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sábado, 8 de setembro de 2018

CMS: A Vida e Morte do Capitão Marvel 1

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: A VIDA E MORTE 
DO CAPITÃO MARVEL - PARTE 01 de 02
Digit. e Trat.: Out, The Sider Z/HORDA Powers

PARA BAIXAR, CLIQUE EM MEGA ou MEDIAFIRE

"Pode parecer que os criadores da Marvel tinham o toque de Midas nos anos 60, mas nem todos os personagens lançados fizeram sucesso imediato. É o caso do Capitão Marvel, um guerreiro alienígena enviado à Terra para sabotar tecnologia humana, mas acabou se tornando o protetor do planeta. 

Na edição 25, Marvel já havia sofrido algumas mudanças de direção pelas mãos de diversos criadores. Mas de Stan e Gene Colan para Roy Thomas e Gil Kane, e então para Marv Wolfman e Wayne Boring, ninguém conseguiu transformar o personagem num ícone das mesmas proporções de Homem-Aranha e Quarteto Fantástico. 

É quando surge Jim Starlin, um criador que teria impacto definitivo na vida do herói kree. Starlin, um novo recruta da equipe criativa da Marvel, transformou o foco do personagem, levando-o a uma jornada de crescimento espiritual, sintonizando sua mente e alma com o cosmo mais amplo. Inspirado parcialmente pelo personagem de David Carradine na série televisiva Kung Fu, na qual Ocidente encontra Oriente, Starlin via o Capitão como um herói capaz de alcançar a iluminação por meio de treinamento e disciplina. Ele se tornou um Buda cósmico, cujas aventuras sobre realidades alternativas eram o veículo perfeito para leitores em busca de histórias capazes de pirar suas mentes. 

Dentro da narrativa, essa considerável reviravolta no personagem teria um único propósito: derrotar um dos seres mais poderosos que já ameaçaram a galáxia: Thanos. Introduzido por Jim Starlin em Iron Man 55, juntamente com os Titãs e Drax, o Destruidor, Thanos se tornaria um dos oponentes mais grandiosos do Universo Marvel. Cada ato maligno seu é motivado por uma obsessão pela morte, cuja personificação, a Senhora Morte, ele corteja implacavelmente. 

Servindo de prólogo para as aventuras do Capitão Marvel, começamos este volume com a já mencionada Iron Man 55, trazendo a história primeira aparição de Thanos. Também incluimos Marvel Feature 12, uma parceria entre o Coisa e o Homem de Ferro, que revela exatamente o que aconteceu com o Vingador Dourado depois de partir num jato na edição 30. 

A luta épica do Capitão Marvel contra Thanos e seus s sonhos insanos se tornou um capítulo lendário na história da Marvel, comprovando a afirmação da capa da edição 29, de que o personagem é sem dúvida 'o super-herói mais c´somico de todos'."





domingo, 4 de março de 2018

Coleção Marvel Salvat - Warlock 2

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: WARLOCK - PARTE 2
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/Somos uma HORDA

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"Apesar das inúmeras tragédias e dificuldades que acometem suas vidas, a maioria dos heróis ama seus poderes e as habilidades que possuem. Veja o Homem-Aranha, por exemplo: meso quando a sorte do bom e velho Peter Parker o joga na sarjeta, pode apostar que basta que ele se balance um pouco pelos prédios de Nova York, que logo trará um sorriso estampado no rosto. Como leitores, é sempre bacana ver os personagens curtindo usar seus poderes, em especial quando isso os permite abafar as duas desgraças. 

O que nos leva a Warlock e ao peculiar problema que ele tem com suas habilidades - sendo específico, aquelas que advém da gema vampira implantada em sua testa. Diferente dos outros heróis, Warlock passou a odiar seus poderes. Para ser sincero, arrancar a força vital de uma pessoa não é a mais agradávels das habilidades que existe, e é compreensível que ela promova uma enorme quantidade de culpa  sobre seus ombros. 

É uma grande reviravolta de Jim Starlin, e se adequeva perfeitamente ao público da época. Ver um personagem de moral tão conflitante sobre o modo como seus poderes funcionavam, e então obrigá-lo a usá-los em nome de um bem maior, era algo que reverberava junto aos leitores que viviam nos Estados Unidos pós-Watergate e pós-Vietnã. 

Tendo envolvido os leitores na luta de Warlock contra Magus e a Igreja da Verdade, Starlin acaba escrevendo apenas mais quatro edições da série antes de partir para trabalhar na animação de O Senhor dos Anéis, do diretor Ralph Bakshi. Contudo, deveria haver uma edição de número 16 de Warlock, mas, infelizemente, a arte do desenhista Alan Weis foi deixada no banco de trás de um táxi e nunca mais recuperada. Só o que restou dessa edição são algumas poucas fotocópias que o arte-finalista de Warlock, Steve Leialoha, tinha guardado. 

Porém, alguns meses depois, a Marvel contatou Starlin e pediu para que ele criasse  uma edição anual de Avengers e outra para Marvel Rwo-in-One. Vendo a oportunidade de criar uma conclusão  para sua saga de Warlock, ele concordou. Elaborando uma história em duas partes que correu por ambas as edições, o artista retratou o personagem se aliando aos maiores Heróis da Terra na tentativa de deter Thanos de uma vez por todas, encontrando a redenção ao longo do processo. 

Claro, isso não seria o fim para Warlock (e nem para Thanos). A partir de 1989, com Thanos Quest, Warlock, o Titã Louco e as várias jóias do poder retornariam, encabeçando diversas minisséries de sucesso. Na verdade, recentemente, a Marvel lançou uma nova narrativa de Thanos pelas mãos de Starlin, Revelação Infinita - e é seguro afirmar que não será a última. Embora já faça mais de quarenta anos que começou a trabalhar para a Casa das Ideias, Starlin continua ocupando a vaga do rei do cósmico nos quadrinhos."

PARA MAIS WARLOCK, BAIXE:


Abaixo, comparações entre formatinho e a edição da Salvat:




domingo, 23 de abril de 2017

Coleção Marvel Salvat: De Volta ao Lar

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: HOMEM-ARANHA - DE VOLTA AO LAR
Digitalização: Renato Ptl/Tratamento: Outsider Z/HORDA Comics

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Este foi o primeiro volume da coleção Marvel/Salvat. Como já disse antes, não há muita intenção de fazer a coleção toda, pois isso seria um pouco complicado por questões monetárias. Eu mesmo só compro aqueles volumes que me interessam ou que eu não já tenha como uma edição normal. Também não me importo com desenhos que a lombada forma, já superei isso quando não ganhei a Enciclopédia do Escoteiro Mirim. 

A primeira edição desta coleção começa com este arco do Homem-Aranha, conhecido como De Volta ao Lar, escrito por J. Michael Strasczkisnshizsn e desenhado por John Romita, Jr. que, atrualmente, não é um deos meus desenhistas preferidos. 

Stracz vem a desenvolver um lado meio místico nas histórias do Homem-Aranha, introduzindo um personagem chamado Ezekiel, que parece ter os mesmos poderes de Peter Parker. Ele encontra o Homem-Aranha e deixqa claro que sabe sua identidade secreta. Porém, ele não parece ser uma ameaça. 

Mas, os problemas de Peter não são realmente Ezekiel e sim um vilão chamado Morlun, que se alimenta das forças de seres superpoderoso e puros. Ele está atrás do Homem-Aranha e vai sugar sua energia custe o que custar. 




quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Coleção Marvel Salvat: Demônio da Garrafa

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: HOMEM DE FERRO
Digitalização: Renato P./Ajustes: Eudes H./H.O.R.D.A. 

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Algumas considerações sobre a Coleção Marvel Salvat no RA. 

1 - Não é nossa intenção completar a coleção. Não é uma obrigação que queremos adotar. Primeiro, porque nem eu, nem o Renato, juntos, temos a coleção inteira. Vamos apenas fazer as que temos.

2 - Não precisam enviar links de algum lugar que tenha a coleção completa. A qualidade sempre é diferente da nossa e, no fim, teriamos que refazer. Assim sendo, novamente, não enviem links de outros.

3 - Algumas HQs já existirão em scan, aqui mesmo ou em outro lugar, como é o caso dessa do Homem de Ferro, mas faremos assim mesmo, pois sempre há importante material adicional nessa coleção. E mais é melhor que menos. 

4 - Se ficar propenso a querer a coleção completa, pode pesquisar na internet por mais scans, pode comprar as edições nas bancas de jornal ou em sites que vendem quadrinhos. Os números antigos podem ser encontrados em sites como o Mercado Livre, Estante Virtua e Rika Comics. 

No mais, esta é uma HQ  escrita por David Michelinie, desenhada por John Romita, Jr. e Carmine Infantino e arte-finalizada por Bob Layton. Entre muitas aventuras e inimigos cruéis, Tony Stark acaba tendo que lidar com o pior de todos, ele mesmo e seu vício em álcool, que o está afastando das pessoas que mais se importam com ele. 





sábado, 3 de junho de 2017

Coleção Marvel Salvat: Os Eternos

COLEÇÃO MARVEL SALVAT - OS ETERNOS
Digitalização e Tratamento: Renato Ptl/HORDA Comics

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"Em 1975, algo muito empolgante foi anunciado na Marvel Comics: Jack "The King" Kirby estava de volta! Após um período de cinco anos fora da empresa , o grande criador retornava para levar seu estilo clássico e inconfundível a tipos como o Capitão América e Pantera Negra. Além de trabalhar com personagens que ajudara a criar 15 anos antes, Kirby também lançou um título novo, algo diferente de tudo que a Marvel estava fazendo na época: Os Eternos. 

A premissa surgiu do fascínio de Kirby por 'antigos astronautas' = uma teoria decididamente new age de que seres interestelares podem ter visitado nosso planeta há milhares de anos e terem sido confundidos pelo homem primitivo com 'deuses', talvez até interferindo de algum modo na evolução humana. 

Trinta anos mais tarde, o editor-chefe da Marvel, Joe Quesada, abordou Neil Gaiman para revitalizar os personagens e encontrar uma maneira de integrá-los de novo ao Universo Marvel. Gaiman, que havia lido (e adorado), a série original quando lançada, agarrou a oportunidade sem pensar. 

De certo modo, Os Eternos é quase que o completo oposto do que o escritor fizera em 1602. É um conto Marvel completamente  moderno, com um elenco bem menor de protagonistas, que se enquadram perfeitamente à cronologia moderna. Em vez de reimaginar os personagens  dentro de um novo ambiente (no caso de 1602, a Era Elisabetana), desta vez ele tentaria trazer de volta figuras que estavam à margem do Universo Marvel atual.

Juntar Gaiman com John Romita, Jr. no projeto foi uma escolha inpirada (cof cof). Assim como descreveu os asgardianos, seus artefatos e e arquitetura no trabalho Thor: Em Busca dos Deuses, Eternos vê mais uma vez John Romita, Jr. interpretando os incríveis designs místicos e tecnologicamente avançados de Jack Kirby. Novamente, ele encontra uma forma de atualizar a arte de Kirby sem perder o senso de grandeza épica e natureza extreterrena."




domingo, 14 de maio de 2017

Coleção Marvel Salvat: 1602

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: 1602
Digitalização e Tratamento: Renato Ptl/HORDA Comics

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"Quando foi anunciado que Neil Gaiman escreveria uma minissérie para a Marvel, os fãs ficaram malucos tentando adivinhar em que ele trabalharia. Se você já conhece a obra de Neil Gaiman, sabe que seus romances e quadrinhos são, com frequência, uma bela mistura de contos de fadas e mitologia, combinados a personagens enigmáticos pós-modernos, tudo somado a uma influência decididamente gótica.

Graças a isso, muitos imaginaram que ele se voltaria para os personagens sobrenaturais da Marvel - Doutor Estranho, Motoqueiro Fantasma e similares. Outros, porém, defenderam que um dos primeiros trabalhos do autor nos quadrinhos foi o revolucionário Miracleman, portanto, não era de todo infactível que super-heróis mais tradicionais estivessem na sua mira. 

Em vez disso, ele criou uma série mirabolante que ninguém poderia ter imaginado, mesmo em seus sonhos mais febris - uma narrativa singular que só poderia ter saído da mente fértil de Neil Gaiman: 1602.  A premissa parece bizarra, para dizer o mínimo. Reinventar o Universo Marvel e seus principais protagonistas como se tivessem existido na Inglaterra elisabetana. 

Quem sabe o que a redação da Marvel pensou quando leu a proposta pela primeira vez. Por sorte, o editor-chefe, Joe Quesada, teve o bom senso de confiar nos instintos do escritor e deixá-lo tocar a ideia. E, claro, o projeto foi um grande sucesso. 

Mas, afinal, por que não seria? Gaiman é um grande autor, que parece possuir uma compreensão inata sobre o fluxo da linguagem. Há uma poesia natural na maneira como escreve, o que torna cada sentença um deleite de ser lido. De forma similar, a arte de Andy Kubert que usa a mesma técnica de 'lápis potencializado', vista pela primeira vez em Origem, está além de comparações, sendo que cada página, cada quadro, se torna um banquete para os olhos. 

Como o próprio Gaiman afirma em uma entrevista no final deste volume, uma de suas intenções com 1602 era recapturar o senso de maravilha que havia no início da Marvel Comics. Uma tarefa que ele alcançou sem vacilar e, ao fazê-lo, criou uma série imortal da Marvel. 

Todas as coisas mudam e nós mudamos com elas."




quinta-feira, 1 de março de 2018

Coleção Marvel Salvat: Warlock 1

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: WARLOCK - PARTE 1
Digitalização e Tratamento: Outsider, of the Z/HORDA Galactics

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"Como visto e A Vida e Morte de Capitão Marvel, a especialidade em particular de Jim Starlin é criar óperas espaciais com conceitos épicos, recheada de seres supremamente poderosos se deabetendo com questões fundamentais da existência. Após sua fase em Captain Marvel, Starlin voltou suas habilidades nos quadrinhos para outro aventureiro cósmico: Adam Warlock.

Personagem com uma história bastante peculiar, Warlock estreou originalmente em Fantastic Four, como uma criatura conhecida como Ele. Mas seria Roy Thomas que transformaria o heróis em um astro com título próprio. Inpsirado na ópera rock Jesus Cristo Superstar, o roteirista usou Warlock como um personagem central de uma narrativa messiânica do bem contra o mal, que se passava num espelho do nosso mundo conhecido como Contraterra. Foi um título ambicioso e pouco ortodoxo para a Marvel, mas que, infelizmente, não se conectou com o público da maneira que se esperava. 

Quando Starlin abordou Warlock, voltou a usar a religião como ponto focal da trama, mas de modo bem mais adverso do que Thomas. De certo modo, seu trabalho com warlock é o oposto do que o autor fez em Captain Marvel. Mar-Vell era um mortal que tinha de lidar com a esmagadora responsabilidade de receber os  poderes e as percepções de um deus, enquanto Warlock era um deus arrastado ao nível humano por uma crise existencial de consciência que o deixaria à beira da loucura. 

Mais uma vez como escritor e desenhista, Starlin consguiu trazer uma visão realmente clara ao projeto. Nem mesmo a redação da Marvel tinha muitas informações sobre o título, por causa do astuto plano de Starlin de entregar páginas o mais tarde possível, evitando, assim, interferência editorial. Como você lerá, a história obviamente é uma metáfora para o potencial mau uso do poder por organizações religiosas, corporações e similares. 

O nível ao qual o criador eleva sua crítica é surpreendente, dada a época em que a revista foi publicada. Se ele teria conseguido manter as histórias incólumes  caso os editores tivessem oportunidade de escrutinar as páginas, não se sabe, mas, no longo prazo, essa prática levemente desonesta levou à criação de uma história bem mais provocante."


 


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Coleção Marvel Salvat: Howard, o Pato

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: HOWARD, O PATO
Digitalização: Renato PTL/Tratamento: Outsider Z/HORDA Scans

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"Sim, você leu certo: Howard, o Pato. 

Não é o nome que se espereva ver ao lado de outros títulos de super-heróis da Marvel, mas até aí, Howard The Duck não é a típica revista em quadrinhos da Marvel. Tendo aparecido pela primeira vez em Adventures Into Fear 19, Howard foi uma criação de Steve Gerber, um dos roteiristas mais incomuns, selvagemente criativos e inspirados a trabalhar com HQs. 

Howard foi criado porque Gerber sentia necessidade de apimentar as aventuras do Homem-Coisa que ele escrevia na época. 

O Homem-Coisa, uma massa de matéria pantanosa animada, era mais uma força da natureza do que um personagem a ser desenvolvido. Então, para tornar o título mais atraente, Gerber adicionou um bizarro elenco coadjuvante, que incluía o mago Dakihm, o bárbaro Korrek... e Howard, o Pato. 

Para quem vê de fora, essas histórias parecem os delírios de um louco. A Casa das Ideias realmente estava tentando nos convencer de que Howard seria o próximo Homem-Aranha ou Homem de Ferro? ProRat, o Mago Financeiro, ou Garko, o Homem Sapo, vilões que estariam à altura do Doutor Destino ou do magneto? Não. Claro que não. Em vez disso, essa HQ era a Marvel em seu ponto mais subversivo. Por sorte, a maioria dos leitores entendeu a piada e a popularidade de Howard decolou. 

O pato malicioso era efetivamente a voz de Gerber para o mundo, usado para ventilar todos os males que ele percebia nos Estados Unidos dos anos 1970, fosse o comercialismo desenfreado, violência na mídia ou apatia policial. Na verdade, a zombaria política levou a um inspirado tie-in com a eleição de 1976, quando Howard concorreu à presidência dos EUA. Fãs de quadrinhos de todo o país mostraram sua predileção com emblemas costurados em suas jaquetas, com os direres 'vote em Howard, o Pato'. 

Infelizmente, temos espaço para mostrar somente as sete primeiras edições do título.  Mas como um extra, conseguimos inserir possivelmente a sua edição mais infame, Howard The Duck 16, ou Zen and The Art of Comic Book Writing. 

Gerber, sob imenso estresse, estava com o roteiro atrasado para essa edição. Então, em vez de reimprimir material antigo (o truque típico da Marvel quando encarava alguma situação parecida), ele criou uma HQ que consistia de um ensaio brutal sobre suas considerações acerca do processo de escrita. O resultado é extraordinário. 

Como um satírico especialista, nada era sagrado para Gerber, incluindo seu próprio trabalho. Após o que pode ser desconstruído como uma indulgente sessão de terapia às custas dos leitores, ele subverte toda a premissa ao incluir, na última página, a carta de um leitor condenando sua experiência, escrita por nenhum outro senão... Steve Gerber. 

Como as melhores sátiras, essas histórias são enganosamente inteligentes, ocultando uma verdade farpada em meio a camadas astutas e absurdas.  As histórias de Howard são uma curiosidade singular, não só na trajetória da Marvel, mas na cultura dos quadrinhos como um todo. À semelhança do grande Steve Gerber, são histórias únicas e provavelmente jamais voltaremos a ver coisa parecida." 





sábado, 16 de fevereiro de 2019

CMS: Punho de Ferro + Bônus

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: PUNHO DE FERRO A BUSCA 
POR COLEEN WING - CLAREMONT/BYRNE
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Inc.

PARA BAIXAR, CLIQUE MEGA ou MEDIAFIRE

Em 1974, a psique da América tinha sido verdadeiramente capturada pela febre do kung fu. Ela abriu seu caminho na Casa das Ideias com revistas como  The Deadly Hands of Kung Fu e Iron Fist - cujo protagonista estrela este volume. Narrando as aventuras de Danny Rand - um estranho criado na mística cidade de Kun Lun, que viaja para Nova York em busca de vingança pela morte dos pais - foi significativo que a poderosa Marvel lançasse um legítimo clássico das artes marciais. 

Estreando em Marvel Premiere 15, Punho de Ferro passou pelas mãos de vários escritores em suas primeiras edições. No entanto, a partir do número 23, a série ganhou um roteirista regular, que viria a se tornar um dos criadores mais famosos da Marvel: Chris Claremont. Duas edições depois, Claremont convenceu o editor-chefe Roy Thomas a trazer a bordo um novo desenhista canadense, que o escritor estava desesperado para ver em um título Marvel - nenhum outro senão o agora lendário John Byrne. 

De suas splash-pages de abertura, que ficam mais e mais emocionantes a cada edição [não sei do que ele está falando, só há uma splash-page em todo o volume e não é de abertura], às cenas de luta maravilhosamente coreografadas e emocionantes, pode-se sentir que o poder bruto do Punho de Ferro permeia todas as páginas. 

A arte de Byrne aumentou a qualidade da revista [na verdade, a arte de Byrne evolui a cada história. As primeiras, nem dá pra reconhecer o traço direito, era basicamente, muito ruim], consolidando o lugar do personagem como um legítimo herói Marvel.

De certo modo, isso ecoou na narrativa - no decorrer da busca, o jovem artista marcial começa a perceber sua verdadeira vocação de herói. É um ponto de inflexão para o personagem em termos de qualidade criativa, e em sua própria jornada pessoal de propósito e auto-descoberta. (Texto de Marco M. Lupoi e entre colchete, eu).




BÔNUS TRACK MARVEL TEAM-UP - HOMEM-ARANHA/SONJA
Tradução e Letras: Black Bison e Sith/LEMURIA

PARA BAIXAR, CLIQUE MEGA ou MEDIFIRE

A história que faltou no volume da coleção Salvat Homem-Aranha: Grandes Encontros Marvel, não sei se por falta de espaço ou se porque SDonja estava com a Dynamite. De qualquer forma, é uma história indispensável e, graças ao grupo Lemuria - que acho que já não existe mais - temos aqui essa relíquia escrita por Chris Claremon e desenhada por John Byrne, em seu auge.

Podemos ver a evolução do artista dos desenhos de Punho de Ferro em seus primeiros trabalhos e aqui, como o cara que se tornaria realmente uma lenda. 



sábado, 9 de fevereiro de 2019

CMS: Homem-Aranha

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: HOMEM-ARANHA 
GRANDES ENCONTROS MARVEL
Digitalização e Tratamento: OutsiderZ/HORDA Scans

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Dado o monumental sucesso do Homem-Aranha, era quase inevitável que, em algum momento, o Escalador de Paredes terminasse com um segundo título regular. Em 1972, quase 10 anos depois de sua estreia, esse segundo gibi do Aranha, Marvel Team-Up, chegou às prateleiras. Como o nome sugere, cada edição apresentava o Cavaleiro das Teias enfrentando todo tipo de vilões, ao lado do rol rotativo de convidados super-heróicos. 

O conceito era um daqueles com potencial quase ilimitado. As histórias fluíam com velocidade estonteante, com pouco mais de um segundo para que o Aranha recuperasse o fôlego entre as aventuras. Também deu aos roteiristas e desenhistas uma oportunidade de lançar o Cabeça de Teia por todo o Universo Marvel, apresentando-o a personagens que, normalmente, não apareceriam no título principal do personagem, Amazing Spider-Man.

Os fãs adoraram, e o primeiro volume da revista durou 150 edições. Era um gibi consistente e tremendamente divertido, com inúmeros momentos de destaque em sua história. De todos os diversos criadores a trabalharem nele, algumas das tramas mais empolgantes foram elaboradas por uma das mais famosas parecerias da Marvel na vida real, John Byrne e Chris Claremont, durante sua longa fase no título. 

Enquanto criava as histórias reimpressas aqui, a dupla também trabalhava em Uncanny X-Men. É justo dizer que seu fenomenal sucesso com os mutantes da Marvel, de certo modo, obscureceu seu trabalho daquele período, deixando muitos fãs sem saber quão boias eram as histórias de Marvel Team-Up.

Uma caverna de Aladim de aventuras recheadas de ação, seus criadores uniram o Aranha a uma vasta gama de personagens - em geral, aqueles com os quais já tinham alguma associação, como Miss Marvel (cuja série própria Claremont escrevia na época), Punho de Ferro (encerrando tramas pendentes de sua recém-cancelada série) e Capitão Britânia (cocriado por Claremont alguns anos antes com o desenhista Herb Trimpe).

Obviamente incapazes de promover qualquer grande mudança no Aranha como personagem, eles se concentraram em dar às histórias o maior dinamismo possível, com uma saraivada de cenas de lutas movimentadas e sequências de ação que nunca deixaram de impressionar. (Texto de Marco M. Lupoi).




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