terça-feira, 21 de novembro de 2017
Aniversário de 15 Anos de RA
terça-feira, 28 de junho de 2016
Outros Heróis
domingo, 24 de maio de 2015
Vertigem em Novo Domínio
VERTIGEM EM NOVO DOMÍNIO
Um novo começo para a casa das HQs alternativas traduzidas
O blog Vertigem deixou de ser blog e agora é oficialmente um site com domínio próprio. O projeto que já tem alguns anos, e que veio para fazer a diferença entre os sites de scans, foi trazido a nós por Von Dews e sua equipe. Com a massiva produção de HQs traduzidas voltadas, em geral, para os quadrinhos de super-heróis, o Vertigem veio para suprir quem tinha sede de HQs mais maduras. E, não apenas Vertigo, como o nome do blog fazia referência, mas de qualquer editora que tivesse esta mesma pegada. Entre elas, Dark Horse, Image, Avatar e outras.
Algumas HQs que vemos hoje em dia nas banca e/ou livrarias, só eram possíveis de ser lidas em português por lá, como por exemplo The Walking Dead, The Boys e muitas outras. O objetivo ainda continua o mesmo, trazer o que não temos publicado por aqui, incluindo HQs que foram publicadas em parte, como é o caso de A Patrulha do Destino.
Sempre recheado de lançamentos, os principais deles - senão todos - são aglomerados em pacotes para serem baixados todos de uma vez.
O fato é que todos que se empenham neste trabalho sem fins lucrativos, procuram fazê-lo bem. Porém, escolher HQs mais alternativas para se traduzir e letreirar é um trabalho ainda mais, digamos assim, bem vindo, pois muitas dessas realmente nunca serão lançadas aqui no Brasil, ou o serão num futuro muito distante. Assim sendo, que o Vertigem continue por muito tempo ainda, nos agraciando com seu legado de quadrinhos vertiginosos!
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
E Depois do Aniversário
DEZ ANOS DE RAPADURA AÇUCARADA - CAPÍTULO FINAL
Mas, e depois do fim do F.A.R.R.A., o que houve?
Com o fim do F.A.R.R.A., voltei a dar mais atenção ao Rapadura Açucarada. Porém, não conseguia mais postar scans aqui, como vinha postando no fórum. Eu precisava de organização. Tinha me viciado nisso durante o tempo que gerenciei o F.A.R.R.A. Misturar textos e scans não parecia mais certo. Passaram-se alguns dias e o meu "bicho de compartilhamento" começou a dar suas picadas novamente. E, agora havia um agravante: filmes.
Eu pegara o gosto por compartilhar filmes, tanto quanto o fazia com os scans. Isso tudo por causa do fórum. Voltar com o F.A.R.R.A. como ele era antes, era algo que não iria acontecer, isso já estava mais do que confirmado. Mas, colocar filmes aqui no RA, também não era uma opção. Só serviria para bagunçar mais ainda o coreto. Então, a coisa mais óbvia a ser feita era... criar um novo blog.
Baseado em um episódio ocorrido comigo, nos bastidores do fórum, eu batizei o blog de filmes de Divina Flor da Papaia Celestial e lá comecei a disponibilizar o que eu tinha no meu arquivo. Não seria tudo que havia no F.AR.R.A., pois o que havia lá era disponibilizado por dezenas de pessoas e eu não baixava tudo para mim. Se baixasse não teria onde guardar, tal era o volume.
O Divina Flor foi bem por um tempo. Mais um filho do Rapadura Açucarada que tomava forma. Mas, devido a algum problema que não lembro agora qual foi, tive de deletá-lo. Talvez eu tenha pensado que a perseguição continuava e o deletei sem me certificar antes. Talvez o nome, ainda ligado ao fórum, não tivesse dando sorte. Então recomecei com um novo nome: Supersônico a Carvão. E durou bem mais. Ou seja, durou até o Megaupload ser retirado de circulação. Ainda tentei com torrent, mas eu precisava por os torrents em algum lugar, que era o Mediafire, e este, deletava tudo, depois de algumas semanas. Irritado com aquilo, parei de vez. Sem o Megaupload, era impossível continuar. Desisti dos filmes.
Paralelamente à criação do Papaia Celestial, eu também criei um blog para os scans. Não queria pôr tudo no mesmo lugar, novamente por motivos de organização. Mas, ao mesmo tempo estava me complicando em termos de gerenciamento. Algo que nunca gostei foi ter vários blogs, e nunca os tive, até então. Mas, o fim do Megaupload resolveria isso, me deixando apenas com o blog de scans.
Apesar de gostar do nome Aspas Noir, eu não achava que combinava com um blogquadrinhos. Diferente de onde eu colocava filmes, que eu não me importava se o nome fazia referência ao conteúdo, com o de scans isso me incomodava. Então, sem trocar o nome no endereço, mudei o nome para Onomatopéia Digital. Também precisava de um banner que fizesse realmente diferença, eo Coringa, do blog Coringa Files fez aquele que identifica o blog até hoje.
Agora me sentia mais confiante, tendo apenas um blog para scans e o Rapadura Açucarada, para textos e qualquer outra coisa que me desse na telha. Eu voltava aos velhos tempos, mas sem aquela sensação de urgência que existia no começo. Com tantos e tantos blogs, fóruns e sites - de quem recolho material e posto no OD - eu podia apenas ser mais um na multidão, sem me preocupar com mais nada. Isso também me dava tempo para fazer scans aqui e ali.
Ainda tenho o Tumblr Uma Coisa Viva e Pulsante e o meu perfil no Facebook que preenchem algo que eu costumava fazer muito no RA: colocar imagens. Os dois citados são os melhores lugares para se fazer isso, deixando o RA mais lindo, leve e solto. Assim o blog que agora faz dez anos sempre foi algo mais independente, quase com vontade própria. Sempre competindo com o Hulk pra ver quem tem mais fases diferentes.
E este post é o capítulo final, não da história do RA, que ainda continua, mas dessas fases até aqui. Espero continuar por muito e muito tempo. E, para lembrar que o RA é o lugar dos scans, aqui abaixo vão alguns dos melhores que foram feitos, depois do fim do F.A.R.R.A. e postados no Aspas Noir/Onomatopéia Digital (para baixar, clique nas capas):
sexta-feira, 30 de março de 2012
Mais e Melhores Blogs
ROCK & QUADRINHOS SCANS: Quando o meu blog de scans, o Onomatopéia Digital (que antes era o aspas Noir) pegou força, comecei a pegar material de outros blogs para encher o dito cujo. E, claro, "roubo" de muitos lugares, como o Só Quadrinhos, Renegados, Gibiscuits, Darkseid Club, Vertigem. Todos já estão acostumados a serem saqueados. E todos eu já conhecia de longa data.
Porém, nos últimos dias vinha me deparando com uma nova fonte de pilhagem: o blog Rock & Quadrinhos Scans. O nome diz tudo, o pessoal lá coloca scans de revistas de rock (como a Bizz) e quadrinhos, sendo que a especialidade do blog lembra um pouco a do Quadrinhos Antigos, ou seja, apenas... quadrinhos antigos. O diferencial é que lá, a especialidade são os formatinhos de super-heróis da década de 70 e 80. E, o maior diferencial dele, para outros blogs que já vi fazerem os mesmos formatinhos de super-heróis é que lá eles procuram fazer bons scans.
Formatinhos das antigas tem um papel que envelheceu mal. Amarelou e ficou complicado de "remasterizar". Assim sendo, não é qualquer um que consegue fazer isso com paciência para deixar em condições de serem, não apenas baixados, mas lidos também. Afinal, não adianta apenas ter um scan, ele precisa ser "operacional". E quero dizer com isso, que a arte tem que ser salva o máximo que for possível e a leitura tem que ser possível. E nisso, o Rock & Quadrinhos está de parabéns. Vou continuar roubando! (risos)
FANTASMA BRASIL: Uma das minhas grandes injustiças. Volta e meia acontece uma dessas. Alguém que já conhece o Rapadura Açucarada há um bom tempo, já me disse isso, eu já me beneficiei do trabalho da pessoa, mas o banner dela não está aqui. E, no caso do Fantasma Brasil, ele nunca pediu, assim como nem mesmo o Rock & Quadrinhos. Não sei se isso é bom ou ruim, já que se tivesse pedido poderia ter ficado vagando na minha procrastinação. Mas, uma coisa eu sei: um dia eu acabo colocando. E o dia do Fantasma Brasil (e dos outros) foi hoje. Talvez tenha sido a caixa de Bis que eu comi, não sei.
Como o nome já deixa claro, o Fantasma Brasil cuida das HQs clássicas do primeiro herói fantasiado que se tem notícia (se eu estiver errado desculpem). Scans de pérolas como o Casamento, a Lua-de-Mel e os Bebês do Fantasma ou Fantasma no Brasil. HQ totalmente produzida aqui mesmo, nos estúdios da RGE. Também artigos e tudo que se relacione ao Espírito-Que-Anda.
Só posso pedir desculpas pela negligência!
GIBIS CLÁSSICOS: Eu conheci esse blog na mesma época que conheci o Rock & Quadrinhos. Os dois parecem interagir entre eles, dividindo o trabalho com a restauração de scans. Pelo menos foi o que deu a entender. Assim, sendo, fica claro que eles tem essa semelhança no que diz respeito ao tipo de gibis colocado para download: formatinhos de super-heróis, com um ou outro projeto diferente, como fascículos de uma coleção publicada pela editora Globo, chamado "Dinossauros".
Assim como no Rock & Quadrinhos, a qualidade do material escaneado é muito boa. Tenho baixado minha coleção de formatinhos dos dois, para completar os poucos que eu já tinha em arquivo. Em breve devo contribuir com alguns números de formatinhos que eu tenho aqui comigo.
TRAD-MANIA: Podem acreditar, mas eu não entendi de primeira que queria dizer "Mania de Tradução". Podem rir. Eu sou distraído. E, como diz o nome, é um blog que, na tradição de muitos antes dele, traduz muito material que vai demorar a (ou mesmo não vai) sair por aqui. Muita Red Sonja, Deadpool, Vampirella e etc. Um prato cheio!
QUADRADINHOS PATÓPOLIS: Uma das vantagens de blogs que tratam de uma editora ou personagem específico é que se pode ir diretmente ao que se quer, sem ter de passar por vários outras coisas que não se está a fim, como lá no Onomatopéia Digital, onde tem de tudo um pouco e acaba virando uma zona. Aqui, claro, já se sabe o que vamos achar: Disney, Disney e mais Disney. Não tudo, pois é algo um tanto quanto impossível. Mas quem sabe um dia.
GIBITEKA: Ele não tem de tudo, mas dos poucos títulos que ele tem, tem muita coisa. E é uma vantagem. O pessoal do blog está procurando fazer uma compilação de Tex, Zagor, A Espada Selvagem de Conan, Nathan Never e, sabe-se lá mais o que, no futuro. E, diferente do meu blog, lá está tudo em ordem!
ARTE HQs: Fazendo uma espécie de teia de aranha com tantos outros blogs de tradução, o Arte HQs é mais um nessa força conjunta. Assim, o que se faz nele, outros não precisarão mais fazer e poderão dar atenção a outros projetos. Creio que seja assim que funcione essa grande rede de tradutores de HQs.
QUADRIDEKO: O Quadrideko vem colocando scans feitos em vários cantos, além de fazer alguns scans da casa. Como não sou de parar em um lugar só, quando busco por gibis, já encontrei muita coisa por lá que eu mesmo tinha e perdi, devido a mídia estragada ou coisas assim. É como um banco de dados a que sempre posso recorrer. Ainda mais em tempos que não estão dando sopa. Ou estão dando, sei lá. Tô confuso.
SUPERSCANS: O Superscans é filho do BarkerScans, blog que sempre colocava muitos scans do Homem-Animal, se bem me lembro. Assim, esse novo blog é uma continuação do trabalho iniciado no BarkerScans. O blog procura colocar scans de gibis mais difíceis de ser encontrados, até mesmo para download.
Ufa! Pois é. Esses são todos que consegui me lembrar. Aconselho que visitem, principalmente aqueles que tem mais a ver com seu gosto pessoal. Afinal, mesmo que eu quisesse, eu nunca conseguiria ter todo tipo de HQ lá no Onomatopéia Digital. Então, vão à caça!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
9 Anos de Rapadura
Luca Torelli: "Com certeza o período que mais me marcou na história do RA foi a Era de Ouro dos scans! Hoje parece algo banal baixar gibis escaneados, qualquer um pode baixar o "New 52" da DC no dia de seu lançamento (para no dia seguinte falar mal da revista). Mas no início do RA não era tão fácil encontrar scans - principalmente com boa qualidade de imagem. Quando eu descobri o blog, foi sensacional. Eu tinha a disposição vários clássicos que sempre disse que iria procurar em sebos ou gibitecas, mas nunca ia atrás. Vários deles eu ainda nem li (estão na lista de espera), mas muitos outros pude ler na tela do computador, como o Monstro do Pântano e Hellblaizer. Foi com este último, aliás, que comecei minha carreira de tradutor-pirata de scans, com o auxilio do Eudes na letragem.
Por tudo isso, parabéns RA!"
Sem mais delongas, parabéns ao Rapadura Açucarada e para todas as pessoas que ao longo de todos esses anos acompanham o blog. Inclusive vocês, leitores anônimos."
Parabéns Eudes, que possamos comentar nos 20, 30, 40 anos do blog. "
Fiquei alguns anos sem frequentar o Rapadura por que tinha me desligado das HQs, depois descobri o F.A.R.R.A e me acabei delirando de quanta coisa o povo tinha reunido. Mesmo assim não me tornei um frequentador muito ativo (menos ainda participador do fórum, nem lembro de ter feito alguma participação em tópico. ) Mais um tempo distante e quando volto descubro que o fórum foi disseminado, mas gerou vários outros blogs que frequento sem que saibam *stalker*.
Eu só queria ter participado mais de quando teve o fórum e queria ter ânimo pra entrar no novo, mas a falta costume com fóruns e de tempo é um empecilho. =) O blog atualmente ta ótimo em nível cultural. Sempre que tenho tempo eu passo pra ler as postagens. Não comento por preguiça e por que meu nível cultural em relação a livros anda muito em baixa, mas tomo nota de cada título que passa por aqui e me cativa pensando: "Quero ler esse um dia!".
Bom, não sei se tenho mais o que dizer, só posso desejar parabéns ao blog agora e esperar que ele viva mais e traga mais postagens maravilhosas pra net. Pelo menos sempre teremos um cantinho com cultura decente, né? ^^"
Mas acredito que é a sua simplicidade e seu modo de ser que mais me convence a acompanhar o blog diariamente. Você foi uma boa inspiração para toda esta geração de blogueiros que estão ai postando scans e traduzindo revistas, eu mesmo fui uma das vitima, e hoje tenho um blog (o Fantasma Brasil), pois além de baixar scans quis também dar a minha contribuição.
Parabéns pelo seu belo trabalho no Rapadura, e para mim não tem uma fase melhor. Acredito que o Rapadura teve como tudo nesta vida uma evolução e uma transformação natural. Grande abraço, e "VIDA LONGA AO RAPADURA AÇUCARADA!!!"
Sem esse blog eu não saberia quem é Alan Moore, Grant Morrison, Warren Ellis e Garth Ennis, meus escritores favoritos. Na verdade, eu nem teria como comparar a qualidade deles. Ah, sem falar que os contos de ficção científica e do Jerusalem Jones são histórias que eu curto bastante também. O Eudes realmente tem um talento pra coisa. As vezes me pego lembrando de como foi legal acompanhar diariamente a evolução das traduções de Preacher nos tempos de colégio... bons tempos.
Abraços Eudes, e obrigado cara, esse blog é demais. Que venham mais 50 anos dessa maluquice! "
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Mês de Aniversário do RA...
Dia 21 o Rapadura Açucarada faz incríveis 9 anos de idade. E, sei que se eu contar mais uma vez a origem de tudo, serei fuzilado. Assim sendo, quem fará o post de aniversário do RA serão vocês. Explicando melhor:
Podem mandar comentários para este post, dando suas impressões sobre o blog desde que o conheceram. Como o blog teve muitas fases, podem comentar a fase que mais gostaram ou fazer como bem desejarem. O comentário não pode ser muito extenso para que eu possa tentar colocar todos os que forem enviados. Isso, supondo-se que serão uma quantidade razoável. Vai que apareçam apenas três.
Estes comentários enviados não serão publicados neste post aqui, mas guardados para o post do dia 21. Só será publicado neste post se o comentário não for enviado com a intenção de ser publicado no aniversário. Conte alguma experiência que teve com o blog, se ele o fez encontrar o sentido da vida, se você se casou por causa do blog, se se separou também, etc. Novamente, peço que sejam suncintos.
Se alguém preferir, também pode mandar para meu e-mail, em vez de para os comentários: eudes_norato@yahoo.com.br
P.S.: Mesmo as más impressões serão publicadas, desde que não venham recheadas de ofensas e palavrões.
Technorati : Aniversário, Rapadura Açucarada
quinta-feira, 10 de março de 2011
Feitiço do Rio
O filme não é um fracasso total, eu mesmo dei umas risadas em algumas cenas e em outras que não eram bem para ser engraçadas. Vale a pena também pelos belos peitos da atriz Michelle Johnson, que ofusca os de Demi Moore, num topless das duas, em que Demi ainda procura cobrir os seus melõezinhos com os cabelos longos, enquanto Michelle não está nem aí e desfila seus dotes à vontade quase o filme todo. Sorte de Michael Caine.
A atriz, na época com 19 anos, é o interesse romântico de Caine. O único problema é ela ser filha de seu melhor amigo. A garota se apaixona por Michael Caine, que se vê em palpos de aranha, tentando não se envolver com ela, para não ficar mal com o amigo, mas não consegue evitar. Ao mesmo tempo, sua filha (Demi Moore) descobre o caso, mas procura não atrapalhar, mesmo tendo ressentimentos para com o pai e sabendo que sua mãe não vai gostar nada.
A esposa de Michael Caine, aliás, foi para Bahia, para dar um tempo na relação. Já a esposa do amigo de Caine (Joseph Bologna), está se separando do mesmo. Assim, os dois foram para o Rio com suas respectivas (e assanhadas) filhas. Enquanto Demi Moore se contenta com a fauna local, Michelle Johnson está a fim mesmo é de uma panela velha, para segurar o cabo quente. Ouch!
Vale acrescentar que o diretor de Blame It On Rio é ninguém menos que Stanley "Dançando na Chuva" Donen, que dirigiu, além desse clássico dos filmes musicais, muitos outros filmes de sucesso, mas que terminou a carreira com filmes como este e uma Ficção-Científica trash, chamada Saturn 3. Pelo menos isso não foi culpa do Rio, eu garanto.
Por isso, seguindo o exemplo da minha amiga twitteira @vane_zombie, que em seu blog Caixinha Secreta, tem discorrido sobre o que aprendeu com filmes trash, aqui vai a minha lista, já que não deixa de ser um filme um tanto quanto trash:
O Que Aprendi em O Feitiço do Rio:
01 - Maridos vão para o Rio, esposas vão para a Bahia
02 - Se você for aos Estados Unidos tem que falar inglês, se eles vierem ao Brasil, temos de falar inglês, também
03 - O Rio de Janeiro visto do avião é preto e branco
04 - Michael Caine conhecia a Aracy de Almeida de quem emprestou os óculos.
05 - Em 1984 toda mulher fazia topless nas praias do Rio.
06 - Em 1984 não existia peito caído, mesmo se você fosse mãe.
07 - As pessoas vão à praia com seus macacos de estimação (sempre eles).
08 - Iguanas e pássaros tropicais andam pelas casas de veraneio cariocas.
09 - Nunca peça para beijar a noiva em um casamento umbandista.
10 - Demi Moore sabe falar "Tchau" e "Beijô" em português.
11 - José Lewgoy tinha alguma treta com diretores americanos.
12 - Rômulo Arantes atuava melhor nessa época.
13 - Que para fazer um filme americano no Rio, tem que ter praia, umbanda, bossa nova, mulata, samba e capoeira.
14 - Uma mulata, obrigatoriamente, tem que se esfregar no gringo. Se ele for o Michael Caine, fica mais engraçado.
15 - Se você comer a filha quase adolescente de seu melhor amigo, a culpa não é sua, a culpa é do Rio.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Vertigem
Quando a Vertigo chegou à maturidade, eu estava longe dos quadrinhos, por motivos idiotas. Porém, quando voltei, o selo proporcionava HQs do mais alto nível e títulos a dar com pau. Pra melhorar tudo, tal selo era da editora que eu mais gostava, DC Comics. Ou seja, era a fome com a vontade de comer.
Quando voltei a ler quadrinhos, era quase impossível acompanhar tudo que estava sendo lançado: Preacher, Invisíveis, Livros da Magia, Hellblazer. E olha, que tudo isso pela maldita Brainstore, que o fazia de modo porco. Imagina se tudo estivesse sendo lançado por aqui da forma correta. Eu enloquecia.
A história da Vertigo, em papel, aqui no Brasil, sempre foi conturbada. Atualmente está nas mãos da Panini, e existe uma revista mensal e muitos encadernados, como por exemplo o Sandman Ultimate Edition Porradation. Tudo muito lindo, se o seu bolso deixar.
Quando comecei com scans, obviamente Vertigo era uma das minhas preferidas. Eu tentava, com a ajuda de amigos, consertar o estrago feito em Hellblazer, lançava alguns Livros da Magia e até mesmo alguns Invisíveis. Mesmo tendo completado Preacher, ainda assim, era impossível acompanhar o ritmo... vertiginoso do selo. Principalmente porque nunca fui bom em montar equipes.
Quando eu parei com scans de vez (ao que parecia), eu mesmo fiquei sem fonte para scans do meu selo preferido. Via a maioria dos grupos fazer um título aqui e ali, de preferência o mais popular, e depois dar atenção ao feijão com arroz de sempre. Até que surgiu O blog, aquele que fez o inesperado, se especializou em HQs do selo Vertigo: o Blog Vertigem.
E, o melhor de tudo, estava fora das picuinhas scanísticas que inundavam a internet. Com Von Dews encabeçando a turma, o grupo fazia aquilo que sabia de melhor, e o que eles faziam era, e é, bonito: traduziam e/ou escaneavam os títulos do selo, continuando a colocar em ordem os números que ainda faltavam em muitos títulos, e começando inúmeros outros.
Nesses 4 anos, fica dificil para mim, dizer a importância do blog. Faltam palavras. Afinal, o blog tinha uma linha a seguir, que era fazer HQs da Vertigo e HQs que fossem adultas em seu conteúdo, mesmo que não fossem Vertigo.
Cativado pelo grupo, cansei de "roubar-lhes" scans e colocar aqui, e até mesmo lendo muitos deles. A continuação de títulos como Hellblazer, Livros da Magia, Fábulas, foi essencial, e não estava pensando apenas em mim, mas nas pessoas que queriam continuar lendo-as e não tinham lugar para baixar, até eles chegarem.
Um traço do blog também, é incentivar a compra e a leitura das revistas no papel. Afinal, estamos vivendo um tempo melhor, editorialmente falando, para o selo, aqui no Brasil. E, se lançassem os encadernados de Preacher do ínicio, eu compraria com todo prazer! Não o blog, claro, mas a editora.
Fico imaginando quantas pessoas devem ter conhecido o selo através dos scans despejados incessantemente no blog Vertigem, capitaneado por Von Dews.
Não sou bom com as palavras, mas quero aqui agradecer tanto esforço e por tantos títulos e parabenizar pelos quatro anos do blog. Que o Vertigem tenha muitos anos a serem comemorados e que Moore e Gaiman os abençoem, amém!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
O Breve Ato de Recordar
Algumas pessoas na foto não estão mais aqui, seja por falecimento, seja porque se mudaram e eu não saiba mais onde moram. Eu estou na foto. No colo de meu pai. Uma digital manchou a foto exatamente sobre minha cabeça, mas ainda consigo me ver. Como sempre - não sei exatamente o porque - estou sério na foto. Meu pai me deu uma garrafa de algum tipo de bebiba - conhaque, eu acho - para que eu segurasse, sem nem mesmo se preocupar que para mim aquilo pesa uma tonelada. Mas eu não reclamo.
A mancha da digital parece deixar claro que eu não lembro daquele momento, e que só tenho aquela foto para saber que ele aconteceu. Olho mais de perto e vejo como estou pensativo. Sério e pensativo, como se soubesse que logo alguém pegaria a foto e deixaria uma marca bem sobre a minha cara, estragando uma pose tão legal segurando uma garrafa de conhaque.
O aniversário é especial principalmente pelo fato de que não teríamos muitos outros até o aniversário de 15 anos de minha irmã. E eu nem estaria nele. Não era comum festas de aniversários pelo simples fato de que as coisas eram difíceis. Mas, nunca nos ressentimos disso. Acho que uma espécie de consciente coletivo apenas da nossa família, fazia com que soubéssemos do que era possível e do que não era.
Continuo olhando a foto, sem saber exatamente porque gosto tanto dela. É velha, em preto e branco, e nem mesmo é de uma aniversário meu. Olho meu pai me segurando sem saber ainda que ele iria embora dali a dois anos. Eu ainda o veria por algum tempo, antes de ele voltar para o Ceará, com uma nova família, mas eu nunca mais teria uma foto com ele me segurando no colo.
Uma lágrima cai sobre a foto e me apresso em secá-la. Secá-la da foto, para que não estrague mais do que já está. Um sentimento de que a vida é apenas uma foto se apodera de mim. Algo que você só pode olhar e tentar lembrar. Saindo da foto, tudo volta a ser real demais.
Tento entender porque ser pai na foto é tão fácil. Não é sempre que penso nisso, mas quando penso, sempre me pergunto o que saiu errado. E não sei a resposta. Era como se a culpa fosse nossa também, e não tivemos aqueles diálogos novelescos tipo "a culpa não é sua".
Mas a foto não é sobre isso. Ela é sobre memórias, sobre lembranças que não temos mais, guardadas em um pequeno pedaço de papel - ou digitalmente hoje em dia. Sempre que reviro as coisas antigas de minha mãe, a foto, invariavelente está lá. Junto a outras é claro, mas sempre é ela quem me chama a atenção.
Minha irmãzinha está sobre a própria mesa do bolo, olhando para alguma coisa atrás dela. O cabelo tão loiro que, mesmo a foto sendo preto e branco, dá pra perceber. Suas grandes bochechas me fazem lembra que, paradoxalmente, ela tem uma foto mais antiga, só que colorida. Recém-nascida, sentada em uma cadeira colorida, sem cabelo ainda, ela parecia estar pensando em tudo que viria pela frente. Mas, na festa de aniversário, ela apenas está distraída.
Olho a fila de pessoas e mais a frente delas, na foto, estão meu dois tios mais novos, dois moleques ainda, loucos para que se acabe logo com essa história de foto e comece logo a história de comer bolo. Meu avô - pai do meu pai - está ali, como eu sempre lembro dele. Incrível como ele nunca mudou de aparência. Minha avó não está nesta.
Ainda seguro a foto por um bom tempo, agora olhando sem estar prestando realmente atenção. A mancha da impressão digital parecendo mais acentuada, como se estivesse apagando mais e mais o meu rosto. Antes que eu suma por completo, guardo a foto de volta dentro da maleta de recordações de minha mãe. É quando sinto que alguém me pega e me coloca no colo.
Meu pai me leva para a sala, onde um monte de gente está presente para o aniversário de um ano de minha irmã caçula. Ele me dá uma garrafa de conhanque - ou algo do tipo - que pesa horrores, mas eu não reclamo. Olho para o fotógrafo e o flash explode nos meus olhos.
E o tempo pára naquela foto.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Faça uma Redação
Talvez se perguntem - e eu não sei porquê estou falando assim - como pode ser, já que gosto tanto de ler. Não sei, preguiça, talvez. Ou talvez eu deteste minha letra tanto que não gosto de vê-la tantas vezes em uma única página. Talvez se, como nos filmes sobre o futuro, eu tivesse uma máquina de escrever portátil, com uma tela, na qual eu escreveria a maldita redação, e ela saísse imprimida pela traseira da mesma, seria moleza.
BAM!!! - COMECEM!
Caraca! A professora quase me mata de susto. Acho que ela notou que a classe não está nem um pouco empolgada com o trabalho. Alguns escrevem como se um milhão de pregos estivessem cravados em suas costas. As meninas fazem florzinhas, enfeitando tudo, antes de começar. Nossa, como eu odeio redação! Mas, se eu tivesse aquela máquina de escrever mágica, e "soubesse" escrever, talvez eu começasse assim...
Meu Mundo Dentro de Um Pequeno Mundo:
Uma chuva torrencial e uma escada de barro composta apenas de lama. É a minha lembrança mais antiga do bairro onde eu fui criado, o Parque do Ferreiras. Sim, o nome é devido à família portuguesa que era dona de tudo aquilo ali, há muitos anos atrás. Tanto que a avenida principal de chama José Ferreira e todas as ruas têm nomes que remetem a Portugal. Eu por exemplo, moro na Rua Rio Tejo ou, pelo menos, vou morar até os meus 30 anos de idade.
Moro há tanto tempo ali que o próprio nome do bairro parece estar ligado ao meu nome. Como se fôssemos um só. Apesar de ser um lugar esquecido entre Belford Roxo e Duque de Caxias, é praticamente o lugar onde eu me dei conta da vida, de quem eu sou, e de quem eu me tornaria.
A chuva torrencial e a lama é a lembrança que tenho de nossa mudança para a nova casa, naquele bairro. Antes disso, vivíamos nos mudando, devido a morarmos de aluguel. Agora tínhamos uma casa nossa, de verdade. Minha mãe grávida de minha irmã caçula, já está lá em cima e os homens fazem a mudança. Sou pequeno demais para ajudar. Mas posso sentir que ali será um bom lugar para morar. A chuva parece dizer isso.
O tempo passa e me familiarizo com cada rua, com cada aspecto do lugar, conforme os anos vão passando. Por exemplo, a Barraca do Alcino (de onde vêm esses nomes?), vai estar ali até eu ir embora. Estava lá quando eu cheguei a ainda está bem depois que saí. E com o Alcino nela!
Na entrada do bairro temos a Padaria do Vasco. Que, mesmo estando no nosso bairro, e nomeada como se pertencesse ao bairro em frente - o Vasco. Ainda está lá também, mas não tem o mesmo charme. O Armazém do Seu Joaquim seria mais marcante para mim. Meu primeiro emprego aos... 11 anos! Isso porque insisti com minha mãe que queria trabalhar. Bom, ela deixou.
No meio do bairro, havia a "pracinha", que no inicio era apenas um terreno circular, que de pracinha não tinha nada. Prefeituras que vieram mais tarde, resolveram fazer com que o lugar merecesse o nome de Praça, construindo uma. Uma quadra e um playground fizeram com que o bairro ganhasse um pouco mais de brilho. Antes, porém, naquele lugar pude ter minha primeira e - acho que - única experiência circense. Um circo foi montado ali e, por vários dias, uma certa magia pueril deu o ar da sua graça.
O bairro tinha seus próprios personagens que fui conhecendo conforme fui crescendo: A Bruxa, O Mentiroso Crônico, o DJ, o Louco da "Aldeia", o Tim Maia, o Eterno Candidato a Vereador (que nunca venceu), A Professora, A Desfrutável, Os "Ricos", O Pastor Mal-Humorado, Os Eternos Moleques, e todo tipo de gente que se pode encontrar em muitos lugares.
Porém, uma das coisas que iriam me surpreender ao me lembrar do meu bairro depois de alguns anos após ter saído de lá, era que, apesar de ele estar no centro da famigerada Baixada Fluminense, o Parque dos Ferreiras parecia estar alheio a toda violência veiculada nos jornais. Tínhamos uma mania de dormir sem trancar a porta simplesmente porque não havia necessidade disso. Era comum, normal. Claro que isso foi mudando com o passar do tempo.
Outra coisa que me surpreendia era eu mesmo que, apesar de ser muito caseiro (leia-se "vivia enfurnado dentro de casa"), ainda assim até que andava muito pelas ruas e, na maioria das vezes, me tornava frequentador assíduo de algumas delas, às vezes por ter alguém com quem trocar gibis, às vezes por ter uma paixonite aguda e/ou mediana, no lugar. Em geral acabava fazendo amizade com outras pessoas e, numa dessas ruas, eu e mais uns amigos, "organizamos" uma festa junina amadora, que terminou com lançamento de carvão em brasa à distância.
Olhando bem para o passado (ou seria para o futuro?) eu andei em todas as ruas, fiz amizades, cresci com aquelas pessoas e isso tudo sendo um "menino caseiro". Minha mania de partilhar, já era forte nessa época, e eu levava discos, livros, gibis, para outras pessoas escutarem, lerem e tudo mais. Quando chegou a era do VHS era alugar filmes e ir ver na casa dos amigos.
Vi o asfalto chegar e cobrir as ruas que sofriam com a chuva. Engatinhei por dentro das manilhas colocadas enfileiradas, quando construiam os esgotos, pensando "e se eu ficar preso aqui dentro"? E continuava. Ainda hoje, quando sinto cheiro de asfalto, sou imediatamente transportado para aqueles dias, em que eu acompanhava cada rua, cada etapa de asfaltamento. Piche é difícil de sair.
Quando eu queria ver o meu "mundo" do alto, subia o morro mais alto que ficava logo atrás de onde eu morava. Às vezes sozinho ou com meus irmãos, subia e ficava olhando tudo lá de cima, tão pequeno e tão grande. Em dias de céu muito limpo eu podia ver o Cristo Redentor bem longe, no lugar onde um dia eu iria morar. No lugar que seria meu novo bairro. Era surreal.
Depois que me mudei, minha mãe ainda continuou morando por lá e eu sempre ia visitá-la, até que ela também se mudou. Mas, não sei se por impressão minha, ou se era algo real, o bairro parecia estar se deteriorando e, foi melhor mesmo não ter de ir mais por lá, e ver minhas lembranças serem deterioradas junto. Não parecia mais o lugar onde morei. Assim, como está, ainda posso ter comigo o que ficou de bom de um lugar que me viu crescer.
Ainda posso ouvir o som das muitas festas juninas das quais nunca tive coragem de fazer parte das quadrilhas, por timidez. As risadas nas festas de aniversário nas quais eu me embebedava com dois copos de cerveja. O cheiro da terra molhada sobre o asfalto velho. O barulho da chuva batendo sobre o telhando de alumínio na varanda. As fogueiras, as histórias, os sorrisos, os pique-esconde, salada mista, os tombos de bicicleta, os bolinhos de chuva. Tudo em um único lugar.
Um lugar que se tornou sinônimo de mim.
FIM.
A professora diz que o tempo acabou e sem piscar, levanto e entrego a ela a redação que escrevi. Ela pega, olha e diz:
- Mas aqui não tem nada, menino!!!
- Mas vai ter, 'fessora. Vai ter.
sábado, 5 de julho de 2008
Entrevista
Criador do blog que vos fala; do F.A.R.R.A. (fórum que, se não conhecem, deviam conhecer); criador de scans nacionais em escala industrial e, por fim, criador de caso, Honorato (como prefere ser chamado, sabe-se lá por que), aceitou de livre e espontânea vontade nos conceder esta entrevista, para preencher linguiça, e espaço que a maioria pulará e irá direto para os downloads.
RA: Sr. Honorato, pode nos dizer porquê escolheu o formato blog para expôr suas idéias na internet?
E.H.: Bom, porque era um novo formato, revolucionário que vinha surgindo, e muita gente de peso estava adentrando essa nova forma de se expressar na internet, deixando sua marca e... pfff... hahahaha... ok, brincadeira. Foi porque eu estava sem nada para fazer e porque nunca soube montar um site.
RA: Porque esse nome Rapadura Açucarada?
E.H: Assim, tipo, como vou dizer... eu estava com fome nesse dia e com saudades da minha terra natal, o Ceará. Uma coisa levou a outra.
RA: Mas o sr. sabe que rapadura é açucar, não sabe?
E.H: Claaaaro que... que... eu sei. Açucarada foi só pra... hmm... dar ênfase à idéia.
RA.: Seeei. Agora me diga, o que diabos rapadura tem a ver com quadrinhos?
E.H.: Rapadura é quadrada... dãaaaa!!!!
RA.: Oh. Não sei porque estou começando a ficar com dor de cabeça. Mas, vamos lá. Porque começou a escanear HQs?
E.H.: Na verdade foi acidental. Eu tinha um scanner. Na época eu não sabia por que comprei aquilo. Eu apenas comprava tudo que se referia a computador. Estava na moda mesmo. Então eu não sabia para que aquilo servia. Daí, um dia eu estava lendo uma HQ do Deadpool, quando de repente, atravessei uma rua e um tambor de produto radioativo me atingiu, derrubando o gibi de minhas mãos, fazendo com que ele caisse, aberto, no scanner, e gerou uma cópia da página. Então descobri para que servia aquele troço.
RA: Certo. Mas porque tantos scans?
E.H.: Vício. Tipo, eu não bebo, não fumo e não f... faço muita questão de ter um carro para lavar todo fim de semana. Também não gosto de futebol. Daí que me viciei em escanear.
RA: Mas não foi por amor aos quadrinhos, para distribuir cultura gratuita, lutar contra preços exorbitantes e pelos nerds oprimidos?
E.H: Hã... o que... quem... como? Que é isso de amor aos quadrinhos e cultura de graça? Tá lôco, é? Eu só escaneio porque eu gosto e me viciei, fora isso, as editoras podem cobrar o quanto quiser pelos seu gibis, se for caro demais eu não compro e pronto, oras. E quem quiser cultura de graça o Teatro Municipal tem sessões a R$ 1,00, todo domingo de manhã. É quase de graça. Faça-me o favor!
RA: OK. E quanto ao seus contos e memórias. Porque começou a escrever tanto, se o blog era basicamente voltado para scans de quadrinhos?
E.H.: Bom, ele não era, como eu disse foi um acidente. Depois tive de parar por um tempo com os scans e não ia terminar o blog por causa disso. Então comecei a colocar links de qualquer troço que encontrava. Também descobri que sabia escrever. Isso veio a calhar, pois eu tinha muita bobagem a escrever. Mesmo voltando com os scans, continuei escrevendo, mesmo sabendo que nem eu mesmo leria depois que terminasse o texto. No máximo para uma revisão dos meus muitos erros. Detesto textos longos.
RA.: E Jerusalem Jones, que aliás está sumido, como e porque o criou?
E.H.: Também foi acidental, mas sem a parte radioativa. Eu só escrevia vários contos e queria escrever um sobre faroeste. Era pra ser apenas um. Mas ele foi ficando, ficando, ficando.
RA: Bom, por último temos o F.A.R.R.A. Por que surgiu?
E.H.: Bom, foi por acidente. Eu sei, tá ficando chato isso, né? Mas é verdade. Eu queria um lugar para colocar os scans e que o pessoal que acessava o blog pudesse ajudar a manter os links funcionando, coisa que eu sozinho não estava conseguindo mais. Acabou virando mais do que um lugar para downloads e é uma casa legal. Às vezes parece um hospício, e o dono parece ser o pior dos loucos, mas no geral é um bom lugar para se vegetar na internet, ou ficar acessando do trabalho.
RA.: Para terminar, a última pergunta. Óbvio, afinal é para terminar. O Sr. é um nerd?
E.H.: Sei lá, já me chamaram de coisas piores.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Cinco Anos
Apesar de citações como esta:
Existe vários blogs e sites em que é possível baixar quadrinhos antigos gratuitamente. O que talvez seja o mais antigo e mais famoso - por isso mesmo, mais confiável - é o Rapadura Açucarada. Nele, é possível encontrar raridades às vezes impossíveis até para sebos. E o melhor, tudo em português. E, através do blog, um verdadeiro mundo de links se abre para os mais variados gêneros de gibis. Fonte: O Povo.com.br.
Gosto de pensar que o RA é mais do que scans, por mais que o que foi dito acima infle meu ego a ponto de eu precisar fazer dieta.
Gosto de como o blog gera essas coisas. Claro que a maioria vem aqui para baixar scans, mas eu não me incomodo com isso, pois sei que muita gente vem por mais que isso. Gosto de fazer os scans, mas também gosto das coisas novas que vão surgindo, seja escrever as aventuras do JJ, seja administrar o fórum, ou ver o zine crescer, ou mesmo dar uma parada nos scans (sem se importar com a choradeira que isso causa) e depois voltar quando dá vontade, seja procurar procurar filmes perdidos e colocar lá no fórum, e anunciar aqui.
O blog nunca teve muito sentido, pelo menos pra quem chega e vê o caos que às vezes ele parece ser. Assim, meio sem direção. Já foi exclusivo de scans, já teve poesia, já foi um depósito de links aleatórios, já foi quase um Dedada Digital, de tanta mulher pelada que tinha...
Talvez digam que deveria ter algum presente aqui, mas não deu tempo de preparar nada de especial. Porém, o fato é que o braço forte do blog, o F.A.R.R.A, abriga um verdadeiro tonel de "presentes", seja na parte de scans, seja na seção de filmes, seja na seção de músicas. É só ir lá pegar o seu.
Assim sendo, espero que o RA dure mais 5, 10, 15 anos... enfim que seja eterno enquanto rapadura!!!!
P.S.: Apesar da data do post lá em cima, a data do aniversário é dia 28 de Novembro!




























