tratamento: Renato PLT/HORDA Mangás

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Lucie, o garoto criado junto com Yoko, a filha do sumo sacerdote de Meta Licana, possui encarcerado dentro de si a personalidade de Dark Schneider, um antigo mago das trevas que reencarnou no menino. 

Quando o reino de Meta Licana foi invadido por feiticeiros do mal, Yoko usou um encanto para libertar Dark Schneider e, graças a isso, conseguiu livrar o reino do desastre. 

Mais tarde, Ninja Master Gara, um dos 4 lordes rebeldes desejam matar o mago das trevas, lutou contra ele e, depois, tornou-se seu aliado. 

Lady Arshes Nei, outra integrante dos 4 Lordes Rebeldes, foi incumbida de assassinar Dark Schneider e partiu para o combate. Mas como o mago foi o pai adotivo da meia elfa por cem anos, o coração dela voltou a bater forte diante de seu amado. 

No entanto, Arshes havia recebido uma maldição que a compromete a matar Dark Schneider. Trair seus companheiros significará a sua ruína. Para se desfazer da maldição e evitar um fim trágico, Arshes terá que arrancar o coração de Dark Schneider...





domingo, 23 de junho de 2019

CMS: X-Men - Crepúsculo dos Mutantes

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: X-MEN - CREPÚSCULO DOS MUTANTES
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Team

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Por mais absurdo que pareça, durante a maior parte dos anos 1960, a revista X-Men beirou o cancelamento. Embora lançada junto com a dos Vingadores, ela nunca alcançou o mesmo destaque que outros títulos da editora. Uma pena, já que sua premissa central mostrando "heróis mutantes" tinha potencial para contar histórias muito interessantes - como se tornaria evidente alguns anos depois, com o relançamento da revista. 

Em 1969, o título foi por fim descontinuado na edição 66. Contudo, embora estivesse perdendo vendas, em seus últimos anos a revista havia experimentado um tipo de renascença criativa. A partir da edição 50, Jim Steranko assumiu como artista por dois números, revolucionando o título com seus layouts inovadores e empolgantes. 

Então, na edição 55, Roy Thomas voltou como escritor ao lado de um jovem artista sensação, Neal Adams, que entrou já na edição seguinte. Por conta das vendas baixas, a dupla recebeu carta branca, e Thomas e Adams transformaram a revista. Com uma nova energia por conta dos roteiros de Thomas e do estilo dinâmico e épico de Adams, o título foi ficando cada vez mais emocionante. 

Por infelicidade, apesar das inovações, ele reuniu uma base fiel de seguidores que, embora dedicada, não bastou para salvá-lo. Na verdade, um deles era um jovem que estudava teoria política, Chris Claremont, na época estagiário na Marvel. Parte do trabalho dele envolvia abrir as cartas para X-Men - que, em geral, traziam queixas ultrajadas de fãs do artista anterior, Don Heck.  Contudo, Claremont achou o trabalho de Adams e Thomas simplesmente maravilhoso - e é fácil ver como essas edições influenciaram sua fase na equipe posteriormente. 

Muita gente vê A Segunda Gênese como a grande virada na franquia X-Men, mas, na realidade, as sementes do futuro da equipe foram plantadas nestas edições. Embora incapaz de salvar o título, o trabalho de Adams, Thomas e Steranko hoje é considerado uma pedra angular na carreira dos incompreendidos mutantes da Marvel. 





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