terça-feira, 12 de março de 2019

Imagine

JOHN LENNON PERDEU UMA ESTROFE


segunda-feira, 11 de março de 2019

100 Balas - Vol. 12

100 BALAS - VOLUME 12
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Inc. 

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Se não quer tomar um spoiler pelo meio da cara, não olhe de novo para a capa. Sei, que ao dizer isso, você vai querer olhar, mas, não.... olhe. Bom, dito isso, vamos lá. Azzarello parece ter um pouco de J. R. R. Martin nele, já que, assim como em Game of Thrones, personagens que se tornam queridos pelos leitores e/ou telespectadores, morrem, sem nenhuma cerimônia. 

Aqui é Vertigo, e na Vertigo, não temos essa de ressuscitar, voltar da morte, ter sido tudo um sonho, ou ser a a Jean Grey. Aqui, morto é morto mesmo. E, em muitos casos, são personagens aos quais nos apegamos devido ao carisma embutido neles por Azzarelo e até mesmo por Eduardo Risso. 

Se não leu os volumes anteriores, pule este parágrafo, pois é onde digo que já tivemos a morte de Milo Garret e Sheppherd. E agora chegou a vez de mais uma pessoa. 

Na guerra que está desintegrando o Cartel, Graves precisa de apoio e, para isso, vai atrás de quem o ajude e de quem o atrapalhe com isso. Além de tudo, a guerra não para de fazer vítimas dentro do Cartel, fazendo com que ele continue desmoronando cada dia mais. Tivemos também uma tentativa fracassada de atentado, no último volume. 

Há também o retorno de Echo Memoria, ladra profissional que roubou uma valiosa pintura que parece trazer a morte por onde passa. Ainda não se sabe onde Echo e a pintura se encaixam nos planos de Graves ou se ao menos fazem parte desses planos. Mistério. 





domingo, 10 de março de 2019

A Queda do Carvalho

PORQUE NUM DIA VOCÊ É PEDRA E 
NO OUTRO VOCÊ É VIDRAÇA


Ainda lembro bem como descobri Olavo de Carvalho: era um dia como outro qualquer no Facebook durante o governo de Dilma. O assunto do post era alguma crítica contra o governo e que virou um debate. Lembro que alguém, no meio da conversa citou Olavo de Carvalho que, para mim, era um ilustríssimo desconhecido. Apesar de o post ser contra Dilma e o PT, e Olavo de Carvalho - como eu logo descobriria - ser um anti-petista fanático -, a citação não era como elogio, mas se percebia uma espécie de menosprezo pela pessoa em si. Caí na besteira de ir pesquisar para saber quem era o indivíduo. Começava aí uma ojeriza instantânea. 

Não se precisava nem mesmo começar a entender o que o velho homem, meio encarquilhado, estava dizendo, quais eram suas ideias. Sua postura como pessoa já era enojante. A pessoa quando fala de forma arrogante, cheia de si mesma, se dando um valor que não possui, e menosprezando os outros, faz com que automaticamente - pelo menos para mim - ela ganhe o meu desrespeito. Ela pode estar falando sobre a Paz Mundial, se for da maneira como Olavo de Carvalho faz, seu discurso perde todo valor. Para piorar, havia a enxurrada de palavrões que, em nada, colaboravam com qualquer linha de raciocínio. 

Para que se fique claro, eu xingo. Sou totalmente a favor do palavrão, e também sou uma pessoa de rompantes. Na verdade, eu prezo pelo direito de me emputecer. Porém, isso geralmente se dá em razão de provocação ou indignação e, mesmo assim, não enquanto eu estou "palestrando" sobre algo e, em hipótese alguma, por mais que eu me irrite com alguém, jamais enfio o "cu da mãe" na história. Que, aliás, é outra característica de Olavo e de seus seguidores, a fixação anal. Tudo para eles, se resume a cu. 

Não precisei pesquisar muito para perceber que Olavo de Carvalho era um imbecil rematado que tinha como seguidores outros imbecis. Olavo de Carvalho era a voz da razão para aqueles que não faziam a mínima ideia do que seria "razão". Ele poderia dizer, por exemplo, que o Sol girava em torno da Terra, e eles aplaudiam. Poderia dizer até mesmo que ele refutava Eisntein e Newton, ou seja, que ele sabia mais - mesmo sem ser cientista - muito mais que esse dois juntos. 

No seu campo, a filosofia, da qual ele se auto-declarava Professor, ele entendia corretamente e, não entendendo, ensinava incorretamente e, mesmo se fosse corretamente, seria com aquela sua falta de humildade característica, se achando o próprio Platão. De filosofia só aprendeu o que Schopenhauer ensinava em Como Vencer um Debate Sem Ter Razão, do qual ele mesmo fez um prefácio, em um edição. Olavo não entendia que aquilo era uma crítica e não um manual de instruções, ao qual ele passou a seguir minuciosamente em seus discursos no YouTube e na vida. 

Olavo de Carvalho continua aquela coisa insignificante se não fosse a eleição dos Bolsonaros. Com essa guinada para a extrema-direita, da qual ele mesmo teve parte, o filósofo de araque ganhou uma das coisas que mais queria, projeção nacional. E, para piorar ainda mais a situação do país, o homem indicou pelo menos dois ministros para o governo, o da Educação e o de relações exteriores. Olavo colocava dois se deus seguidores, seguidores da seita olavista, no governo, além de vários outros, como pequenas bactérias, pelas secretarias e etc. Mal comparando, era como se Charles Manson colocasse seus seguidores na Casa Branca. Provavelmente foi aí que cometeu seu primeiro erro.

Olavo mesmo queria um cargo no governo, de preferência de Embaixador nos Estados Unidos. Claro, o país onde ele mora. Quer coisa mais confortável do que você espalhar o anti-intelectualismo dentro do governo brasileiro, causando danos à nação, mas sem estar morando nela. Seu pedido de embaixada foi ignorado. E seus discípulos começaram a agir e a mostrarem de quem eram alunos. Esse fi o segundo erro. 

O Ministro das Relações Exteriores só fazia azedar as relações exteriores e o Ministro da Educação que queria tirar a ideologia marxista das escolas, tinha como único objetivo colocar no lugar dela a ideologia de extrema-direita, baseada nos ensinamentos do grande educador Olavo de Carvalho que, humildemente disse certa vez que não queria ser Ministro da Educação. O terceiro erro, cometido não por Olavo, mas, com certeza, por influência de sua agenda ideológica, foi cometido pelo Ministro da Educação e iniciou a derrocada de Olavo. O Ministro mandou para as escolas, um aviso que era para que as escolas filmassem os alunos cantando o Hino Nacional e dizendo o slogan do governo em seguida, ou seja, doutrinação. 

Claro que os defensores do governo se fizeram de idiotas - e aqui estou sendo generoso e querendo acreditar que seja isso - e fingiram acreditar que a enxurrada de críticas que a sugestão recebeu foi por conta dos comunistas não queriam que se cantasse o Hino Nacional. Deixavam de lado o ator de filmar as crianças - que é proibido - e o ato de forçá-las a dizer um slogan político-ideológico, esses os reais motivos das críticas e do subsequente recuo de Veles. mas, o estrago já estava feito e começou um expurgo de olavetes no governo. Não dos dois Ministros, claro, mas de muitos secretários e outros. Demissões e remanejamentos para cargos inferiores fizeram com que Olavo se indispusesse com o governo. Seu quarto erro viria no meio desse furdunço todo: ele discute com o vice-presidente General Mourão, que o ignora, deixado-o ainda mais irritado. Mourão, em questão de minutos se transformou em comunista, para o connoisseur de comunismo, Olavo de Carvalho. Mas, o golpe de misericórdia viria pouco depois.

Sempre posando de escritor bem-sucedido, professor com vários alunos pagantes de seus cursos de emburrecimento coletivo e admirador da Meritocracia, Olavo de Carvalho, como um verdadeiro Buda do Desconhecimento, ensinava que "não se deve dar o peixe, e sim ensinar a pescar", frase muito usada pelos detratores do Bolsa Família, caiu ele mesmo, na esparrela de, por meio da internet, pedir contribuições financeiras para despesas médicas. Parece que todo seu esforço em prol de colocar um governo de extrema-direita no poder não deu o lucro esperado. Poder - sem dinheiro - não enche barriga. 

Até mesmo o ex-amigão do Trump, Steve Bannon, que mirava agora o Brasil como fonte de renda, que vinha se aconselhando com Olavo, abandonou o "filósofo" e pulo etapas, indo diretamente para a fonte, Eduardo Bolsonaro.  Com essa crise toda, a influência de Olavo diminuiu e tende a diminuir mais. Sua última cartada, mais parecida com um mimimi (coisa dos esquerdistas, aliás) foi pedir (ou seria ordenar) que seus sectários deixem o governo. Será que obedecerão, os que ainda restam por lá? 

No fim das contas, tudo se resume a um frase feita, coisa que Olavo tanto gosta: quanto maior a altura, maior a queda...  mesmo sendo um Carvalho. 


sábado, 9 de março de 2019

Dilbert - Muquiranas

DILBERT - JÁ NEM LEMBRO SE SOMOS
MUQUIRANAS OU ESPERTOS - SCOTT ADAMS
Digitalização: Renato PLT/Tratamento: 
Outsider Z/HORDA Inc.

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Introdução de Scott Adams:

Se você já teve um cachorro, provavelmente se considerava mais inteligente que ele. Por exemplo, os cachorros não são capazes de fazer exercícios de álgebra, enquanto você tem nítidas lembranças de já ter feito isso um dia na escola. Ou talvez de ter ouvido alguém falar a respeito durante uma aula. Ou então era só o nome de uma banda. Que seja. A questão aqui é que os seres humanos são mais espertos que os cachorros, até onde sabemos. 

Só que tem outro lado: tenho certeza de que os cachorros se consideram mais espertos que os humanos. As coisas que n´so sabemos - conhecimento que faz com que a gente se sinta tão inteligente - não tem nenhuma importância para os cachorros. 

Eles não precisam se preocupar com a qualidade do sinal de wi-fi nem saber fazer as contas para trocar milhas do programa de fidelidade das companhias aéreas. Por outro lado sabem muito bem qual é o cheiro do traseiro de um gato, e certamente têm pena de você por sua ignorância a esse respeito. Isso presumindo que você seja ignorante a esse respeito. Não estou aqui para julgar ninguém.

Eu usei um cachorro como exemplo, mas acredito que você saiba que isso se estende às relações humanas. Nós sempre nos achamos mais inteligentes que os outros, pelo menos em relação ás coisas do nosso interesse. Você pode até saber mais sobre a fabricação de queijo artesanal, claro, mas eu considero esse conhecimento uma coisa totalmente inútil. 

O que você sabe sobre as coisas realmente importantes da vida, como escrever introduções para as coletâneas de tiras de Dilbert? Tudo bem, não duvido de que você consiga preencher uma única página com uma prosa sofrida e mal escrita. Mas isso figura apenas 80% do que faço. Os outros 20% consistem em torcer para que ninguém leia. 

Nós nunca vamos saber se os humanos são mais inteligentes que os cachorros em relação às coisas que realmente importam. Mas, se conseguirmos chegar a um padrão objetivo de comparação da inteligência canina com a humana, receio que as chances não sejam muito grandes.

Se pegarmos como medida o tempo que o cachorro leva para encontrar um osso enterrado no quintal em comparação com o que demoramos para encontrar nosso celular dentro de casa, acho que, forçando a barra, conseguiríamos no máximo um empate.

Muitas vezes os humanos tendem a caracterizar seus defeitos como "esperteza". Nós somos engraçados mesmo. Por exemplo, ninguém assume que tem medo de escalar uma montanha - a pessoa prefere dizer que é esperta demais para arriscar a vida de um jeito tão bobo. Ninguém admite que é um acumulador compulsivo - simplesmente diz que é bobagem jogar fora uma coisa da qual pode precisar mais tarde. E ninguém se considera muquirana - todos preferem dizer que sabem economizar.

Se repetir esse mantra durante muito tempo, no fim você acaba nem sabendo se na verdade é uma pessoa lesada ou brilhante. E talvez isso seja bom. É difícil viver bem se formos confrontados o tempo todo com nossos defeitos. Acho que Buda já disse uma vez, o que provavelmente significa que se trata de uma afirmação inteligente. Por outro lado, o guarda-roupa dele não era exatamente um modelo a ser seguido, portanto...





sexta-feira, 8 de março de 2019

Demolidor de Bendis/Maleev - Vol. 3

DEMOLIDOR - BRIAN MICHAEL BENDIS/ALEX MALEEV - VOLUME 03
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Inc.

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Depois de Revelado e O Rei da Cozinha do Inferno, chegamos a Decálogo, mais um volume da dupla Brian Michael Bendis e Alex Maleev em Demolidor. 

Nesta edição temos três arcos simplesmente incríveis: no primeiro arco, Madame Hidra é presa pelos Vingadores, em outro país, mas, devido a entraves burocráticos acabam sem poder levá-la consigo. O presidente do país, no entanto, aceita fazer uma troca... pela Viúva Negra. Instada a se esconder, a russa faz exatamente o oposto, vai até Matt Murdock, centro das atenções da mídia. 

Murdock não sabe como lidar com a amiga, haja visto estar tendo seus próprios problemas. Mas, nada disso impede que Natasha insista em ficar a seu lado, inclusive enfrentando inimigos tanto dela quanto dele. Os dois, que já formaram dupla várias vezes, mais uma vez estão juntos novamente.

O arco a seguir é uma obra de arte de Bendis e Maleev. Quando um velho deixa a prisão depois de muitos anos, e descobre que Matt Murdock está sendo acusado de ser o Demolidor, ele engenda uma vingança contra o advogado, pois tanto com Murdock quanto com o Demolidor, ele tem contas a acertar. 

O velho é um ex-gangster, que tentava ganhar poder na Cozinha do Inferno, até que foi detido pelo Demolidor. Passeamos por sua história e pela própria históriado Universo Marvel. 

Por fim, o arco Decálogo nos mostra um grupo de ajuda em uma igreja, formado por várias pessoas, todas elas tiveram suas vidas de algum modo afetadas pelo Homem Sem Medo. Porém, não apenas o Demolidor interliga suas vidas, algo muito mais macabro traumatizou cada um deles. Um arco bem Hellblazer. 




quinta-feira, 7 de março de 2019

The Bolsominion

O BOLSOMINION: ONDE VIVE? DO QUE SE ALIMENTA? 
COMO SOBREVIVE SEM CÉREBRO?


O bolsominion médio é uma das criaturas da natureza mais exóticas que existem. Com exótica, quero dizer, bizarra mesmo. Apesar de aparentado do petralha, e muito parecidos, não são totalmente equivalentes. O bolsominion nos ensinou que - diferente do que o escrotinho do Tiririca disse - sim, pode piorar, sim. 

No Facebook fizeram uma analogia muito boa sobre o bolsominion, que aqui significa o ser fanático por um presidente que ele elegeu e que não consegue tecer uma crítica que seja e que, quando percebe uma crítica, por menos que seja, sai desabalado para defendê-lo ou simplesmente postar comentários ofensivos, como se isso fosse mudar o tamanho da bolsa de cocô que o Brasil elegeu. Mas, vamos à analogia: 

O bolsominion seria mais ou menos como um que pisou em uma mina terrestre. Enquanto ele estiver com o pé sobre a mina, ele está vivo, mas, assim que retirar seu pé, ele estará morto. Como isso se aplica ao bolsominion médio? Ora, o bolsominion pisou em uma mina terrestre quando elegeu bolsonaro e o tomou como santo salvador. Enquanto está com o pé sobre suas convicções, o bolsominion se sente vivo. Porém, a cada merda que o presidente faz, isso pode enfraquecer o pé do bolsominion sobre a mina, até que, fatalmente, ele vai retirar o pé e suas convicções, juntamente com ele, vão morrer. É o bolsominion de Schrodinger. 

Eu já tenho outra analogia - que também não é minha - que gosto mais, porém, ela não é tão elegante quanto a primeira: o bolsominion tá mais para aquele corno sabido. Alguns até o devem ser mesmo. mas, vamos ficar só na analogia. O corno sabido, quando é chamado a atenção por um amigo, que lhe mostra fotos, áudios, e seja lá mais que tipo de prova for, para deixar claro que o amigo está em um barco furado ao continuar com tal pessoa, o corno fica puto é com o amigo, o destrata, diz que é tudo mentira, fake news, e segue em seu romance patético. Ele é feliz assim? Claro. Pena que, fora da analogia, no caso do presidente que ele elegeu, não é apenas ele que se fode, somos todos nós.

Mas, as bizarrices do bolsominion não terminam por aí. Ele vai em canais do YouTube que fazem críticas ao governo, aos filhos do presidente, aos ministros, vê o título, não assiste, e já posta "fora comunistas", sem saber nem o que seja comunista. Do mesmo modo, vem aqui, critica o fato de que aqui é colocado material digitalizado, MAS ELE BAIXA ESSE MATERIAL! 

O bolsominion defende corruptos do mesmo modo que seus inimigos faziam. O bolsominion não se faz perguntas, não tem senso critico algum. Para ele está tudo ótimo os políticos se aposentarem com 8 anos, e estarem fora da Reforma Trabalhista, sem contar seus outros trocentos privilégios. O bolsominion grita ESTADO MÍNIMO, mesmo sabendo que isso significa apenas para o povo, ou seja, ele mesmo. 

O bolsominion é uma cria da extrema direita que tem como representante máximo, Olavo de Carvalho, que diziz que quem precisava de assistência financeira de outrem era sub-humano, que defendia a meritocracia, que dizia que "não se deve dar o peixe, mas ensinar a pescar". Mas, agora, o ícone dos bolsominions, ele mesmo, está pedindo contribuições em dinheiro para pagar despesas médicas, mesmo ele sendo autor de "best-sellers" e tendo cursos de "filosofia". E o bolsominion em vez de pensar que há contradições aí, o que ele faz? Ele contribui. 

O bolsominion não se importa de osfilhos do presidente agirem como principezinhos que, a todo momento, interferem no governo e que não estão trabalhando nos cargos para os quais foram eleitos e para os quais são pagos! Em vez disso, o estranho ser chamado bolsominion aplaude! 

Para o bolsominion funcionário fantasma nao é corrupção, laranjas são apenas frutas, motoristas movimentando 7 milhões em poucos anos é normal. Funcionária do presidente batendo ponto, mas trabalhando como personal trainer de artista gloval, tá tranquilo. Para o bolsominion, só existe um partido corrupto, e nenhum outro. O bolsomnion não se preocupa que o Ministro do Turismo, cabeça do laranjal, não foi exonerado. 

Mas, o mais estranho de tudo, tem bolsominion que vem aqui só para ler isso, e ainda acha ruim, pois está mexendo como seu Mito. O seu Deus, o seu Santo, Salvador da Pátria. O seu Capitão do qual ele lambe as botas e de quem ele está louco para levar um golden shower na cabeça. 

Mas, graças ao próprio presidente deles, o bolsominion em breve será um animal em extinção. Será apenas um fóssil no museu mais estranho da História. 

quarta-feira, 6 de março de 2019

Bastard - Volume 3

BASTARD - VOLUME 03
Digitalização e Tratamento: Renato PLT/HORDA Mangás

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Nos capítulos anteriores:

Yoko é filha de Geo, o sumo sacerdote do reino de Meta Licana. Lucie é o garoto que foi encontrado ainda bebê por Geo e que foi criado junto com Yoko. Mas o que pouca gente sabe é que o garoto possui uma segunda personalidade lacrada dentro dele: Dark Schneider, um antigo mago das trevas que reencarnou nele. 

Quando o reino de Meta Licana é invadido por magos do mal, Yoko usa o feitiço que aprendeu do pai para libertar o mago de dentro de Lucie e, graças a isso, consegue livrar o reino do perigo. 

Porém, quando quatro os quatro lordes rebeldes descobriram que Drak Schneider estava de volta, um deles, o Lorde Gara, sequestrou Yoko para exigir que o antigo aliado se unisse à causa deles. Mas, Dark Schneider enraivecido invadiu a fortaleza ninja, escapou de todas as armadilhas e salvou Yoko das garras do vilão.

Alarmados com a resposta de Dark Schneider, os lordes restantes incumbem Lady Arshes Nei, outra integrante dos quatro lordes, da missão de liquidar o mago das trevas. Assim sendo, ela envia uma poderosa assassina, Sean Harri, mas ela acaba derrotada... 




Se a Canoa Não Virar...

BOLSONARO - UM GOVERNO NA QUINTA SÉRIE


Uma coisa se pode dizer de Jair Bolsonaro: ele é um exemplo de superação. Ele se supera a cada dia que passa, deixando claro que sempre pode piorar muito mais. Putinho com as manifestações contra sua pessoa no Carnaval, ele dispara mais um tweet que entra para a História do Brasil. 

Além das críticas nas escolas de samba, que deixam claro que seu governo não é popular, o povo nas ruas procurou enfatizar este ponto com marchinhas como "Ei, Bolsonaro, Vai Tomar no Cu" e "Doutor, Eu Não me Engano, o Bolsonaro é Miliciano". Irritado com essas críticas vindas da massa popular, principalmente dos blocos de rua, Bolsonaro não se conteve e colocou em sua conta no Twitter um vídeo escatológico, onde um homem mijava em outro homem, na tentativa pífia de desmerecer TODO o Carnaval e, consequentemente, as críticas direcionadas à sua pessoa. 

O vídeo mostra algo errado? SIM! Bolsonaro tinha que se rebaixar a postar estas imagens e sujar mais ainda seu desgoverno e a imagem do país? NÃO! O que ele acha, que não há bolsominions nos blocos de rua? Claro que há, e muitos deles vestidos de mulher, extravasando toda a sua enrustidez. Bolsominion gosta de Roger Walters, mesmo  ele sendo anti-fascista, bolsominions gostam de filmes biográficos de cantores gays, mesmo não entendendo que gays se beijam. E Bolsominions gostam de blocos de rua, mesmo que não entendam o espírito do Carnaval. E, quem pode dizer se os dois lá não são bolsominions em plena saída do armário? Quem pode saber? 

O fato aqui é que o problema mais sério não é oque acontecesse no vídeo, e sim o presidente de uma nação, em seus desespero, postar isso em sua rede social, para todos, em todo lugar, verem. Obviamente seus eleitores mais doentes vão apoiar como se fosse o ato de um grandioso estadista, que luta pela moral e os bons costumes, mesmo que para isso, ele precise quebrar a regra de morale bons costumes de sua própria rede social.

Este ato só faz cimentar o quanto Bolsonaro é despreparado para qualquer cargo no governo. Tanto o é, que recentes notícias dizem que o GOVERNO articula para evitar que ele fale sobre coisas como Reforma da Previdência. Seu próprio staff é contra ele. Sabe que ele precisa ser rechaçado. Como alguém disse no Facebook, "achar que isso é governo é o mesmo que achar que capotamento ´[e um meio de transporte".

As pessoas estão tendo que aguentar os desmandos de sues filhos, as acusações de roubo de dinheiro público via laranjas, e ainda precisam aturar as explicações do sumido Queiroz, que agora admite tudo,mas tenta livrar a cara de Flávio Bolsonaro. Os três filhos, eleitos, não estão fazendo jus ao que se paga a eles, trabalhando em seus cargos, e sim, se intrometendo no governo federal, mandando mais do que certos ministros. 

Nunca antes na história do Brasil, se viu tamanha falta de competência para governar. Fica mais do que claro que Bolsonaro nunca pensou que se tornaria presidente um dia. Dilma, com toda sua incompetência, foi vaiada e mandada tomar no cu in loco, em plena Copa do Mundo, e não teve uma atitude infantilóide dessas. Mesmo não sendo uma grande presidente, mesmo eu preciso admitir que no gerenciamento de ofensas, foi uma mulher de fibra. 

Mas, sabe como é, estamos todos no mesmo barco, e estamos todos afundando juntos. 

UPDATE: O cara acabou de perguntar o que é "golden shower", via Twitter. Peloarmordedeus.



terça-feira, 5 de março de 2019

Coleção A Espada Selvagem de Conan 2

COLEÇÃO A ESPADA SELVAGEM DE CONAN - VOLUME 02
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Inc.

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A primeira história deste volume , "Curse of the Undead-Man" (A Maldição do Morto-Vivo), é um conto escrito originalmente pelo novelista Robert E. Howard, o criador de Conan, para a pesonagem Dark Agnes de Castillon e se passava na França do século 16. Roy Thomas a adaptou em 1974, "transformando" Dark Agnes na sua personagem Sonja, a Guerreira, e seu amigo John Stuart em Conan. 

Aqui, para o leste, através do interno Mar de Vilayet, os exércitos do conglomerado imperial de Turan - liderados por Yezdigerd, aparente herdeiro do trono - assolam as cidades-estados da Hirkânia. Para o oeste, em Ophir, Koth e a gananciosa Nemédia, há guerras e rumores de conflitos - como sempre. Ainda assim, mesmo na Cidade dos Ladrões, em Zamora, um bárbaro andarilho de vinte e seis anos pode descobrir que a cadavérica Morte pode estar espreitando ao seu lado...

Em "Black Colossus" (A Libertação de Thugra Khotan) e "At the Mountain of the Moon-God" (Na Montanha da Deusa-Lua), um Conan de vinte e sete anos volta a se alistar como mercenário para nações ocidentais, conquistando patentes até chegar ao posto de capitão sob o comando de Malthom, o nemédio, que foi contratado para lutar as batalhas de Yesmela, a rainha-regente do pequeno reino fronteiriço de Khoraja. 

Pouco tempo antes, em "Demons at the Summit" (Os Demônios da Montanha), ainda um jovem de 21 anos ou mais, Conan cavalga para o leste, até o opulento reino de Turan, formado por hirkanianos que tinham se aventurado séculos antes através das águas de Vilayet. 

Na capital, Agrapur, tendo como únicas opções ir para a prisão ou se juntar ao exército turaniano, ele escolhe a última sem hesitar. A princípio, ele atua como um simples soldado, mas depois como um guarda do rei e aprende muito sobre a arte da cavalaria e arqueria. 

Deixado a mercê de um oficial comandante invejoso cuja esposa o deseja, o cimério é designado para acompanhar uma missão comercial até a selvagem tribo dos Khozgaris... e depois deve escoltar Yolanda, a neta do rei, através do indomado país do rebelde Povo da Colina. "Demons at the Summit" (Os Demônios da Montanha) é a história do encontro de Conan com os Khozgaris... e com outras pessoas ainda mais estranhas muito mais velhas que o próprio tempo. 

Pouco antes, em "Iron Shadows in the Moon" (Sombras de Ferro ao Luar), um príncipe rebelde de Koth está lutando para derrubar Strabonus, e um conan com seus 28 anos de idade se alista ao lado de muitos dos seus companheiros no exército rebelde. Infelizmente o príncipe faz um acordo de paz com Strabonus e, assim, o cimério e outros mercenários perdem seus empregos e são reduzidos ao nível  de foras da lei. 

Reunidos como os Companheiros Livres, eles pilham as fronteiras de Koth, Zamora e Turan, e finalmente partem para as estepes a Oeste do Mar de Vilayet, onde um bando de rufiões conhecidos como Kozaks vem se fortalecendo há muitos anos. Tornando-se o líder deles , Conan devasta os postos avançados do império turaniano até que o rei Yildiz envia uma pequena força sob o comando de Shah Amurath... (Texto de Max Brighel).

P.S.: Se alguém souber da venda do volume 3, coloque o link nos comentários. O Volume 4 e último, eu já tenho.




Sonho Meu

VOCÊ ACHA QUE É TÃO SIMPLES ASSIM?


Uma das histórias em quadrinho que mais gosto é a de Astro City #1, com o título de "Nos Meus Sonhos Eu Voo". Ali, o super-herói Espartano - uma óbvia alusão ao Superman - está sonhando, e nos sonhos ele voa, como diz o título. Mas, Espartano tem o superpoder de voar, então, porque ele voa com tanto prazer em seus sonhos? No mundo real, ele voa quase como que por obrigação, para salvar pessoas o tempo todo,mas, nos sonhos, ele voa por prazer. Provavelmente sonhar voando não deve ser a mesma coisa que voar no mundo real. 

Eu gosto de sonhar voando. Em algumas épocas mais que outras. Atualmente quase não tenho sonhado. Em tempos mais remotos, o voo nos sonhos era mais era bem mais parecido com o voo de super-heróis, depois passou a ser um voo mais errático, em que eu não conseguia me manter muito no alto, chegando até mesmo a trombar com as pessoas abaixo.  Nesses sonhos eu pulo, e tento me manter no ar usando uma força de vontade imensa. Nem sempre consigo. Estranhamente esses são os sonhos mais reais. 

Bom, toda essa introdução é para contar um dos sonhos mais enigmáticos que eu já tive em toda minha vida. E ele começa comigo voando: 

O sonho parece ser a continuação de algum outro que eu não lembro, pois começa justamente quando eu levanto voo, para fugir de uns caras que estão atirando em mim. É noite e eu voo muito rápido, como que para fugir dos atiradores. Sinto o vento forte e a noite está bem escura. Estou em alta velocidade quando, de repente, avisto alguém na minha frente, um homem negro, também voando. Já o vi em outros dois sonhos, mas não sei quem é. Minha velocidade é tão grande que sei que vou passar direto por ele, então agarro seu braço para frear. Pergunto quem ele é, mas ele não responde. O cenário do sonho muda

Não sei se o cenário apenas mudou ou se o homem nos teletransportou para lá. É uma sala de espera, sem nada de especial. Há outras pessoas ali, mas presto atenção apenas no velho sentado, esperando, e no cara magro em pé, perto do bebedouro. O homem que me teletransportou diz:

- Aqui é a Sala das Resposta. Aguarde aqui. - E sai por uma porta. 

Sem saber o que fazer, eu sento, e espero. Reparo mais no lugar, que parece bem desarrumado, bagunçado. Não é muito limpo. De repente lembro que aquilo tudo me deu sede. Peço ao cara magro, perto do bebedouro, um copo d'água. Ele é mau humorado e pega a água com muita má vontade. Para piorar, ele cospe dentro da água, sem se preocupar que estou vendo, e me dá. Eu pego o copo d'água, olho para e digo:

- Ah, quer saber, isso é apenas um sonho mesmo. - e bebo a água. Nisso, o velho sentado à minha frente, ao me escutar, diz:

- Você acha que é tão simples assim?

Sem entender o que ele quer dizer. eu começo a perder o sonho. Não consigo ficar nele. E quero ficar,pois quero saber quais são as respostas da Sala das Respostas. Mas, é impossível. Sou arrancado do sala e volto a estar no céu novamente, teletransportado. Estou voando no mesmo ponto onde estava antes, na mesma velocidade, só que desta vez sem controle. Estou indo em direção ao chão e parece que vou bater em uma cabana que se aproxima rapidamente. Sabendo que aquilo vai doer, eu me forço a acordar. E consigo. Meu corpo está todo arrepiado de medo. 

Fiquei pensando naquele sonho por dias. O que será que o velho sabia? 



segunda-feira, 4 de março de 2019

HMPM: Punho de Ferro

OS HERÓIS MAIS PODEROSOS DA MARVEL: PUNHO DE FERRO
Digitalização e Tratamento: Outsider, The Z/HORDA Inc.

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A Marvel sempre teve comoum de seus princípios básicos refletir o mundo real nas páginas de seus quadrinhos. No entanto, isso não se limita a eventos atuais e manchetes de jornal. As tendências da cultura pop também foram uma grande influência para a editora, que jamais se esquivou do desafio de recriar o que é relevante para os leitores, mas no inconfundível e poderoso estilo Marvel. 

Esse foi o caso do Punho de Ferro. Criado no auge da febre do kung fu nos anos 1970 (ao lado de Shang-Chi, mas vamos deixá-lo para outra oportunidade), ele era a resposta da Marvel a Bruce Lee, Chuck Norris e David Carradine. Um mestre das artes marciais cujos punhos se transformavam "em uma coisa de ferro", Danny Rand fez seu combate de estreia em maio de 1974 na revista Marvel Premiere 15. 

Criado por Roy Thomas e Gil Kane, Danny Rand é um típico personagem contraditório da Marvel. Apesar de sua vida ter sido guiada pelos ensinamentos de um espiritualismo ancestral inspirado na cultura oriental, com a intenção de dar a ele o domínio sobre seu corpo e sua alma, ele é um cara surpreendentemente objetivo e com pés no chão. De fato, com o prosseguimento da série, ficou claro que, apesar dos muitos anos limpando seu espírito e fortalecendo  sua vontade, Danny era motivado por um desejo bem humano: vingança. 

 Mesmo tendo sido promovido da Marvel Premiere para a sua revista própria (escrita e desenhada pelos mestres Chris Claremont e John Byrne), Iron Fist (Punho de Ferro) foi cancelada na edição 15.  Contudo, ele ganhou uma nova oportunidade quando a Marvel o juntou a Luke Cage, outro herói inspirado na cultura pop dos anos 1970 (no caso, os filmes blaxploitation).

Os dois se transformaram nos Heróis de Aluguel, uma dupla incomum de combatentes do crime, que fez muito sucesso com os fãs. A interação dos personagens funcionou tão bem que deu aos autores a oportunidade de mostrar um lado mais divertido da personalidade de Danny. 

Como nossa atração principal, apresentaremos o primeiro arco da série The Immortal Iron Fist (O Imortal Punho de Ferro, 2007). Com roteiro de Ed Brubaker e Matt Fraction e arte de David Aja, essa série trouxe o Punho de Ferro de volta aos holofotes. Brubaker tinha levado Danny Rand havia pouco tempo para a revista do Demolidor, com Rand substituindo o herói cego durante o período em que ele esteve ausente, e queria fazer mais com o personagem. 

Juntos, os três autores revitalizaram Danny e todo o conceito do Punho de Ferro, adicionando uma camada extra de intriga ao mito da Arma Viva. Seguindo a linha traçada pelo cineasta Quentin Tarantino em Kill Bill alguns anos antes, eles mantiveram a essência que tornou as história de kung fu tão populares, ao mesmo tempo que inseriram habilmente as modernas técnicas de narrativa.

O resultado foi uma aventura cheia de adrenalina e ação que transpira frescor em cada página e cada quadro. Então, continue lendo enquanto viajamos à mística cidade de K'un-Lun para revelar a verdadeira natureza do misterioso guerreiro conhecido apenas como Punho de Ferro. (Texto de Ed Hammond). 




Livros e Liberdade

PELAS LIVRARIAS DA CIDADE EU VOU


A primeira vez que fui a uma livraria eu devia ter uns 11 anos de idade. Uma livraria era algo quase mítico para mim, naquela época. Para se ter uma ideia, até mesmo banca de jornal só havia uma no bairro do Lote XV, um pouco distante de onde eu morava. Livraria, nem pensar. 

Porém, eis que a professora seleciona um livro para um trabalho escolar, que era As Viagens de Gulliver. Imagine a minha reação. Eu fiquei estupefacto, pois já havia visto desenhos animados e filmes sobre a história e queria muito ler.

Provavelmente a professora deu o nome da livraria e onde ela ficava, para que os pais comprassem. Só que havia um problema, eu queria o livro o mais depressa possível e minha mãe não podia ir tão logo. Então, pedi o dinheiro a ela e disse que eu mesmo iria. Não lembro se ela ficou preocupada, afinal, eu nunca fora em Duque de Caxias sozinho. Seria a primeira vez.

O livro era uma publicação da editora Ediouro e,quando cheguei na livraria, ela era exclusiva dessa editora. Ficava na mesma galeria onde, anos depois, eu  veria a primeira locadora da minha vida. Mas, voltando à livraria. Ela era pequena, e toda envidraçada. Os livros ficavam em mostradores giratórios de acrílico, e eu fiquei ali um bom tempo, admirando tudo aquilo. Por fim, levei o que fui comprar, uma edição condensada de As Viagens de Gulliver. 


Curiosamente, assim que eu comprei o livro, a professora mudou para outro. Ela agora queria O Príncipe e o Mendigo, de Mark Twain. Eu fui tão rápido comprar o livro, que ninguém mais tinha comprado, então ela podia trocar sem problema. E, sim, eu fiquei quieto, afinal, seria mais uma chance de retornar à livraria e de ter mais um livro para mim. 

Fora esta livraria, em Duque de Caxias o que havia muito eram papelarias grandes que vendiam muitos livros, principalmente os da Coleção Vagalume, que eram muito pedidos pelas professoras também e que, assim, fui pegando gosto pela leitura cada vez mais. Lembro que o primeiro desta coleção que foi pedido para trabalho escolar foi O Mistério do Cinco Estrelas, que só mais tarde descobri que fazia parte de uma trilogia, sendo o primeiro O Rapto do Garoto de Ouro e o último, Um Cadáver Ouve Rádio. 

Comprei muitos desses na Papelaria Itatiaia, lá em Duque de Caxias. Era enorme e eu ficava transitando pela seção de livros. Na maioria das vezes não comprava nada, apenas olhava, folheva, sentia o cheiro e ia embora.


Eu lia bastante nessa época, mas os livros eram quase todos emprestados. Aos 12 anos já lia Agatha Christie, que uma amiga de 18 anos me emprestava. Ela trabalhou por um tempo na mesma padaria que eu, e me viciou nos livros da autora. Porém, comprá-los era mais complicado. Eram bem mais caros que gibis. Até que começaram a sair nas bancas, em uma coleção da editora Record. Mas, essa é outra história.

Voltando às livrarias, assim como eu ia à Zona Sul do Rio de Janeiro - onde moro hoje em dia - para ver cinemas mais sofisticados que os de Duque de Caxias, eu também aproveitava e entrava nas livrarias. O efeito de ver uma grande livraria era tão impactante quanto o de ver um cinema de qualidade. Se uma pessoa olhasse para mim, provavelmente me veria de olhos vidrados, admirando todos aqueles livros que eu não podia comprar. 

O tempo passou e eu fui morar neste lugar onde eu só ia de vez em quando, depois que me casei. Se eu já tinha o hábito de comprar livros esporadicamente, isto se tornou praticamente um vício, tendo estas livrarias todas por perto. Uma pena que esteja acontecendo uma crise e muitas delas estejam fechando. Algumas que eu frequentava muito nos 18 anos que aqui moro, como a Cultura, no bairro da Cinelândia. 

A que abre o texto é a Saraiva MegaStore, no Botafogo Praia Shopping, onde vou quase toda vez que passo em frente ao shopping. É como se o canto de uma sereia me arrastasse e me fizesse subir até lá. E, do mesmo modo de quando eu era só um garoto, eu olho, toco, sinto o cheiro, mas, desta vez, sempre compro alguns.

As livrarias são parte de mim, parte da minha história, escrita neste livro chamado Vida. Nossa, mais piegas impossível.


domingo, 3 de março de 2019

HMPM: Mulher-Hulk

OS HERÓIS MAIS PODEROSOS DA MARVEL: MULHER-HULK
Digitalização e Tratamento: Outsider, The Z/HORDA Powers

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Versões femininas de personagens existentes não são uma ocorrência incomum no mundo dos quadrinhos. No entano, isso isso nem sempre significa que são necessariamente uma boa ideia ou executadas particularmente bem. Você precisa se certificar de que elas tenham alguma semelhança ou conexão com sua contraparte, mas também deve ter uma personalidade e um tom próprios que não sejam encarados como um ganho fácil. 

Infelizmente, muitos casos caem nessa categoria, mas, apesar disso, seria uma grande tolice acusar a Mulher-Hulk de ser uma decepção - até porque você estaria enfurecendo uma das maiores super-heroínas da Marvel! Se a Mulher-Hulk não te assustou o suficiente pra te fazer retirar o que disse, pode ter certeza de que o alter ego dela, Jennifer Walters, vai te processar e arrancar até o último centavo seu!

A prima de Bruce Banner, Jennifer Walters, fez sua estreia na The Savage She-Hulk 1, de 1980. Tendo recebido uma transfusão de sangue de emergência do seu primo, a dócil e estudiosa Jen descobre que ela também pode manifestar um alter ego de pele esverdeada - embora, diferentemente de seu primo, ela tem muito mais controle sobre sua nova forma. 

Em vez de ser guiada pela raiva, a Mulher-Hulk é muito forte e confiante. Nas palavras dela própria, "de agora em diante, tudo o que Jennifer Walters  não puder lidar... a Mulher-Hulk poderá!"

Apesar de sua série inicial ter durado apenas 25 números, a "Hulkinha" conquistou um monte de fãs na Marvele muitos criadores enxergaram o potencial na personagem. Nos anos seguintes, ela faria inúmeras aparições em outras séries, tornando-se uma integrante dos Vingadores, até que, em 1984, ela se uniu ao Quarteto Fantástico. Escrita e desenhada por John Byrne, ela foi selecionada para substituir Ben Grimm, que estava temporariamente no Mundo Bélico após o crossover de Guerras Secretas.

Em 1989, a Mulher-Hulk recebeu outra série mensal, desta vez escrita por John Byrne, que a havia utilizado de maneira bastante eficaz na revista do Quarteto e numa graphic novel. Esta foi a série que realmente colocou a Mulher-Hulk em evidência - e foi aqui que Byrne introduziu um truque que a diferenciou de qualquer outro herói. Alguns anos antes de Deadpool ter começado a reclamar com seus leitores sobre suas desventuras como um personagem de quadrinhos, a Mulher-Hulk já estava quebrando a quarta parece com um estilo próprio e inimitável. 

Fosse através de vilões obscuros, fãs exagerados de quadrinhos ou até mesmo os editores, Byrne usou as aventuras da "Hulkinha" para tirar sarro dos aspectos mais peculiares do poderoso mundo da Marvel. Como consequência, ele também criou uma série que não só transformou a Mulher-Hulk na superestrela que sempre mereceu ser, mas uma que entraria para a história dos quadrinhos, influenciando criadores nos anos seguintes. (Texto de Ed Hammond).





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