MINHA MÃE NÃO DEIXA NÃO!
Na última sexta-feira, minha mãe fez a alegria do casal de amigos com quem eu estava no bar, bebendo meu guaraná Kuat. Explico: Vanessa e Vítor me chamaram pra ir até o bar aqui perto, onde eles estavam bebendo. Minha mãe estava aqui em casa e ela é paranóica com pessoas que se conhece na internet. Assistindo frequentemente as notícias na TV sobre tais assuntos, ela achava que meus amigos estavam tramando para me sequestrar, retirar meus órgãos e sabe-se lá o que mais. Porém, a primeira hipótese aventada por ela, era que, na verdade, eu estaria dizendo que ia ao bar, quando na verdade estaria indo me encontrar com "outra".
Não adiantou a Lia dizer que já conhecia os dois, que eram gente boa. Também não adiantou a tia da Lia dizer a mesma coisa. Ela não estava confiando nem na palavra de uma senhora de 84 anos. Ela queria ver com seus próprios olhos. Sabendo disso, eu já deixei as coordenadas para que, caso ela quisesse me achar, era só ir ao bar tal. Na cabeça dela, isso era só pra despistar.
Pois bem, lá estava eu, no bar com Vanessa e Vítor, quando aparecem ao meu lado, minha mãe e a tia da Lia. Minha mãe a arrastara com o pretexto de que foram "comprar cigarro" pra Lia e passaram por ali. A tia me explicou depois que foi levada sob alegações de "quero ver com meus próprios olhos". Como já estou acostumado - afinal são 42 anos de mãe - eu levei tudo na esportiva e meus amigos, apesar de estarem morrendo de rir por dentro, fingiram que aquilo tudo era normal.
Depois de fiscalizar se eu estava mesmo bebendo guaraná e de dizer quatrocentas vezes que eu voltasse "cedo" para casa, ela se foi para o outro lado, como quem ia realmente comprar cigarro. E agora meus amigos e minha mulher estão com uma história ótima pra contar para os amigos sempre que quiserem fazer os outros caírem na gargalhada! Mas, como eu já disse, eu já estou acostumado. Na verdade, eu entendo ela.
Minha mãe sempre foi assim e sempre será. Creio que ter criado quatro filhos praticamente sozinha a fez ser superprotetora e ela não consegue mais desencanar disso, por mais velhos que fiquemos. Mesmo sabendo que não éramos modelos de obediência, ela fazia sempre as mesmas recomendações. A sorte dela era que todos os quatro realmente não tinham vocação para delinquentes ou piriquetes. Talvez ela pensasse que se não batesse na mesma tecla como fazia, poderíamos acabar nos sentindo abandonados e aí sim, chutaríamos o pau da barraca.
O fato, tudo tendo sido dito, é que eu não poderia ter uma mãe melhor. Ela nunca foi uma mãe realmente repressora, nem nos tratou como se fôssemos de porcelana. Ela sempre fez o que toda mãe faz (ou deveria fazer): se preocupou e se preocupa. Talvez, em meu caso, as coisas sejam ainda sejam mais intensas devido ao fato de eu ter quase morrido quando bebê e de, quando adulto, ela ter passado pelo menos 10 anos sofrendo junto comigo com minhas constantes crise de pânico e epilepsia. Ela é cuidadosa com todos, mas sinto que comigo é como se eu ainda fosse aquele bebê doente, mesmo eu estando bem e com minha família.
Pelo menos minha esposa tem a melhor sogra do mundo, que se desabala no mundo para ver se estou com outra (acho que isso é alguma forma de "valorizar meu passe" perante a Lia) e meus amigos podem se divertir sempre, vendo o Eudes sendo advertido pela mamãe diante de dezenas de pessoas, num bar lotado. Portanto, se beber, não diga.
Não adiantou a Lia dizer que já conhecia os dois, que eram gente boa. Também não adiantou a tia da Lia dizer a mesma coisa. Ela não estava confiando nem na palavra de uma senhora de 84 anos. Ela queria ver com seus próprios olhos. Sabendo disso, eu já deixei as coordenadas para que, caso ela quisesse me achar, era só ir ao bar tal. Na cabeça dela, isso era só pra despistar.
Pois bem, lá estava eu, no bar com Vanessa e Vítor, quando aparecem ao meu lado, minha mãe e a tia da Lia. Minha mãe a arrastara com o pretexto de que foram "comprar cigarro" pra Lia e passaram por ali. A tia me explicou depois que foi levada sob alegações de "quero ver com meus próprios olhos". Como já estou acostumado - afinal são 42 anos de mãe - eu levei tudo na esportiva e meus amigos, apesar de estarem morrendo de rir por dentro, fingiram que aquilo tudo era normal.
Depois de fiscalizar se eu estava mesmo bebendo guaraná e de dizer quatrocentas vezes que eu voltasse "cedo" para casa, ela se foi para o outro lado, como quem ia realmente comprar cigarro. E agora meus amigos e minha mulher estão com uma história ótima pra contar para os amigos sempre que quiserem fazer os outros caírem na gargalhada! Mas, como eu já disse, eu já estou acostumado. Na verdade, eu entendo ela.
Minha mãe sempre foi assim e sempre será. Creio que ter criado quatro filhos praticamente sozinha a fez ser superprotetora e ela não consegue mais desencanar disso, por mais velhos que fiquemos. Mesmo sabendo que não éramos modelos de obediência, ela fazia sempre as mesmas recomendações. A sorte dela era que todos os quatro realmente não tinham vocação para delinquentes ou piriquetes. Talvez ela pensasse que se não batesse na mesma tecla como fazia, poderíamos acabar nos sentindo abandonados e aí sim, chutaríamos o pau da barraca.
O fato, tudo tendo sido dito, é que eu não poderia ter uma mãe melhor. Ela nunca foi uma mãe realmente repressora, nem nos tratou como se fôssemos de porcelana. Ela sempre fez o que toda mãe faz (ou deveria fazer): se preocupou e se preocupa. Talvez, em meu caso, as coisas sejam ainda sejam mais intensas devido ao fato de eu ter quase morrido quando bebê e de, quando adulto, ela ter passado pelo menos 10 anos sofrendo junto comigo com minhas constantes crise de pânico e epilepsia. Ela é cuidadosa com todos, mas sinto que comigo é como se eu ainda fosse aquele bebê doente, mesmo eu estando bem e com minha família.
Pelo menos minha esposa tem a melhor sogra do mundo, que se desabala no mundo para ver se estou com outra (acho que isso é alguma forma de "valorizar meu passe" perante a Lia) e meus amigos podem se divertir sempre, vendo o Eudes sendo advertido pela mamãe diante de dezenas de pessoas, num bar lotado. Portanto, se beber, não diga.